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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Quando conseguirei verdadeiramente ter Natal

Conseguirei ter Natal verdadeiramente quando conseguir:
- Prestar apoio e solidariedade aquela viúva que porta no colo os órfãos e ajudar a alimentá-los e restituir-lhes a esperança;
- Prestar apoio, solidariedade socorro e orientação aos enfermos e viciados;
- Confortar e incentivar os desiludidos e sem trabalho;
- Consolar e visitar os doentes graves;
- Mandar recados de solideriedade aos os amigos distantes que não posso visitar;
- Endereçar expressões de carinho e sustentação aos estranhos, vitimas da fatalidade;
- Prestar auxílio nas escolas da periferia onde enxergarei criaturinhas que comporão o mundo do amanhã;
- Prestar assistência nos orfanatos e asilos, restituindo lares aos pequenos e renovando sonhos aos anciães;
- Souber deixar vibrações de amor a favor das vitimas nos acidentes dos caminhos por onde passo e não posso ajudar;
- Conseguirei fazer Natal quando meu coração se sensibilizar e me chegar a comover pela dor alheia nas pequenas e grandes catástrofes;
- Conseguirei fazer Natal quando deixar de relegar com facilidade a esposa dedicada e fiel por me importar mais o trabalho;
- Conseguirei fazer Natal quando conseguir estar mais presente com os pais que me reclamam o abraço apertado, maior convivência e o coração que um dia acalentaram;
- Conseguirei fazer Natal quando dia após dia, tentar ajudar a quem de mim necessita, conseguir ouvir quem comigo fala ainda que seja em silêncio, conseguir escutar quem necessita de ser ouvido, conseguir confortar quem necessita de conforto, conseguir ajudar quem necessita de ajuda;
- Conseguirei fazer Natal quando me conseguir efectivamente renovar interiormente, quando não necessitar de perdoar porque não me sinto ofendido, por mais que o tentem fazer, quando conseguir pedir perdão por mais que me custe, quando conseguir levar a paz, por mais que me apeteça fazer guerra, quando conseguir verdadeiramente amar a tudo e todos que me rodeiam, conseguindo com humildade dia após dia, instante após instante trazer sempre comigo a humildade, sinceridade indulgência e caridade;
- Quando efectivamente conseguir cumprir estas metas e objectivos, sei que efectivamente efectivamente conseguirei ter Natal, pois em cada um desses actos encontrarei Jesus e você o que necessita para ter um verdadeiro Natal?
- Feliz Natal a todos quantos lerem esta mensagem
Pedro Gonçalves
Dezembro de 2009
Bragança - Portugal

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Se todos perdoassem

Imaginemos, por um minuto, que mundo maravilhoso seria a Terra, se todos perdoassem!...


Se todos perdoassem, a ventura celeste começaria de casa, onde todo companheiro de equipe doméstica perceberia que a experiência na reencarnação é diferente para cada um e, por isso mesmo, teria suficiente disposição para agir em apoio dos associados da edificação em família, a fim de que venham a encontrar o tipo de felicidade pessoal e correta a que se dirigem.


Se todos perdoassem, cada grupo na comunidade terrestre alcançaria o máximo de eficiência na produção do bem comum, porquanto, em toda parte, existiria entendimento bastante para que a inveja e o despeito, o azedume e a crítica destrutiva fossem banidos para sempre do convívio social.


Se todos perdoassem, o espírito de competição, no progresso das ciências e na efetivação dos negócios, subiria constantemente de nível moral, suscitando as mais belas empresas de aprimoramento do mundo, porque o golpe e a vingança desapareceriam do intercâmbio entre pessoas e instituições, com o respeito mútuo revestindo de lealdade os menores impulsos à concorrência, que se fixaria exclusivamente no bem com esquecimento do mal.


Se todos perdoassem, a guerra seria automaticamente abolida no Planeta, de vez que o ódio seria erradicado das nações, com a solidariedade traçando aos mais fortes a obrigação do socorro aos mais fracos, não mais se verificando a corrida de armamentos e sim a emulação incessante à fraternidade entre os povos..


Se todos perdoassem, a saúde humana atingiria prodígios de equilíbrio e longevidade, porquanto a compreensão recíproca extinguiria o ressentimento e o ciúme, que deixariam, por fim, de assegurar, entre as criautras, terreno propício à obsessão e à loucura, à enfermidade e à morte.


Se todos perdoarmos, reformaremos a vida na Terra, apagando de todos os idiomas a palavra “ressentimento”, para convivermos, uns com os outros, acreditando realmente que somos irmãos diante de Deus.


Quando todos aprendermos a perdoar, o amor entoará hosanas, de pólo a pólo da Terra, e então o Reino de Deus fulgirá em nós e junto de nós para sempre.
Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Passos da Vida - IDE

Enviado por Braz Jomarques

A BALANÇA DA VIDA...

Por vezes
podemos apertar o passado
tão forte contra o peito,
que ficamos sem braços
para abraçar o presente!
Contudo,
quando alguém muito especial
nos torna abraçar,
é como se nos transmitisse
toda a energia positiva do seu corpo,
dando-nos assim, novamente
força e vontade
para agarrar
cada minuto da vida!
Pois,
a vida é como uma balança:
tem o seu peso e medida,
equilibra-se consoante o que
nela colocarmos.
Elisabete Dutra

