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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Oração do Perdão


Pai, quando eu for chamado para junto de Ti, quero partir com o coração aliviado de qualquer sentimento menor que possa reter-me ao vale de lágrimas onde me encontro hoje.


Ah, Meu Deus, que nada do que já vivi e ainda vivo seja obstáculo à minha felicidade amanhã!...


Quando eu me for, quero alçar vôo como fazem as aves que planam livres por sobre as misérias humanas, e que não pousam no chão senão para buscar o alimento que as mantém fortes nas alturas!...


Quando meus olhos se cerrarem à ilusão da carne, é de minha vontade que eu me distancie do mundo com a leveza das almas experimentadas na forja das provas árduas, sem que o peso dos sentimentos menores impeça meu anseio de libertação!


Desejo, Pai, libertar-me, sendo fiel à Tua lei de amor e de perdão!


Eu compreendo que a Terra é a escola onde Tu nos prepara para a angelitude!...


Eu compreendo que o sofrimento é a lição que nos faz avançar para a glória ou estacionar na senda de novas e mais dolorosas provas!...


Eu compreendo que tudo é seleção: os laços, a estrada, os acontecimentos...


De minha atitudes colherei bem ou mal; com minhas decisões talharei o que serei amanhã.


Alegrias infinitas ou sofrimentos sem conta nascem unicamente de meus atos, a revelia do que os outros me fazem ou deixam de fazer...


Por isso, Pai, conduz meu pensamento de tal sorte que, quando chegar minha hora, nada do que vivi possa retardar-me o passo ou prender-me outra vez ao sombrio grilhão da dor.


De todos os momentos experimentados, que eu carregue comigo apenas aqueles que me proporcionaram coisas úteis e felizes.


Que os infortúnios e mágoas do passado não sejam mais peso em meu coração, a impedir a realização dos mais ardentes anseios de felicidade e sublimação!...


As lágrimas que me fizeram verter - eu perdôo.
As dores e as decepções - eu perdôo.
As traições e mentiras - eu perdôo.
As calúnias e as intrigas - eu perdôo.
O ódio e a perseguição - eu perdôo.
Os golpes que me feriram - eu perdôo.
Os sonhos destruídos - eu perdôo.
As esperanças mortas - eu perdôo.
O desamor e a antipatia - eu perdôo.
A indiferença e a má vontade - eu perdôo.
A desconsideração dos amados - eu perdôo.
A cólera e os maus tratos - eu perdôo.
A negligência e o esquecimento - eu perdôo.
O mundo, com todo o seu mal - eu perdôo.


A partir de hoje proponho-me a perdoar porque a felicidade real é aquela que nasce do esquecimento de todas as faltas!...


No lugar da mágoa e do ressentimento, coloco a compreensão e o entendimento; no lugar da revolta, coloco a fé na Tua Sabedoria e Justiça; no lugar da dor, coloco o esquecimento de mim mesmo; no lugar do pranto coloco a certeza do riso e da esperança porvindoura; no lugar do desejo de vingança, coloco a imagem do Cordeiro imolado e o mais sublime dos perdões...


Só assim, Pai, se um dia eu tiver que retornar à carne, poderei me levantar forte e determinado sobre os meus pés e não obstante todos os sofrimentos que experimentar, serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor, de doar mesmo que despossuído de tudo, de fazer feliz aos que me rodearem, de honrar qualquer tarefa que me concederes, de trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos impedimentos, de estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono, de secar lágrimas ainda que aos prantos, de acreditar mesmo que desacreditado, e de transformar tudo em volta pela força de minha vontade, porque só o perdão rasga os véus sombrios do ressentimento e da revolta, frutos infelizes do egoísmo e do orgulho, libertando meu coração no rumo do bem e da paz, do amor verdadeiro e da felicidade eterna!


Assim seja!



(Psicografia Instituto André Luiz, 08.03.2003)

'A PRECE'


“Se eu, pois, não entender o que significam as palavras, serei um bárbaro para aquele a quem falo; e o que fala, sê-lo-á para mim do mesmo modo. Porque, se eu orar numa língua estrangeira, verdade é que o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto. Mas se louvares com o espírito, o que ocupa o lugar do simples povo como dirá Amém sobre a tua benção, visto não entender ele o que tu dizes? Verdade é que tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado.” (Paulo, I Coríntios, XIV: 11 - 14, 16-17).



Uma das condições essenciais da prece, segundo São Paulo é a de ser inteligível, para que possa tocar o nosso espírito. Para isso, entretanto, não basta que ela seja proferida na língua habitual, pois há preces que, embora em termos populares, não dizem mais à nossa inteligência do que as de uma língua estranha, e por isso mesmo não nos tocam o coração. As poucas idéias que encerram são em geral sufocadas pela superabundância das palavras e o misticismo da linguagem.


A principal qualidade da prece é a clareza. Ela deve ser simples e concisa, sem fraseologia inútil ou excesso de adjetivação, que não passam de meros ouropéis. Cada palavra deve ter o seu valor, exprimir uma idéia, tocar uma fibra da alma. Enfim: deve levar à reflexão. E somente assim pode atingir o seu objetivo, pois, de outro modo não passa de palavrório. Veja-se, entretanto, com que distração e volubilidade elas são proferidas, na maioria das vezes. Percebemos que os lábios se agitam, mas, pela expressão fisionômica e pela própria voz, percebe-se que é um ato maquinal, puramente exterior, de que a alma não participa.


Os Espíritos sempre disseram: “A forma não é nada, o pensamento é tudo. Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções, de maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração”.


O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos, desde que sejam ditas de coração, e não apenas com os lábios. Não impõe nem condena nenhuma. Deus é sumamente grande, segundo o Espiritismo, para repelir a voz que implora ou que canta louvores, somente por não o fazer desta ou daquela maneira. Quem quer que condene as preces que não constem do seu formulário, demonstra desconhecer a grandeza de Deus. Acreditar que Deus se apegue à determinada fórmula, é atribuir-lhe a pequenez e as paixões humanas.





Allan Kardec

Edição de texto retirado do “Evangelho Segundo o Espiritismo” (Cap. 28)

Prece pelo Espiritismo


Senhor e Mestre!


Jesus!


Ante o Espiritismo que nos confiaste por teu Evangelho Redivivo, fortalece-nos o coração para que te sejamos leais à confiança.


Na defesa da luz contra o assalto das trevas, não permita que a presunção nos tome o lugar da certeza nas verdades que nos legaste, e nem deixes que a névoa da acomodação destrutiva nos entorpeça o ânimo no pressuposto de guardar o espírito na falsa tranqüilidade das aparências...


Chamados à confissão de nossa fé, livra-nos, Senhor, dos delitos da intolerância, contudo, clareia-nos o raciocínio para que te expliquemos as boas-novas sem os prejuízos da superstição e sem as teias da ignorância...


Nas horas difíceis da verdade, afasta-nos da violência e da paixão menos digna, no entanto, sustenta-nos a sinceridade para que pronunciemos a palavra equilibrada e certa, sem a hipocrisia do silêncio culposo...


Impelidos à luta do bem que vence o mal, suprime-nos a cegueira das conveniências e interesses particulares para que o orgulho não nos tisne as decisões, todavia, esclarece-nos a alma a fim de que preguiça e deserção não nos ocupem a existência por suposta humildade...


Senhor, eis-nos à frente da Doutrina Espírita na condição de teus servos, responsáveis pela obra divina de nossa própria libertação espiritual...


Guia-nos no trabalho, ilumina-nos o entendimento, neutraliza as imperfeições que trazemos ainda e faze-nos fiéis a Ti, hoje e sempre.


Assim seja!




André Luiz
(Do livro “Sol nas Almas” – Waldo Vieira)

Momento de Oração...


Senhor!... enquanto o tempo se renova
Nos vastos horizontes deste dia,
Aspiro a ser, onde me colocares,
A lembrança da paz e da alegria.


Ante a explosão de amor com que envolves o mundo,
Deixa que eu seja um raio de esperança
A todo coração desalentado
Que procura encontrar-se e ainda não te alcança.


Que eu tenha os próprios braços no socorro
À penúria de todos os matizes.
Entretanto, Senhor, faze de mim também a palavra de fé
Levantando na estrada os tristes e infelizes.


Converte-me a visão em caridade,
Dá-me o dom de servir sem perguntar a quem,
Conserva-me na escola do dever,
Faze de minhas mãos artífices do bem.


Ampara-me, Senhor, para que me transforme,
Na seara da vida e seja com quem for,
Num singelo canteiro de trabalho
A bendizer-te a luz e a florir-se de amor!...





Maria Dolores
(“Mãos Marcadas” - Francisco Cândido Xavier)

A Prece


Pergunta - Qual o caráter geral da prece?


Resposta dos Espíritos - A prece é um ato de adoração. Fazer preces a Deus é pensar nele, aproximar-se dele, pôr-se em comunicação com ele. Pela prece podemos fazer três coisas: louvar, pedir e agradecer.


Pergunta - A prece torna o homem melhor?


Resposta dos Espíritos - Sim, porque aquele que faz preces com fervor e confiança se torna mais forte contra as tentações do mal, e Deus lhe envia bons Espíritos para o assistir. É um socorro jamais recusado, quando o pedimos com sinceridade.


Pergunta - Como se explica que certas pessoas que oram muito sejam, apesar disso, de muito mau caráter, ciumentas, invejosas, implicantes, faltas de benevolência e de indulgência; que sejam até mesmo viciosas?


Resposta dos Espíritos - O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas julgam que todo o mérito está na extensão da prece e fecham, os olhos para os seus próprios defeitos. A prece é para elas uma ocupação, um emprego do tempo, mas não um estudo de si mesmas. Não é o remédio que é ineficaz, neste caso, mas a maneira de aplicá-lo.


Pergunta - A prece é agradável a Deus?


Resposta dos Espíritos - A prece é sempre agradável a Deus quando ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para Ele. A prece do coração é preferível à que podes ler, por mais bela que seja, se a leres mais com os lábios do que com o pensamento. A prece é agradável a Deus quando é proferida com fé, com fervor e sinceridade. Não creias, pois, que Deus seja tocado pelo homem vão, orgulhoso e egoísta, a menos que a sua prece represente um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.




Retirado do “Livro dos Espíritos” – Allan Kardec (Livro Terceiro – As Leis Morais – Cap. 2 – Lei de Adoração / Item IV – Da Prece)

Glória aos Servos Fiéis


Ó Senhor!

Abençoa os teus servos fiéis,

Mensageiros de tua paz,

Semeadores de tua esperança.



