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sábado, 20 de dezembro de 2008

ÁRVORES GENEROSAS

A gratidão é uma rara virtude. É comum as pessoas guardarem mágoas por muitos anos de coisas desagradáveis que vivenciaram.

Mas se esquecem, com rapidez, das dádivas que lhes foram ofertadas, ao longo da vida.

Isso nos recorda de uma história simples e fantasiosa, que chegou a ser tema de um filme de curta-metragem, chamado A árvore generosa.

É a história de uma árvore que se apaixona por um garoto.

Moleque, ele se balançava nos seus galhos. Colocou um balanço e imaginava voar, balançando-se sempre mais alto, mais alto.

Subia nela, até o topo, para ver à distância, imaginando que a árvore era um navio e ele estava em alto mar, à busca de terras a serem descobertas.

Na temporada das frutas, ele se servia das maçãs, deliciando-se com elas.

Cansado, dormia à sua sombra. Eram dias felizes e sem preocupações. A árvore gostava muito dessa época.

O menino cresceu e se tornou um rapaz. Agora, por mais que a árvore o convidasse para brincar, ele não ouvia.

Seu interesse era angariar dinheiro, muito dinheiro. A árvore generosa lhe disse, um dia:

Apanhe minhas maçãs e as venda.

O jovem aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.

Por um largo tempo, ela não o viu. Ele se transferiu para outros lugares, viajou, angariou fama e fortuna.

Quando ela o viu, outra vez, sorriu, feliz e o convidou para brincar.

Contudo, ele agora era um homem maduro. Estava cansado do mundo. Preocupações lhe enrugavam a testa.

Tantos eram os problemas que nem ouviu o coração da árvore bater mais forte quando ele se encostou, de corpo inteiro, à sua sombra, para pensar.

Queria sumir, desaparecer, desejando em verdade fugir dos problemas.

A árvore generosa lhe sussurrou aos ouvidos e agora ele ouviu:

Derrube-me ao chão, pegue meu tronco e faça um barco para você. Faça uma viagem, navegando nele.

Ele aceitou a sugestão e a árvore tornou a se sentir feliz.

Muitos anos se passaram. Verões de intenso calor, primaveras de flores, invernos de ventos e noites solitárias.

Finalmente, o homem retornou. Estava velho e cansado demais para brincar, para sair em busca de riqueza ou para navegar pelos mares.

A árvore lhe sugeriu:

Amigo, fui cortada, já não tenho sombra. Sou somente um toco. Que tal sentar e descansar?

O velho aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.

Fazendo uma retrospectiva de nossas vidas, comparando-as com a da árvore e do menino, é possível que nos identifiquemos em alguns pontos.

Quantas árvores generosas tivemos na vida? Quantas nos deram parte delas para que crescêssemos e pudéssemos alcançar nossos objetivos?

Quantas árvores generosas nos sustentaram nas horas difíceis, alimentando-nos com seus recursos?

Foram muitas, muitas mesmo.

Se as fôssemos enumerar todas, talvez não coubessem seus nomes em uma só folha de papel: pais, amigos, irmãos, vizinhos, colegas.

Por isso, essa é uma homenagem de gratidão a todas as árvores generosas dos nossos caminhos. A todos os que foram sustento, abrigo, aconchego, fortaleza.

Obrigado, amigos. Obrigado, Senhor da Vida.






Redação do Momento Espírita, com base no cap. Reflexões de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para o coração, de Alice Gray, ed. United Press. Extraído do endereço: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2047&stat=0

FUTURO E NÓS

Desconheces a programática futura a respeito da tua vida.

Numa longa viagem, o caminho apresenta paisagem sempre diversa.

A visão da linha reta faculta uma previsão de sucessos; no entanto, uma curva, à frente, oferece aspectos surpreendentes, inesperados.

A experiência resulta sempre da vivência de um fato.

O progresso decorre das experiências bem sucedidas.

Como não deve temer o futuro, não te cabes o direito de subestimá-lo.

Tuas forças, tuas conquistas.

Tentame vencido, é passo à frente.

O futuro é uma incógnita para todos nós.

Aplica a bênção da saúde, hoje, na realização do bem e na construção correta do porvir.

Juventude, paz de espírito, saúde constituem tesouros de valor incalculável para a elevação moral do homem, de cuja utilização prestarás conta.

Enquanto és depositário desses recursos, outros lhes lamentam a escassez ou lhes padecem a ausência.

Agora sorris e o teu próximo chora.

Reparte o teu júbilo, diminuindo-lhe a carência. Talvez, se não agires com acerto, amanhã sejas tu quem se encontre a chorar, e ele, liberado, esteja a sorrir.

As provações e testemunhos aferem a qualidade e a correção moral do homem idealista.

O cristão não foge à regra. Pelo contrário: é convidado a ensinar pelo exemplo, demonstrando a validade dos conceitos esposados, na sua áspera vivência.

Bendize a alegria, mas não descartes a possibilidade das lágrimas.

Como não seria justo sofrer por antecipação, não será lógico acreditar-se imune à dor.

Não obstante Jesus soubesse do sofrimento que experimentaria no supremo testemunho da soledade, pelo abandono dos amigos; na cruz, para autenticar a excelência da Sua Doutrina; na resignação e confiança absolutas em Deus, para confirmar a herança divina de que se fazia depositário, sorriu com as criancinhas, amou a Natureza e os homens, espalhou o otimismo e a saúde, preparando-se, porém, para o sublime holocausto de amor com o qual, até hoje, é o herói silencioso e triunfante dos séculos.





pelo Espírito Joanna de Ângelis - Do livro: Roteiro de Libertação - Médium: Divaldo Pereira Franco

O TEMPO DO SENHOR

No lar dos apóstolos em Jerusalém, era Tiago, filho de Alfeu, o mais intransigente cultor dos princípios de Moisés, entre os seguidores da Boa Nova.

Passo a passo, referia-se à alegação do Cristo: "eu não vim destruir a Lei..." e encastelava-se em severa defesa do moisaísmo, embora sustentasse fervorosa lealdade à prática do Evangelho.

Não vacilava em estender braços generosos aos irmãos infelizes que lhe recorressem aos préstimos; contudo, reclamava estrita obediência à pureza dos alimentos, às posturas do hábito, às festas tradicionais e à circuncisão. Mas, de todos os preceitos, detinha-se particularmente na consagração do chamado "dia do Senhor". Para isso, compelia todos os companheiros ao estudo e à meditação, à prece e ao silêncio, cada vez que o sábado nascesse, conquanto fossem adiados importantes serviços de assistência e socorro aos necessitados e enfermos que lhes batiam à porta.

Dominado de zelo, o apóstolo notara a ausência de Zorobatan bem Assef das orações do culto, com manifesto pesar. Zorobatan, o vendedor de lentilhas, fora-lhe colega de infância na Galiléia,; no entanto, desde muito vivia nos arredores da grande cidade, viúvo e sem filhos, prestando desinteressado auxílio ao movimento apostólico. Amanhava pequeno campo e negociava os produtos colhidos, depondo a maior parte dos lucros na bolsa de Simão Pedro, para as garantias da casa; entretanto, se vinha à instituição; suarento e cansado nas horas de trabalho exaustivo; era ele, nos instantes da prece, o faltoso renitente.

Varias vezes Tiago mandara portadores adverti-lo, mas porque a situação se mostrasse inalterada por mais de seis meses, o deliberou próprio repreende-lo, em pessoa, no ambiente rural.

Sobraçando grande rolo com apontamentos do Pentateuco, junto de André, o fiel defensor da Lei, né ensolarada manhã de um sábado de estio, varava trilhas secas e poeirentas, em animada conversação.

A certo trecho, falou-lhe o companheiro, sensato:

- Consideras, então, que um crente sincero, qual Zorobatan, seja passível de reprimenda simplesmente porque não nos partilhe as assembléias?

- Não tanto por isso - volveu Tiago, dando ênfase aos conceitos - Ele não apenas nos esquece o refúgio, mas também foge de respeitar o terceiro mandamento. Empregados e vizinhos do seu campo avisam-lhe, cada semana, que ele passa os sábados inteiros em atividade intensiva, recebendo auxiliares adventícios, que lhe revolvem os celeiros e as terras.

E o diálogo continuou:

- Não se trata, porém, de abnegado amigo das boas obras?

- Sem dúvida. E creio igualmente que a fé sem obras é morta em si mesma; contudo, a Lei determina que seja santificado o tempo do Senhor.

- E o próprio Jesus? Não curou nos dias de sábado?

- Não podemos discutir os desígnios do Mestre, de vez que a nós cabe reverencia-los tão somente... Se ele mesmo lia os Sagrados Escritos nas sinagogas, nos dias de repouso, ensinando-nos a orar, não vejo como desmerecer as veneráveis prescrições.

André solicitou alguns instantes e voltou a observar:

- Se uma de nossas crianças caísse no poço, dia de sábado, não deveríamos salvá-la?

- Sim - concordou Tiago - mas nos sábados subsequentes, ser-nos-ia obrigação prender todas as crianças em recinto adequado, para que a impropriedade não se repetisse.

- E se fosse um animal de trabalho, um burro prestimoso, por exemplo, que viesse a tombar em cisterna profunda? Seria lícito deixa-lo morrer à míngua de todo amparo, porque o desastre ocorresse num dia determinado para o descanso?

- Não exitaria em socorrer o burro - disse o interlocutor, sole - mas vende-lo-ia, de imediato, para que não voltasse a ocasionar transtorno semelhante.

Nesse ponto do entendimento, a pequena cada de Zorobatan surgiu à vista.

No átrio limpo e singelo, erguia-se mesa tosca e, junto à mesa, magras mulheres lavavam pratos de madeira. Velhos doentes arrastavam-se em torno, enquanto meninos esquálidos traziam frutos, do depósito de provisões.

Apesar da pobreza em derredor, todos os semblantes irradiavam alegria.

À curta distância, Tiago viu Zorobatan que vinha do interior, carregando enorme vasilha fumegante.

Surpreendido, escutou-lhe a palavra, chamando os presente para a sopa que oferecia, gratuita, ao mesmo tempo em que tornava à cozinha para buscar nova remessa.

Sentaram-se todos os circunstantes, nos quais o apóstolo anotou a presença de alijados e enfermos, viúvas e órfãos, que ele próprio já conhecia desde muito.

Aproximou-se, no entanto, da porta e esperava que o amigo regressasse ao pátio, de modo a exprimir-lhe a desaprovação que lhe rugia nalma, quando viu Zorobatan sair da intimidade doméstica, arfando de fadiga, ao peso de recipiente maior. Desta vez, porém, um homem de olhar brando vinha, junto dele, apoiando-lhe as mãos calosas, para que o precioso conteúdo não se perdesse.

O visitante, irritado, dispunha-se a levantar a voz, quando reconheceu no ajudante desconhecido o próprio Cristo que ele, só ele Tiago, conseguiu ver...

- Mestre!... - exclamou entre perplexo e constrangido.

- Sim, Tiago - respondeu Jesus sem se alterar -, agradeço as preces com que me honram, mas devo estar pessoalmente com todos aqueles que auxiliam os nossos irmãos por amor de meu nome...

Com grande assombro para André, o velho apóstolo, em pranto mudo, largou o rolo da Lei sobre um montão de calhaus superpostos, segurou também a panela e começou a servir.





pelo Espírito Irmão X, Do livro: Senda para Deus, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espírito Diversos

EM TUDO CARIDADE

Meus filhos. A reencarnação na Terra é caminho para a vitória da caridade que, em si mesma, representa o Divino Amor na base da vida.

