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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Momento...

Amigo que lês esta mensagem, para por momentos e reflecte...
Já paraste hoje a pensar e a agradecer a Deus Pai por todas as oportunidades que te tem dado?
Podes eventualmente pensar que nada tens que agradecer, podes pensar que nada recebeste hoje ou que tudo aquilo que recebeste apenas e sómente te trouxe dor e sofrimento...
Lembra-te amigo que te encontras na escola da vida, na qual dia após dia, instante após instante estarás aprendendo e prestando provas do teu aprendizado...
Recorda que se queres realmente receber, terás que dar, sem no entanto estares à espera de receber de imediato...
Lembra-te que te pedem que dês amor, que pratiques a caridade, que a humildade seja tua companheira constante, e tua amigo que tens feito?
Tens agradecido por te ser permitido estar nesta escola da vida?
Tens agradecido pelas lições que todos os dias recebes e aprendido algo com elas ou simplesmente te têm passado ao lado?
Tens feito da humildade tua companhia constante ou tens te deixado levar pelo orgulho e pela vaidade?
Amigo eu não te critico, não tenho esse direito, pois como tu tento aprender um pouqinho todos os dias momento a momento, e acredita as maoires lições que tenho tido surgem no meio dos mais simples e de todos aqueles que fisicamente menos têm para me dar , mas que sempre me transmitem verdadeiras lições que dia após dia me ajudam a poder aprender degrau a degrau.
Assim Eu me recolho a mim mesmo e agradeço a Deus bondoso Pai por mais esta oportunidade que me dá, agradeço por dia após dia poder aprender.
Agradeço-Te Pai por todas as lições que sempre me dás, umas que me deixam alegre e outras que ainda me fazem tanto sofrer por ainda não ter aprendido a ser humilde.
Te agradeço pelas lições que sempre me chegam, ainda que eu não saiba ter fé, ainda que não saiba verdadeiramente perdoar e amar verdadeiramente a todos que me rodeiam, independentemente da cor, da crença ou da raça de todos.
Peço-Te Bom Pai para que dia após dia eu seja capaz de me melhorar, seja capaz de perdoar a quem me magoa e ofende e desilude.
Peço-Te Pai Ajuda para todos os que sofrem, para todos os que andam perdidos e desorientados, que possa chegar a todos nós o Teu conforto e a esperança e a fé jamais nos faltem.
Peço-te Bom Pai por todo aquele que lê esta mensagem, que esta lhe transmita mais esperança e um novo folego para continuar a caminhada em direcção a Ti Pai.
Que as tuas Bensãos estejam hoje e sempre com todos nós, principalmente com os mais desesperados e com os mais desanimados.
Obrigado Bom Pai.

POR QUE DESDENHAS?

Examinai tudo. Retende o bem." - Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:21.)



O cristão não deve perder o bom ânimo por mais inquietantes se apresentem as perplexidades do caminho.

Não somente no que diz respeito à dor, mas também no que se reporta a costumes, acontecimentos, mudanças, perturbações...

Há companheiros excessivamente preocupados com a extensão dos erros alheios, sem se precatarem contra as próprias faltas.

Assinalam casas suspeitas, fogem ao movimento social, malsinam fatos ou reprovam pessoas, antes de qualquer exame sério das situações.

E nesse complexo emocional que os distancia da realidade, dilatam desentendimentos com pretensas atitudes de salvadores improvisados, que apenas acentuam a esterilidade do fanatismo.

Longe de prestarem benefícios reais, constituem material neutralizante do movimento renovador.

O Evangelho do Cristo, contudo, não instituiu cubículos de isolamento; procura estabelecer, aliás, fontes de Vida Abundante, em toda parte.

Examinar com imparcialidade é buscar esclarecimento.

Por que a condenação apressada ou a crítica destrutiva? Quando Paulo dirigiu a célebre recomendação aos tessalonicenses não se reportava apenas a livros e ciências da Terra.

Referia-se a tudo, incluindo os próprios impulsos da opinião popular, com alusão aos fenômenos máximos e mínimos do caminho vulgar.