enviado por: REGINA PRINS

Sessões Mediúnicas

Introdução

As sessões mediúnicas propriamente ditas são as que se destinam à relação normal dos homens com os espíritos para fins de esclarecimento e orientação. A expressão paranormal, adotada e divulgada pela Parapsicologia, não se aplica ao campo espírita. Foi criada para substituir as expressões sobrenatural e patológica, das religiões e ciências do passado. No Espiritismo sabemos que as manifestações mediúnicas são ocorrências normais, que se verificaram desde todos os tempos, e mais, que essas ocorrências são de vários graus, desde a simples percepção extra-sensorial até às aparições, às materializações ou fenômenos de ectoplasmia (segundo a definição metapsíquica) e aos fenômenos de agêneres, bem definidos por Kardec. Nossas relações com os espíritos são constantes e naturais, tanto se passam no plano puramente mental, quanto no psíquico em geral e no plano sensorial. A comunicação mediúnica oral, escrita, tiptológica (através de pancadas ou raps), voz-direta (ou psicofonia subjetiva ou objetiva), como esclareceu Kardec, ocorre normalmente. A mente do desencarnado, como verificou em nosso tempo o cientista Wathely Carington, da Universidade de Cambridge, Inglaterra, é a mesma do homem, do espírito encarnado.
Como os espíritos são, segundo Kardec, “uma das forças da Natureza”, e convivem conosco, como os micróbios, os vírus, suas relações conosco são evidentemente normais, fazem parte do complexo de fenômenos da existência humana natural. O critério do normal e do anormal não decorre de normas estabelecidas pelos homens, mas da naturalidade dos fatos no equilíbrio das leis naturais. A loucura é anormal porque é um desequilíbrio. Nos fenômenos mediúnicos as leis naturais foram definidas por Kardec e posteriormente confirmadas pelas pesquisas científicas em todo o mundo. Os que pretenderam teorizar sobre a chamada loucura espírita só conseguiram revelar sua ignorância do assunto ou sua má-fé a serviço de interesses mesquinhos de sectarismos bastardos.
Desde a selva até a civilização, os fenômenos mediúnicos se verificam em todos os tempos, como um processo normal de comunicações entre homens e espíritos. Como esse processo se passa entre mundos de dimensões materiais diferentes, Rhine concordou em chamá-los de extrafísicos, o que na verdade não está certo, pois o plano espiritual também possui densidade física e a própria Física foi obrigada a reconhecer essa realidade em nossos dias. É graças a essa identidade física que o espírito desencarnado, mas ainda revestido do corpo espiritual da tradição cristã (classificado na pesquisa soviética como corpo bioplásmico, formado de plasma físico) consegue relacionar-se energeticamente com o corpo denso do médium e comunicar-se com os homens. O que se chama de mediunidade não é mais do que a possibilidade menor ou maior desse relacionamento, na verdade existente em todos os indivíduos humanos. O ato mediúnico é, portanto, um ato de relacionamento humano, em que o sobrenatural só pode figurar como antiga superstição reavivada por pessoas cientificamente incapazes ou pelo menos desatualizadas.
A expressão médium (intermediário) adotada por Kardec, é a mais apropriada, estando por isso mesmo generalizada em nossos dias, sendo empregada até mesmo nas ciências soviéticas. Expressões como sensitivos, psicorrágigos metérgicos e outras servem apenas para denunciar posições contrárias ao Espiritismo. Mas o médium não é apenas o intermediário dos espíritos de pessoas mortas. O médium é também o intermediário de si mesmo, dos extratos profundos de sua personalidade anímica, da consciência subliminar da teoria de Frederic Myers. As manifestações anímicas dos médiuns não são mistificações, mas catarses necessárias para aliviá-lo de tensões conflitivas de sua memória profunda que perturbam o seu comportamento atual. Os fenômenos de vidência, visão à distância, precognição e outros são também mediúnicos, pois constituem manifestações de entidades subsistentes no psiquismo ancestral do médium ou o desencadear de percepções contidas nas hipóstases reencarnatórias da sua consciência subliminar.
Alguns estudiosos ainda discutem se a mediunidade é uma faculdade orgânica ou espiritual. Outros, mais afoitos e menos cuidadosos, chegam a afirmar que é uma faculdade do corpo. Basta a descrição de Kardec sobre o ato mediúnico para mostrar que a faculdade é espiritual. As pesquisas científicas modernas não deixam nenhuma possibilidade de dúvida a respeito. O espírito comunicante não se liga ao corpo material do médium, mas ao seu perispírito (o corpo espiritual) ou de maneira direta à sua mente, que, segundo Rhine e outros “não é física”.
Podemos reduzir a explicação da mediunidade numa frase: “Mediunidade é a capacidade do espírito desprender-se parcial ou totalmente do corpo, sem dele se desligar”. Desprende-se o espírito para estabelecer relações com outros espíritos ou projetar-se à distância, mas não se desliga, pois o desligamento só ocorre no fenômeno da morte. Na própria ausência psíquica de curta duração, em meio a uma conversa, quando se diz: Não ouvi o que você falou, pois meu espírito estava longe, temos um fato mediúnico. Graças a essa possibilidade, inerente à condição humana, os espíritos de pessoas vivas podem também comunicar-se.
Classificação - tipos de sessões mediúnicas

Sessões de doutrinação — Precedidas sempre de uma prece, realizam-se à meia luz, para facilitar a concentração mental dos participantes. Essas características levam os adversários do Espiritismo a classificá-las como reuniões de magia ou de misticismo inferior. Na verdade são as mais úteis e necessárias, controladas por Espíritos caridosos que promovem a comunicação de entidades sofredoras e perturbadoras. Sua finalidade é esclarecer essas entidades e libertar as suas vítimas das perturbações que lhes causam. Não se evocam espíritos. As comunicações ficam a cargo do mundo espiritual.

Há dois tipos fundamentais:

- Sessões livres ou abertas: em que muitos espíritos se comunicam ao mesmo tempo e são doutrinados por vários doutrinadores. O ambiente parece tumultuado e muitas pessoas sistemáticas condenam esse sistema. É o mais eficiente e produtivo, o mais conveniente numa fase de transição como a nossa, em que os problemas de obsessão se multiplicam. São consideradas como de Pronto Socorro Espiritual, em que dezenas de doentes são socorridos ao mesmo tempo. O dirigente controla a ação dos médiuns e os Espíritos agem de duas maneiras, controlando o acesso dos espíritos necessitados e ajudando muitas vezes na doutrinação dos casos mais difíceis. Há barulho, muita gente falando ao mesmo tempo, mas não há desordem. Os espíritos mais rebeldes são controlados pelos médiuns devidamente instruídos e pela assistência espiritual. Não se submetem os médiuns a cursos complicados e longos, mas a instruções práticas e objetivas, que são de grande eficiência. O volume de pessoas atendidas e de espíritos beneficiados é grande, mas vai diminuindo na proporção em que o tempo do trabalho se esgota. São encerradas com uma prece de agradecimento, às vezes precedidas de breves explicações sobre os casos mais difíceis, já então num ambiente de absoluta tranquilidade.

- Sessões fechadas: é dirigido pelo presidente dos trabalhos, que submete as comunicações ao seu controle absoluto. As comunicações são reduzidas ao mínimo. Os médiuns não se deixam envolver pelas entidades sem que o presidente os autorize. Se ocorre uma comunicação demorada, vários médiuns permanecem inativos, à espera da sua vez. Não têm o sentido dinâmico de atendimento simultâneo num Pronto Socorro. Parecem-se mais a consultórios médicos em que os clientes têm hora marcada. Não obstante, produzem os seus resultados. Muitas entidades são doutrinadas 'indiretamente' assistindo à doutrinação de outras. Quando não se dispõe de médiuns e doutrinadores em número suficiente, esse sistema de controle fechado dá mais segurança ao presidente. Mas há a grande desvantagem de se colocar o presidente numa posição que lhe excita a vaidade e o autoritarismo. Os adeptos desse sistema apóiam-se nas instruções do Apóstolo Paulo em sua I Epístola aos Coríntios. Paulo, de formação judaica, aconselha o uso controlado dos dons espirituais, cada médium falando por sua vez. Acontece que são bem diferentes as condições do tempo apostólico e as de hoje. As sessões livres ou abertas atendem melhor às necessidades atuais.

Psicografia X Comunicação oral

Kardec, num país em que o analfabetismo não contava, dedicou maior interesse às sessões de psicografia. Mesmo porque essas sessões correspondiam às exigências de documentação de suas experiências. Em todo o mundo a psicografia ainda se mantém como uma forma mais eficiente de comunicação, pois permite a permanência dos textos para exames e comparações posteriores. Mesmo entre nós a psicografia tem um papel importante no desenvolvimento da doutrina, como se vê pelas contribuições de vários médiuns e particularmente da obra imensa e altamente significativa de Francisco Cândido Xavier. Mas nos centros e grupos espíritas populares, onde o analfabetismo está presente nos dois lados, com a manifestação de espíritos inferiores na maioria analfabetos, a psicografia se torna quase sempre impraticável. Essa a razão pela qual a preferência pelas sessões de comunicação oral se impôs.