O mundo é templo de caridade.

O corpo é o abrigo da caridade, em que somos resguardados para servi-la.

O ar é fluido da caridade.

O pão é bênção da caridade.

A fonte é recurso da caridade.

O lar é instituto de caridade.

Em todos os dons da existência, surpreendemos o apoio da caridade para que aprendamos a estender caridade.

A família roga caridade.

O companheiro aguarda caridade.

O vizinho espera caridade.

O chefe reclama caridade.

O subordinado pede caridade.

O doente solicita caridade.

O ofensor exige caridade.

O irmão do caminho, seja ele quem for, passa por nós, buscando caridade.

Precisamos, assim, de caridade no sentimento e na idéia, na palavra e na atitude, na ação e no exemplo, constantemente, constantemente...

Se nos propomos seguir com Jesus, à procura dos planos superiores, acomodemo-nos aos imperativos da caridade, em todas as circunstâncias, recordando que Ele mesmo, o Divino Mestre, a fim de resumir todos os princípios da Sua doutrina libertadora, afirmou para os ouvidos de todos os séculos:

"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."





pelo Espírito Fabiano, Do Livro: Seguindo Juntos, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Algo por Eles Neste Natal


Compadece-te de todos aqueles que não podem ou não sabem esperar. Estão eles em toda parte...

Quase sempre são vítimas da inquietação e do medo. Observa quantos já transpuseram as linhas da própria segurança.

São casais que não se toleram nas primeiras rusgas do matrimônio e desfazem a união em que se compromissaram, abraçando riscos pelos quais, em muitas circunstâncias, cedo se encaminham para sofrimento maior;

são mães que rejeitam os filhos que carregam no seio, entregando-se à prática do aborto, recusando a presença de criaturas que se lhes fariam instrumentos de redenção e reconforto no futuro, caindo, às vezes, em largas faixas de doença ou desequilíbrio;

são homens que repelem os problemas inerentes às tarefas que lhes dizem respeito, escapando para situações duvidosas, sob a alegação de que procuram distração e repouso, quando apenas estão dilapidando a estabilidade das obras que, mais tarde, lhes propiciariam refazimento e descanso;

são amigos doentes ou desesperados que se rebelam contra os supostos desgostos da vida e se inclinam para o suicídio, destruindo os recursos e oportunidades que transportariam para a conquista da vitória e da paz em si mesmos;

são jovens, famintos de liberdade e prazer que, impedidos naturalmente do acesso a satisfações imediatas, se engolfam no abuso dos alucinógenos, estragando as faculdades com que o tempo os auxiliaria na construção da felicidade porvindoura.

Neste NATAL, façamos algo por eles, os nossos irmãos que ignoram ou que não querem aceitar os benefícios da serenidade e da esperança.

Pronuncia algumas frases de otimismo e encorajamento; escreve algum bilhete que os reanime para a bênção de viver e servir; estende simpatia em algum gesto espontâneo de gentileza; repete consideração e concurso amigo nos diálogos que colaborem na sustentação da paz e da solidariedade.

Não te declares sem possibilidade de contribuir, nem digas que tens todas as tuas horas repletas de encargos e serviços dos quais não te podes distanciar.

Faze algo, no soerguimento do bem.

Nas realizações da fraternidade, quem ama faz o tempo.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Deus Aguarda. Ditado pelo Espírito Meimei.

Ante o Natal


A esperança se agiganta.
A Natureza se renova e brilha.
A passarada feliz.
Voa feliz, vibra e canta.
O berço pobre,
A estrela que rebrilha,
O jardim que encanta.
As flores brilham. Que maravilha!
É Jesus que vem de novo,
Falar de Deus ao coração do povo,
Com a sua palavra que reluz!
Saúdam-se os cristãos de toda a Terra,
É o domínio da paz, banindo a guerra!
É o Senhor! É Jesus.. Sempre Jesus!


Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Maria Dolores. Página recebida pelo médium Francisco C. Xavier - na noite de 9/10/1999 no Grupo Espírita da Prece, Uberaba-MG..

Bilhete de Natal




Meu amigo, não te esqueças,
Pelo Natal de Jesus,
De cultivar na lembrança
A paz, a verdade e a luz.


Não olvides a oração
Cheia de fé e de amor,
Por quem passa, sobre a Terra,
Encarcerado na dor.

Vai buscar o pobrezinho
E o triste que nada tem...
O infeliz que passa ao longe
Sem o afeto de ninguém.

Consola as mães sofredoras
E alegra o órfão que vai
Pelas estradas do mundo
Sem os carinhos de um pai.

Mas escuta: Não te esqueças,
Na doce revelação,
Que Jesus deve nascer
No altar do teu coração.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Antologia Mediúnica do Natal. Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha. FEB.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sandálias Semeadoras


O Centro Espírita nasceu
das sandálias de Jesus,
que nunca, nunca morreu
nem de lança, nem na cruz.

Jesus desapareceu
para os vaidosos da Terra,
mas logo reapareceu
para a gente de sua terra.

As sandálias de Jesus
nunca deixaram de andar,
sozinhas, cheias de luz,
para as trevas espantar.

Essas sandálias vazias
vão por caminhos e ruas,
sem festas nem fantasias,
sob sóis e sob luas.

Param humildes e calmas
na soleira de uma porta,
batem solas como palmas,
entram por baixo da porta.

Há desespero e aflição.
Quem sofre e geme lá dentro?
As sandálias já se vão,
mas fica na casa um CENTRO.

José Herculano Pires in o Centro Espirita

Caixa de Beijos




Há algum tempo atrás uma mãe puniu sua filha de 5 anos de idade por estragar um rolo de papel dourado a fim de decorar uma caixa a ser colocada sob a árvore de Natal.
Na manhã seguinte à noite de Natal, a menina trouxe a caixa e entregou à mãe dizendo:
-"Isto é para você, mamãe".
A mãe ficou embaraçada por sua reação precipitada, mas sua raiva aflorou, novamente, quando viu que a caixa estava vazia, falou rudemente com a menina:
- "Você não sabe que quando se presenteia alguém é esperado que haja alguma coisa dentro do pacote?"
A menina olhou-a em lágrimas e disse!
-"Oh, não está vazia, mamãe. Eu soprei dentro dela, até ficar cheia de beijos".
A mãe ficou arrasada. Ajoelhou e pedindo perdão por sua ira irracional abraçou-a com ternura.
Um acidente tirou a vida da menina pouco tempo depois e é sabido que a mãe guardou aquela caixa dourada perto de sua cama por todos os anos de sua vida.
Sempre que estava deprimida ou tinha de enfrentar problemas, ela abria a caixa e imaginariamente tirava um beijo e lembrava o amor da criança que o colocou lá."
Verdadeiramente, cada um de nós, seres humanos, temos recebido uma caixa dourada repleta do amor de nossos filhos, família, amigos e de DEUS.
Não há maior tesouro a se possuir.
Amigos são como anjos que nos levantam quando nossas asas têm problemas, nos lembrando como voltar a voar.
E você faz parte desta turma de anjos, dado por Deus como uma dádiva!!!
Obrigado,Pai, por meus amigos existirem!!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Natal





Natal Senhor: todo ano, neste dia, que relembra teu advento, renovamos os votos de paz espiritual. Promessas de renovação e renúncia junto dos que choram e padecem são feitas por todos nós, em meio da paz e harmonia.

Por toda parte, abraços de esperança, cânticos da lembrança dos que nos deram o ser.

Presentes, recordações... todos nos reunimos em orações, sejamos crentes ou ateus.

Relembrando teu amor, quanta paz, quanta alegria! Neste dia abençoado, os ódios ficam calados, cessam as guerras, as discussões... Neste dia, Senhor, em teu nome, estendem-se as mãos e, todos os seres se sentem irmãos.

Mas, passadas estas horas de paz e harmonia, logo após o amanhecer, esquecendo as promessas feitas, cada um, por sua vez, torna de novo ao passado. Tudo quanto representava horas antes em teu nome, alegria pela paz da amizade, volta a ser esquecimento, tristeza, separações, ausência de caridade... Não há mais tempo de orar nem de lembrar teu advento, e as guerras se sucedem, as lágrimas se repetem em meio das convenções, dos dogmas, das religiões....

Os pobres, os aleijados, os pequenos e abandonados sem esperança e sem fé! Os lares, choupanas ao desabrigo, sem a presença de amigos que lhes mitiguem a dor...

Senhor: neste Natal que se aproxima, em meio de tanta desolação, em nome de toda a humanidade, viemos te rogar perdão.

Mestre: desperta nossas consciências para o bem. Faze com que sintamos a caridade, único meio de salvação! Dize aos homens da Terra, que toda discórdia, toda guerra, surge pela falta de amor; que, sem compreensão, sem humildade, não pode existir união.

Jesus: reine em nós a tua graça a fim de que desapareçam as diferenças entre os povos, a separação de raças...

Neste dia abençoado, sejas, para a humanidade inteira, roteiro de paz, de esperança sem pecado. Que em meio de teu perdão, as almas, entrelaçadas, construam hospitais, lares, escolas, pontes, estradas, ligando a Terra ao Céu.

E a irmandade verdadeira estará presente na humanidade inteira, proclamando o eterno Natal.


Glória a Deus nas alturas! Paz entre todas as criaturas!


PAZ, AMOR E CARIDADE






Médium: Aurora Barba
Biografia: Um espírito amigo

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Amor

Amor
é uma flor
que veja
que viceja
no além

é um sonho de luz
que nem sempre traduz
o calor da saudade


Seguir Jesus

Amar,
viver,
correr,
sentir o sol
olhar a lua
entrar no mar
seguir Jesus
é progredir
é caminhar
buscar a lua
que está no alto
junto a Jesus.



(Mensagem psicografada durante reunião do Grupo A Caminho da Luz, no CEAC - Bauru-SP)

POEMA DE GRATIDÃO

Obrigado Senhor, pelo que tu me deste e pelo que tu me dás.
Obrigado pelo pão, pelo ar, pela paz.
Muito obrigado pela beleza, que meus olhos vêem no altar da Natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar.
Que acompanham a ave ligeira, que voa fagueira pelo céu anil
e se detém na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil.

Muito obrigado Senhor, porque eu posso ver meu amor.
Diante da minha visão eu faço uma prece pelos cegos,
que se debatem na multidão, que andam na solidão, que tropeçam na escuridão.
Por eles eu oro e a ti eu imploro, comiseração...

Muito obrigado pelos ouvidos meus, que foram dados por Deus.
A música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia do boiadeiro, pela música, que não tem par.
Muito obrigado Senhor, porque eu posso escutar.
E diante da minha prece eu rogo pelos surdos que não podem escutar,
mas que do Teu reino, podem desfrutar.

Obrigado pela minha voz.
Pela voz que canta, que ama, que declama, que ensina, que alfabetiza, que ilumina.
Pela voz que flauteia uma canção e o Teu nome profere com sentida emoção.
Diante da minha melodia eu quero rogar pelos que sofrem de afasia.

Muito obrigado pelas minhas mãos.
Mas também pelas mãos que aram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de amor, que limpam feridas, enxugam as lágrimas e as dores da via.
Mãos que apertam mãos, amparando a velhice e a infância, a dor e o desamor.
Muito obrigado Senhor, pelas mãos que embalam no próprio seio
o corpo de um filho alheio, sem receio.

E pelos pés, que me levam a andar sem reclamar.
Muito obrigado Senhor, porque eu posso bailar.
Diante de meu corpo perfeito eu vejo na Terra:
aleijados, infelizes, marcados, deformados, amputados,
paralisados e por eles eu me ponho a rogar.
Por que sei que depois desta expiação, no Teu reino, eles bailarão.