Em todas as ocorrências dos povos e das personalidades, em todos os fatos e realizações humanas, o aprendiz fiel da Boa Nova deve analisar tudo e reter o bem.

Por que te afastares do trabalho e da luta em comum? Por que desencorajar os que cooperam na lide purificadora com o teu impensado desdém? Se te sentes unido ao Cristo, lembra-te de que o Senhor a ninguém abandona, nem mesmo os seres aparentemente venenosos do chão.





Do livro: Vinha de Luz - pelo Espírito Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier.

O PODER DO BEM

Armando Pires efetuava os últimos arranjos no carro, para conduzir seu amigo Jorge Bretas à estância de repouso que distava quarenta quilômetros.

Nesse justo momento, o diálogo entre eles, em torno da lei de causa e efeito, se detinha em curioso ápice.

- Mas você não acredita mesmo que a justiça possa ser modificada pela misericórdia?
- Não.

- Acaso, não admite que o destino, assim como é reparável a toda hora, é suscetível de ser renovado todos os dias?
- Não.

- Não crê que as ações do amor desfazem as cadeias do ódio?
- Não.

- Você não aceita a possibilidade de transformar os problemas de alguém que chora, dando a esse alguém uma parcela de alegria ou de esperança?
- Não.

- Não reconhece você que se um irmão em prova é intimado pelas leis do Universo ao sofrimento, para ressarcir as faltas que haja cometido em outras existências, nós, igualmente, somos levados a conhecer-lhe a dor, pelas mesmas Leis Divinas, de maneira a prestar-lhe o auxílio possível, em resgate das nossas?
- Não.

- Não tem você por certo o princípio de que o bem dissolve o mal, assim como o reequilíbrio extingue a perturbação? não concorda que um ato nobre redundará sempre na justiça, em favor de quem o pratica?
- Não.

- Porquê?
- Porque a justiça deve ser a justiça e cada qual de nós pagará pelos próprios erros.

- Céus! Mas você não aceita a idéia de que migalhas de amor são capazes de funcionar em lugar da dor, ante os Foros Celestes, assim como as pequenas prestações, na base da equidade e diligéncia, podem evitar que uma dívida venha a ser cobrada pela força de um tribunal?
- Não.

Em seguida, os dois se aboletaram no automóvel e o carro chispou.

Tarde chuvosa, cinzenta...

Alguns quilômetros, para além da arrancada, um buraco no asfalto, sobre alta rampa, e forte saudidela agitou os viajores.

Bretas lembrou, assustado:

Lance perigoso! Convém parar... Tapemos o buraco ou coloquemos aqui algum sinal de alarme, pelo menos alguns ramos de arvoredo que advirtam quem passe...

- Nada disso! – protestou Armando, decidido – a obrigação é da turma de conserva... Os outros motoristas que se danem. Não somos empregados de ninguém.

Atingidos o local de destino, Bretas recolheu-se ao hotel, agradecendo o obséquio, e Armando regressou pelo mesmo caminho.

Entretanto, justamente no ponto da rodovia onde o amigo desejara auxiliar outros motoristas com socorro oportuno, Pires, em grande velocidade, dentro da noite, encontrou a cova profundamente alargada pelo aguaceiro e o carro capotou, de modo espetacular, projetando-se barranco abaixo...

Depois do acidente, em companhia de alguns amigos fui visitá-lo num hospital de emergência... Achamo-lo de rosto enfaixado, sob a atenciosa assistência de abnegado ortopedista, que lhe engessava a perna esquerda em frangalhos.

Pires não falava, mas pensava... E pensava exatamente nos delicados meandros da lei de causa e efeito, chegando à conclusão de que o mal não precisa ser resgatado pelo mal, onde o bem chega antes...





Do Livro: Estante da Vida – Pelo Espírito “Irmão X” - Psicografia Francisco Cândido Xavier.

UM CASO IGUAL A TANTOS

O rapaz chegou ao Centro Espírita “Uberabense” pedindo orientação.