Por outro lado, nas sessões de doutrinação e desobsessão a comunicação oral é mais valiosa, permitindo expressão mais completa do estado emocional e até mesmo patológico do espírito comunicante. Também a identificação do espírito se torna mais fácil, em geral com a evidência da voz, da mímica, dos modismos característicos da criatura que deixou o plano físico e no entanto retorna com todas as modalidades, tiques e trejeitos do seu corpo carnal desaparecido, o que comprova a identidade teórica do corpo somático com o corpo espiritual. Essa identidade não é constante, pois o espírito evolui no plano espiritual, mas a flexibilidade extrema da estrutura do perispírito permite a este voltar às condições anteriores numa comunicação com pessoas íntimas, seja pela vontade do espírito comunicante ou involuntariamente, pelas simples emoções desencadeadas no ato de aproximação do médium ou no ato de transmissão da comunicação.

As pessoas que não conhecem a doutrina e não dispõem de experiência na prática mediúnica sentem-se intrigadas com esses problemas. Como aconselhava Kardec, é conveniente não participarem de sessões sem terem lido obras esclarecedoras ou pelo menos recebido explicações de pessoa competente. Mas exigir que pessoas obsedadas ou médiuns em franco desenvolvimento tenham de frequentar cursos de vários anos para poderem frequentar as sessões de que necessitam, como fazem algumas instituições, é simplesmente um absurdo que raia pela falta de caridade.
Classificação - tipos de sessões mediúnicas

Sessões de desobsessão — Kardec classificou as obsessões em três tipos, segundo o grau de atuação do espírito e submissão da vítima: obsessão simples, fascinação e subjugação.

A obsessão simples pode ser tratada em sessões de doutrinação, sem maiores complicações. O obsedado é geralmente um médium em desenvolvimento, mas não sempre. Em muitos casos, uma vez esclarecido o espírito e o paciente se dedicando ao estudo e prática da doutrina, liberta-se e converte o obsessor em seu amigo e colaborador.

Mas a fascinação e a subjugação exigem tratamento mais intenso e restrito a pequeno grupo de trabalho, integrado por médiuns conscientes da responsabilidade e das dificuldades do serviço e dirigido por pessoas competentes e estudiosas. A cura pode ser obtida em poucos dias ou levar meses e até anos, com fases intermitentes de melhora e recaída. Só a insistência no trabalho desobsessivo e a vontade ativa do paciente no sentido de libertar-se podem apressar os resultados. A dificuldade maior está sempre na falta de vontade do paciente, acostumado à ligação obsessiva, numa situação ambivalente, em que ao mesmo tempo quer libertar-se mas continua apegado ao obsessor, sentindo sua falta quando ele se afasta e invocando-o inconscientemente.

Há obsessores que se consideram, com razão, obsedados pela sua vítima. Ideias, hábitos, tendências alimentadas pelo obsedado constituem elementos de atração para o obsessor. Nesses casos, o trabalho maior da desobsessão é com a própria vítima. Os dirigentes do trabalho precisam estar atentos, vigilantes quanto ao comportamento do obsedado, ajudando-o constantemente a reagir contra as influências do espírito e contra as suas próprias tendências e hábitos mentais. A mente do obsedado, nesses casos, é o pivô do processo. Ensinar-lhe a controlar e dominar sua mente pela vontade, com apoio no esclarecimento doutrinário, é o que mais importa. Do domínio da mente decorre naturalmente o domínio das emoções e dos sentimentos, que são por assim dizer os elementos de atração do espírito obsessor.

Nenhuma atitude exorcista, na tentativa de afastar o obsessor pela força ou através de ameaças dá resultados. A doutrinação é um trabalho paciente de amor. Deve-se compreender que estamos diante de casos de reconciliação de antigos desafetos, carregados de ódio e de cumplicidade mútua em atividades negativas. Todo e qualquer elemento material que se queira empregar — passes complicados, preces insistentes e demoradas, uso de objetos ou coisas semelhantes — tudo isso só servirá para prolongar o processo obsessivo. O importante é a persuasão amorosa, o esclarecimento constante de obsedado e obsessor.

O doutrinador é sempre auxiliado pela ação dos Espíritos sobre obsessor e obsedado. Todas as prescrições de medidas prévias a serem tomadas pelos membros da equipe de médiuns, como abstenção de carne, repouso antes do trabalho, abstenção de fumo e álcool, comportamento angélico durante o dia e assim por diante, não passam de prescrições secundárias. Os médiuns têm naturalmente o seu comportamento normal regidos por princípios morais e espirituais. Se não o tiverem, de nada valerão essas improvisações de santidade. Se o tiverem, não necessitam desses artifícios.

Como Kardec explica, a única autoridade que se pode ter sobre os espíritos é a de ordem moral, e o que vale no socorro espiritual não são medidas de última hora, mas a intenção pura de médiuns e doutrinadores, pois que o Espiritismo é uma questão de fundo e não de forma.

As medidas que se devem tomar, quando médiuns e doutrinadores não forem suficientemente esclarecidos, são apenas as precauções que o bom senso indica: não exceder-se na alimentação, na bebida, nos falatórios impróprios e maldosos no dia do trabalho. É necessário afastar os artifícios do religiosismo místico e as pretensões de importância pessoal no ato de doutrinar. Médiuns e doutrinadores são apenas instrumentos — conscientes, é claro — mas instrumentos dos Espíritos benevolentes que deles se servem na hora do trabalho. O mérito individual do cada um está apenas na boa intenção e no amor que realmente os anime no serviço fraterno.

É natural a tendência mística na prática mediúnica, proveniente do sentimento religioso do homem e dos resíduos do fanatismo religioso do passado, em que fomos cevados no medo ao sobrenatural e no anseio de salvação pessoal através de sacramentos e atitudes piegas. Mas temos de combater e eliminar de nós esses resíduos farisaicos e egoístas, tomando uma atitude racional e consciente nas relações com os espíritos, que ainda ontem eram nossos companheiros na existência terrena e que a morte não transformou em santos ou anjos.

O meio espírita está cheio de pregadores de voz untuosa e expressões místicas, tanto encarnados como desencarnados, mas a doutrina não nos indica o caminho do artifício e do fingimento e sim o das atitudes e posições naturais, sinceras e positivas, que não nos levem a cobrir com peles de ovelha nosso pêlo grosso de lobos. O povo se deixa atrair facilmente pelo maravilhoso, pelos milagres e milagreiros, mas os espíritos, que nos vêem por dentro, não se iludem com as farsas dos santarrões.

A criatura humana é o que é e traz em si mesma os germes do seu aperfeiçoamento, não segundo as convenções formais da sociedade ou das instituições de santificação, mas segundo as suas disposições internas. Uma criatura espontânea, natural, aberta, choca-se com os artifícios, as manhas e os dengos de pessoas modeladas pelos figurinos da falsidade. Os espíritos, mais do que nós, sentem logo o cheiro de perfume barato e ardido desses anjinhos de procissão, cujas asas se derretem com os pingos da chuva. O Espiritismo não veio para nos dar novas escolas de farisaísmo, mas para nos despertar o gosto da autenticidade humana.