Obrigado por fim pelo meu lar! É tão maravilhoso ter um lar.
Não é importante se esse lar é uma mansão, ou se está numa favela.
Se é um ninho, ou um bangalô, uma casa no caminho, seja lá onde for.
Mas é importante que dentro dele, exista a figura do amor.
O amor de mãe ou de pai, de esposa ou de marido, de filho ou de irmão,
a presença de um amigo, alguém que nos dê a mão.
Por que é triste, viver na solidão, não ter sequer a companhia de um cão.

Mas se eu ninguém tiver para me amar, um teto para me agasalhar, se eu nada possuir
senão as estradas como leito de repouso e as estrelas do céu como suave lençol,
nem aí reclamarei, pelo contrário Te direi: Obrigado Senhor!
Porque eu Te amo e sei que Tu me amas.
Porque me deste a vida, jovial, alegre, pelo Teu amor favorecida.
Obrigado Senhor! porque eu nasci.
Muito obrigado, porque eu creio em Ti
e porque me socorres hoje e sempre com amor.
Obrigado Senhor! Muito obrigado Senhor!

AMÉLIA RODRIGUES (psicografia de Divaldo Pereira Franco)

Enviado pelo Bom Amigo e irmão em Cristo
Edward Santos

O estranho peregrino


(reflexão natalina)

O estranho peregrino

Por Edward Santos

Feliz com as irradiações afetivas que se projetavam da Terra em direção ao Cosmos, sensibilizei-me com o que via as pessoas fazendo, falando, escrevendo, pensando e planejando. Tocado por esse eflúvio de afetividade e amor que pairava na atmosfera terrena, deixei-me atrair para a crosta do planeta e dispus-me a visitar alguns lares.
Com as cautelas necessárias, para não causar nenhum impacto nem choque de qualquer espécie, e, como já havia feito antes, disfarcei-me assumindo uma forma humana de homem comum. Vesti uma túnica surrada, como a usada outrora; dei um jeito de prender os cabelos longos para trás, tal qual fazem alguns jovens de hoje; calcei as sandálias rústicas que já me conduziram por tantos caminhos queridos e, finalmente, apaguei de minha aura o esplendor natural, dando-lhe consistência e cor terrenas.
Assim preparado, apareci em via pública, sem ter atraído a atenção dos pouquíssimos transeuntes que caminhavam, cada qual, em direção ao seu lar. Assim, despercebido, deixei-me conduzir pela via iluminada da cidade grande e busquei residência próxima, adornada de luzes e flores.
Seria ali minha primeira constatação dos verdadeiros efeitos que o Natal produzia nas pessoas e como ele era de fato celebrado. Sem ingressar no espaço do jardim, pude observar pela janela frontal o clima interior daquele ambiente. Numerosa família reunida agitava-se na festividade reinante entre risos de contentamento, comidas variadas e regadas a vinhos e espumantes generosos. Gargalhadas fartas revelavam o evidente clima de humor, alegria e satisfação por estarem juntos. Anciães respeitosos recebiam especiais atenções dos mais jovens que os reverenciavam com delicadezas e cortesias. Homens e mulheres intercambiavam amabilidades e gentilezas. Jovens e crianças divertiam-se com jogos ingênuos e agitavam-se com gritos e correria pela sala vasta. Ao canto, adornada em colorido de luzes, bolas, e flores cintilantes, uma esplendorosa árvore destacava-se com a imponência de sua imagem. Aos seus pés, um monte incontável de pacotes e volumes evidenciava os presentes em via de serem entregues.
Com a precaução de não transgredir a intimidade daquela família, toquei suavemente a campainha e percebi imediatamente o efeito do som pela súbita interrupção do ruído interior e algumas exclamações questionando quem poderia ser àquela hora. Não tardou nada para que simpática matrona aparecesse à porta com vasto sorriso que ao me ver, converteu-se em expressão de indisfarçada indignação.
- Sim? O que pretendes a essa hora? – exclamou contundente.
- Avia-te depressa pois tenho a casa cheia de convidados e sua presença acaba de interromper momento de alegre encontro familiar.
- Gostaria – respondi delicado – de verificar em seu ambiente, se me permitires, o verdadeiro significado do Natal. Sentir como de fato essa data é vivida em uma família tão requintada como a sua. Constatar, como as pessoas, como vocês, celebram esse evento, desfrutar, enfim, de alguma sobra de seu alimento farto já que tenho fome.
Sem quase me permitir concluir a explicação, num lampejo de fúria e com olhar dardejante, a mulher explodiu em impropérios e disse:
- Ora o que? Então, hoje é dia? e isso são horas para pesquisas? – e prosseguiu – o senhor acredita que vou abrir minha porta e meu lar a intruso inconveniente com propósito tão absurdo?
- Mas – acrescentei com serenidade – não foi o aniversariante de hoje que sugeriu se fizesse aos pequeninos como se a Ele mesmo estivéssemos fazendo?
- Então o senhor pretende me catequizar na noite de Natal – insistiu no gesto rude – como se me pudesse ensinar algo? Veja se te enxergas, ora bolas!
E tempestivamente, batendo a porta, regressou ao interior. Senti perfeitamente que, lá dentro, enquanto sumarizando, concluía a narração do episódio, contou com a solidariedade do grupo que, após ouvi-la atentamente, prorrompeu em gargalhadas pela maneira que ela descreveu o fim de nosso diálogo.
Sem me deixar afetar pela experiência concluída, caminhei por um momento já em direção à periferia da cidade quando deparei com outra residência, agora de evidente padrão remediado. Exibindo singela fieira de lampadinhas coriscantes pendurada à única janela frontal, modesta casinha portava a presença de alguns poucos integrantes da família em semelhante clima natalino.
Ao canto da sala modesta, pequena mesa exibia alguns pratos preparados com antecedência. Velas coloridas acesas revelavam bolos, tortas e alguns doces variados. Carnes e saladas completavam a ceia já disposta.
Subi os degraus da escada e bati gentilmente à porta esperando ser ouvido.
Desta vez, foi o provável chefe da família que me atendeu.
- Senhor – disse-lhe com todo cuidado – boa noite e Feliz Natal! Desculpe-me importuná-lo em momento tão importante para todos os seus.
Num misto de suspeita e indiferença questionou-me austeramente:
- O que deseja? Você percebe o inadequado do momento para bater à porta das pessoas?
- Claro – respondi – por isso pretendo ser breve, mas sem ir-me antes de concluir simples verificação que quero realizar nesta noite tão especial.
- Gostaria, se o senhor me permitisse – prossegui explicando – aprender a respeito do verdadeiro significado do Natal. Compreender como é possível que o nascimento de um menino, já há tantos séculos, possa ainda ter tanta importância para os lares terrenos. Descobrir enfim, por que hoje é um dia tão especial? Quem sabe dispor de sua generosidade e receber algum alimento, pois tenho fome.
O homem, dentro da destacada simplicidade, não se fez de rogado e, sem rodeios, me respondeu:
- Sinto muito meu amigo, mas hoje não é noite para esse tipo de conversa, principalmente em tendo o senhor aparecido aqui, sem que eu o conheça para questionamento tão fora de hora. O senhor não sabe dos problemas de segurança que os lares em geral enfrentam com as desculpas mais esfarrapadas que os malandros apresentam para ingressar nas casas? Como é que eu poderia deixar o senhor entrar em minha casa após tudo que tenho testemunhado?
- Mas hoje é Natal! – insisti – não é possível que haja noite mais importante para se falar sobre o que pretendo elucidar. É muito importante que eu volte à minha morada comprovando o verdadeiro significado do Natal na Terra.
- Permita-me, por favor, verificar isso em sua família – arrematei suplicante.
- Sinto muito – disse despedindo-me o homem – mas não será em minha casa que um estranho vai entrar na noite de Natal para esse papo! Boa noite e passe bem!
Com semelhante indelicadeza sentida já na primeira casa, a porta fechada pôs fim a minha segunda tentativa.
Pela importância de meu propósito pessoal, continuei minha marcha e prossegui buscando um novo lar onde pudesse efetivar minha constatação.
Sem ter sido atraído para nenhuma outra residência do caminho, atingi o extremo da periferia onde extenso casario denotava penúria e miséria. Dentre as casas humildes e os barracos dali, eu não conseguia visualizar um único local onde alguém estivesse dando mostras de comemoração ou festividade. A cada passo defronte às casinhas simples, observava singelos grupos em diálogo comum, e em alguns poucos, pude notar pessoas em refeição regular, mas com a intenção de celebrar o Natal. Não vi luxo nem excesso. Uma ou outra arvorezinha rudemente decorada servia para causar a ilusão do símbolo. Na maioria, as crianças já estavam recolhidas em seus leitos. Os adultos falavam dos temas do dia-a-dia sem eximirem-se das preocupações e lutas, cada qual de suas próprias vidas.
Percebi que ali seria difícil identificar grupo que me acolhesse para assunto relacionado ao Natal, seu significado, etc. Foi quando atingi o portal de humilde vivenda, rusticamente erguido com sobras de materiais e mal poderia ser classificada como “casa”. Pela porta entreaberta, pude visualizar a figura de uma mulher, só, sentada e sob forte expressão de tristeza e amargura.
Com o respeito que devemos a todos, aproximei-me e saudei-a afirmando:
- Feliz Natal minha amiga! – ao que ela de pronto respondeu:
- Feliz Natal para o senhor também, se é que gente como nós pode ter Natal feliz.
E sem que eu dissesse nada, levantou-se, veio até a porta e me disse:
- “Vamo chegá”. Num repara a desordem. O barraco é apertado, mas aqui está tudo que tenho. Vida dura essa minha!
Deixei-me ingressar no ambiente parcialmente iluminado pela lamparina do interior e a uma luz externa, de um vizinho, que adentrava ao ambiente. Tudo ali dentro era rústico e simples. A mesinha, com apenas duas cadeiras diferentes, compunha o mobiliário do único ambiente, ao lado de fogão improvisado bem ao lado de pequena cama desalinhada onde duas meninas de seus 5 e 7 anos dormiam profundamente. Entre as paredes próximo ao teto em um arame, pendiam algumas peças de roupas misturadas.
- O que alguém como o senhor faz sozinho por aqui a essa hora? – indagou-me.
- Num sabe dos perigos que é andar por aqui tão tarde? - Isso aqui é lugar muito perigoso! – arrematou.
- Não minha amiga isso não me preocupa – respondi amável – confio na proteção que tenho de Deus.
- Louvado seja o nome dele – acrescentou a mulher ao ouvir a palavra: Deus.
- Não se preocupe com minha visita rápida. Sei que a senhora não me conhece, mas não quero que tenha nenhuma apreensão com minha presença. Sou de paz!
- Eu também sou de paz – disse ela.
- Mas o que o senhor faz por aqui? – agora era ela que me questionava.
- Estou fazendo, como me disseram a pouco, uma pesquisa. Uma verificação. Pretendo, depois de tanto tempo, descobrir qual é o verdadeiro significado do Natal na vida das pessoas e nas famílias em geral. Busco saber como o nascimento de um menino lá na Palestina antiga, conseguiu se transformar numa data para comemoração de uma festa quase no mundo inteiro. Quero, enfim, saber o que significa o Natal para a senhora?
- Ah meu amigo! – exclamou ela e prosseguiu – logo comigo o senhor vem perguntar sobre Natal? Eu não sou a melhor pessoa para falar disso.
- Mas, minha filha, eu quero lhe ouvir assim mesmo! Explique para mim o que é o Natal “na sua opinião” – insisti solícito.
- Natal, Natal, deixe-me ver – divagava enquanto tentava organizar as idéias – é difícil falar sobre isso, mas eu vou tentar assim mesmo. Natal deveria ser um dia comemorado mais vezes durante os dias do ano. Natal é um imenso transe coletivo em que a maioria das pessoas do mundo modifica cada uma a sua maneira regular de ser e assume uma postura muito melhor em relação aos outros. E nesse transe, agem, falam, pensam, sentem e fazem tudo como deveria ser em todos os dias. Natal é um sonho bom do qual a gente acorda, no dia seguinte e sente uma saudade imensa por ter sonhado.
- Desculpe-me – interrompeu ela o pronunciamento – não lhe oferecer nada porque não tenho mesmo nada para oferecer. Tive que pôr as meninas mais cedo na cama para impedir o constrangimento delas verem alguma casa vizinha celebrando, mesmo que com simplicidade, o Natal aqui por perto.
- Não se preocupe em me oferecer nada, apenas continue a me dizer o que é este Natal que a senhora está descrevendo – afirmei.
E ela prosseguiu falando num misto de êxtase, tristeza e reminiscências:
- Natal é o dia em que um marido não deveria estar ausente após ter concedido duas filhas para uma mulher pobre, ingênua e despreparada para ficar com elas sozinha e ela saber que ele não vai voltar mais.
- Natal é eu ter trabalhado os últimos dois dias na casa de minha patroa, preparando as carnes para os assados; lavando e selecionando frutas, verduras, legumes que irão compor a ceia de Natal e ter sido dispensada de mãos vazias ao fim do expediente com apenas um voto de “Feliz Natal para você e as meninas”.
- Natal é chegar aqui no barraco e não ter o que comer, ou um refrigerante, uma fatia de qualquer coisa para oferecer às meninas em homenagem ao aniversariante deste dia: o Senhor Jesus!
- Natal, é saber que o sacrifício dÊle de amor à Humanidade e ao semelhante, perdeu lugar para o comércio que se instituiu nos dias que deveriam ser de prática do amor, da caridade, da fraternidade...
- Natal, hoje, é comprar para dar. É dar esperando receber algo em troca...
- É ser convidado para um evento, pelo fato de poder dar presentes caros e não por que sua presença é querida entre os anfitriões.
- Natal é dia de perdão que, às vezes, é concedido na sua noite e desaparece no dia seguinte devido ao ciúme, a inveja, o despeito, orgulho e a vaidade.
- É dia de amor que dura tão pouco.
- Natal, para mim, é ter que explicar para minhas meninas que o Papai Noel não vem até aqui. Dizer que ele fica muito ocupado na cidade grande percorrendo, tantas casas ricas, onde as crianças podem mandar e-mails, telegramas, cartas e “torpedos” via celular pedindo-lhe os presentes que querem ganhar.
- Natal é a dificuldade que eu sinto em olhar minhas filhas descalças, famintas, desesperançadas, sem nada e que não podem descobrir nada sobre o Natal, porque esse dia, para elas, é um dia de privações como todos os outros do ano que passamos juntas e com tantas necessidade.
- Natal é a dor que eu sinto por saber que trabalho tanto e eu não consigo dar nada à elas, para que saibam que: Natal é a festa que celebra o nascimento de Jesus, lá na Palestina, como o senhor me disse, há mais de 2000 anos. Que Deus nos enviou seu filho para que as lições e os exemplos dÊle ajudassem a Humanidade a ser melhor do que ela estava sendo. Que no gesto de nascer numa manjedoura, Jesus queria nos mostrar que mais importante do que o luxo e a ostentação transitória é a humildade e a paz perpétuas. Queria poder dizer a elas que o Natal é o dia em que nós, pessoas do mundo, paramos de pensar em nós mesmos para pensarmos nÊle e fazermos pelos pequeninos e desvalidos aquilo que Ele nos ordenou que fizéssemos.
- Enfim, Natal é conservar a porta de nosso coração aberta todos instantes para que os viandantes, necessitados, carentes, visitantes, amigos ou não, pudessem ser acolhidos com o melhor amor que nós tivermos para que, assim, Jesus, ficasse muito contente com nossa maneira de ser...
- Desculpe-me falar tanto – interrompeu-se repentinamente – acho que já falei demais. Não sei se é isso que o senhor está perguntando.
- Agradeço-lhe a sinceridade de seu coração – disse-lhe comovido – de fato seu depoimento basta para concluir minha pesquisa. Quero deixar-lhe minha maior gratidão pela acolhida que me deu em seu lar e no seu coração.