Onde haja sombras de dor,

Acende-lhes a lâmpada da alegria;

Onde domine o mal, ameaçando a obra do bem,

Abre-lhes a porta oculta à tua misericórdia;

Onde surjam acúleos do ódio,

Auxilia-nos a cultivar as flores bem-aventuradas de teu sacrossanto amor!



Senhor! são eles

Teus heróis anônimos,

Que removem pântanos e espinheiros,

Cooperando em tua divina semeadura...

Concede-lhes os júbilos interiores,

Da claridade sagrada em que se banham as almas redimidas.



Unge-lhes o coração com a harmonia celeste

Que reservas ao ouvido santificado;

Descortina-lhes as visões gloriosas

Que guardas para os olhos dos justos;

Condecora-lhes o peito com as estrelas da virtude leal...



Enche-lhes as mãos de dádivas benditas

Para que repartam em teu nome

A lei do bem,

A luz da perfeição,

O alimento do amor,

A veste da sabedoria,

A alegria da paz,

A força da fé,

O influxo da coragem,

A graça da esperança,

O remédio retificador!...



Ó Senhor,

Inspiração de nossas vidas,

Mestre de nossos corações,

Refúgio dos séculos terrestres!

Faze brilhar teus divinos lauréis

E teus eternos dons,

Na fronte lúcida dos bons -

Os teus servos fiéis!



Retirado do livro “Obreiros da Vida Eterna” – André Luiz / Chico Xavier

Cântico de Glória


“Glória a Ti, Senhor do Universo, Criador de todas as maravilhas!...



É por tua sabedoria inacessível que se acendem as constelações nos abismos do Infinito e é por tua bondade que se desenvolve a erva tenra na crosta escura da Terra!...



Por tua grandeza inapreciável e por tua justiça misericordiosa, abre o Tempo os seus ilimitados tesouros para as almas!...



Por teu amor, sacrossanto e sublime, florescem todos os risos e todas as lágrimas no coração das criaturas!...



Abençoa, Senhor do Universo, as sagradas esperanças deste Reino. Jesus é para nós o teu Verbo de amor, de paz, de caridade e beleza!... Fortalece as nossas aspirações de cooperar em sua Seara Santa!...



Multiplica as nossas energias e faze chover sobre nós o fogo sagrado da fé, para espalharmos na Terra as divinas sementes do amor de teu Filho!...



Basta uma gota do orvalho divino de tua misericórdia para que se purifiquem todos os corações, mergulhados no lodo dos crimes e das impenitências terrestres, e basta um raio só do teu poder para que todos os Espíritos se convertam ao bem supremo!...



E agora, ó Jesus, Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, recebe as nossas súplicas ardentes e fervorosas!...”





Retirado do livro: “Há Dois Mil Anos” – Emmanuel / Chico Xavier

Oração por Humildade


Deus da Misericórdia!...


Auxilia-me a conservar o anseio de encontrar-te.



Quando haja tumulto, ao redor de mim, guarda-me o silêncio interior em que procure ouvir-te a voz.



Se algum êxito me busca, deixa-me perceber a tua bondade sobre a fraqueza que ainda sou.



Diante dos outros, consente, oh! Pai, que te assinale o infinito amor, valorizando-me a insignificância, através daqueles que me concedam afeto.



Se aparecerem adversários em meu caminho, faze-me vê-los como sendo instrumentos de trabalho, dentre aqueles com que me aperfeiçoas.



Na alegria, induz-me a descobrir-te a proteção paternal, estimulando-me a seguir para frente.



Na dor, fortalece-me os ouvidos para que te escutem os chamamentos de paz.



E, quanto mais possa conhecer, em minha desvalia, os recursos iluminados do oceano de mundos e de seres que construíste no Universo, concede-me, oh! Deus de Misericórdia, que eu tenha a simplicidade da gota d'água, se sente tranqüila e feliz porque se vê capaz de refletir-te a luz no brilho eterno da Criação.




(Meimei. Psicografia de Francisco Cândido Xavier, In: Amizade)




A Figura que ilustra o post foi retirada do site Túlio Dias Artes.

Prece dos aflitos


"Senhor Deus, pai dos que choram,

Dos tristes, dos oprimidos,

Fortaleza dos vencidos,

Consolo de toda a dor,



Embora a miséria amarga

Dos prantos de nosso erro,

Deste mundo de desterro

Clamamos por vosso amor!



Nas aflições do caminho,

Na noite mais tormentosa,

Vossa fonte generosa

É o bem que não secará.



Sois, em tudo, a luz eterna

Da alegria e da bonança,

Nossa porta de esperança

Que nunca se fechará.



Quando tudo nos despreza

No mundo da iniqüidade,

Quando vem a tempestade

Sobre as flores da ilusão!



Ó Pai, sois a luz divina,

O cântico da certeza,

Vencendo toda aspereza,

Vencendo toda aflição.



No dia da nossa morte,

No abandono ou no tormento,

Trazei-nos o esquecimento

Da sombra, da dor, do mal!...

Que nos últimos instantes,

Sintamos a luz da vida

Renovada e redimida

Na paz ditosa e imortal."





Retirado do livro: “Paulo e Estêvão” – Emmanuel / Chico Xavier

SEMENTES DE PAZ


As “sementes de paz” representam as doze orações pela paz feitas em Assis / Itália, quando, em Outubro de 1986, o Papa João Paulo II reuniu-se em Assis com líderes das grandes religiões do mundo para orações conjuntas pela paz, no dia da Oração pela Paz Mundial, durante o Ano Internacional da Paz das Nações Unidas.

As orações foram levadas aos Estados Unidos e deixadas aos cuidados das crianças da Life Experience School. A distribuição das Sementes de Paz é um projeto para servir o mundo. As orações pertencem à Humanidade.


“Como a abelha, que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a essência das diversas escrituras e vê somente o bem em todas as religiões.”


Mahatma Gandhi





1. Oração Hindu pela Paz



Ó Deus, leva-nos do irreal para o real. Ó Deus, leva-nos da escuridão para a luz. Ó Deus, leva-nos da morte para a imortalidade. Shanti, Shanti, Shanti a todos. Ó Senhor, Deus Todo Poderoso, que haja paz nas regiões celestiais. Que haja paz sobre a Terra. Que as águas sejam apacentadoras. Que as ervas sejam nutritivas, e que as árvores e plantas tragam paz a todos. Que todos os seres benéficos tragam-nos a paz. Que a Lei dos Vedas propague a paz por todo o mundo. Que todas as coisas sejam fonte de paz para nós. E que a Vossa paz possa trazer a paz a todos, e a mim também.


2. Oração Budista pela Paz



Que todos os seres, de todos os lugares, afligidos por sofrimentos do corpo e da mente sejam logo libertados de suas enfermidades. Que os temerosos deixem de ter medo e os agrilhoados sejam libertos. Que o impotente encontre força, e que os povos desejem a amizade uns dos outros. Que aqueles que se encontram no ermo sem caminhos e amedrontados - as crianças, os velhos e os desprotegidos – sejam guiados por entes celestiais benéficos, e que rapidamente atinjam a condição de Buda.


3. Oração Jainista pela Paz



A Paz e o Amor Universal são a essência do Evangelho pregado por todos os Seres Iluminados. O Senhor disse que a equanimidade é o Dharma. Perdôo a todas as criaturas e que todas as criaturas me perdoem. Por todos tenho amizade e por nenhuma criatura inimizade. Saiba que a violência é a causa raiz de todas as misérias do mundo. A violência é de fato o nó que aprisiona. “Não ofenda nenhum ser vivo”. Este é o caminho eterno, perene e inalterável da vida espiritual. Por mais poderosa que seja uma arma, ela sempre pode ser sobrepujada por outra; mas nenhuma arma pode ser superior à não-violência e ao amor.


4. Oração Maometana pela Paz



Em nome de Allah, o benéfico, o misericordioso. Graças ao Senhor do Universo que nos criou e distribuiu em tribos e nações. Que possamos nos conhecer, sem nos desprezarmos uns aos outros. Se o inimigo se inclina para a paz, incline-se você também para a paz, e confia em Deus, pois o Senhor é aquele que ouve e conhece todas as coisas. E entre os servos de Deus, Cheios de Graça são aqueles que andam sobre a Terra em humildade, e quando nos dirigimos a eles dizemos “PAZ”.


5. Oração Sikh pela Paz



“Deus nos julga segundo nossas ações, não de acordo com o traje que nos cobre: a verdade está acima de tudo, mas ainda mais alto está o viver em verdade. Saibam que atingimos a Deus quando amamos, e a única vitória que perdura é aquela que não deixa nenhum derrotado.”


6. Oração Bahá’í pela Paz



Seja generoso na prosperidade e grato na adversidade. Seja justo ao julgar e comedido ao falar. Seja uma luz para aqueles que caminham na escuridão, e um lar para o forasteiro. Seja os olhos para o cego e um guia para os errantes. Seja um sopro de vida para o corpo da humanidade, orvalho para o solo do coração dos homens, e seja a fruta da árvore da humildade.


7. Oração Shintoísta pela Paz



Embora as pessoas que vivem do outro lado do oceano que nos rodeia, eu creio, sejam todas nossos irmãos e irmãs, porque há sempre tribulação neste mundo? Porque os ventos e as ondas se levantam no oceano que nos circunda? Desejo de todo coração que o vento logo leve embora todas as nuvens que pairam sobre os picos das montanhas.


8. Oração dos Nativos Africanos pela Paz



Deus Todo Poderoso, Grande Polegar que ata todos os nós, Trovão que ruge e parte as grandes árvores; Senhor que tudo vê lá de cima, que vê até as pegadas do antílope nas rochas aqui na Terra, Vós sois aquele que não hesita em responder a nosso chamado. Vós sois a pedra angular da Paz.


9. Oração dos Nativos Americanos pela Paz



Ó Grande Espírito de nossos Ancestrais, elevo meu cachimbo a Ti. Aos teus mensageiros, os quatro ventos, e à Mãe Terra, que alimenta seus filhos. Dê-nos a sabedoria para ensinar nossos filhos a amarem, respeitarem e serem gentis uns com os outros, para que possam crescer com idéias de paz. Que possamos aprender a partilhar as coisas boas que nos ofereces aqui na Terra.


10. Oração Parse pela Paz



Oramos a Deus para erradicar toda a miséria do mundo: que a compreensão triunfe sobre a ignorância, que a generosidade triunfe sobre a indiferença, que a confiança triunfe sobre o desprezo, e que a verdade triunfe sobre a falsidade.


11. Oração Judaica pela Paz



Vamos subir a montanha do Senhor, para que possamos trilhar os caminhos do Mais Alto. Vamos forjar arados de nossas espadas, e ganchos de poda com nossas lanças. Uma nação não levantará a espada contra outra nação – nem aprenderão a guerra novamente. E ninguém mais sentirá medo, pois isto falou o Senhor das Hostes.