Há meses estava no exercício constante da psicografia semi-consciente, segundo as sua próprias palavras.

Exibiu vários cadernos com mensagens que recebera.

Entusiasmado, disse ao dirigente da Casa, o Professor Augusto Caves, já ter consigo muitos livros que esperava publicar em breve tempo.

Afirmou escrever quase o dia inteiro sob o impulso dos espíritos.

Qualquer lugar lhe servia para o intercâmbio entre os dois mundo.

Acordava no meio da noite, sentindo um desejo irresistível de pegar lápis e papel...

Quando a cabeça lhe doía, tinha que escrever, escrever...

Durante meia hora falou sem pausa, revelando certa exaltação na voz e gesticulando em excesso.

Quando, finalmente, silenciou, aguardando a orientação que fora buscar, o abnegado Professor lhe diz de forma paternal:

- Filho, temos aqui as nossas reuniões semanais de estudo da Doutrina e teremos imensa alegria em recebê-lo entre nós. Sinto que você tem um futuro promissor no campo da mediunidade, todavia, creio que os Amigos Espirituais, presentemente, estejam exercitando as suas faculdades. Convém, por enquanto, aguardarmos um pouco mais, não tornando públicas essas mensagens que me parecem agora sementes de páginas mais substanciosas que ainda serão grafadas por suas mãos. Venha participar do nosso grupo. Amanhã mesmo você poderá vir conosco visitar alguns irmãos carentes na periferia da cidade...

Mas, antes que o Professor Chaves concluísse as suas ponderações, o jovem, colocando os cadernos debaixo do braço, deu-se pressa em sair, prometendo voltar no dia seguinte e nunca mais apareceu.

Infelizmente, são muitos os companheiros do mundo que procuram orientação nos centros espíritas, desejando ouvir as palavras que imaginam e não aquelas que precisariam escutar, com humildade, em favor de si mesmos. Contrariados em seus propósitos imediatistas, afastam-se do caminho que nem sequer começaram a trilhar e ao qual, somente mais tarde, depois de grandes decepções e dores, tornarão lamentando o tempo perdido.





Do livro: Confira e Serve, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Baccelli - Espíritos diversos

UM MOMENTO

Antes de negar-se aos apelos da caridade, medite um momento nas aflições dos outros.

Imagine você no lugar de quem sofre.

Observe os irmãos relegados aos padecimentos da rua e suponha-se constrangido à semelhante situação.

Repare o doente desamparado e considere que amanhã provavelmente seremos nós candidatos ao socorro na vida pública.

Contemple as crianças necessitadas lembrando os próprios filhos.

Quando a ambulância deslize rente ao seu passo, conduzindo ao enfermo anônimo, pondere que, talvez um parente nosso extremamente querido, se encontre a gemer dentro dela.

Escute pacientemente os companheiros entregues à sombra do grande infortúnio e recorde que em futuro próximo, é possível estejamos na travessia das mesmas dificuldades.

Fite a multidão dos ignorantes e fracos; cansados e infelizes, julgando-se entre eles e mentalize a gratidão que você sentiria perante a migalha de amor que alguém lhe ofertasse.

Pense um momento em tudo isso e você reconhecerá que a caridade para nós todos é simples obrigação.





pelo Espírito André Luiz, Do livro: Ideal Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O PRÓXIMO É MEU IRMÃO

Quem é o nosso próximo? Eis uma interrogação que ainda permanece para muitos, apesar dos séculos transcorridos, desde as explicações do Mestre Jesus na Parábola do Samaritano.

Por falta desse entendimento, por vezes deixamos de atender a um ou outro, crendo não ser nossa responsabilidade.

Possivelmente, no século XX, uma das criaturas que melhor tenha entendido sobre a identidade do próximo tenha sido a religiosa Madre Teresa.

Erigindo o Lar das Missionárias da Caridade, passou a atender os pobres mais pobres, iniciando em Calcutá, na Índia.