Agradecendo delicadamente a ela por tudo que me havia oferecido, pedi licença para prosseguir em meu caminho, principalmente por que já estava, de fato, muito tarde e regressei à minha morada após tão valiosa constatação. Não, sem antes ter-lhe afirmado categoricamente:
- Obrigado filha por todas as suas palavras. Sim, suas colocações foram muito felizes em descrever o Natal, como é e como deveria ser, por isso, estou absolutamente convicto de que Jesus, certamente, está neste instante “muito contente com a sua maneira de ser...”
-
Ela ainda naquele ímpeto de desconfiança e ingenuidade, ainda insistiu em perguntar:
- Como o Senhor sabe que Jesus pode neste instante estar contente comigo?
- Eu respondi sorrindo: Ele sabe, minha filha. Ele sabe!

.x.x.x.x.x.


Edward Santos
Dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amor e Sexualidade

Tanto no fetichismo, quanto nos desvios sexuais de homens e mulheres, torna-se evidente a variedade de objetos nas manifestações do Amor. Essa é uma das provas da universalidade do Amor que podemos considerar como uma forma de energia cósmica ainda não pesquisada e conhecida pelas Ciências. A tese de João Evangelista: "Deus é Amor", faz-nos lembrar esta expressão do Apóstolo Paulo: "Em Deus vivemos e nele nos movemos." Preocupados com o amor humano, psicólogos e filósofos até hoje se interessaram quase exclusivamente com essa forma lírica e dramática do amor entre duas criaturas. Mas tanto na Filosofia Grega, quanto nas chamadas Filosofias Orientais, houve sempre grande preocupação do Amor como um elemento da Natureza que impregna todas as coisas e Todos os seres. No Ocidente, o domínio das Teologias, que se apossaram da inspiração grega para tratar do Amor em sentindo divino, parece haver impedido os grandes pensadores de se aprofundarem no assunto. As Teologias, seguindo o exemplo de Tertuliano, se apossaram do Amor por direito de usucapião. Era sempre arriscado mexer nessa questão. O Renascimento, por sua própria tendência, considerou o Amor em termos de poesia e fábula, encantando-se com os amores mitológicos dos deuses gregos e romanos. Os amores dos deuses eram semelhantes aos dos homens, e mulheres e vice-versa. Dessa maneira, o amor humano prevaleceu como única forma acessível à compreensão humana e possível de investigação científica ou filosófica.

A Psicanálise, nos primeiros desenvolvimentos da teoria freudiana, colocou o problema do Amor no plano patológico. E nesse plano ele permanece até hoje para a maioria das pessoas, não obstante o progresso do próprio Freud no tocante à sublimação e ao superego, bem como os avanços teóricos de alguns de seus discípulos, particularmente Jung. Não se pode acusar ninguém por isso. Freud teve de entrar no estudo e na pesquisa do Amor pelo subsolo da patologia. Por outro lado, o aspecto patológico é o mais dramático do Amor e o que mais toca o interesse humano. O Amor foi assim dividido em duas áreas: a da patologia e a do lirismo, geralmente confundindo-se essas áreas em vastas extensões. Os homens, recém libertos da concepção geocêntrica do planeta, cairam felizes no filocentrismo do Amor. Todas essas questões, e outras que delas se derivam, são temas para desenvolvimento futuro. Neste livro apenas as indicamos, para demonstrar, mesmo através de ligeiros reflexos, quanto se tem a pesquisar sobre o Amor. A sexualidade é uma forma de manifestação do Amor. Dessa maneira, o sexo quase conseguiu, nos domínios populares, apossar-se da palavra Amor e reduzir a manifestação desse poder exclusivamente às suas funções. Mais do que um abastardamento, isso foi uma profanação. Hoje se diz, num eufemismo derivado da língua italiana, "fazer amor", para se referir. ao ato sexual. Na verdade, o Amor pode e deve estar presente no ato sexual, e também pode não estar, o que é mais comum. O Amor se manifesta na lei de gravidade que mantém a dinâmica celeste e em todas as formas de forças centrípetas, provocando união e fusão. Mas no homem as manifestações do Amor abrangem toda a sua estrutura vital, existencial e psicoafetiva. No tocante ao plano vital o Amor é sensação. Não obstante, o apego à sensação, reduzindo o poder do Amor a expressões periféricas, o deturpa e extingue. Em seu lugar surge a Paixão, que não é exaltação do Amor, como geralmente se diz, mas exaltação da sensualidade. Os crimes de amor nada têm a ver com o Amor, são conseqüências de desregramentos sensoriais, com perda do equilíbrio emocional e perturbações mentais. Matar por amor é um contra-senso. Uma criatura que ama não agride e nem fere o Ser amado, que é para ela objeto de veneração. O ciúme não procede do Amor, mas do apego animal ao plano sensorial. O animal é que ataca e fere por ciúme, nunca o homem, pois nele o Amor se manifesta em ternura, adoração e consciência do valor do Ser amado.

Para bem compreendermos isso precisamos voltar ao problema kardeciano do ser do corpo, no qual toda a pesada herança da animalidade ancestral se acha acumulada. As criaturas de sensibilidade humana não se deixam arrastar pelas paixões, que pertencem ao plano dos instintos. A libido freudiana é o reservatório profundo e escuro dos resíduos da animalidade. As sensações carnais se alimentam dessas energias vitais que se confundem com as aspirações transcendentes do Amor na mente conturbada que as toxinas da paixão desligam do controle superior da Razão. O Ser do Corpo sobrepuja o Ser Espiritual no controle da mente, desencadeando as forças do instinto. Os crimes resultantes dessa situação não decorrem ao Amor, mas precisamente do eclipse do Amor, produzido pelo retrocesso do homem às condições da sua ancestralidade animalesca. O crime passional pode ser definido como um caso de possessão infra-anímica, em que o criminoso é possuído por sua personalidade arcaica, em razão da falência de sua personalidade atual no delírio das sensações inferiores. Um caso de personalidade alternante a que o criminoso já se entregava há mais tempo do que se pode supor, sintonizado com os resíduos negativos de experiências vitais superadas.

É claro que a superação das experiências referentes a um dado tempo evolutivo não representa a sua destruição. Toda experiência representa uma aquisição do espírito, que passará a integrar as suas funções cognitivas em forma de categorias da intuição. Enquanto não desaparecerem os resíduos do inconsciente, a experiência superada pode ser reativada pela imprudência e o abuso. O princípio de que a Natureza não dá saltos, apesar da contestação marxista, permanece válida. A passagem do Ser, de um grau de evolução para outro, nunca é instantânea. Os pregoeiros da salvação imediata não conseguem exemplificar esse milagre em si mesmos. Os resíduos marcam o compasso de espera, necessário à assimilação total da experiência. Nessa espera, é possível que o Ser repita a experiência para poder absorvê-la com a devida segurança. Então se dará o aparente salto qualitativo, que na verdade representa uma transição lenta. O exemplo do relógio esclarece melhor este problema: quando as pancadas de uma determinada hora soam no relógio, surpreendendo-nos, isso acontece porque os ponteiros já fizeram o percurso de 60 minutos para bater a hora surpreendente. A complexidade da constituição humana, implicando as instâncias psicológicas da personalidade, as relações corpo-alma e a dinâmica dos processos conscienciais, não permite o desabrochar de flores sem raízes que levem a seiva através do caule. Todo esse processo minucioso depende do tempo. Por isso Hidegger advertiu que o espírito "cai do tempo", e que este o acolhe para que ambos sejam afins no seu desenvolvimento. Cair no tempo é sair da espera e entrar na temporalidade para realizar-se a si mesmo.