12. Oração Cristã pela Paz



Benditos são os que fazem a paz, pois eles serão chamados Filhos de Deus. Pois eu lhes digo: ouçam e amem os seus inimigos, façam o bem aos que te odeiam, abençoem aqueles que te maldizem, orem pelos que te humilham. Aos que lhes batem no rosto, ofereçam a outra face, e aos que lhes tiram as vestes, ofereçam também a capa. Dêem aos que pedem, e aos que tomam seus bens, não os peça de volta. E façam aos outros aquilo que quiserem que os outros façam a vocês.



Fonte: http://www.caminhosdeluz.org

“Hino do Entardecer”


Louvado sejas, Jesus!
Na aurora cheia de orvalho,

Que traz o dia, o trabalho,

Em que andamos a aprender.

Louvado sejas, Senhor!

Pela luz das horas calmas,

Que adormenta as nossas almas

No instante do entardecer...




O campo repousa em preces,

O céu formoso cintila,

E a nossa crença tranqüila

Repousa no teu amor;

É a hora da tua bênção

Nas luzes da Natureza,

Que nos conduz à beleza

Do plano consolador.



É nesta hora divina,

Que o teu amor grande e augusto

Dá paz à mente do justo,

Alívio e conforto à dor!

Amado Mestre abençoa

A nossa prece singela,

Faze luz sobre a procela

Do coração pecador!



Vem a nós! Do céu ditoso,

Ampara a nossa esperança,

Temos sede de bonança,

De amor, de vida e de luz!

Na tarde feita de calma,

Sentimos que és nosso abrigo,

Queremos viver contigo,

Vem até nós, meu Jesus!..




Retirado do livro “Cinqüenta Anos Depois” – Emmanuel / Chico Xavier

A Mediunidade e a Obsessão


No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha. Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem retirar-se. Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegarem a dominar alguém, identifica-se com o Espírito da vítima e a conduzem como se faz com uma criança.

A Obsessão

A obsessão apresenta característica diversas que precisamos distinguir com precisão, resultantes do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que este produz. A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenômenos, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.

A obsessão simples verifica-se quando um Espírito malfazejo se impõe a um médium, intromete-se contra a sua vontade nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com outros Espíritos e substitui os que são evocados.

Não se está obsedado pelos simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso, pois o melhor médium está sujeito a isso, sobretudo no início, quando ainda lhe falta a experiência necessária, como entre nós as pessoas mais honestas podem ser enganadas por trapaceiros. Pode-se, pois, ser enganado sem estar obsedado. A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito do qual não se consegue desembaraçar.

Na obsessão simples o médium sabe perfeitamente que está lidando com um Espírito mistificador, que não se disfarça e nem mesmo dissimula de maneira alguma as suas más intenções e o seu desejo de contrariar. O médium reconhece facilmente a mistificação, e como se mantém vigilante raramente é enganado. Assim, esta forma de obsessão é apenas desagradável e só tem o inconveniente de dificultar as comunicações com os Espíritos sérios ou com os de nossa afeição.

Podemos incluir nesta categoria os casos de obsessão física, que consistem nas manifestações barulhentas e obstinadas de certos Espíritos que espontaneamente produzem pancadas e outros ruídos. Quanto a este fenômeno, remetemos o leitor ao capítulo 'Das manifestações físicas espontâneas, nº 82.'

A Fascinação

A fascinação tem consequências muito mais graves. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do médium e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o absurdo do que escreve, mesmo quando este salta aos olhos de todos. A ilusão pode chegar a ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula. Enganam-se os que pensam que esse tipo de obsessão só pode atingir as pessoas simples, ignorantes e desprovidas de senso. Os homens mais atilados, mais instruídos e inteligentes noutro sentido, não estão mais livres dessa ilusão, o que prova tratar-se de uma aberração produzida por uma causa estranha, cuja influência os subjuga.

Dissemos que as consequências da fascinação são muito mais graves. Com efeito, graças a essa ilusão que lhe é conseqüente o Espírito dirige a sua vítima como se faz a um cego, podendo levá-lo a aceitar as doutrinas mais absurdas e as teorias mais falsas como sendo as únicas expressões da verdade. Além disso, pode arrastá-lo a ações ridículas, comprometedoras e até mesmo bastante perigosas. (1)

Compreende-se facilmente toda a diferença entre obsessão simples e a fascinação. Compreende-se também que os Espíritos provocadores de ambas devem ser diferentes quanto ao caráter. Na primeira, o Espírito que se apega ao médium é apenas um importuno pela sua insistência, do qual ele procura livrar-se. Na segunda, é muito diferente, pois para chegar a tais fins o Espírito deve ser esperto, ardiloso e profundamente hipócrita. Porque ele só pode enganar e se impor usando máscara e uma falsa aparência de virtude.

As grandes palavras como caridade, humildade e amor a Deus servem-lhe de carta de fiança. Mas através de tudo isso deixa passar os sinais de sua inferioridade, que só o fascinado não percebe; e por isso mesmo ele teme, mais do que tudo, as pessoas que vêem as coisas com clareza. Sua tática é quase sempre a de inspirar ao seu intérprete afastamento de quem quer que possa abrir-lhe os olhos. Evitando, por esse meio, qualquer contradição, está certo de ter sempre razão.

A Subjugação

A subjugação é um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vítima, fazendo-a agir malgrado seu. Esta se encontra, numa palavra, sob um verdadeiro jugo.

A subjugação pode ser moral ou corpórea. No primeiro caso, o subjugado é levado a tomar decisões freqüentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão considera sensatas: é uma espécie de fascinação. No segundo caso, o Espírito age sobre os órgãos materiais, provocando movimentos involuntários. No médium escrevente produz uma necessidade incessante de escrever, mesmo nos momentos mais inoportunos. Vimos subjugados que, na falta de caneta ou lápis, fingiam escrever com o dedo, onde quer que se encontre, mesmo nas ruas, escrevendo em portas e paredes.

A subjugação corpórea vai às vezes mais longe, podendo levar a vítima aos atos mais ridículos. Conhecemos um homem que, não sendo jovem nem belo, dominado por uma obsessão dessa natureza, foi constrangido por uma força irrestível a cair de joelhos diante de uma jovem que não lhe interessava e pedi-la em casamento. De outras vezes sentia nas costas e nas curvas das pernas uma forte pressão que obrigava, apesar de sua resistência, a ajoelhar-se e beijar a terra nos lugares públicos, diante da multidão. Para os seus conhecidos passava por louco(2), mas estamos convencidos de que absolutamente não o era, pois tinha plena consciência do ridículo que praticava contra a própria vontade e sofria com isso horrivelmente.

Dava-se antigamente o nome de possessão ao domínio exercido pelos maus Espíritos, quando a sua influência chegava a produzir a aberração das faculdades humanas. A possessão corresponderia, para nós, à subjugação. Se não adotamos esse termo, é por dois motivos: primeiro, por implicar a crença na existência de seres criados para o mal e perpetuamente votados ao mal, quando só existem seres mais ou menos imperfeitos e todos eles suscetíveis de se melhorarem; segundo, por implicar também a idéia de tomada do corpo por um Espírito estranho, numa espécie de coabitação, quando só existe constrangimento. A palavra subjugação exprime perfeitamente a idéia. Assim, para nós, não existem possessos, no sentido vulgar do termo, mas apenas obsedados, subjugados e fascinados.

* * *

(1) A fascinação é mais comum do que se pensa. No meio espírita ela se manifesta de maneira ardilosa através de uma avalanche de livros comprometedores, tanto psicografados como sugeridos a escritores vaidosos, ou por meio de envolvimento de pregadores e dirigentes de instituições que se consideram devidamente assistidos para criticarem a Doutrina e reformularem os seus princípios. Muito comum este fato, que vem ocorrendo com espantosa intensidade no Brasil, em virtude da propagação da prática espírita sem o desenvolvimento paralelo do conhecimento doutrinário. Por toda parte aparecem publicações inoportunas, desviando a atenção do público dos problemas fundamentais do Espiritismo, excitando a imaginação e o orgulho de médiuns incultos que, ainda em desenvolvimento, se deixam empolgar pela vaidade pessoal, dando atenção aos elogios de companheiros menos avisados e sendo envolvidos por Espíritos pseudo-sábios, sistemáticos, imaginosos. Todo cuidado é pouco nesse terreno. (N. do T.)

(2) Manias trejeitos, esgares, tiques nervosos e estados permanente de irritação provêm em geral de subjugações corpóreas. Conta-se por milhares os casos de cura obtida em sessões espíritas. Os médicos espíritas, hoje numerosos, geralmente conhecem essa causa e encaminham os clientes a trabalhos apropriados. Os médicos não-espíritas continuam a dar de ombros e a rir do que não conhecem, como faziam os seus colegas do tempo de Pasteur a respeito das infecções. (N. do T.)

A obsessão, como dissemos, é um dos maiores escolhos da mediunidade. É também um dos mais frequentes. Assim, nunca serão demais as providências para combatê-la. Mesmo porque, além dos prejuízos pessoais que dela resultam, constitui um obstáculo absoluto à pureza e à veracidade das comunicações. A obsessão, em qualquer dos seus graus, sendo sempre o resultado de um constrangimento, e não podendo jamais esse constrangimento ser exercido por um Espírito bom, segue-se que toda comunicação dada por um médium obsedado é de origem suspeita e não merece nenhuma confiança. Se, por vezes, se encontrar nela algo de bom, é necessário restringir-se a isso e rejeitar tudo o que apresentar o menor motivo de dúvida.


Reconhece-se a obsessão pelas seguintes características:

1) Insistência de um Espírito em comunicar-se queria ou não o médium, pela escrita, pela audição, pela tiptologia etc., opondo-se a que outros Espíritos o façam.

2) Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações recebidas.

3) Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades ou absurdos.

4) Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os Espíritos que se comunicam por seu intermédio.

5) Disposição para se afastar das pessoas que podem esclarecê-lo.

6) Levar a mal a crítica das comunicações que recebe.

7) Necessidade incessante e inoportuna de escrever.

8) Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe à vontade e forçando-o a agir ou falar sem querer.

9) Ruídos e transtornos em redor do médium, causados por ele ou tendo-o por alvo.

Os motivos da obsessão variam segundo o caráter do Espírito. Às vezes é a prática de uma vingança contra pessoa que o magoou na sua vida ou numa existência anterior. Freqüentemente é apenas o desejo de fazer o mal, pois como sofre, deseja fazer os outros sofrerem, sentido uma espécie de prazer em atormentá-los e humilhá-los. A impaciência das vítimas também influi, porque ele vê atingido o seu objetivo, enquanto a paciência acaba por cansá-lo. Ao se irritar, mostrando-se zangado, a vítima faz precisamente o que ele quer. Esses Espíritos agem às vezes pelo ódio que lhes desperta a inveja do bem, e é por isso que lançam a sua maldade sobre criaturas honestas.