Conta-se que, num cair de tarde, em Calcutá, quando as ruas repletas, o trânsito confuso e as luzes da cidade a todos atraíam a atenção, ela e mais duas companheiras se dirigiram a um beco isolado, entre escuras vielas.

Naquele local, o turbilhão dos sons das buzinas, dos escapamentos dos carros e o burburinho das pessoas não chegavam senão como apagado eco.

O que ali havia eram somente os gemidos surdos dos que foram esquecidos pela multidão.

As três mulheres se aproximam do local. Os odores vindos do beco não as espantam. Em nome da fraternidade, rumam sempre mais adentro.

Teresa percebe a figura de um enfermo. É um homem, carcomido pelo câncer. A doença lhe devorara quase metade do corpo. Por todos era considerado um caso perdido.

Teresa se aproxima e começa a lavá-lo. A reação do enfermo é de desdém. Ele pergunta: Como você consegue suportar o mau cheiro do meu corpo?

Ela não responde, apenas sorri, prosseguindo na sua tarefa, com extrema delicadeza, como se estivesse a banhar um recém-nato.

A senhora não é daqui, fala o doente outra vez. Ninguém por aqui age como a senhora.

Os minutos passam e o enfermo está agora limpo. Ante a dor que lhe agonia as carnes, numa típica expressão indiana, exclama: Glória a ti, mulher!

Não, responde Madre Teresa. Glória a você, que sofre com o Cristo.

Ele sorri. Ela também. Uma sensação de alívio se estampa na face do doente terminal. As Missionárias da Caridade o recolhem no lar que, para tais criaturas, edificaram em Calcutá.

Dois dias depois, entre atenções e preces, em um leito asseado, o moribundo despede-se da vida física.

O próximo é sempre aquele que tem a necessidade mais premente, no momento. Por vezes, é o próximo mais próximo, no próprio lar, na vizinhança, no ambiente de trabalho.

De outras, é alguém que aguarda o gesto de amparo do Samaritano que transite por onde ele se encontra.

Partir em busca da dor para acalmá-la é atitude de quem se assenhoreou das palavras do Evangelho e tendo-as abrigado na intimidade do ser, vive-as na essência.

Nem sempre os maiores necessitados são os que buscam socorro, desde que outros não o fazem por vergonha ou por não disporem de condições mínimas para a solicitação.

São os acamados que permanecem em seus casebres, os deficientes da fala que não conseguem se expressar, e tantos outros...

O próximo é o nosso irmão, ao nosso lado ou distante, desde que somos todos filhos do mesmo Pai.

Madre Teresa de Calcutá estendeu o seu trabalho de amor por quase todo o mundo.

A convite dos governantes de diferentes nações, ela abriu suas casas de caridade nos mais distantes países.

Assim, a meta das Missionárias da Caridade e de suas colaboradoras é buscar a dor onde se asile e atender o carente mais carente.





Redação do Momento Espírita, com base no artigo Vozes do Espírito, publicado no Boletim SEI nº 1549 de 06/12/1997. Extraído do endereço: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2097&stat=0

DINHEIRO

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.
Não é calor, contudo, adquire agasalho.
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança.
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva.
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.
Não é cultura, mas apóia o livro.
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.
Não é base da cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.
Em suma, o dinheiro associado à consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta.

Bezerra de Menezes / Francisco Cândido Xavier

LESÕES AFETIVAS

Um tipo de auxílio raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.

Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas conseqüências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou como o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir com à própria palavra, no que tange a promessas de amor.

E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendestes esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliados do afeto que lhes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante A divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muito desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quando afirmou peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.





Do livro: Momentos de Ouro, Médium: Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel

O MELHOR PARA FAZER

Se você não consegue evitar a irritação, use o silêncio.

Se não aprova o socorro material aos necessitados, não apague a chama da beneficência no coração daqueles que a praticam.

Se ainda não sente facilidade para esquecer as faltas alheias, não considere por subserviência a atitude louvável dos irmãos que olvidam o mal, a qualquer instante, em louvor do bem.