A sexualidade é a condição que deve concretizar no tempo histórico o poder criador do homem e da mulher, na conjugação efetiva dos elementos biológicos, sob a regência do Amor. O sexo é o instrumento dessa realização genética que exige do casal humano a doação total dos poderes espirituais e corporais nele concentrados, no ato da criação.

Como nos parece mesquinha a concepção vulgar do sexo como mecanismo animal de natureza inferior! A mecânica sexual do gozo pelo gozo é um aviltamento da função genésica, cuja finalidade última é a encarnação do Ser, primeiro passo da ontogênese terrena. Nos casais evoluídos o ato sexual não se reduz ao prazer sensorial. Este é apenas a chispa do fogo vital que desencadeia todo o processo da criação humana. A mulher acolhe o homem em seu corpo e em sua alma sem a inútil agitação animalesca, e o homem a envolve no seu poder fecundante com a naturalidade e o êxtase do Sol a envolver a Terra para fecundá-la. Só a mesquinhez do vulgo, do populacho incapaz de compreender a grandeza de um ato criador poderia ter feito disso motivo de escândalo, malícia e pecado.

A expressão "o pecado do amor" é tão absurda quanto o ilogismo: "matar por amor". Enquanto não formos capazes de discernir juízos opostos e continuarmos a confundi-los, não estaremos em condições de reformular nossa concepção do mundo.

Em "A Fonte", Charles Moorgan faz Rupert, na hora da morte, perguntar a Jullie, que o traíra com Lewis: "Não o amaste apenas com o corpo?" Ela responde que não e acrescenta que nem ela nem Lewis o haviam feito por mal, mas por amor. Rupert voltara da guerra, mutilado. Seus olhos se voltaram para a mulher e para Lewis e declarou que não tinha ciúmes nem rancor, pois o amor de ambos não podia ser crime nem traição. Como poderia um homem possessivo, que considera a mulher como sua escrava, compreender e perdoar a traição em sua hora extrema? Mas Rupert era a antítese desse homem comum e boçal. Jullie e Lewis eram ingleses e se amavam com profunda reciprocidade. Rupert, alemão, interferira sem querer, sem o saber, no destino de ambos. Mas ao reconhecer a legitimidade daquele amor retirou-se em silêncio. Que direito teria ele para exprobar ou amaldiçoar aquela mulher? Não importavam as circunstâncias da guerra, da mutilação, da morte. O que interessava a Rupert era o respeito pelo Amor de ambos, por essa reciprocidade que ele não conseguira despertar em Jullie. Maior que a sua paixão pela jovem, que as circunstâncias haviam lançado em seus braços, maior que o conceito humano de honra e que todo o escândalo que o fato pudesse provocar no meio social, Rupert via, diante dele, após a fogueira do ódio e da bestialidade da guerra, a verdade de um Amor puro e profundo que a tudo desafiara para sustentar os seus direitos, a sua estranha dignidade que para o mundo era perfídia e desonra.

Os conceitos humanos variam segundo o nível das consciências. Quanto mais elas se elevam, aproximando-se dos arquétipos da espécie, mais se distanciam das normas sociais que decorrem de costumes e tradições. Essas variações levaram os sociólogos a negar a existência dos princípios morais superiores, pois se Moral vem de mores, costumes, e estes variam, parecia-lhes evidente que a Moral não provinha da Consciência, mas dos hábitos e costumes de cada meio social. Esqueciam-se de que os costumes resultam não só de exigências mesológicas, mas também de exigências concienciais. Hoje, graças a Bergson e outros filósofos da Moral, todos reconhecemos a ligação genética entre Consciência e Moral. Essa relação explica as variações da Moral, sua evolução histórica através de fases bem definidas e as razões profundas de sua influência no campo dos problemas sexuais.

No caso do triângulo amoroso Jullie, Lewis e Rupert a questão moral se coloca nos termos da legitimidade do Amor. Este é o critério supremo que não reconhece as normas da moral comum, tipicamente social. O caso é específico. Jullie havia sido aluna de Lewis na Inglaterra. Mudara-se muito jovem para a Holanda, em virtude do casamento de sua mãe viúva com um nobre holandês. Casara-se com Rupert, filósofo alemão, por conveniências de ordem familial e social. Na guerra, Rupert ausentou-se do Castelo de Enkendal e Jullie ficou sozinha. Lewis é preso na frente de batalha e posteriormente enviado a Enkendal, com dois companheiros, para ali permanecer como prisioneiro de honra. Seu reencontro com Jullie reacendeu em ambos o Amor aparentemente esquecido. Rupert, gravemente ferido e mutilado, enviava notícias de longe e os prognósticos a seu respeito eram os mais graves. Jullie e Lewis não resistem à solidão no velho Castelo e entregam-se aos anseios recíprocos. Rupert volta a Enkendal para morrer e Jullie não tem coragem de lhe revelar o que acontecera. Mas sua consciência a leva a contar-lhe a verdade, que ele já percebera, compreendendo que realmente interferira no destino de ambos com seu amor por Jullie. Todo esse conjunto de justificativas naturais, entretanto, não impediriam a tragédia passional, se o caso não passasse entre três pessoas de condições morais e intelectuais elevadas. Prevaleceriam os preconceitos sociais, com todas as suas conseqüências, lançando a desonra sobre os três e suas famílias. Mas é necessário reconhecermos que em condições inferiores o móvel do caso poderia ser também inferior. A pergunta de Rupert a Jullie não caberia numa situação de atração amorosa puramente física e a resposta dada não teria nenhuma garantia de veracidade. Isso demonstra que as variações sociais da Moral tem seus fundamentos em condições evolutivas nas quais o instinto de conservação social estabelece, através dos costumes, os seus próprios dispositivos de segurança. E por isso, por sua vez, justifica a situação atual da Terra como um momento de transição, em que todos os problemas humanos estão submetidos a um processo de aceleramento na evolução do homem. A consciência humana se abre para as novas dimensões do real. O pivô da consciência se desloca para nova posição, modificando as perspectivas da sua visão do mundo. É natural que ao lado das mutações necessárias surjam excessos de toda ordem. Há consciências que resistem às mudanças, apegadas por milênios a condicionamentos que parecem irremovíveis. As reações são tanto mais violentas quanto maior o apego dos que reagem aos seus condicionamentos. No tocante à sexualidade, as energias desencadeadas transbordam de todos os canais a que até agora se mostravam dóceis e obedientes. O. Amor, até agora aviltado pelas pressões do fanatismo e da hipocrisia, avilta-se num clima de libertação que cai na libertinagem e na pornografia. Nunca tivemos, na Terra, uma situação geral tão profunda e vastamente conflitiva. Somos, por isso mesmo, solicitados a um esforço quase sobre-humano para tentar colocar todos os problemas em equação de maneira corajosa e, às vezes, até mesmo temerária. Do nosso comportamento em face dessa problemática assustadora dependem as soluções que determinarão o novo plano consciencial que atingiremos.

Na remota Suméria, sexualidade era encarada como a efusão divina que empolgava homens e mulheres na povoação do mundo. O culto fálico, a nudez, a natureza sagrada do ato sexual, a reverência para a mulher prolífera eram elementos fundamentais da consciência. Restos de monumentos e templos revelam a adoração do sexo, as procissões de religiosos nus, a prática do ato sexual na área sagrada dos altares e na presença de sacerdotes. Em quase todo o Oriente a sexualidade se apresentava como a própria essência da religiosidade. Ainda hoje existem os resíduos de práticas eróticas nos países orientais com finalidade religiosa. A tradição das gueixas japonesas, ainda vigente, mostra o cuidado e o aprimoramento das técnicas de preparação do ato sexual, especializando-se as jovens numa cultura específica para serem uma espécie de sacerdotisas do Amor. No Egito, na Mesopotâmia, na Pérsia e na Grécia antigas a sexolatria dominou amplamente, com o culto de dansas, cânticos e rituais eróticos, geralmente acompanhados da utilização de alucinógenos. Em Roma se passava o mesmo. As Epístolas ao Apóstolo Paulo revelam a infiltração dessas práticas nas primeiras comunidades cristãs. Na própria Israel das leis de pureza, como vemos nos textos bíblicos, o erotismo sagrado dominou sob várias formas. Na Idade Média, os demônios infestavam conventos e mosteiros, os incubos e súcubos (espíritos diabólicos) invadiam os leitos dos religiosos e religiosas. Os Libertinos medievais formavam suas sociedades eróticas.

A própria concepção do homem como um horizonte, que por seus membros e órgãos inferiores se ligava à Terra, e por seus membros e órgãos superiores se liga ao Céu, mostra-nos a constante relação do Amor com a sexualidade no plano religioso. Não é, pois, de admirar ou de estranhar a explosão atual da licenciosidade e da pornografia, da toxicomania e intensificação da violência. Durante milênios cultivamos essas práticas na Terra, com requinte e paixão. Quando se mexe o caldeirão, para tentar uma nova estruturação da vida, é natural que os pesados resíduos aflorem à superfície. Cabe-nos apenas agir com prudência e coragem, para não aumentarmos a carga de iniquidades no planeta ao invés de aliviá-la. Conseguindo uma compreensão mais exata do Amor superaremos a crise.
J. Herculano Pires - Pesquisa sobre o Amor – Dicesp

UMA ABORDAGEM SOBRE SEXO

Autor: Adésio Alves Machado


O sexo, indubitavelmente, exerce uma profunda influência na vida física, emocional e espiritual das criaturas. Devido ao atraso em que os habitantes deste mundo se encontram, a maioria não entende o que seja a sexualidade, muito menos o seu uso.


Ela nada mais é do que uma energia existente nas estruturas mais sutis e complexas do ser, exigindo dele compreensão sobre a sua existência e utilidade para que, assim, seja bem fruída na sua integralidade.

O sexo é, no dizer dos Benfeitores Espirituais, um santuário da procriação e instrumento de renovação pelo fato de permitir que, por seu intermédio, haja entre os que se unem uma permuta de estímulos hormonais altamente gratificante para os envolvidos sexualmente.



Os abusos, os excessos existentes na área do sexo, são fruto da desorientação do homem, ainda animalizado, atendendo mais ao instinto do que ao amor, este que se utiliza da sexualidade para expressar-se na vida do homem e da mulher, a ambos propiciando troca de energias psíquicas que alimentam e compensam as necessidades energéticas dos Espíritos.


O Espiritismo somente admite o uso do sexo digno, isto é, sob o pálio do amor, nunca como uma iniciativa única da libido, da satisfação do apetite carnal. Sexo assim praticado embrutece e não sacia a fome de amor existente em toda criatura. É o desrespeito nessa área que ocasiona todo tipo de violência, todo constrangimento que só faz infelicitar o ser.