Há Espíritos obsessores sem maldade, que são até mesmo bons, mas dominados pelo orgulho do falso saber: têm suas idéias, seus sistemas sobre as Ciências, a Economia Social, a Moral, a Religião, a Filosofia. Querem impor a sua opinião e para isso procuram médiuns suficientemente crédulos para aceitá-las de olhos fechados, fascinando-os para impedir qualquer discernimento do verdadeiro e do falso. São os mais perigosos porque não vacilam em sofismar e podem impor as mais ridículas utopias. Conhecendo o prestígio dos nomes famosos não têm escrúpulo em enfeitar-se com eles e nem mesmo recuam ante o sacrilégio de se dizerem Jesus, a Virgem Maria ou um santo venerado. Procuram fascinar por uma linguagem empolada, mais pretensiosa do que profunda, cheia de termos técnicos e enfeitada de palavras grandiosas, como Caridade e Moral. Evitam os maus conselhos, porque sabem que seriam repelidos, de maneira que os enganados os defendem sempre, afirmando: Bem vês que nada dizem de mau. Mas a moral é para eles apenas um passaporte, é o de que menos cuidam. O que desejam antes de mais nada é dominar e impor as suas idéias, por mais absurdas que sejam. (1)

Como já dissemos, o fascinado recebe geralmente muito mal os conselhos. A crítica o aborrece, irrita e faz embirrar com as pessoas que não participam da sua admiração. Suspeitar do seu obsessor é quase uma profanação, e é isso o que o Espírito deseja, que se ponham de joelhos ante as suas palavras.

As imperfeições morais do obsedado são frequentemente um obstáculo à sua libertação. Só podemos dar aqui alguns conselhos gerais, porque não há nenhum processo material, nenhuma fórmula, sobretudo, nem qualquer palavra sacramental que tenham o poder de expulsar os Espíritos obsessores. O que falta em geral ao obsedado é força fluídica suficiente. Nesse caso a ação magnética de um bom magnetizador pode dar-lhe uma ajuda eficiente. A subjugação corpórea tira quase sempre ao obsedado as energias necessárias para dominar o mau Espírito. É por isso necessária à intervenção de uma terceira pessoa, agindo por meio do magnetismo ou pela força da sua própria vontade. Na falta do concurso do obsedado, essa pessoa deve conseguir ascendente sobre o Espírito. Além disso, é sempre bom obter, por um médium de confiança, os conselhos de um Espírito superior ou do seu anjo da guarda. Como não há pior cego do que o que não quer ver, quando se reconhece a inutilidade de todas as tentativas para abrir os olhos do fascinado, o melhor que se tem a fazer é deixá-lo com as suas ilusões. Não se pode curar um doente que se obstina na doença e nela se compraz.

Regra geral: quem quer que receba más comunicações espíritas, escritas ou verbais, está sob má influência; essa influência se exerce sobre ele, quer escreva ou não, isto é, seja ou não médium, creia ou não creia. A escrita oferece-lhe um meio de assegurar da natureza dos Espíritos em ação e de os combater, se forem maus, o que se consegue com maior êxito quando se chega a conhecer os motivos da sua atividade. Se a sua cegueira é bastante para não lhe permitir a compreensão, outros poderão lhe abrir os olhos.

Em resumo: o perigo não está no Espiritismo, desde que este pode, pelo contrário, servir-nos de controle e preservar-nos do risco incessante a que nos expomos sem saber. Ele está na orgulhosa propensão de certos médiuns a se considerarem muito levianamente instrumentos exclusivos dos Espíritos superiores, e na espécie de fascinação que não lhes permite compreender as tolices de que são intérpretes. Mas mesmo os que não são médiuns podem se deixar envolver.

* * *

(1) Muitas pessoas aceitam com facilidade as comunicações assinadas por Jesus, Maria, João, Paulo e outras figuras exponenciais da Religião e da História, esquecidas das advertências doutrinárias. Mensagens com assinaturas dessa espécie são sempre suspeitas, pois Espíritos que habitualmente se comunicam conosco são, pela própria lei de afinidade, mais próximos de nós. (N. do T.)


Fonte: O Livro dos Médiuns – Allan Kardec
(Cap. 23 – Da Obsessão)
Tradução: José Herculano Pires

Comer Carne


A questão sobre a alimentação tem sido bastante discutida no movimento espírita. Mensagens como a de Emmanuel (questão 129 da Ref. 1) e de André Luiz (Cap. 4 da Ref. 2) desaconselham o uso da alimentação carnívora. Entretanto, isso parece se contrapor com a orientação básica dos Espíritos superiores presentes nas questões 722, 723, 724 e 734 do Livro dos Espíritos3. Reproduziremos aqui a questão 723:


723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?


“Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização”.


Pretendemos demonstrar aqui que a recomendação de Emmanuel e André Luiz de se evitar a alimentação carnívora possui bases doutrinárias, não estando, portanto, em desacordo com o Espiritismo. Para isso, recorremos à Revista Espírita de dezembro de 1863 onde Kardec reproduziu uma mensagem do Espírito Lamennais4 que esclarece de modo claro todos os ângulos dessa questão:




“Sobre a alimentação do Homem”

(Sociedade de Paris, 4 de Julho de 1863. Médium: Sr. A. Didier)


“O sacrifício da carne foi severamente condenado pelos grandes filósofos da antiguidade. O Espírito elevado revolta-se à idéia de sangue e, sobretudo, à idéia de que o sangue é agradável à Divindade. E notai bem, que aqui não se trata de sacrifícios humanos, mas unicamente de animais oferecidos em holocausto. Quando o Cristo veio anunciar a Boa-Nova, não ordenou sacrifícios de sangue: ocupou-se unicamente do Espírito. Os grandes sábios da antiguidade igualmente tinham horror a estas espécies de sacrifícios e eles próprios só se alimentavam de frutos e raízes. Na terra os encarnados têm uma missão a cumprir: têm o Espírito que deve ser nutrido pelo Espírito, o corpo com a matéria; mas a natureza da matéria influi - compreende-se facilmente - sobre a espessura do corpo e, em consequência, sobre as manifestações do Espírito. Os temperamentos naturalmente muito fortes para viver como os anacoretas5 fazem bem, porque o esquecimento da carne leva mais facilmente à meditação e à prece. Mas para viver assim, geralmente seria necessária de uma natureza mais espiritualizada que a vossa, o que é impossível com as condições terrestres. E como, antes de tudo, a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações. Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto, desde que seja razoável. É uma questão algo leviana para os nossos estudos, mas não menos útil e proveitosa”. (os grifos são nossos).


Essa mensagem explica que a dieta sem o uso da carne é melhor, pois isso “leva mais facilmente à meditação e à prece”. Isso aconteceria, pois, segundo Lamennais, a natureza da matéria influi nas manifestações do Espírito. Podemos comparar a situação com os vícios. Aquele faz uso de uma droga, por exemplo, impregna seu perispírito de vibrações que limitarão suas manifestações no mundo espiritual. Da mesma forma, o uso de uma dieta menos carnívora torna o perispírito menos “espesso” (usando aqui uma palavra que Lamennais usou no texto) o que permite que ele tenha mais facilidade em elevar seu pensamento em prece.


Porém, Lamennais, de modo responsável, deixou claro que a dieta vegetariana dependeria do aprimoramento espiritual da nossa Humanidade terrestre, o que ainda não ocorre. Daí adverte que “a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações”. Por isso a questão 723 acima não condena o uso da carne.


Sobre privações, a questão 724 do Livro dos Espíritos3 recomenda:


724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?


“Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa”.


Dessa forma, a privação da carne só teria mérito se ocorrer em benefício do próximo. As atividades espíritas de passes e as reuniões mediúnicas constituem exemplos em que a abstenção do uso da carne, pelo menos no dia dessas atividades, pode levar a benefícios aos assistidos encarnados ou desencarnados. Mas se o tarefeiro tiver dificuldade com isso, Raul Teixeira6 assevera que, “É mais compreensível, e me parece mais lógico, que a pessoa coma no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu uso, deixando-se de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em casa, após a reunião, e comer ou beber aquilo de que tem vontade”.


Lamennais ainda disse que “Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto” sem esquecer que isso deve ser feito “desde que seja razoável”, isto é, sem exageros.



Portanto, a recomendação de Emmanuel e André Luiz é válida e está de acordo com o Espiritismo, mas não deve ser considerada uma exigência para a realização de um bom trabalho espírita ou uma boa reunião mediúnica. Lembremos, afinal, que Jesus em Mateus, Cap. 15 e vers. 11 disse que: “Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina”. E, para aprimorar o que sai de “nossa boca” e de nossos atos, devemos nos esforçar pela reforma íntima e no estudo doutrinário.




Referências:



[1] Emmanuel, psicografia de F. C. Xavier, O Consolador, FEB, 20ª Edição (1999).

[2] André Luiz, psicografia de F. C Xavier, Missionários da Luz, FEB, 26ª Edição (1995).

[3] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora FEB, 76a Edição, (1995).
[4] Lamennais, Revista Espírita Dezembro, pp. 387- 388 (1863).

[5] Anacoreta é uma pessoa que se retira a um local isolado para dedicar-se a meditação e oração.

[6] D. P. Franco e J. R. Teixeira, Diretrizes de Segurança, Editora FRATER, 8ª Edição (2000).




Artigo publicado no jornal O Idealista, da USE
(Regional Jaú, Setembro, p.9 - 2006)

Retirado do site Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec

A dor nos animais


A ordem da Criação se divide em planos ou instâncias (filosoficamente em hipóstases). Há enorme distância, como se vê pelo item 597 de O Livro dos Espíritos, entre o plano animal e o plano hominal.

As plantas e os animais também sofrem, como os homens, também apresentam deformações e aleijões, mas essas coisas são diferentes nos três planos. A matéria é a mesma, mas o conteúdo espiritual (a essência) é diferente. A planta não tem consciência, o animal tem consciência rudimentar, o homem tem consciência definida e possui por isso o livre arbítrio.

A lei fundamental da Natureza é a evolução. Nas fases iniciais de processo evolutivo essa lei é soberana. O mineral, o vegetal e o animal evoluem “empurrados” pelas energias intrínsecas e extrínsecas, ou seja, orgânicas e mesológicas, que representam o que Bergson chamou de “energias criadoras”. O homem, que já tomou consciência de si mesmo e do Universo, sofre ainda o impulso dessas energias, mas já pode controlá-las pela sua vontade e orientá-las pela sua consciência. Torna-se então responsável pelos seus atos e enquadra-se na lei moral.