Sabemos muito bem que nada valem as maneiras suaves, a voz macia e empostada, os gestos de ternura dramática, se não formos por dentro o que mostramos por fora. E é uma ilusão estúpida pensarmos que essa disciplina exterior atinge o nosso íntimo. Nosso esquema interior de evolução não cede aos modismos e às afetações do fingimento.

A moral não é produto do meio social, mas da consciência. Seus princípios fundamentais estão em nosso íntimo e não fora de nós. A moral exógena (exterior) vem dos costumes, mas a moral endógena (interior) nasce das exigências da nossa consciência. A ideia de Deus no homem é a fonte dessa moral interna que supera o moralismo superficial da sociedade.

Nas sessões de desobsessão o que vale não é o falso moralismo dos homens, mas a moral legítima do homem. Essa busca do natural, do legítimo, do humano, é a constante fundamental do Espiritismo.

Do livro “O Espírito e o Tempo” - Herculano Pires

sábado, 31 de outubro de 2009

Consultar Espíritos...

Você pode consultar os espíritos para mim?

Esta pergunta é muitas vezes dirigida aos espíritas. Imaginam, os que desconhecem o Espiritismo, que os centros espíritas são autênticos consultórios do além. Meros equívocos.

Vamos por partes. Diz o codificador da Doutrina Espírita que toda pessoa que sente, em qualquer grau, a influência dos espíritos, é por esse fato, médium. Está correto, pois a mediunidade é um dom humano presente em todas as criaturas humanas e não exclusiva dos espíritas.

Ocorre que, por mera questão de entendimento, são considerados médiuns aqueles que ostensivamente são utilizados pelos espíritos como intermediários de suas manifestações.

Vale dizer que essas manifestações ocorrem de inúmeras formas (psicografia, psicofonia, vidência, audiência etc.) e que os espíritos nada mais são do que as criaturas humanas antes e depois da morte, guardando consigo suas conquistas morais e intelectuais. Este fato, por si só, já indica que os espíritos se apresentam nas manifestações de acordo com a moral e intelecto que possuem.

Portanto, o processo de consulta aos espíritos é algo que requer muita prudência, bom senso e redobrados cuidados. Afinal, eles não estão aí para satisfazer curiosidades ou resolver problemas materiais. Aconselham sim, sempre com muita reserva, atendem muitas vezes cuidados com a saúde, mas abstêm-se de informações de cunho material. Somente respondem a estas questões espíritos ignorantes, estouvados ou propensos a brincadeiras.

Por outro lado, é preciso sempre lembrar que os médiuns, espíritas ou não, são pessoas comuns, apenas dotados da faculdade de intercâmbio com o mundo espiritual.

A mediunidade é uma autêntica ferramenta de trabalho para o bem da coletividade. Seu uso independe da idade, sexo, crença ou condição social, mas o fator moral de seu portador é fator determinante para sua prática equilibrada e condizente com sua autêntica finalidade de auxílio aos seres humanos.

Seu desenvolvimento obedece a programação prévia estabelecida antes da reencarnação, mas é aqui mesmo, no plano terreno, que a dedicação, a disciplina, a fidelidade aos princípios humanitários e cristãos, a farão grandiosa e a constituirá em benção para seu portador e beneficiados de sua atuação.

Por estas razões todas, a consulta aos espíritos é questão absolutamente secundária. Já temos a teoria à disposição, para estudar e compreender. E ao mesmo tempo, o comportamento ético e moralizado dará guarida à sua expansão e uso correto.

Os espíritos vivem ajudando as criaturas humanas. Fazem-no pela intuição, através dos sonhos, pela presença constante ao nosso lado – desde que com eles estejamos sintonizados pelo bom comportamento e pelos bons pensamentos ou pela aquisição permanente de virtudes – e pelo próprio entendimento que já possuem (os esclarecidos), da importância da solidariedade.


Orson Peter Carrara
Retirado do site Grupo Espírita Renascer


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“Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade, o que fazer”. André Luiz

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Os Bons Espíritas

O Espiritismo bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.


Muitos, porém, dos que crêem na realidade das manifestações, não compreendem as suas consequências nem o seu alcance moral, ou, se os compreendem, não os aplicam a si mesmos. Por que acontece isso? Será por uma falta de precisão da doutrina? Não, porque ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é a sua própria essência, e é isso que lhe dá força, para que atinja diretamente a inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não possuem nenhum segredo que seja oculto ao povo.


Seria necessária, então, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, pois vêem-se homens de notória capacidade que não a compreendem, enquanto inteligências vulgares, até mesmo de jovens que mal saíram da adolescência, apreendem com admirável justeza as suas mais delicadas nuanças. Isso acontece porque a parte, de qualquer maneira, material da ciência, não requer mais do que os olhos para ser observada, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, que podemos chamar de maturidade do senso moral, maturidade essa independente da idade e do grau de instrução, porque é inerente ao desenvolvimento, num sentido especial, do espírito encarnado.


Em algumas pessoas, os laços materiais são ainda muito fortes, para que o espírito se desprenda das coisas terrenas. O nevoeiro que as envolve impede-lhes a visão do infinito. Eis porque não conseguem romper facilmente com os seus gostos e os seus hábitos, não compreendendo que possa haver nada melhor do que aquilo que possuem. A crença nos Espíritos é para elas um simples fato, que não modifica pouco ou nada as suas tendências instintivas. Numa palavra, não vêem mais do que um raio de luz, insuficiente para orientá-las e dar-lhes uma aspiração profunda, capaz de modificar-lhes as tendências. Apegam-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes parece banal e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente as iniciem em novos mistérios, sem indagarem se se tornaram dignas de penetrar os segredos do Criador. São, afinal, os espíritas imperfeitos, alguns dos quais estacionam no caminho ou se distanciam dos seus irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou porque preferem a companhia dos que participam das suas fraquezas ou das suas prevenções. Não obstante, a simples aceitação da doutrina em princípio é um primeiro passo, que lhes facilitará o segundo, numa outra existência.


Aquele que podemos, com razão, qualificar de verdadeiro e sincero espírita, encontra-se num grau superior de adiantamento moral. O Espírito já domina mais completamente a matéria e lhe dá uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina fazem vibrar-lhe as fibras, que nos outros permanecem mudas; numa palavra: foi tocado no coração, e, por isso, a sua fé é inabalável. Um é como o músico que se comove com os acordes; o outro, apenas ouve os sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. Enquanto um se compraz no seu horizonte limitado, o outro, que compreende a existência de alguma coisa melhor, esforça-se para se libertar e sempre o consegue, quando dispõe de uma vontade firme.




Retirado do 'Evangelho Segundo o Espiritismo'

(Cap. XVII – Sede Perfeitos)

Mediunidade nas Crianças

Não é aconselhável estimular a prática da mediunidade na criança. Isto porque o organismo da criança não está completamente desenvolvido, seus órgãos, sobretudo o sistema nervoso; estão em fase de maturação. Além do mais, a criança talvez não possua discernimento necessário para evitar as influências dos maus Espíritos.