De um passado altamente castrador, condenado como pecado, o sexo saiu para o outro extremo de forma avassaladora, como se desejasse recuperar todo o tempo perdido e que foi vivido sob as pressões da ignorância, do preconceito, da irracionalidade... Hoje se confunde liberdade com licenciosidade e o desconserto atingiu as raias da desordem. O despudor corroeu os sentimentos que enobrecem a vida.


Aí estão as cenas de desarranjo mental, emocional e fisiológico buscando assumir cidadania, normalidade nas suas paisagens de dor e desaire. Normalidade e anormalidades sexuais exteriorizam-se no mundo das formas físicas, mas é nas sutis engrenagens da psique que têm as suas nascentes e funções.


Em todo os sentidos e momentos a problemática sexual merece respeito e dignificação, carinho e caridade, uma vez que o sexo é concedido pela Divindade para sublime misteres. Sua utilização desconsiderada conduz à desordem e ao tormento, cujas conseqüências são imprevisíveis.



As criaturas não sabem ou têm muito pouco conhecimento de que a vida não se encerra no túmulo, mas que continua esfuziante além dele, cobrando atitudes corretas dos que infringiram a Lei de Amor. O problema do sexo é do Espírito e por ele virá a solução.

Assim sendo, podemos compreender o conceito de Joanna de Angelis de que "o sexo é para a vida e não a vida para o sexo".


Reformador, maio 2002 . FEB

O JOVEM ESPÍRITA E O SEXO

Richard Simonetti, funcionário aposentado do Banco do Brasil, residente em Bauru, SP. É orador, jornalista e escritor espírita, ocupando atualmente o cargo de presidente do Centro Espírita "Amor e Caridade". Livros publicados: "Quem Tem Medo da Morte?", "Uma Razão Para Viver", "Atravessando a Rua", entre outros.


P: - Fala-se que Deus permitiu o aparecimento das doenças sexualmente transmissíveis com o fim de alertar os homens sobre o uso abusivo e desequilibrado do sexo. Essa afirmação tem fundamento?


R: - Quase sempre há uma revelação moral na enfermidade. As doenças venéreas sinalizam o regime monogâmico como o ideal para a saúde.


P: - O problema da AIDS pode ser relacionado com o sexo livre?


R: - É o que dizem, inquestionavelmente, as estatísticas.


P: - Por que atualmente assistimos ao uso da sexualidade de forma tão promíscua e descontrolada?


R: - Imaginemos uma criança impedida de comer doces, sob a alegação de que lhe fazem mal. Ela cresce, liberta-se de tutelas e - desconta o atraso, empanturrando-se. Algo semelhante está acontecendo com a sexualidade humana, reprimida durante séculos pela ortodoxia religiosa medieval, que situava a atividade sexual como algo pecaminoso. Basta lembrar que até hoje. há quem imagine que Adão foi expulso do Paraíso porque relacionou-se sexualmente com Eva.


P: - Quais as causas do homossexualismo? Qual deve ser a postura da juventude perante esse assunto?


R: - O homossexualismo pode ser decorrente de um comprometimento cármico, originando uma psicologia masculina em corpo feminino e vice-versa.
Na maior parte das vezes, entretanto, trata-se de simples viciação, como ocorre em relação ao fumo, ao álcool, às drogas. No primeiro caso estamos diante de companheiros torturados que devemos compreender e ajudar. No segundo, precisam eles próprios, como diziam os antigos, "tomar vergonha".


P: - O que você poderia dizer a respeito do sexo na adolescência?


R: O adolescente tem maturidade biológica para o sexo, mas falta-lhe a maturidade psicológica para assumir as responsabilidades inerentes à atividade sexual, envolvendo compromisso, lealdade, sinceridade. Muitos não assumem nunca.
Querem apenas "fazer amor", expressão infeliz de quem confunde amar com "transar".


P: - A que se pode atribuir o crescente número de casamentos fracassados que existe anualmente?


R: - Geralmente é o resultado desses "amores" inspirados em humores sexuais, num envolvimento passional que gera casamentos precipitados, filhos negligenciados, tensões e angústias, abortos e suicídios, em lamentáveis semeaduras de desequilíbrio e sofrimento.


P: - Qual deveria ser a orientação sexual do jovem espírita?


R: - Estará no caminho certo se respeitar as pessoas com as quais venha a se relacionar afetivamente, tanto quanto gostaria que seus irmãos fossem respeitados.


P: - Como o jovem pode contribuir para o ajustamento da sociedade anual?


R: - O perfeito ajuste da sociedade humana somente ocorrerá quando os homens vivenciarem em plenitude a moral cristã, que sintetiza leis divinas que regem nossa evolução. Assim, a mais autêntica contribuição que poderemos oferecer, neste particular, será nosso empenho por nos ajustarmos às lições de Jesus.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

QUEM SÃO NOSSOS PAIS?


Quando abrimos os olhos, neste mundo, vimos debruçados sobre nosso berço, duas pessoas especiais: nosso pai e nossa mãe.

Nos primeiros anos nos sentimos dependentes deles. E, mesmo o simples fato de eles estarem a nos olhar, se constituía em segurança para nós.

Assim, aprendemos a andar, amparados pelos seus braços. Nossos machucados receberam curativos e beijos.

Aprendemos a andar de bicicleta, enfrentamos as ondas do mar, as águas da piscina.

Suas mãos nos conduziram à escola e quando fomos ali deixados pela primeira vez, pareceu que algo se quebrou dentro de nós.

Estaríamos sendo abandonados?

Contudo, ao final do dia, retornamos ao lar e aprendemos que a escola era somente um lugar para estar algumas horas.

Era um lugar para aprender, para fazer amizades, para crescer.

Mas sempre havia um lugar para voltar: nosso lar. O aconchego da família, a segurança paterna, o carinho materno.

À medida que os anos foram se somando, deixamos de ser dependentes. Andamos com nossos pés, agimos com nossa vontade, alçamos vôos mais altos, ou rasos.

E, alguns de nós, passamos a olhar os pais de forma diferente. Quem são eles para desejarem comandar a nossa vida?

Quem são eles para dizerem o que devemos ou não fazer?

Quem são?

Nossos pais são Espíritos que, quase sempre, guardam relações afetivas conosco de longa data. Amigos que aceitam nos receber como filhos, desejando encurtar distâncias entre nós e o progresso.

Espíritos que se dispõem a nos oferecer um corpo, a nos proteger, a nos amar.

Exceções existem, é verdade. Espíritos não tão amigos que se reencontram no cadinho doméstico para ajustes do pretérito um tanto nebuloso.

Mesmo assim, eles nos moldaram um corpo, permitindo-nos a reentrada no mundo carnal, e lhes devemos ser gratos.

Mas, se desejam saber aonde vamos, com quem vamos, nesses tempos de tanta violência, é porque conosco se preocupam.

Se nos estabelecem horários para o retorno ao lar, se nos procuram quando nos retardamos, é porque a nossa segurança os preocupa.

Se insistem conosco para que estudemos mais, nos esforcemos mais, é porque, mais experientes pela maturidade que ainda não temos, nos desejam ver galgar degraus de sucesso.

Se nos impõem disciplina, se nos exigem atitudes comedidas, é porque desejam colaborar com nosso progresso.

Para isso, Deus nos confiou à sua guarda.

E porque esse compromisso está registrado em sua memória espiritual, tanto quanto pelos laços de afeto que nos unem, eles se importam conosco.

Pensemos nisso e antes de reclamarmos tanto, olhemos nossos pais com gratidão.

Vivamos com eles o melhor possível. Afinal, não estarão sempre conosco.

É possível que logo mais eles se transfiram para a espiritualidade, cumprida sua missão.

Vivamos usufruindo o melhor da sua companhia, da sua sabedoria, dos seus afagos.

Amanhã, quando não estiverem mais conosco, teremos doces lembranças para alimentar a nossa saudade.

(Redação do Momento Espírita. Respeite a autoria e o texto. www.momento.com.br)

RENOVAÇÃO


Em nosso renascimento na Terra, entrelaçamo-nos, como é justo, sob a influência de quantos se acumpliciaram conosco na criminalidade ou na sombra, quase sempre erguidos à posição de inexoráveis credores de nossa vida, exigindo-nos pagamento ou reparação.
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E, como enxameiam em nosso pretérito próximo ou remoto gravames deploráveis e contas obscuras que nos compete apagar ou ressarcir, na maioria das circunstâncias, a atuação dessa natureza é deprimente e perturbadora, muita vez constrangendo-nos a incidir nos mesmos erros que nos tisnam as consciências e nos dilaceram os corações.
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É por isso que, durante a viagem na esfera física, somos habitualmente assaltados por aflitivas surpresas do plano oculto, em qualquer idade e em toda situação.
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Há quem se veja enrodilhado nas suas malhas esfogueantes, em plena juventude corpórea, quem lhe conheça o sabor amargo no matrimônio, quem lhe experimente o impacto de angústia nas mais nobres tarefas do lar, quem lhe sinta a presença na esfera da profissão e quem lhe receba a nuvem desnorteante na hora da madureza ou da senectude, em dolorosas inquietações.
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Para todos os problemas desse jaez, entretanto, é preciso reconhecer que só o bem puro e espontâneo é remédio justo e eficaz.
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Somos, em verdade, seguidos pela influência que aliciamos, como quem apenas recolhe da gleba plantada aquilo que semeou.
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E, assim como apenas a lances de suor e trabalho digno, preservamos a lavoura de nosso compromisso contra a hera que lhe sufoca os rebentos ou contra os vermes que lhe devoram as flores, somente ao preço de perdão e renúncia, amor e desinteresse, por vezes com o sacrifício de nossa própria felicidade, é que operaremos em nossos associados da sombra de ontem a necessária renovação, para que a liberdade nos favoreça na reconquista da luz.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Trilha de Luz)

PERANTE OS AMIGOS

O amigo é uma benção que nos cabe cultivar no clima da gratidão. Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.

A amizade verdadeira não é cega; mas, se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim. A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

Em qualquer dificuldade com as relações afetivas, é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.

Se Jesus nos recomendou Amar os inimigos, imaginemos com que imenso Amor nos compete Amar aqueles que nos oferecem o coração. Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.





pelo Espírito André Luiz, Médium: Francisco Cândido Xavier - do site: Universo Espírita

sábado, 6 de dezembro de 2008

O ANJO DA GUARDA EXISTE?