A planta monstruosa é um acidente material. O animal monstruoso é outra forma de acidente no processo criador, um desarranjo da “mecânica” da matéria. Mas a criatura humana tem a sua reencarnação controlada pelas inteligências que executam as ordens referentes às suas necessidades de evolução moral.

Assim, a criatura humana tem no seu corpo defeituoso ou monstruoso a aplicação das “deficiências da matéria” em favor da sua correção moral.

Não há expiação para os animais, como vemos no item 602 de O Livro dos Espíritos. A dor nos animais é um agente de excitação psíquica, auxiliando o despertar das faculdades do “princípio inteligente”. Nos homens é uma reação provocada pelos abusos de livre arbítrio.
Do livro “O Homem Novo” - Herculano Pires

* * *

“A vida do animal não é propriamente missão, apresentando, porém, uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio, através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência.”
Emmanuel - Livro “O Consolador” - Psicografia: Chico Xavier

As influências espirituais


- “Influem os Espíritos em nosso pensamento, e em nossos atos?”.
- Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”
(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 459.)


A assertiva dos Espíritos a Allan Kardec demonstra que, na maioria das vezes, estamos todos nós - encarnados - agindo sob a influência de entidades espirituais que se afinam com o nosso modo de pensar e de ser, ou em cujas faixas vibratórias respiramos.

Isto não nos deve causar admiração, pois se analisarmos a questão sob o aspecto puramente terrestre chegaremos à conclusão de que vivemos em permanente sintonia com as pessoas que nos rodeiam, familiares ou não, das quais recebemos influenciações através das ideias que exteriorizam, dos exemplos que nos são dados, e também que influenciamos com a nossa personalidade e pontos de vista.

Quando acontece de não conseguirmos exercer influência sobre alguém de nosso convívio e que desejamos aja sob o nosso prisma pessoal, via de regra tentamos por todos os meios convencê-lo com argumentos persuasivos de diferente intensidade, a fim de lograrmos o nosso intento.

Natural, portanto, ocorra o mesmo com os habitantes do mundo espiritual, já que são eles os seres humanos desencarnados, não tendo mudado, pelo simples fato de deixarem o invólucro carnal, a sua maneira de pensar e as características da sua personalidade.

Assim, vamos encontrar desde a atuação benéfica de Benfeitores e Amigos Espirituais, que buscam encaminhar-nos para o bem, até os familiares que, vencendo o túmulo, desejam prosseguir gerindo os membros do seu clã familial, seja com bons ou maus intentos, bem como aqueles outros a quem prejudicamos com atos de maior ou menor gravidade, nesta ou em anteriores reencarnações, e que nos procuram, no tempo e no espaço, para cobrar a divida que contraímos.

Por sua vez, os que estão no plano extrafísico também se acham passíveis das mesmas influenciações, partidas de mentes que lhes compartilham o modo de pensar, ou de outras que se situam em planos superiores, e, no caso de serem ainda de evolução mediana ou inferior, de desafetos, de seres que se buscam intensamente pelo pensamento, num conúbio de vibrações e sentimentos incessantes.

Essa permuta é contínua e cabe a cada indivíduo escolher, optar pela onda mental com que irá sintonizar.

Portanto, a resposta dos Espíritos a Kardec nos dá uma noção exata do intercâmbio existente entre os seres humanos, seja ele inconsciente ou não, mas, de qualquer modo, real e constante.

Do livro “Obsessão e Desobsessão” - Suely Caldas Schubert

domingo, 27 de setembro de 2009

A questão das drogas e suas implicações

Tema central da entrevista concedida pelo confrade Valci Silva, um dos destaques desta edição, a temática das drogas, apesar de sua importância na vida de nosso País, é ainda muito pouco abordada pelo movimento espírita.

As consequências do uso das drogas são bem conhecidas, mas toda vez que a televisão focaliza as mazelas disso decorrentes não há quem não se comova, e se coloca, então, a clássica pergunta: Existe solução para tal problema?

Obviamente, conquanto os problemas humanos sejam sempre complexos, há soluções para todos eles. O que varia de uma dificuldade para outra é o tempo necessário para resolvê-la. O caso de que ora tratamos requer tempo, boa vontade e investimento, não somente de dinheiro, mas investimento de amor, atenção, cuidado, visto que estamos diante de vidas humanas, de criaturas que não podem continuar a cair naquilo que Herculano Pires chamou de círculo vicioso da reencarnação.

Vale a pena recordar o pensamento do notável confrade, exposto em seu livro “Pedagogia Espírita”.

O desenvolvimento do ser humano, diz Herculano, não é contínuo, mas descontínuo. Em cada existência terrena o indivíduo desenvolve certas potencialidades, mas a lei de inércia o retém numa posição determinada pelos limites da cultura em que se desenvolveu. Com a morte corpórea ele volta ao mundo espiritual, onde suas percepções se ampliam permitindo-lhe compreender que sua perfectibilidade não tem limites. Retornando a nova encarnação, ele pode recomeçar com mais eficiência o desenvolvimento de sua perfectibilidade, mas, se não receber na vida terrena os estímulos necessários, poderá sentir-se novamente preso à condição da vida anterior na Terra, estacionando numa repetição de estágio. É a isso que ele deu o nome de círculo vicioso da reencarnação.

Sabemos que na periferia das grandes cidades existem jovens e crianças carentes que, dada a sua carência, podem tornar-se alvo fácil dos que traficam com as drogas.

É preciso, então, que essas crianças e esses adolescentes, bem como seus familiares, tenham acesso efetivo a uma vida digna e possam aspirar a melhores dias, graças aos estudos e à possibilidade de trabalho honesto que a sociedade não lhes pode negar, nem a eles nem aos seus pais.

Em inúmeras cidades são muitas as organizações que vêm se dedicando a essa tarefa e contribuindo para que a criança e o jovem saiam das ruas e ocupem de forma mais útil seu tempo ocioso. No meio espírita, diversas instituições dedicam-se a esse trabalho. Mas esse esforço só se completará quando os jovens e os adultos dotados de recursos – que são os compradores e os grandes usuários das drogas – forem convencidos de que o uso dos alucinógenos é um equívoco, é uma forma de suicídio, é uma chaga que precisa ser erradicada. E para isso há necessidade de um engajamento maior da sociedade e dos grupos religiosos que, em vez de se digladiarem, deveriam unir-se para juntos cooperarem no tratamento e na cura dessa enfermidade que grassa no mundo todo e tem o seu correspondente no plano espiritual, onde perambulam criaturas desencarnadas igualmente enfermas a reclamar nossa ajuda.
Retirado do site: http://www.oconsolador.com.br/ano3/125/editorial.html

Os embriões congelados têm alma?


Há espíritos ligados aos embriões congelados? Em caso afirmativo, podemos eliminá-los? Qual é o momento em que se dá a união da alma com o corpo?
Procuremos a resposta a estas perguntas nos livros da codificação Espírita e na colectânea de André Luíz, pscicografada por Chico Xavier.
Em primeiro lugar, vejamos o que disseram os Espíritos instrutores no séc.XIX, quanto ao momento em que a alma se une ao corpo: “A união começa na concepção (…)” – Resposta à perg.334, do livro dos Espíritos.
É importante realçarmos este dado: a união do Espírito com o corpo dá-se na fertilização ou concepção, que é a união do gâmeta masculino (espermatozóide) com o feminino (óvulo).
A mesma informação é-nos fornecida pelo médico desencarnado André Luíz, no cap.13 do livro Missionários da luz. Ele explica que depois das células masculinas e femininas de Adelino e Raquel se terem juntado formando uma única, o instrutor Espiritual Alexandre “ajustou sobre aquele microscópio globo de luz impregnado de vida, a forma reduzida de Segismundo (o reencarnante) que interpenetrava o organismo perispiritual de Raquel (a mãe), e observei que essa vida latente começava a mover-se”.
Esta é a descrição dos primeiros instantes da existência terrena do reencarnante Segismundo.
Como a lei Divina é sempre a mesma em qualquer parte, é natural que as leis biológicas também o sejam, de maneira que é fácil concluir que a reencarnação obedece aos mesmos princípios, quer seja uma gravidez normal ou obtida através da reprodução assistida, na qual se emprega uma tecnologia médica avançada, com grande manipulação dos gâmetas e do ovo ou zigoto.
O instrutor Clarêncio ( Entre a terra e o céu) esclarece que “todo e qualquer agregação de matéria, obedece aos impulsos do espírito”, o que significa que, sem haver um reencarnante, não há uma formação fetal valida e, em consequência, uma vida orgânica assegurada.
Vejamos agora mais um excerto da já citada resposta à pergunta 344:”Desde o momento da concepção, o espírito designado para habitar determinado corpo, liga-se a ele através dum laço fluidico que se vai apertando cada vez mais até ao momento em que a criança vê a luz”
No cap.XI do seu livro A Génese, Allan Kardec também dá esta explicação, mas com mais pormenores:” Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em formação, um laço fluídico – que não é senão uma extensão do seu perispírito – liga-o ao gérmen, que, desde o momento da concepção, o vai atrair por meio duma força invisível.
Esta “força irresistível” é explicada pelo instrutor Clarêncio no livro de André Luíz Entre a terra e o céu: “ Na reencarnação, basta o magnetismo dos pais, aliado ao grande desejo daquele que volta ao campo das formas físicas”.
Assim, aprendemos que a questão do renascer está ligada à “sintonia magnética”, e que esta não depende das leis físicas clássicas expressas nas leis de Newton, mas sim que está relacionada com a comunicação não local proposta pelo Teorema de Bell e que foi experimentalmente provada por Alain Aspect e pela sua equipa.
O espírito reencarnante une-se magneticamente ao óvulo e ao espermatozóide por uma questão de afinidade espiritual e não interessa se estes gâmetas estão nos laboratórios ou nos lares, no fundo dos oceanos ou na atmosfera, a quilómetros de distância da superfície, porque quando está em causa este género de sintonia, o local não interessa.
A esta informação, vamos juntar outras que estão n´O livro dos espíritos: nas perguntas 355 e 356, os instrutores dizem que nem todos os embriões têm Espírito ligados. Portanto, é fácil concluir que os embriões congelados podem ter ou não laços perispirituais (fluídicos) a si ligados, dependendo da sintonia magnética entre encarnados e desencarnados.
Mas isso não quer dizer de maneira nenhuma que o espírito vai ficar “congelado” ou então perder a liberdade de movimentação, visto que se trata de uma união, através dum ténue laço fluídico, ou seja, uma promessa, uma atracção.
E como se pode saber se há ou não ligação? Neste momento, ainda não temos tecnologia para tal.
Estamos em crer que as experiências cientificas de do inglês Dr.Harold de Saxton- Burr (com os seus “life fields”), e as do brasileiro Dr.Hernâni Guimarães de Andrade (com o seu “campo biomagnético) podiam ser aplicadas nestes casos, e que iam contribuir muito para um sucesso maior das clínicas de reprodução assistida, porque se ia trabalhar muito mais com o facto “probabilidade”.
E a questão da eliminação dos embriões e da sua manipulação em geral, e das células tronco em particular?
Estas questões fazem parte do tema bioética e Espiritismo e é preciso que os médicos espíritas nelas se debrucem mais, procurando as posições que lhe forem próprias, mas sem se esquecerem do princípio básico que deve reger a nossa conduta em qualquer altura: O Amor universal.
Dra. Marlene Nobre

sábado, 26 de setembro de 2009

Três Atitudes


Na sociedade:
O egoísmo faz o que quer.
O orgulho faz como quer.
O bem faz quanto pode, acima das próprias obrigações.