Kardec, perguntando aos Espíritos orientadores da Codificação sobre se haveria inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças, obteve de um deles a seguinte resposta: “(...) Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobre-excitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais.” (01 )

No exame do assunto, há que se observar o problema do desenvolvimento sob duplo sentido, físico e mental. Há crianças bem desenvolvidas fisicamente, mas de recursos mentais e intelectuais deficientes. Existem crianças fisicamente pouco desenvolvidas, porém mental e intelectualmente bem dotadas. Em ambos os casos a prudência aconselha seja evitado, junto à criança, o trabalho mediúnico.


Desenvolver a mediunidade, ou seja, educá-la, significa colocar-nos em relação e dependência magnética, mental e moral com entidades dos mais variados tipos evolutivos.


O frágil organismo infantil e sua inexperiência podem sofrer os efeitos de uma aproximação obsidiante.


A imaginação da criança é, sobremodo, excitável, o que pode ocasionar conseqüências perigosas sob o ponto de vista do equilíbrio, da estabilidade espiritual.


São negativos todos os aspectos do desenvolvimento mediúnico das crianças.


O Codificador, missionário escolhido, estava certo ao desaconselhar tal proceder.


Há recursos de amparo às crianças que revelam mediunidade:


- Prece em seu favor e dos Espíritos que delas tentam acercar-se;


- Passes ministrados por companheiros responsáveis;


- Freqüência às aulas espíritas de Evangelho, a fim de que possam, a pouco e pouco, ir assimilando noções doutrinárias compatibilizadas com sua idade.(05)


Devemos considerar, porém, que há crianças cuja mediunidade ocorre naturalmente, sem causar-lhes transtornos. Estas crianças são médiuns naturais e, “(...) quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobre-excitada. (...) a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. (...)” (02)


Para o início da prática mediúnica “Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas. Falo da mediunidade, em geral; porém, a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo; a da escrita tem outro inconveniente, derivado da inexperiência da criança, dado o caso de ela querer entregar-se a sós ao exercício da sua faculdade e fazer disso um brinquedo.” (03)


“A prática do Espiritismo (...) demanda muito tato, para a inutilização das tramas dos Espíritos enganadores. Se estes iludem a homens feitos, claro é que a infância e a juventude mais expostas se acham a ser vítimas deles. Sabe-se, além disso, que o recolhimento é uma condição sem a qual não se pode lidar com Espíritos sérios. As evocações feitas estouvadamente e por gracejo constituem verdadeira profanação, que facilita o acesso aos Espíritos zombeteiros, ou malfazejos. Ora, não se podendo esperar de uma criança a gravidade necessária a semelhante ato, muito de temer é que ela faça disso um brinquedo, se ficar entregue a si mesma. Ainda nas condições mais favoráveis, é de desejar que uma criança dotada de faculdade mediúnica não a exercite, senão sob a vigilância de pessoas experientes, que lhe ensinem, pelo exemplo, o respeito devido às almas dos que viveram no mundo. Por aí se vê que a questão de idade está subordinada às circunstâncias, assim de temperamento, como de caráter. (...)” (04)



Fontes de Consulta


(01) KARDEC, Allan. Dos Incovenientes e Perigos da Mediunidade. In. ‘O Livro dos Médiuns’. Trad. De Guillon Ribeiro. 61. Ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1995. Item 221 (subitem 6º pág. 265).


(02). Item 221 (subitem 7º). Pág.265.


(03) Item 221 (subitem 8º). Pág. 266.


(04) Item 222. Pág. 266.


(05) PERALVA Martins. Mediunidade nas crianças. In. ‘Mediunidade e Evolução’. 7.ed. 7.ed. Rio [de janeiro]:FEB. 1995. Pág. 137.


- Retirado do site www.lardefreiluiz.org.br

Feridas e Cicatrizes da Infância

Tem sido estabelecido através da cultura dos tempos, que a infância é o período mais feliz da existência humana, exatamente pela falta de discernimento da criança, e em razão das suas aspirações que não passam de desejos do desconhecido, de necessidades imediatas, de ignorância da realidade.

Os seus divertimentos são legítimos, porque a eles se entrega em totalidade, sem qualquer esforço, graças à imaginação criadora que a transporta para esse mundo subjacente do crer naquilo que lhe parece. Não estando a personalidade ainda formada, não há dissociação entre o que tem existência real e aquilo que somente se fundamenta na experiência mental.

A criança atravessa esse período psicologicamente feliz, sem o saber, com as exceções compreensíveis de casos especiais, porque tampouco sabe o que é a felicidade. Só mais tarde, na idade adulta é que, recordando os anos infantis, constata o seu valor e pode ter dimensão dos acontecimentos e prazeres.

Como a criança não sabe o que é felicidade, facilmente identifica-a no divertimento, aquilo que a agrada e a distrai, os jogos que lhe povoam a imaginação.

É na infância que se fixam em profundidade os acontecimentos, aliás, desde antes, na vida intra-uterina, quando o ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual renascerá. As impressões de aceitação como de rejeição se lhe insculpirão em profundidade, abençoando-o com o amor e a segurança ou dilacerando-lhe o sistema emocional, que passará a sofrer os efeitos inconscientes da animosidade de que foi objeto.

Da mesma forma, os acontecimentos à sua volta, direcionados ou não à sua pessoa, exercerão preponderante influência na formação da sua personalidade, tornando-a jovial, extrovertida ou conflitada, depressiva, insegura, em razão do ambiente que lhe plasmou o comportamento.

Essas marcas acompanhá-la-ão até a idade adulta, definindo-lhe a maneira de viver. Tornam-se feridas, quando de natureza perturbadora, que mesmo ao serem cicatrizadas, deixam sinais que somente uma terapia muito cuidadosa consegue anular.

Por sua vez, o Espírito, em processo de reencarnação, acompanha mui facilmente os lances que precedem à futura experiência, e porque podendo movimentar-se com relativa liberdade antes do mergulho total no arquipélago celular, compreende as dificuldades que terá de enfrentar mais tarde, ao sentir-se desde então indesejado, maltratado, combatido.

Certamente, essa ocorrência tem lugar com aqueles que se vêem impelidos ao renascimento para reparar pesados compromissos infelizes, retornando ao seio das suas anteriores vítimas que agora os rechaçam, o que é injustificável.

A bênção de um filho constitui significativa conquista do ser humano, que se deve utilizar do ensejo para crescer e desenvolver os sentimentos superiores da abnegação e do amor.

As reações vibratórias que podem produzir os Espíritos antipáticos na fase perinatal, produzem, não raro, mal-estar. Não obstante, a ternura e a cordialidade fraternal substituem as ondas perturbadoras por outras de natureza saudável, preparando os futuros pais para o processo de aprimoramento e de educação do descendente.

Na raiz de muitos conflitos e desequilíbrios juvenis, adultos, e até mesmo ressumando na velhice, as distonias tiveram origem — efeito de causa transata —no período da gestação, posteriormente na infância, quando a figura da mãe dominadora e castradora, assim como do pai negligente, indiferente ou violento, frustrou os anseios de liberdade e de felicidade do ser.