Por ser uma crença comum entre os povos, Allan Kardec teve interesse em perguntar aos espíritos sobre a existência do chamado Anjo da Guarda, quando trabalhava no Livro dos Espíritos.
O Espiritismo tem uma respeitosa vantagem sobre as outras religiões. Enquanto elas imaginam como são as coisas do outro lado, nós espíritas, através dos médiuns, recebemos as informações. É o caso do Anjo da Guarda. Enquanto muitos apenas crêem que ele existe, nós podemos saber como as coisas realmente acontecem pelos contatos mediúnicos. E o interesse de Kardec em comprovar isto, fez com que reservasse nesse Livro, no Cap. IX (Mundos dos Espíritos)nos títulos VI e VII perguntas sobre os nossos protectores espirituais, os Anjos da Guarda, questões do número 489 a 524.
Afirmaram os Espíritos que a existência do Anjo da Guarda ou Espírito protetor é real.
E explicaram que, além do Anjo da Guarda, existem outros espíritos que por se interessarem por nós também tentam nos auxiliar, e são os espíritos familiares, os espíritos que nos são simpáticos, amigos de outras existências, espíritos afins e os que nos ajudam em diversas profissões, visando o bem da humanidade.
Mas todos eles são supervisionados pelo Anjo da Guarda, que é o responsável direto por nós. Agora, todos esses Espíritos que querem nos ajudar encontram dificuldades quando não seguimos o caminho do bem e por nossas ações negativas escolhemos outras companhias, isto é, pelo nosso livre-arbítrio.
Não são somente as crianças que têm Anjo da Guarda, eles nos acompanham desde o nascimento até o desencarne. E que, quando atingimos um grau maior para
conduzirmos a nós mesmos, não há mais necessidade do Anjo, mas isso não ocorre na Terra. Num mundo ainda imperfeito, o Anjo é uma necessidade, uma providência Divina,
pois sofremos todo tipo de influência e o Anjo é a nossa boa influência, o equilíbrio. Sua missão é acompanharnos na vida terrena, ajudar-nos a progredir, auxiliar-nos e consolar-nos nos momentos difíceis. Mesmo nos amando muito não pode contrariar o nosso livre-arbítrio. Se escolhemos más companhias, vícios, erros, tenta nos intuir sobre o perigo e ora para que façamos uma boa escolha. Mas a escolha é nossa.
Ao dormir devemos pedir ao nosso Anjo da Guarda que, enquanto o corpo recupera as energias, ele acompanhe nosso Espírito para escolas no mundo espiritual e trabalhos em favor de nosso próximo. O Anjo da Guarda é um Espírito sempre mais evoluído que nós e geralmente são Espíritos que já viveram conosco em outras existências.
Nosso protetor se manifesta em nós pelo pensamento, idéias, intuição, inspiração, pressentimentos. Estímulo a uma leitura, um Livro aberto ao acaso, por um amigo que nos procura, uma forte vontade inspirada por ele para irmos a um estudo, uma palestra, etc. Devemos prestar muita atenção em nossa consciência, Kardec diz que o Anjo da Guarda nos fala através dela. Não nos abandona, mas quando escolhemos seguir o caminho do erro e permanentemente atraímos más companhias por nossas idéias, pensamentos, sentimentos e atitudes negativas, nós o afastamos por não darmos espaço a ele. Mas, ele estará nos acompanhando em pensamento e a qualquer momento quando desejarmos melhorar, ele estará pronto a nos atender. Qual a melhor forma de agradecer nosso Anjo da Guarda? É melhorando a nós mesmos! (ler a pergunta 919 do L.E) É o que o fará mais feliz!
( jairocapasso@uol.com.br )
Artigo publicado no jornal “O Arauto” Ano VII – N° 67 – julho/agosto – 2008

AUXÍLIO EM DESOBSESSÃO

A desobsessão em si nasce originariamente da palavra esclarecedora, através do estudo, mas, em muitos casos, na lei das provas necessárias, possuímos instrumentos vários de auxílio a ela, tais quais sejam:

Afeições contrariadas - recursos de frenagem, sustando a queda em dramas passionais de resultados imprevisíveis;

Desgostos domésticos – válvulas de contenção, impedindo a reincidência em falhas morais;

Parente infeliz – advertência constante, obstando a ingerência em faixas de crítica destrutiva;

Filho-problema – socorro da Providência Divina, trazendo para dentro de casa o credor de existências passadas, que incomodaria muito mais se estivesse por fora;

Doença irreversível – dreno para o escoamento gradativo dos agentes mórbidos, ainda suscetíveis de ligar a criatura com as inteligências enquistadas na criminalidade;

Moléstias comuns – desligamento de tomadas mentais capazes de estabelecer conexão com o enredo sutil das trevas;

Decepção – choque reparador da lucidez espiritual.

Idiotia – longa pausa do espírito, diligenciando realizar o próprio reajustamento, ante a Vida Superior

A reencarnação é sempre evolução, recapitulação, ensino, aprendizado e reaprendizado e tudo isso custa esforço, obstáculo, suor; entretanto, em muitas circunstâncias, é trabalho expiatório, regeneração ou processo curativo.

Por isso mesmo, para as criaturas que se encontram em resgate, nos domínios da culpa, a área terrestre em que se encontram pode ser considerada como sendo região hospitalar e o corpo físico é interpretado por cela de tratamento, com a equipe doméstica, seja na consangüinidade ou nos contatos de serviço, mantendo a terapia de grupo.

Amemos, estudemos, sirvamos, perdoemos e auxiliemos aos outros e a desobsessão será sempre a nossa precisa libertação por bendita luz a brilhar no caminho.





pelo Espírito André Luiz - Livro: Paz e Renovação. Psicografia de Francisco Cândido Xavier..

DEUS PERMANCE

Jamais abandono, solidão, infortúnio.

Deus permanece contigo.

Ele é o fulcro gerador de poder em torno do qual e todos gravitam.

Dele é a linguagem positiva, atuando a distância, no equilíbrio cósmico, na força de atração das moléculas.

Magneticamente a Ele atraídos, estamos associados uns com os outros na grande obra de regeneração.

Sua ação se expande e produz efeitos que se devem realizar através dos fenômenos vivos da Natureza.

Quando as circunstâncias se apresentem aziagas, fomentando fomes e amarguras; quando as enfermidades predominem, diminuindo as resistências; quando as necessidades se multipliquem em turbilhão de inquietudes; quando os apodos invistam sem piedade e todos se tenham ido, Deus permanece contigo.

Quando um homem cai, há um distúrbio no equilíbrio universal.

Quando ele se reergue e avança, a harmonia sideral se reorganiza.

Tu és um cosmo no Universo, e as leis que te regem o destino impôem-te a gravitação harmônica em torno do Astro-Rei.

Deus aí permanece.

Condutores orientam o passo.

Mestres conduzem o ensino.

Leis governam a vida.

A tua vida escreve páginas que irão influenciar outras vidas, nelas permanecendo como exemplos, estímulos ou derrotas.

Deus permanece sempre guiando-te e fortalecendo-te para o fanal feliz.

Não o duvides, nem o desconsideres.

Descobre-O, pois que Ele permanece contigo.





pelo Espírito Joanna de Ângelis - médium Divaldo Franco - Extraído do Livro Filho de Deus

OS BONS MORREM CEDO

Quando morre alguém, cuja reputação é de bondade e desprendimento, ouve-se muitos lamentos.

Frases como: Que pena, era tão bom!, somam-se a outras do tipo: Os bons vão primeiro. Os bons Deus deseja para si. Os maus ficam por aqui mesmo.

Se morre um vizinho a quem estimamos, exclamamos: Por que ele? Antes fosse Fulano, que é tão perverso.

Quando uma personalidade, cujo conceito é de maldade, até crueldade, escapa de um perigo, de um atentado, logo falamos: Se fosse um homem de bem teria morrido.

Reflexionemos a respeito dessas nossas reações. Será possível que Deus se engane em Suas deliberações?

Será verdadeiro que os bons morrem antes, permanecendo os maus para prosseguirem sua escalada de desatinos?

Basta uma breve observação e logo descobriremos que isso não é real. Se assim fosse, convenhamos, o Mundo estaria bem pior.

Ademais, todos os dias morrem pessoas jovens, que se permitiram abraçar pela droga ou se acumpliciaram com a imprudência, desaparecendo em acidentes diversos.

Quantas vezes já ouvimos as notícias da morte de astros e estrelas, no auge da juventude, da madureza e da fama?

Ao lado deles morrem sim, todos os dias, seres anônimos, bons e maus.

Estudiosos, dedicados, arrimos de família ou simplesmente criaturas que nada contribuíram para a felicidade de quem quer que seja, antes pela infelicidade.

Em verdade, salvo os casos de suicídio direto ou indireto, ninguém morre antes do tempo programado.

Aquele que parte concluiu a sua tarefa, enquanto o que permanece, por vezes, mal a iniciou.

É coerente que o primeiro se liberte e o segundo prossiga na carne.

Se um prisioneiro cumpriu toda sua pena, justo que possa gozar da liberdade.

E para o Espírito, a verdadeira liberdade consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo.

Quando são pessoas do nosso convívio afetivo, normalmente, as vemos como as melhores do Mundo, sem defeito algum.

Por isso, quando se vão para o outro lado da vida, achamos que foram antes do tempo.

Entretanto, a Justiça de Deus jamais falha e tudo está correto.

É assim que temos sempre entre nós Espíritos dedicados. Lembramos do médium mineiro Francisco Cândido Xavier.

Serviu a Humanidade, sendo o medianeiro dos Espíritos. Corações de pais, esposos, irmãos, amigos, namorados foram consolados pelas mensagens dos seus amores.

Mensagens vindas através das mãos da sua mediunidade.

Madre Teresa de Calcutá morreu aos 87 anos de idade. Desde a juventude dedicou-se aos pobres mais pobres, espalhando suas Casas de Caridade pelo Mundo afora.

Como eles, outras tantas vidas envelhecem no Mundo servindo ao semelhante.

Habituemo-nos a não censurar o que não podemos compreender. Muitas vezes, o que nos parece um mal é um bem.

E somente as nossas faculdades limitadas não nos permitem perceber.

Francisco Cândido Xavier psicografou mais de quatro centenas de livros.

Esses livros, publicados e republicados, em vários idiomas, continuam consolando, esclarecendo, alevantando vidas.

Madre Teresa de Calcutá deixou um legado de amor, no Mundo, com suas Casas de Caridade espalhadas por quase todos os países.

Tiveram longos anos na Terra. Mensageiros de Deus, espalharam o bem que vivenciaram todos os dias.





Redação do Momento Espírita.

www.caminhosluz.com.br

SOCORRO TARDIO


Você já parou para pensar, algum dia, a respeito da caridade?

De um modo geral, confundida com a esmola pura e simples, o dar para se ver livre do pobre, do pedinte, dar para que ele se vá, de uma vez.

Face aos problemas da fome, da miséria, já não lhe ocorreu dizer: Isto é um problema do governo? Será mesmo?

Afinal, quem, em que hora, quando e em que lugar deve praticar a caridade?

Certa vez, no tempo dos czares, no Teatro de Moscou, foi representada uma peça muito célebre.

Todas as dependências estavam totalmente tomadas pelos membros da realeza.

O enredo girava em torno dos sofrimentos de um soberano místico que, em meio a cruéis padecimentos, sacrificou-se pela fé cristã.

A música enlevava os corações da nobreza assistente. Todos se identificavam com as agonias cristãs da personagem que, de alguma forma, traduzia um pouco do íntimo de cada um.

Quando findou o colorido espetáculo, à saída do Teatro, deitado sob a marquise, estava um mendigo.

Tiritava de frio. Parecia que delirava em meio à nevasca da noite.

Uma das damas da corte, ao descer as escadarias que a levariam à sua carruagem, movida por um natural impulso de bondade, retirou o rico casaco de peles que a agasalhava, e se encaminhou em direção ao pobre homem, com a firme intenção de o cobrir.

A dama que lhe fazia companhia, porém, percebendo o que a outra iria fazer, a deteve.

Não faças isso!

De que adiantaria a esse miserável uma peça de vestuário de tal valor? Amanhã enviarás, por um dos teus servos, agasalhos quentes para ele.

A dama do casaco de alto preço, movida agora por sentido utilitarista da vida, respondeu: Sim, tens razão. E tornou a vestir o casaco, buscando a carruagem.

Chegaram ao luxuoso castelo, tomaram um chá quente e reconfortante e buscaram as camas aconchegantes.

Esqueceram da agonia do desconhecido tombado sob a marquise gélida.

No dia seguinte, despertando já manhã alta, a dama recordou-se do homem tiritante de frio.

Chamou um de seus servos e ordenou que levasse agasalhos ao pobre homem.

Quando lá chegou, o serviçal se deparou com o desconhecido já morto, sendo removido pela polícia.