No trabalho:
O egoísmo explora o que acha.
O orgulho oprime o que vê.
O bem produz incessantemente.


Na equipe:
O egoísmo atrai para si.
O orgulho pensa em si.
O bem serve a todos.


Na amizade:
O egoísmo utiliza as situações.
O orgulho clama por privilégios.
O bem renuncia ao bem próprio.


Na fé:
O egoísmo aparenta.
O orgulho reclama.
O bem ouve.


Na responsabilidade:
O egoísmo foge.
O orgulho tiraniza.
O bem colabora.


Na dor alheia:
O egoísmo esquece.
O orgulho condena.
O bem ampara.


No estudo:
O egoísmo finge que sabe.
O orgulho não busca saber.
O bem aprende sempre, para realizar o melhor.


*** *** ***


O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios, inclinando-nos, em toda parte, ao vício e à delinqüência, em angustiantes processos obsessivos.


E só o Bem é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração Divina.


Mas, para isso, é indispensável não apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo, é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as forças do coração.





EMMANUEL
Três Atitudes - Mensagem adaptada
(Seara dos Médiuns, 15, FCXavier, edição FEB)

Receita Contra o Egoísmo


Procure esquecer o lado escuro da personalidade do próximo.


Aprenda a ouvir com calma os longos apontamentos do seu irmão, sem o impulso de interromper-lhe a palavra.


Olvide a ilusão de que seus parentes são as melhores pessoas do mundo e de que a sua casa deve merecer privilégios especiais.


Não dispute a paternidade das idéias proveitosas, ainda mesmo que hajam atravessado o seu pensamento, de vez que a autoria de todos os serviços de elevação pertencem, em seus alicerces, a Jesus, nosso Mestre e Senhor.


Não cultive referências à sua própria pessoa, para que a vaidade não faça ninho em seu coração.


Escute com serenidade e silêncio as observações ásperas ou amargas dos seus superiores hierárquicos e auxilie, com calma e bondade, aos companheiros ou subalternos, quando estiverem tocados pela nuvem da perturbação.


Receba com carinho as pessoas neurastênicas ou desarvoradas, vacinando o seu fígado e a sua cabeça contra a intemperança mental.


Abandone a toda espécie de crítica, compreendendo que você poderia estar no banco da reprovação.


Habitue-se a respeitar as criaturas que adotem pontos de vista diferentes dos seus e que elegeram um gênero de felicidade diversa da sua, para viverem na Terra com o necessário equilíbrio.


Honre a caridade em sua própria casa, ajudando, em primeiro lugar, aos seus próprios familiares, através do rigoroso desempenho de suas obrigações, para que você esteja realmente habilitado a servir ao Mundo e à Humanidade, hoje e sempre.




André Luiz
(Do livro “Marcas do Caminho”, Francisco Cândido Xavier)

A história de Júlio (Final)


“Como sou grato a eles!”, exclamei após recordar tudo.

“Tia” Suely sorriu e olhando-me fixamente elucidou-me:

“Aprende com eles, Júlio, a maior lição que tentaram lhe dar. Amar! E seja grato, muito grato, a gratidão é uma demonstração do amor. Ingrato, pode perder a ligação com os seus benfeitores, ficando mais difícil receber benefícios. Grato, fortifica o laço de carinho que esses dois espíritos nutrem por você.”

“Será que um dia poderei retribuir a eles um décimo do que fizeram por mim?”, indaguei-a.

“Creio que os dois não necessitam da ajuda que você pode lhes dar. Seus pais são espíritos bondosos que em muitas encarnações têm seguido o caminho do bem e do conhecimento. Para eles só sua gratidão, seu amor, é o suficiente. Mas, Júlio, a vida lhe dará muitas outras oportunidades de fazer o bem, fazendo a outros, faz a si mesmo e consequentemente àqueles que nos amam, que querem nosso progresso.”

“Sou muito inferior a eles para ajudá-los...

“Não faça comparações!”, continuou Suely a elucidar-me. “Todas me parecem injustas. Pense neles como alguém que ama e que quer vê-lo bem. Quando você, socorrido, necessitou encarnar, eles se ofereceram para serem seus pais novamente. Não precisariam eles passar pelo que passaram, ter um filho doente e sofrer com a sua desencarnação precoce. Mas o amaram tanto que não quiseram você num lar estranho. Preferiram passar tudo, mas com você junto deles.”

Abaixei a cabeça, senti muito ter sido ingrato. Almejei seguir seus exemplos. Suely, lendo meus pensamentos, concluiu:

“Isso, Júlio, faça do exemplo deles a meta da sua vida. E não pense que esse período em que você esteve com eles lhes foi tão sacrificial. Aqueles que amam não vêem sacrifícios. Tiveram que modificar um pouco a vida deles quando você nasceu. Seus pais eram professores universitários e programaram horários diferentes de trabalho para que sempre um deles pudesse estar com você. Fizeram de tudo para melhorar seu estado e lhe dar conforto. São adeptos do Budismo, conhecem a reencarnação. Viram em você um espírito reencarnante necessitado de carinho e amor. Aproveitaram esse período difícil por que passaram, aprenderam muito, tornaram-se mais religiosos e estudiosos espirituais. Não tiveram sofrimentos-débito, mas crédito diante das Leis Divinas. Quando você desencarnou recentemente, tudo fizeram para ajudá-lo. Hoje, estão tranquilos em relação a você, sabem que está bem e, se quiser fazer algo por eles, seja o que eles lhe desejam.”

“Eles desejam que eu seja feliz!”, exclamei.

“Simples?”, indagou Suely, sorrindo.

“Não posso ter dó de mim nem remorso, isso gera inquietude e insatisfação. Quero ser útil, aprender e fazer o que eles querem, o que desejam para mim.”

Suely apertou minha mão e retirou-se, fiquei sozinho e fiz um propósito de melhorar, de ser como eles, e tenho conseguido. O amor deles me sustenta!

* * *
Ter um filho deficiente mental pode parecer sofrimento a muitas pessoas. Creio que é trabalhoso. Mas para muitos pais não é uma coisa nem outra. É estar perto daquele que amam. Encontrei muitos que agiram, agem como os pais de Júlio. Que amam tanto o espírito que necessita desse aprendizado que reencarnam para ajudá-lo, fortalecendo os laços desse afeto verdadeiro.

O personagem deste capítulo teve uma paralisia. É o nome que se dá a uma sequela de doença neurológica. Pode ser paralisia total ou parcial, com ou sem outros distúrbios de fala, audição, visão etc. A causa pode ser trauma de parto, congênito ou genético.

Júlio aprendeu a ser grato e, quando cultivamos a gratidão, nada nos parece injusto, e as ingratidões não nos atingem, porque tudo o que fazemos é por amor e sem esperar recompensas. Devemos lembrar só o que de bom recebemos e esquecer todo o mal. Os pais de Júlio não só devem ser exemplo a ele, mas a todos nós.

Vimos na história real de Júlio uma infeliz reação das muitas que podem acontecer aos que abusam do corpo perfeito, danificando-o com tóxicos, envenenando até seu perispírito, gerando muito sofrimento.

Há tempos atrás, quando Júlio em sua encarnação anterior desencarnou pelas drogas, elas não eram tão influentes como hoje. Tenho visto muitos imprudentes se viciarem, comprometendo-se muito espiritualmente. Os tóxicos existem, e ai de quem deles abusar.

(Comentários do Espírito Antônio Carlos)

Retirado do livro “Deficiente mental, porque fui um?” (Cap. 2) - Ditado por diversos espíritos - Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck Carvalho - Editora Petit

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A história de Júlio (Parte 2)


Na minha encarnação anterior tive por pais os mesmos espíritos que o foram nesta última.



Eles formavam uma família feliz. Meus pais, casados há anos, viviam harmoniosamente, tinham duas filhas casadas e netos, quando mamãe engravidou. Embora surpresos, achando-se velhos, me receberam como presente de Deus. Foram excelentes pais, me amaram, cuidaram de mim, me educaram, dando ótimos exemplos. Cresci forte, sadio e inteligente.



Espírito inquieto, não dei valor a nada que recebia. Achava meus pais velhos, “caretas” e me envergonhava deles. Era respondão, às vezes bruto com eles. Achava que me enchiam.



Estudava numa universidade e comecei a consumir drogas. Não tinha motivos como desculpas. Não existem motivos para entrar no vício, mas alguns viciados arriscam algum fator para se justificar. Quis sensações novas e achei que nunca ia me tornar dependente delas. Das leves às pesadas, me viciei, porém achava que as largaria quando quisesse. Comecei a gastar mais dinheiro e mentia aos meus pais, dizendo que era para o estudo. Não desconfiavam e me davam, privando-se até de remédios.



Foi então que ocorreu o acidente. Numa viagem de fim de semana, meus pais desencarnaram juntos num acidente de trem.



Senti a falta deles, mais ainda do que eles faziam por mim. Não quis morar com minhas irmãs, fiquei sozinho na nossa casa. Formei-me dois meses depois e arrumei um emprego. Mas passei a me drogar cada vez mais. E agora não escondia e as usava em casa.



- Júlio, por favor, pare com isso! Pense em nossos pais! — diziam minhas irmãs, preocupadas.



- Não sou um viciado! Uso-as porque quero e paro quando quiser — respondia rudemente.



Minhas irmãs, cunhados e até sobrinhos, ao saberem, tentaram me ajudar. Passei a ser violento, não aceitei a intromissão deles.