Se não acredita no valor do diálogo construtivo, em favor dos irmãos ignorantes e infelizes, não menospreze o esforço daqueles que cultivam buscando a libertação dos companheiros ensombrados em desequilíbrio.

Se não admite o amparo das entidades humildes, na supressão das dificuldades de espírito e das desarmonias do corpo, enquanto estamos na Terra, não menoscabe o apoio de semelhantes auxiliares que se guiam pelas bênçãos da Natureza.

Se não dispõe de recurso apara a cordialidade com todos, não impeça que outros a exemplifiquem, na prática da fraternidade.

Se não suporta o clima de intercâmbio com os amigos encarnados ou desencarnados, ainda presos, de certo modo, às trevas de espírito, não subestime o trabalho de quantos se dedicam a reconfortá-los e esclarecê-los.

Se não podes abraçar os portadores de opiniões e crenças diversas das suas, não julgue por irresponsabilidade a tarefa respeitável de quantos se aplicam à solidariedade para aproveitamento no bem de todos os obreiros da fé que nos partilhem a convivência e o caminho.

Se não sabe unir os irmãos de experiência na sustentação das boas obras, não tenha por bajulação o comportamento daqueles que colaboram na harmonia e no entrosamento de todos os corações para o bem.

É natural pense cada um como possa e ninguém deve promover a violência na Obra de Deus, mas, em qualquer tempo e situação, estejamos certos de que muito coopera e auxilia sempre quem trabalha e não atrapalha.






Do livro: Endereços da Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.

AMIGOS

Quando Jesus entrou, vitorioso, em Jerusalém, houve um instante em que parou para respirar livremente. Com ele, apenas Bartolomeu, apagado e discreto. O discípulo exultava.

Até eles chegavam os ecos do grande êxito. Hosanas ao Messias. Cânticos. Algazarra. Perfumes no ar. Não longe, Simão Pedro, que negaria o Senhor. Judas, que o negociara. Tomé, que o abandonaria. Tiago e João, que dormiriam descuidados, sem lhe perceberem a angústia. E toda uma legião de admiradores que, no dia seguinte, se transformariam em adversários.

Bartolomeu, feliz, observou a atmosfera festiva e disse, contente:

Oh! Mestre, quanta felicidade! Afinal! Afinal a glória, apesar dos perseguidores!

Notando que Jesus continuava em grave silencio, o aprendiz perguntou:

- Por que tristeza, Senhor, se estamos triunfando de tantos inimigos?

O Cristo, porém, meneou a cabeça e, fitando a turba próxima, falou sereno:

- Bartolomeu, Bartolomeu, vencer, mesmo tendo inimigos, é sempre fácil, porque os inimigos se colocam a distancia, por si mesmos.

E profundamente desencantado:

- A batalha mais árdua é vencer com os amigos.





pelo Espírito: Hilário Silva - Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Do livro: A Vida Escreve

AINDA QUANDO

Sim, meus amigos, recordemos a palavra de Paulo, o apóstolo da libertação espiritual.

Ainda quando senhoreássemos todos os idiomas de comunicação entre os homens e os anjos, na Terra e nos Céus, e não tivermos caridade...

Ainda quando possuíssemos as chaves do conhecimento universal para descerrar todas as portas das grandes revelações e não tivermos caridade...

Se conquistássemos as maiores distâncias atingindo outros planetas e outras humanidades no Império Cósmico e não tivermos caridade...

Ainda quando enfeixássemos nas mãos todos os poderes da ciência com a possibilidade de comandar tanto os movimentos do Macroscomo, quanto a força dos átomos e não tivermos caridade...

Ainda quando conseguíssemos dominar a profecia e enxergar no futuro todos os passos das nações porvindouras e não tivermos caridade...

Então, de nada terão valido para nós outros as vitórias da inteligência, porque, sem amor, permaneceremos ilhados em nossa própria inferioridade, inabilitados para qualquer ascensão à felicidade verdadeira com as bênçãos da Luz.





pelo Espírito Batuira, do livro: Coragem, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

Vale a pena

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Se o amor se vai

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