* * *
O fato responde aos questionamentos iniciais.

Sempre que a caridade recebe a interferência de polêmicas, discussão, debate, invariavelmente o socorro chega atrasado.

É necessário que cada um de nós faça o bem hoje. Há muitas formas de se praticar a caridade:

Retirar alguém da escuridão do analfabetismo. Providenciar internamento devido a um doente sem recursos.

Levar o remédio necessário ao que se encontra no leito. Propiciar o leite a uma criança cuja mãe já apresenta os seios vazios.

Ofertar um brinquedo ao menino de rua, ao garoto sem pais, à criança que espera.

Enfim, ser caridoso é fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam, tanto no aspecto material como no moral.

* * *
As nossas posses de nada valerão se não tivermos no cofre do coração o pão da caridade e a palavra consoladora da misericórdia que nos compete distribuir.

Dar do que nos sobra é dever de solidariedade, dar um tanto mais é doação plena.

(Redação do Momento Espírita com base no cap. 9 do livro Moldando o terceiro milênio, de Fernando Worm, ed. Leal e cap. 16 do livro Estudos espíritas, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Feb. - www.momento.com.br)

PROVAS DE FOGO



“E o fogo provará qual seja a obra de cada um”. – Paulo. (I Coríntios, 3:13).

A indústria mecanizada dos tempos modernos muito se refere às provas de fogo para positivar a resistência de suas obras e, ponderando o feito, recordemos que o Evangelho, igualmente, se reporta a essas provas, há quase vinte séculos, com respeito às aquisições espirituais.
Escrevendo aos coríntios, Paulo imagina os obreiros humanos construindo sobre o único fundamento, que é Jesus-Cristo, organizando cada qual as próprias realizações, de conformidade com os recursos evolutivos.
Cada discípulo, entretanto, deve edificar o trabalho que lhe é peculiar, convicto de que os tempos de luta o descobrirão aos olhos de todos, para que se efetue reto juízo acerca de sua qualidade.
O aperfeiçoamento do mundo, na feição material, pode fornecer a imagem do que seja a importância dessas aferições de grande vulto. A Terra permanece cheia de fortunas, posições, valores e inteligências que não suportam as provas de fogo; mal se aproximam os movimentos purificadores, descem, precipitadamente, os degraus da miséria, da ruína, da decadência. No serviço do Cristo, também é justo que o aprendiz aguarde o momento de verificação das próprias possibilidades. O caráter, o amor, a fé, a paciência, a esperança representam conquistas para a vida eterna, realizadas pela criatura, com o auxílio santo do Mestre, mas todos os discípulos devem contar com as experiências necessárias que, no instante oportuno, lhe provarão as qualidades espirituais.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Pão Nosso)
(Figura adaptada de fundos by Meire Michelin)

No Álbum da Compaixão


Observa: toda a Natureza, por livro de Deus, em qualquer parte, parece um cântico de louvor ao auxílio.
Ignoro se já pensaste nas primeiras árvores da Terra, inclinando-se para as aves fatigadas, a fim de que aprendessem a entretecer os próprios ninhos, nos braços fortes que lhes estendiam.
Nem sei se já meditaste na piedade das flores primitivas do mundo para com as abelhas cansadas e famintas, convidando-as pelo próprio perfume, a lhes retirarem as pequeninas sobras de alimento nas corolas acolhedoras, a fim de que não tombassem na exaustão, quando à procura de recursos que lhes facultassem o fabrico do mel. Até hoje as árvores não se queixam dos pássaros que lhes deixam os ramos menos limpos e as flores não protestam contra as abelhas quando lhes aparecem, através de sucessivos enxames, a lhes dilapidarem as pétalas nutrientes.
Árvores e abelhas sabem, instintivamente, que a Divina Providência não lhes faltará com a chuva a lavar-lhes todas as folhas e com o acréscimo de seiva, destinadas a reajustar-lhes o sustento.
Não será semelhante lição dos agentes simples da natureza determinada mensagem da vida, concitando-nos à prática da bondade, de uns para com os outros? Onde estiveres, compadece-te de teus irmãos.
Esse precisa apoiar-se em teus ombros para a caminhada difícil, aquele te aguarda o concurso fraterno, de modo a manter-se de pé, na marcha dos dias.
Abençoa e socorre sempre.
Em muitas ocasiões, penso que o ensinamento do Cristo, acerca do perdão, se revestiu de outras derivações no campo das atitudes.
Algum dos companheiros haverá perguntado ao Senhor:
- Mestre, quantas vezes, devo auxiliar meus irmãos?
E, decerto, Jesus terá respondido:
- Não te digo que auxilies uma vez, mas setenta vezes sete vezes.

(Francisco Cândido Xavier por Meimei. In: Sentinelas da Alma)

Na ausência do Amor


Se não sabes cultivar a verdadeira fraternidade, serás atacado fatalmente pelo pessimismo, tanto quanto a terra seca sofrerá o acumulo de pó.
Tudo incomoda àquele que se recolhe à intransigência.
Os companheiros que fogem às tarefas do amor são profundamente tristes pelo fel de intolerância com que se alimentam.
Convidados ao esforço de equipe, asseveram que os homens respiram em bancarrota moral.
Trazidos ao culto da fé, supõem reconhecer, em toda parte, a maldade e a desilusão.
Chamados à caridade, consideram nos irmãos de sofrimento inimigos prováveis, afastando-se irritadiços.
Impelidos a essa ou àquela manifestação de contentamento, recuam, desencantados, crendo surpreender maldade e lama nas menores exteriorizações de beleza festiva, Caminham no mundo entre a amargura e a desconfiança.
Não há carinho que lhes baste. Vampirizam criaturas por onde estagiam, chorando, reclamando, lamentando.
Não possuem rumo certo. Declaram-se expulsos da sociedade e da família.
É que, incapazes do amor ao próximo, jornadeiam pela terra, sob o pesado nevoeiro do egoísmo que nos detém tão somente no circulo estreito de nossas necessidades, sem qualquer expressão de respeito
para com as necessidades alheias.
Afirmam-se incompreendidos, porque não desejam compreender.
Ausentes do amor, ressecam a máquina da vida, perdendo a visão espiritual.
Impermeáveis ao bem, fazem-se representantes do mal.
Se o pessimismo começa abeirar-se de teu espírito, recolhe-te à oração e pede ao Senhor te multiplique as forças na resistência, ante o assalto das trevas.
Aprendamos a viver com todos, tolerando para que sejamos tolerados, ajudando para que sejamos ajudados, e o amor nos fará viver, prestimosos e otimistas, no clima luminoso em que a luta e o trabalho são bênçãos de esperança.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Fonte Viva)

A Honra Também Se Ensina


É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.

É o médico que marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar satisfação.

É o advogado que assume uma causa e depois não lhe dá o encaminhamento necessário, deixando o cliente em situação difícil.

É o contador que se compromete perante a empresa em providenciar todos os documentos exigidos por lei e, passados alguns meses, a empresa é autuada por irregularidades que este diz desconhecer.

É o engenheiro que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde começa a ruir, sem que este assuma a parte que lhe diz respeito.

É o político que promete mundos e fundos e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada juntos aos seus eleitores.

Esses e outros tantos casos acontecem com freqüência nos dias atuais.

É natural que as pessoas envolvidas em tais situações, exponham a sua indignação junto à sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justiça.

Todavia, vale a pena refletirmos um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de alguns cidadãos.

Temos de convir que todos eles passaram pela infância e, em tese, podemos dizer que não receberam as primeiras lições de honra como deveriam.

Quando os filhos são pequenos, não damos a devida atenção às suas más inclinações ou, o que é pior, as incentivamos com o próprio exemplo.

Se nosso filho desrespeita os horários estabelecidos, não costumamos cobrar dele uma mudança de comportamento.

Se prometem alguma coisa e não cumprem, não lhes falamos sobre a importância da palavra de honra.

Assim, a palavra empenhada não é cumprida, e nós não fazemos nada para que seja.

Ademais, há pais que são os próprios exemplos de desonra. Prometem e não cumprem. Dizem que vão fazer e não fazem. Falam, mas a sua palavra não tem o peso que deveria.

É importante que pensemos a respeito das causas antes de reclamar dos efeitos.

É imprescindível que passemos aos filhos lições de honradez.

Ensinar aos meninos que as irmãs dos outros devem ser respeitadas tanto quando suas próprias irmãs.

Que a palavra sempre deve ser honrada por aquele que a empenha.

Ensinar o respeito aos semelhantes, não os fazendo esperar horas e horas para só depois atender como que estivéssemos fazendo um grande favor.

Enfim, ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.

Não há efeito sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa igualmente negativa.

Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente.





Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita.
http://www.reflexao.com.br/

LIVROS

Viviam os homens acomodados à floresta, quais símios ferozes, renhindo as unhas sanguinolentas. Ergueram-se os primeiros livros de pedra, sugerindo a organização, e a barbárie passou a ser combatida.

Eram atormentados que a fome retinha em conflito incessante. Apareceram os livros de agricultura e transporte, consumindo gradativamente o flagelo.

Caíam vitimados, sem remissão, por epidemias vorazes. Os livros de medicina afloraram, vitoriosos, no mundo, e a peste foi suprimida.

Refugiavam-se em malocas humilhantes, pelo empirismo que lhes entorpecia a cabeça. Vieram os livros da indústria e usaram as mãos com inteligência e habilidade.

Sofriam atraso no entendimento recíproco. Desdobraram-se os livros de alfabetização e a escola dissipou a noite da ignorância.

Distanciavam-se uns dos outros. Formaram-se livros propagando o intercâmbio, e o consórcio mundial destruiu o insulamento.

Cultivavam a escravidão entre si, reduzindo os semelhantes à condição das bestas de carga. Multiplicaram-se os livros da justiça e o cativeiro foi abolido.

Mantinham a mulher na categoria dos animais. Espalharam-se os livros da compreensão fraterna e a mulher renteou com eles no direito de escolher o próprio caminho.

Respiravam absolutamente chumbados ao solo. Divulgaram-se os livros da navegação aérea e principiaram a conquista do espaço.

Compreendendo, porém, que os livros da libertação exterior não conseguiriam quebrar as algemas das paixões subalternas que encadeiam as criaturas nas trevas da alma, trouxe-lhes Jesus, em pessoa, o código da libertação íntima, com os livros do Evangelho, instituindo o reino de Deus em cada coração.

Ainda assim, os homens criaram facções e grupos, seitas e círculos, preconceitos e ilusões, nos quais, apesar dos séculos transcorridos, continuaram acalentando a guerra fria e quente, declarada e oculta do egoísmo e da vaidade, da opressão e do orgulho, da crueldade e da usura, do crime e da violência, da rebelião e do vício, muitas vezes em nome do próprio Cristo. Surgiram, então, na Terra, os livros da Doutrina Espírita, revivendo o pensamento libertador do Mestre Divino, consolando e instruindo, com a exaltação do amor puro e com a fé raciocinada, demonstrando a reencarnação por instituto imprescindível do progresso e ensinando que a alma, em qualquer posição, é responsável pelos próprios destinos...

Como é fácil de observar, os livros nobres são, em todos os tempos, as forças renovadoras e educativas da Humanidade; no entanto, é imperioso reconhecer que sustentar hoje a expansão e a dignidade do livro espírita é iluminar o espírito humano, em plenitude de felicidade e emancipação, para sempre.





pelo Espírito Meimei - Do Livro “Irmãos Unidos”, Médium: Francisco Cândido Xavier/Autores Diversos

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

Vale a pena

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Se o amor se vai

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