Não produzia no trabalho e, como faltava muito, fui demitido e passei a consumir cada vez mais tóxicos; me tornei um farrapo humano. Fui vendendo tudo o que era de valor em casa, não comprei mais alimentos, minhas irmãs que os traziam, como também passaram a pagar as despesas da casa e alguns débitos meus. Mesmo assim, não gostava dos meus familiares, não queria vê-los, os evitava e quando vinham em casa os expulsava violentamente. Senti que eles planejavam me internar. Então, achando que a vida estava insuportável, resolvi me suicidar. Tomei uma overdose. Mas não morri, passei mal. Quando melhorei, levantei-me; estava deitado no tapete da sala. A casa estava uma anarquia. Tomei remédios, todos que encontrei, o resto de heroína e uma bebida alcoólica, deitei de novo, certo de que dessa vez ia morrer.



Desencarnei logo, mas era de noite. No outro dia minha irmã veio com a ambulância para me levar e acharam meu corpo morto.



Perturbei-me extremamente. Quando saí do torpor, senti-me preso, no escuro, com cheiro insuportável. Meu corpo estava enterrado e eu ligado a ele. Somos espíritos revestidos do perispírito e encarnados no corpo físico. Quando o corpo carnal morre, o deixamos e este parece somente uma roupa usada. Continuamos a viver espiritualmente revestidos com o corpo perispiritual. Isso é o que normalmente acontece. Mas há os que abusam e imprudentemente, como eu, danificam o corpo físico, a abençoada roupa que nos é dada para nos manifestarmos no campo material. Não fui desligado e fiquei junto ao corpo, sofrendo atrozmente.



Lembrei-me dos meus pais, do amor deles por mim e chorei; chamei por eles:



“Mamãe! Papai! Acudam-me!”



Senti-me tirado dali, parecia que fiquei ali séculos e não meses.



Não consegui me recuperar. Internado num hospital para suicidas, estava perturbado demais. Não tinha desculpa e não quis me perdoar. Que havia feito do meu corpo perfeito? Danifiquei-o com as drogas. Não merecia outro perfeito.



Faço uma ressalva, esta é minha história, que ocorreu comigo. Isso não acontece com todos que foram viciados nem com todos os suicidas. Mas normalmente estes sofrem muito, se os encarnados tivessem consciência disso, não se drogariam nem se suicidariam.



Meus pais preocuparam-se comigo. Amavam-nos muito, a mim e a todos os familiares.



Tiveram uma desencarnação violenta num acidente brutal. Foram socorridos pelos seus merecimentos. Sentiram que eu estava mal, então souberam que era viciado. Tentaram me ajudar, porém essa ajuda é restrita ao livre-arbítrio do necessitado. Pediram auxílio mentalmente às outras filhas, elas tentaram, ignoraram as ofensas e tudo fizeram, até se sacrificaram financeiramente, venderam bens para pagar meus débitos e para ter dinheiro para me internar.



Meus pais viram tristemente meu suicídio. Só quando me comovi ao lembrar deles é que puderam desligar-me da matéria podre e me socorrer.



Entenderam que só melhoraria na matéria. Estava tão perturbado, me desorganizei tanto que só me recuperaria no corpo físico. Com o esquecimento, me organizaria, encarnado recuperaria o que por livre vontade desordenei, danifiquei.



Meus pais reencarnaram unidos por um carinho profundo, casaram novamente e me receberam alegremente por filho.




Do livro “Deficiente mental, porque fui um?” (Cap. 2) - Ditado por diversos espíritos - Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck Carvalho - Editora Petit

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!

A relação humana com a espiritualidade muitas vezes parece buscar uma organização que num passe de mágica acabe com as dificuldades, todas, sejam elas de ordem física, espiritual ou até financeira.
Se nos choca ouvir que no passado o pagamento de uma indulgência poderia assegurar um lugar ao sol, no caso o céu, quanto mais saber que se não fizemos uso desse “benefício” provavelmente é porque nos faltou recursos financeiros naquela época.
Infelizmente, - até por imaturidade espiritual já que, como disseram os espíritos, a Terra não é o primeiro planeta na sequência de encarnações, mas ainda assim um dos mais baixos da escala – nossa humanidade ainda tem grande dificuldade para entender a lógica do processo evolutivo, independente da concepção religiosa que anunciamos seguir. Imaginamos que a felicidade é externa e está num local onde os problemas e os desafios inexistam. E passamos a encarnação – uma série delas, às vezes – correndo atrás dessa “casa construída na areia”, que a cada encontro com as marés da vida se desfaz, deixando a sensação de vazio, fruto de uma idéia imediatista e consumista, onde ter é mais importante do que ser.
Numa associação simples, mas não simplista, imaginemos a vida como uma escola: vencer as dificuldades do primeiro estágio apenas nos habilita a enfrentar dificuldades maiores num segundo, e assim sucessivamente. Até que cheguemos ao ponto da busca do aprendizado por prazer e da superação dessas dificuldades pelo trabalho como realização pessoal. E teremos chegado enfim ao “céu”.
Deus sendo infinito em seus atributos só pode ter bondade infinita, onde não cabe nem um segundo na eternidade em que ela deixe de atuar em tudo e em todos. Uma das consequências disso é a certeza de que ninguém nasceu para sofrer, mas para a felicidade plena. Esse é o destino traçado, o resto é caminho escolhido. Ou, como nos alertou um amigo do outro lado:
"Tudo o que é bom dura o tempo suficiente para se tornar inesquecível.
Tudo o que não é tão bom dura apenas o necessário para a lição ser aprendida."
http://www.espiritismoweb.com.br/noticia_.asp?cod=22

Sobre asilos – uma reflexão

Ele não falava e não andava.

Tinha que receber comida na boca. Não sabia o nome de ninguém. Fazia xixi e cocô a qualquer hora, em qualquer lugar!

Tomava todo o nosso tempo.

Pensamos muito e decidimos que esse era o melhor caminho para ele e para todo mundo.

Nós o colocamos num lugar ótimo, onde ele poderia ficar com outros da sua idade.

Lá ele vai ter atendimento médico periódico e acompanhante para trocar suas fraldas, dar comida, água, tudo que ele precisa, enfim.

Não o abandonamos, não.

Continuamos indo visitá-lo todos os fins-de-semana.

O endereço?

Colocamos nosso filho no orfanato chamado: “Amor não tem prazo de validade”.
https://espiritismoweb.wordpress.com/

EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA EM ABUNDÂNCIA

Se há fatos espíritas que, até certo ponto, poderiam ser atribuídos à imaginação, como, por exemplo, os das visões, neste já não seria o mesmo. A Sra. Maurel não sonhou que tivesse quebrado o braço, como não sonharam diversas pessoas que acompanharam o tratamento; as dores que sentia não eram alucinação; sua cura em oito dias não é uma ilusão, pois se serve de seu braço, o fato que no estado atual dos conhecimentos, parece impossível. Mas não foi assim sempre que se revelaram novas leis? É a rapidez da cura que vos espanta? Mas não terá a medicina descoberto inúmeros agentes mais ativos do que os que conhecia para apressar certas curas? Nos últimos tempos não foram achados meios de cicatrizar certas feridas quase que instantaneamente? Não se encontrou o de ativar a vegetação e a frutificação? Porque não se poderia ter um para ativar a soldagem dos ossos? Então conheceis todos os agentes da natureza? Deus não tem mais segredos para vós? Não há mais lógica em negar hoje a possibilidade de uma cura rápida do que havia, no século passado, de negar a possibilidade de fazer nalgumas horas o caminho que se levaram dez dias para percorrer. Direis que este meio não está no codex; é verdade; mas antes que a vacina nele fosse inscrita, seu inventor não foi tratado como louco? Os remédios homeopáticos também lá não se acham, o que não impede que os médicos homeopatas se encontrem em toda a parte e curem. Aliás, como aqui não se trata de uma preparação farmacêutica, é mais provável que esse meio de cura não figure por muito tempo na ciência oficial.

Dirão, porém, se os médicos vem exercer sua arte depois de mortos, querem fazer concorrência aos médicos vivos; é bem possível; entretanto, que estes últimos se garantam; s eles lhes arrancam algumas praticas, não é para os suplantar, mas para lhes provar que não estão absolutamente mortos, e lhes oferecer o concurso desinteressado aos que quiserem aceitá-lo. Para melhor faze-los compreender, mostram-lhes que, em certas circunstâncias, pode-se passar sem eles. Sempre houve médicos e os haverá sempre; apenas os que aproveitarem as novidades que lhes trouxerem os desencarnados terão uma grande vantagem sobre os que ficarem para trás. Os Espíritos vem ajudar o desenvolvimento da ciência humana, e não suprimi-la.

Texto extraído da Revista Espírita - setembro, 1865

ESPÍRITOS HABITANDO CORPOS - Visão espírita ilumina caminhos

No livro Loucura sob novo prisma, quando o Dr. Bezerra de Menezes foi solicitado a acompanhar o caso de Carlos, um jovem de vinte anos que há oito padecia de esquizofrenia do tipo catatônica, o médico deu o diagnóstico como correto, mas questionou o prognóstico. Além da realidade cerebral, a realidade espiritual de Carlos mostrava agravante quadro obsessivo, complicador de seu resgate expiatório. Ao tratar da terapia espírita para a loucura, o sábio Bezerra de Menezes propõe:
- fluidoterapia intensiva;
- terapia ocupacional, voltada para o próximo, em atividades de benemerência, que visam despertar o ser eterno e fazê-lo granjear méritos que aliviarão suas dívidas a serem resgatadas;
- desobsessão, que visa moralizar o Espírito obsessor, não pela repressão, mas pelo convite ao perdão como instrumento da própria liberação;
- moralização do paciente, que tem por objetivo despertá-lo para os erros cometidos e para a necessidade de renovar-se pela prática do bem.

Espírito habitando um corpo

A diferença fundamental entre a terapia que vamos chamar de “tradicional” e a “espírita” está na visão que cada um tem do problema. Enquanto a primeira enxerga um corpo comandado por um cérebro, ambos físicos, o espiritismo vê claramente dois elementos distintos, porém interligados: um corpo e um espírito. Tudo o que não tem causa puramente material, só pode encontrar resposta completa quando analisado em conjunto com o espiritual. A própria ciência evidencia isso ao se deparar com a questão de doença genética ou hereditária. Ou seja, a propensão genética não determina o aparecimento da esquizofrenia, porque existe algo mais a interferir no processo – o espírito. Isso já está provado em diversas outras moléstias, onde pessoas saudáveis têm os genes que provocam determinada patologia, mas nunca as desenvolvem.
Uma recente dissertação de mestrado na USP, realizada pelo Dr. Frederico Leão (2004) com pacientes internados nas Casas André Luiz, investigou o uso de práticas espirituais como terapêutica complementar ao tratamento convencional. Os resultados indicaram que um tratamento espiritual realizado por médiuns espíritas se associou a uma melhora clínica estatisticamente significativa, segundo padrões aceitos pela ciência. É a espiritualidade saindo do campo do fantasioso – como alguns ainda insistem em deixá-la – e se associando ao campo científico, para proporcionar ao espírito encarnado condições melhores de cumprir essa etapa de seu desenvolvimento, de modo mais proveitoso.