Todos nascem para ser livres e felizes. No entanto, pessoas emocionalmente enfermas, ante o próprio fracasso, transferem para os filhos aquilo que gostariam de conseguir, suas culpas e incapacidades, quando não descarregam todo o insucesso ou insegurança naqueles que vivem sob sua dependência.

Esse infeliz recurso fere o cerne da criança, que se faz pusilânime, a fim de sobreviver, ou leva-a a refugiar-se no ensimesmamento, na melancolia, sentindo-se vazia de afeto e objetivo de vida. Com o tempo, essas feridas purulam, impelindo a atitudes exóticas, a comportamentos instáveis, às fugas para o fumo, a droga, o álcool ou as diversões violentas, mediante as quais extravasam o ressentimento acumulado, ou mergulham no anestésico perigoso da depressão com altos reflexos na conduta sexual, incompleta, insatisfeita, alienadora...

A sociedade terá que atender à infância através de mecanismos próprios, preenchendo os espaços deixados pela ausência do amor na família, na educação escolar, na convivência do grupo, nas oportunidades de desenvolvimento e de auto-afirmação de cada qual. Para tal mister, torna-se necessário o equilíbrio do adulto, do educador formal, que pode funcionar como psicoterapeuta, orientando melhor o aprendiz e reencaminhando-o para a compreensão dos valores existenciais e das finalidades da vida.

Inveja, mágoa, ciúme, instabilidade, ódio, pusilanimidade e outros hediondos sentimentos que afligem as crianças maltratadas, carentes, abandonadas, mesmo nas casas onde moram, desde que não são lares verdadeiros, constituem os mecanismos de reação de todos quantos se sentem infelizes, mesmo que inconscientemente.

A compreensão dos direitos alheios e dos próprios deveres, o contributo da fraternidade, a segurança afetiva, a harmonia interior, a compaixão, a lealdade, se instalarão no ser, cicatrizando as feridas, à medida que o meio ambiente se transforme para melhor e o afeto dos outros, sincero quão desinteressado, substitua a indiferença habitual.

Qualquer ferida emocional cicatrizada pode reabrir-se de um para outro momento, porquanto não erradicada a causa desencadeadora, os tecidos psicológicos estarão muito frágeis, rompendo-se com facilidade, pela falta de resistência aos impactos enfrentados.

A questão da felicidade, por isso mesmo, é muito relativa. Se a felicidade são os divertimentos, ou é o prazer, ei-la de fácil aquisição. No entanto, se está radicada na plenitude, muito complexa é a engrenagem que a aciona.

De certo modo, ela somente se expressa em totalidade, quando o artista conclui a obra a que se entrega, o santo ao ministério de amor a que se devota, o cientista realiza a pesquisa exitosa, o pensador atinge com a sua mensagem o mundo que o aguarda, o cidadão comum se sente em paz consigo mesmo... O dar-se, a que se refere o Evangelho, certamente é a melhor metodologia para alcançar-se essa ventura que harmoniza e plenifica.

Toda vez, portanto, que alguém sinta incompletude, insegurança, seja visitado pelos sentimentos inquietadores da insegurança, do medo, da raiva e da inveja injustificáveis, exceção feita aos estados patológicos profundos, as feridas da infância estão ainda abertas ou reabrindo-se, e necessitando com urgência de cicatrização.


Do livro “Amor, Imbatível Amor”
Pelo Espírito 'Joanna de Ângelis'
Psicografia Divaldo Pereira Franco

Significado do sofrimento na vida

Para melhor expressar-se, o amor irrompe de formas diferentes, convidando à reflexão em torno dos valores existenciais. Muito do significado que se caracteriza pelo poder — mecanismo dominante da realização do ego — desaparece, quando o amor não está presente, preenchendo o vazio existencial. Essa ânsia de acumular, de dominar, que atormenta enquanto compraz, torna-se uma projeção da insegurança íntima do ser que se mascara de força, escondendo a fragilidade pessoal, em mecanismos escapistas injustificáveis que mais postergam e dificultam a auto-realização.

A perda da tradição é como um puxar do tapete no qual se apoiam os pés de barro do indivíduo que se acreditava como o rei da criação e, subitamente se encontra destituído da força de dominação, ante o desaparecimento de alguns instintos básicos, que vêm sendo substituídos pela razão. O discernimento que conquista é portador de mais vigor do que a brutalidade dos automatismos instintivos, mas somente, a pouco e pouco, é que o inconsciente assimilará essa realidade, que partirá da consciência para os mais recônditos refolhos da psique.

Nesta transformação — a metamorfose que se opera do rastejar no primarismo para a ascese do raciocínio — o sofrimento se manifesta, oferecendo um novo tipo de significado e de propósito para a vida.

Impossível de ser evitado, torna-se imperioso ser compreendido e aceito, porquanto o seu aguilhão produz efeitos correspondentes à forma porque se deva aceitá-lo.

Quando explode, a rebeldia torna-se uma sensação asselvajada, dilaceradora, que mortifica sem submeter, até o momento em que, racionalmente aceito, faz-se instrumento de purificação, estímulo para o progresso, recurso de transformação interior.

O desabrochar da flor, rompendo o claustro onde se ocultam o perfume, o pólen, a vida, é uma forma de despedaçamento, que ocorre, no entanto, no momento próprio para a harmonia, preservando a estrutura e o conteúdo, a fim de repetir a espécie.

O parto que propicia vida é também doloroso processo que faculta dilaceração.

O sofrimento, portanto, seja ele qual for, demonstra a transitoriedade de tudo e a respectiva fragilidade de todos os seres e de todas as coisas que os cercam, alterando as expressões existenciais, aprimorando-as e ampliando-lhes as resistências, os valores que se consolidam. Na sua primeira faceta demonstra que tudo passa, inclusive, a sua presença dominante, que cede lugar a outras expressões emocionais, nada perdurando indefinidamente. Na outra vertente, a aquisição da resistência somente é possível mediante o choque, a experiência pela ação.

O ser psicológico sabe dessa realidade, O Self identifica-a, porém o ego a escamoteia, fiel ao atavismo ancestral dos seus instintos básicos.

O sofrimento constitui, desse modo, desafio evolutivo que faz parte da vida, assim como a anomalia da ostra produzindo a pérola. Aceitá-lo com resignação dinâmica, através de análise lúcida, e bem direcioná-lo é proporcionar-se um sentido existencial estimulante, responsável por mais crescimento interior e maior valorização lógica de si mesmo, sem narcisismo nem utopias.

Todos os indivíduos, uma ou mais vezes, são convidados ao enfrentamento, em enfermidades graves ou irreversíveis, com dramas familiares inabordáveis, com situações pessoais quase insuportáveis, defrontando o sofrimento.

A reação irracional contra a ocorrência piora, alucina ou entorpece os centros da razão, enquanto que a compreensão natural, a aceitação tranquila, propiciam a oportunidade de conseguir o valor supremo de oferecer-se para a conquista do sentimento mais profundo da existência.