Esquizofrenia: que doença é essa?


Apesar de não ter cura, ela pode ser estabilizada com o uso de medicamentos. Quanto antes for descoberta, maiores são as chances de se ter uma vida normal



Tarso viu o teto de seu quarto se romper e, dele, sair um gato que parecia querer atacá-lo. Começou a achar que as pessoas conspiravam contra ele e ficou agressivo. Até que um dia atirou em uma pessoa. O personagem de Bruno Gagliasso na novela Caminho das Índias é um bom exemplo do que é a esquizofrenia, doença psiquiátrica que atinge cerca de 1,5 milhão de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. Mas nem sempre a ficção corresponde à verdade. Por isso é importante saber mais sobre como a ciência vê a doença.



“Ela não acontece abruptamente como a novela deixa transparecer, ou por influência do meio, como a pressão do pai ou o individualismo da mãe”, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr., coordenador do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, em seu artigo Caminho das Índias apresenta visão equivocada sobre esquizofrenia.



Uma família desestruturada pode ser o gatilho para a doença, mas não sua causa, que é cerebral. “Ocorre quando os sensores responsáveis em distinguir o real do irreal não conseguem executar essa função”, explica Maura de Albanesi, psicoterapeuta e diretora do Instituto de Psicologia Avançada AMO, em São Paulo. “A estrutura esquizofrênica vai se formando desde o nascimento. Mas sempre há um motivo que desencadeia o quadro, geralmente na adolescência.”



Vida de fantasia...



É difícil de ser diagnosticada, mas há sintomas que indicam que algo não vai bem. A pessoa delira e tem alucinações (auditivas, na maioria das vezes). Algumas se sentem invadidas, acreditando ter seus pensamentos roubados e escutados, ou como se pudessem inserir pensamentos nelas.



Esses sintomas são ainda acompanhados de dificuldades afetivas, perda do cuidado e da higiene pessoal, perda de contato com as pessoas e depressão. Há também os sintomas cognitivos, que seriam a dificuldade de atenção, de concentração e de aprendizado.



Até pouco tempo atrás, essas pessoas eram colocadas em sanatórios, porque pouco se sabia a respeito da doença. Mas nos últimos anos houve grandes avanços. O problema é que o tratamento não tem fim e, para suportar isso, é preciso muita ajuda da família e da sociedade. O que não é nada fácil...



Mito Verdade

Ninguém se recupera da esquizofrenia A gravidade da doença varia: há casos graves, mas também há pessoas que se recuperam muito bem. Quanto mais cedo procurar um médico, maior a chance de recuperação
Pessoas com esquizofrenia
são violentas e perigosas Elas podem ter momentos de agressividade ou ficarem nervosas, quando estão em uma crise, mas não são violentas diariamente
Pessoas com esquizofrenia
não conseguem tomar
decisões sobre sua vida A esquizofrenia não afeta a inteligência das pessoas, que devem ser estimuladas a tomarem decisões

A doença, invariavelmente,
piorará durante a vida Com o tratamento, a tendência é de melhora ou, em casos muito graves, de que a pessoa pare de piorar. Porém, o tratamento não deve ser abandonado mesmo que a pessoa se sinta bem


Fonte: Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia
Leia também:
- Doença genética ou hereditária
- Visão espírita da doença

DOENÇA GENÉTICA OU HEREDITÁRIA?

Pessoas que têm parentes próximos com esquizofrenia têm maior probabilidade de desenvolvê-la.

Em primeiro lugar convém fazer uma distinção entre o que é genético e o que é hereditário:
- Se uma doença é genética, isso quer dizer que antes de nascer uma pessoa pode ter um gene ou uma programação que a conduza em direção à doença, mas em forma de probabilidade e não de certeza.
Cada um de nós carrega genes de diferentes doenças, mas não as desenvolvemos obrigatoriamente. Um exemplo claro disso é o câncer de pulmão, identificado em genes de pessoas sadias não fumantes. Uma pessoa que tenha este gene teria uma predisposição genética a desenvolver a doença, mas isso não quer dizer que esta pessoa vá desenvolvê-la obrigatoriamente. De fato, se não fumar, levar uma vida não estressante, enfim, se não cumprir os requisitos necessários ao desenvolvimento da doença não terá câncer de pulmão.
- Uma doença hereditária é uma doença genética que se transmitirá, com certeza, de uma geração a outra e, além disso, terá uma porcentagem fixa e calculada de novos casos da doença na geração seguinte.
Um exemplo de uma doença hereditária é a Coréia de Huntington. Esta doença crônica supõe uma degeneração corporal e mental que se passa de uma geração a outra, desenvolvendo-se em 50% dos filhos. Quer dizer que um paciente de Huntingtom que decide ter um filho sabe, de antemão, que a cada dois filhos que nascerem no mínimo um desenvolverá a enfermidade.
Na população geral a esquizofrenia aparece em uma de cada cem pessoas (fator de risco de 1%), o que equivale a dizer que atinge aproximadamente 2 milhões de brasileiros.
Até o momento têm sido inconclusivos os estudos que afirmam, indubitavelmente, se a esquizofrenia é genética ou hereditária, embora já se tenha certeza absoluta de que a probabilidade de filhos esquizofrênicos é maior se um dos pais for esquizofrênico e, muito maior, se ambos forem.
As estatísticas disponíveis dão os seguintes números:
- se tiver um avô com a esquizofrenia o fator risco sobe para 3%

- se um dos pais ou um irmão sofre de esquizofrenia o risco é de 10-20%
- se ambos os pais sofrem de esquizofrenia o risco é de 40-50%
Leia também
- Que doença é essa?
http://www.espiritismoweb.com.br/noticia_.asp?cod=31

Os embriões congelados têm alma?


Há espíritos ligados aos embriões congelados? Em caso afirmativo, podemos eliminá-los? Qual é o momento em que se dá a união da alma com o corpo?


Procuremos a resposta a estas perguntas nos livros da codificação Espírita e na colectânea de André Luíz, pscicografada por Chico Xavier.

Em primeiro lugar, vejamos o que disseram os Espíritos instrutores no séc.XIX, quanto ao momento em que a alma se une ao corpo: “A união começa na concepção (…)” – Resposta à perg.334, do livro dos Espíritos.


É importante realçarmos este dado: a união do Espírito com o corpo dá-se na fertilização ou concepção, que é a união do gâmeta masculino (espermatozóide) com o feminino (óvulo).

A mesma informação é-nos fornecida pelo médico desencarnado André Luíz, no cap.13 do livro Missionários da luz. Ele explica que depois das células masculinas e femininas de Adelino e Raquel se terem juntado formando uma única, o instrutor Espiritual Alexandre “ajustou sobre aquele microscópio globo de luz impregnado de vida, a forma reduzida de Segismundo (o reencarnante) que interpenetrava o organismo perispiritual de Raquel (a mãe), e observei que essa vida latente começava a mover-se”.


Esta é a descrição dos primeiros instantes da existência terrena do reencarnante Segismundo.

Como a lei Divina é sempre a mesma em qualquer parte, é natural que as leis biológicas também o sejam, de maneira que é fácil concluir que a reencarnação obedece aos mesmos princípios, quer seja uma gravidez normal ou obtida através da reprodução assistida, na qual se emprega uma tecnologia médica avançada, com grande manipulação dos gâmetas e do ovo ou zigoto.


O instrutor Clarêncio ( Entre a terra e o céu) esclarece que “todo e qualquer agregação de matéria, obedece aos impulsos do espírito”, o que significa que, sem haver um reencarnante, não há uma formação fetal valida e, em consequência, uma vida orgânica assegurada.


Vejamos agora mais um excerto da já citada resposta à pergunta 344:”Desde o momento da concepção, o espírito designado para habitar determinado corpo, liga-se a ele através dum laço fluidico que se vai apertando cada vez mais até ao momento em que a criança vê a luz”


No cap.XI do seu livro A Génese, Allan Kardec também dá esta explicação, mas com mais pormenores:” Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em formação, um laço fluídico – que não é senão uma extensão do seu perispírito – liga-o ao gérmen, que, desde o momento da concepção, o vai atrair por meio duma força invisível.


Esta “força irresistível” é explicada pelo instrutor Clarêncio no livro de André Luíz Entre a terra e o céu: “ Na reencarnação, basta o magnetismo dos pais, aliado ao grande desejo daquele que volta ao campo das formas físicas”.


Assim, aprendemos que a questão do renascer está ligada à “sintonia magnética”, e que esta não depende das leis físicas clássicas expressas nas leis de Newton, mas sim que está relacionada com a comunicação não local proposta pelo Teorema de Bell e que foi experimentalmente provada por Alain Aspect e pela sua equipa.


O espírito reencarnante une-se magneticamente ao óvulo e ao espermatozóide por uma questão de afinidade espiritual e não interessa se estes gâmetas estão nos laboratórios ou nos lares, no fundo dos oceanos ou na atmosfera, a quilómetros de distância da superfície, porque quando está em causa este género de sintonia, o local não interessa.


A esta informação, vamos juntar outras que estão n´O livro dos espíritos: nas perguntas 355 e 356, os instrutores dizem que nem todos os embriões têm Espírito ligados. Portanto, é fácil concluir que os embriões congelados podem ter ou não laços perispirituais (fluídicos) a si ligados, dependendo da sintonia magnética entre encarnados e desencarnados.

Mas isso não quer dizer de maneira nenhuma que o espírito vai ficar “congelado” ou então perder a liberdade de movimentação, visto que se trata de uma união, através dum ténue laço fluídico, ou seja, uma promessa, uma atracção.


E como se pode saber se há ou não ligação? Neste momento, ainda não temos tecnologia para tal.

Estamos em crer que as experiências cientificas de do inglês Dr.Harold de Saxton- Burr (com os seus “life fields”), e as do brasileiro Dr.Hernâni Guimarães de Andrade (com o seu “campo biomagnético) podiam ser aplicadas nestes casos, e que iam contribuir muito para um sucesso maior das clínicas de reprodução assistida, porque se ia trabalhar muito mais com o facto “probabilidade”.


E a questão da eliminação dos embriões e da sua manipulação em geral, e das células tronco em particular?


Estas questões fazem parte do tema bioética e Espiritismo e é preciso que os médicos espíritas nelas se debrucem mais, procurando as posições que lhe forem próprias, mas sem se esquecerem do princípio básico que deve reger a nossa conduta em qualquer altura: O Amor universal.


Dra. Marlene Nobre


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A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

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"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

Vale a pena

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Se o amor se vai

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