A morte, a enfermidade, os desastres econômicos, os dramas morais, os insucessos afetuosos, a solidão e tantas outras ocorrências perturbadoras, porque inevitáveis, produzindo sofrimento, devem ser recebidas com disposição ativa de experienciá-las. Para alguns desses acontecimentos palavra alguma pode diluir-lhe os efeitos. Somente a interação moral, a confiança em Deus e em si mesmo para a convivência feliz com os seus resultados.

Esta disposição nasce da maturidade psicológica, do equilíbrio entre compreender, aceitar e vivenciar. Aqueles que não os suportam, entregando-se a lamentações e silícios íntimos, permanecem em estado de infância psicológica, sentindo a falta da mãe superprotetora que os aliviava de tudo, que tudo suportava em vãs tentativas de impedir-lhes a experiência de desenvolvimento evolutivo.

A aceitação, porém, do sofrimento como significado existencial e propósito de vida, não se torna uma cruz masoquista, mas se transforma em asas de libertação do cárcere material para a conquista da plenitude do ser.

Do livro “Amor, Imbatível Amor”
Pelo Espírito 'Joanna de Ângelis'
Psicografia Divaldo Pereira Franco

O Homem Novo

Para construir um mundo novo precisamos de um homem novo. O mundo está cheio de erros e injustiças porque é a soma dos erros e injustiças dos homens.

Todos sabemos que temos de morrer, mas só nos preocupamos com o viver passageiro da Terra. Por isso, a humanidade desencarnada que nos rodeia é ainda mais sofredora e miserável que a encarnada a que pertencemos. “As filas de doentes que eu atendia na vida terrena — diz a mensagem de um espírito — continuam neste lado.”

Muita gente estranha que nas sessões espíritas se manifestem tantos espíritos sofredores. Seria de estranhar se apenas se manifestassem espíritos felizes. Basta olharmos ao nosso redor — e também para dentro de nós mesmos — para vermos de que barro é feita a criatura humana em nosso planeta. Fala-se muito em fraude e mistificação no Espiritismo, como se ambas não estivessem em toda parte, onde quer que exista uma criatura humana. Espíritos e médiuns que fraudam são nossos companheiros de plano evolutivo, nossos colegas de fraudes cotidianas.

O Espiritismo está na Terra, em cumprimento à promessa evangélica do Consolador, para consolar os aflitos e oferecer a verdade aos que anseiam por ela. Sua missão é transformar o homem para que o mundo se transforme. Há muita gente querendo fazer o contrário: mudar o mundo para mudar o homem.

O Espiritismo ensina que a transformação é conjunta e recíproca, mas tem de começar pelo homem.

Enquanto o homem não melhora, o mundo não se transforma. Inútil, pois, apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos.

O homem novo que nos dará um mundo novo é tão velho quanto os ensinos espirituais do mais remoto passado, renovados pelo Evangelho e revividos pelo Espiritismo.

Sem amor não há justiça e sem verdade não escaparemos à fraude, à mistificação, à mentira, à traição.

O trabalho espírita é a continuação natural e histórica do trabalho cristão que modificou o mundo antigo. Nossa luta é o bom combate do apóstolo Paulo: despertar as consciências e libertar o homem do egoísmo, da vaidade e da ganância.

Do livro “O Homem Novo” - Herculano Pires

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CALMA

Ante qualquer problema,
Busca manter a calma.

A irritação complica
A luta em que te vês.

A revolta na dor
É fator agravante.

Na provação que sofres,
Blasfemar não resolve.

Quanto mais rude o golpe,
Mais calma deves ter.

Serenidade é luz
Que afasta toda treva.

IRMÃO JOSÉ/Carlos A. Baccelli
Do livro “PÃO DA ALMA” – Ed. Didier
enviado por Marli de Lima

JOSÉ DA GALILÉIA

E projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: - José, filho de David, não temas receber a Maria.” – Mateus:1-20


Em geral, quando nos referimos aos vultos masculinos que se movimentam na tela gloriosa da missão de Jesus, atendemos para a precariedade dos seus companheiros, fixando, quase sempre, somente os derradeiros quadros de sua passagem no mundo.

É preciso, porém, observar que, a par de beneficiários ingratos, de ouvintes indiferentes, de perseguidores cruéis e de discípulos vacilantes, houve um homem integral que atendeu a Jesus, hipotecando-lhe o coração sem mácula e a consciência pura.

José da Galiléia foi um homem tão profundamente espiritual que seu vulto sublime escapa às analises limitadas de quem não pode prescindir do material humano para um serviço de definições.

Já pensaste no cristianismo sem ele?

Quando se fala excessivamente em falência das criaturas, recordemos que houve tempo em que Maria e o Cristo foram confiados pelas Forças Divinas a um homem.

Entretanto, embora honrado pela solicitação de um anjo, nunca se vangloriou de dádiva tão alta.

Não obstante contemplas a sedução que Jesus exercia sobre os doutores, nunca abandonou a sua carpintaria.

O mundo não tem outras notícias de suas atividades senão aquelas de atender às ordenações humanas, cumprindo um édito de César e as que no-lo mostram no templo e no lar, entre a adoração e o trabalho. Sem qualquer situação de evidencia, deu a Jesus tudo quanto podia dar.

A ele deve o cristianismo à porta da primeira hora, mas José passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus.





pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Levantar e Seguir, Médium: Francisco Cândido Xavier.

A LUZ DO OLHAR

Mesmo diante de todos os problemas,

da maior das dores,

do desabar de tetos,

das lágrimas que rolam...


Mesmo quando as coisas que sonhamos,

as pessoas de quem gostamos,

os momentos que nos cativam

e os sentimentos que nos confortam se vão...


Mesmo quando há mais não que sim,

as portas se fecham a todo instante,

há mais noite que dia,

há mais problemas que soluções...


Mesmo quando tudo parece perdido,

quando todos parecem ter desistido,

quando o provável se torna impossível...


... sempre haverá um caminho.

... sempre haverá uma solução.

... sempre haverá um amanhã.


...enquanto mantivermos brilhando

a Luz do Olhar...

A Luz que guia, que mostra a esperança,

um novo caminho, uma nova alternativa

nos conduzirá à vitória!

M. Andrey

enviado por REGINA PRINS

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

INFATIGAVELMENTE

Louvemos a administração terrestre que atualmente humaniza o trabalho, despojando-os das velhas características de cativeiro e degradação moral, todavia, não nos descuidemos da responsabilidade de honrá-lo, conscientemente, com as nossa melhores forças.

Muitos se valem da benignidade dos textos legais para favorecerem a maldade que lhes é própria e transformar feriados em explosões de loucura, quando não convertem a complacência da lei em afrontosa indisciplina.

Atendamos não somente aos deveres do horário justo nas instituições de serviço a que emprestamos nossa cooperação, mas, recordemos o tempo nosso que podemos empregar largamente em benefício dos semelhantes.

Muita gente aguarda ingresso no paraíso, olvidando que o Céu pode ser construído para o homem na Terra mesmo.

E, nas manisfestações da fé imóvel e improdutiva, pede socorro ao Cristo incansável e operante, mantendo-se em preguiçosa inutilidade, quando, com mais esforço poderia comungar o clima do próprio Jesus, no trabalho e na realização incessantes...

Não te confies, desse modo, à expectação ociosa, clamando pela bondade do Senhor e esquecendo que o Senhor está vivo e diligente, junto de ti.

Une-te a Ele através da ação constante no bem, na certeza de que o mundo vive à espera de nosso coração e de nossos braços para aperfeiçoar-se e luzir, na segurança de nossa própria felicidade.

Não te detenhas, invigilante , entregando à ferrugem do comodismo a enxada preciosa da existência.

Repara que a Terra te pede as mãos devotadas e não descanses a esmo...

Aqui é a criança abandonada que te roga socorro, acolá é o doente clamando por assistência e carinho...

Na via pública é o companheiro anônimo suplicando concurso amigo, em casa é o parente difícil que te reclama entendimento e cooperação...

Não te acredites exonerado da obrigação de auxiliar, quando milhares de vidas se colocam na base de tua sustentação cada dia.

E, superando as sugestões do falso repouso e da fadiga imaginária, aprenderás a servir infatigavelmente, até que a luz do teu coração de servidor se confunda na bênção imarcescível de Deus.





pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Refúgio, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Convivência

A vida vem de Deus, a convivência vem de nós.
Aqueles companheiros que nos partilham a experiência do cotidiano são os melhores que a Divina Sabedoria nos concede, a favor de nós mesmos.
Se você encontra uma pessoa difícil em sua intimidade, essa é a criatura que as leis da reencarnação lhe trazem ao trabalho de burilamento próprio...
As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos alimentam o ânimo de trabalhar, entretanto, aquelas outras que ainda não nos entendem são testes que a vida igualmente nos oferece, a fim de que aprendamos a compreender.
Recordemos: nos campos da convivência é preciso saber suportar os outros para que sejamos suportados.
Se alguém surge como sendo um enigma em seu caminho, isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém.
Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem as suas limitações e se algo conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre logramos fazer o máximo, de vez que somente Deus consegue tudo em todos.
Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a estrada, ajude-os a ser livres para encontrarem a si mesmos, tal qual deseja você a independência própria para ser você, em qualquer lugar.
Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar.
Se você acredita que franqueza rude pode ajudar a alguém, observe o que ocorre com a planta a que você atire água fervente.
Abençoemes se quisermos ser abençoados.

André Luiz e Chico Xavier
Do livro: Respostas da Vida - IDEAL

terça-feira, 6 de outubro de 2009

UMA BREVE REFLEXÃO


Muito nos perguntamos dos motivos de vários acontecimentos de nossas vidas, o porquê de nossas alegrias, o porquê de nossos infortúnios. Muitas vezes achamo-nos vítimas da injustiça, achamo-nos destinados ao fracasso. Nessas horas, surge em nosso pensamento, perguntas sem respostas:
- Por que eu? Por que sou pobre e outros tantos ricos? Por que eu não consigo o que quero? Tudo é tão difícil para mim, será que mereço tanto sofrimento? O que fiz eu para tanto padecimento?
Pois bem, vivemos regidos pela lei de causa e efeito, lei que reflete todos os nossos atos e nos faz resgatar hoje os débitos que por ventura adquirimos ontem. Não há uma única ação sem reação, seja na natureza, na física, na química, ou mesmo em nossas vidas.
Vivemos em mundo de provas, aqui estamos para aprendermos e evoluirmos, por ele passamos diversas vezes e por muitas ainda, iremos habitá-lo. Somos Seres Espirituais, milenares, que no decorrer dos séculos exercitamos o nosso Livre Arbítrio. Somos totalmente responsáveis por nossas decisões e por nossos atos, dos quais sempre haveremos de prestar contas.
Aqui viemos inúmeras vezes e voltaremos tantas vezes nos forem necessárias, muitas sob forma de expiações e outras em caráter de missão, ainda assim, mesmo que já tenhamos resgatado todas as nossas dívidas, aqui retornaremos, por outras inúmeras vezes, para ajudar na evolução terrena, pois a nossa maior virtude é o AMOR AO PRÓXIMO. Somos Espíritos, que habitam um corpo material e achamo-nos, sob qualquer aspecto de nossa vida, em uma grande escola e em constante desenvolvimento moral, se em momento felizes ou em momentos de dor, não importa, sempre iremos aprender. Fomos criados por Ele, à Sua Imagem e Semelhança, simples e ignorantes, com um único intuito, evoluir e voltar à Sua proximidade. A caridade é o caminho mais curto e mais retilíneo para isso, para chegarmos à Perfeição e sermos felizes para sempre.

Miriam Freire

ENTRE VOCÊ E DEUS


Muitas vezes as pessoas são egocêntricas,
Ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil,
As pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor,
Terá alguns falsos amigos
E alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco,
As pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que levou anos para construir,
Alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem PAZ, é feliz,
As pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isto pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor assim mesmo.
Veja você que, no final das contas,
É entre você e Deus,
Nunca entre você e as outras pessoas.
Madre Teresa de Calcutá

BOM ÂNIMO


Hoje experimentas maior soma de aflições. Observaste a grande mole dos sofredores: mães desnutridas apertando contra o seio sem vitalidade filhos, misérrimos, desfalecidos, quase mortos; mutilados que exibiam as deformidades à indiferença dos passantes na via pública; aleijões que se ultrajavam a si mesmos ante o desprezo a que se entregavam nos "pontos" de mendicância em que se demoram; ébrios contumazes promovendo desordens lamentáveis; enfermos de vária classificação desfilando as misérias visíveis num festival de dor; jovens perturbados pela revolução dos novos conceitos e vigentes padrões éticos; órfãos...
Pareceu-te mais tristonha a paisagem humana, e consideras mentalmente os dramas íntimos que vergastam o homem, na atual conjuntura social, moral e evolutiva do Planeta.
Examinas as próprias dificuldades, e um crepúsculo de sobras lentamente envolve o sol das tuas alegrias e esperanças.
Não te desalentes, porém.
O corpo é oportunidade iluminava mesmo para aqueles que te parecem esquecidos e que supões descendo os degraus da infelicidade na direção do próprio aniquilamento.
Nascer e morrer são acidentes biológicos sob o comando de sábias leis que transcendem à compreensão comum.
Há, no entanto, acompanhando todos os caminhantes a forma carnal, amorosos Benfeitores interessados na libertação deles. Não os vendo, os teus olhos se enganam na apreciação; não os ouvindo, a tua acústica somente registra lamentos; não os sentindo, as parcas percepções de que dispões não anotam suas mãos quais asas de caridade a envolvê-los e sustentá-los.
Perdido em meandros o rio silencioso e perseverante se destina ao mar. Agita e submissa nas mãos do oleiro a argila alcança o vaso precioso. Sofrido o Espírito nas malhas da lei redentora atinge a paz.
Ante a sombra espessa da noite não esqueças o Sol fulgurante mais além. E aspirando o sutil aroma de preciosa flor não olvides a lama que lhe sustenta as raízes...
Viver no corpo é também resgatar.
O Espírito eterno, evoluindo nas etapas sucessivas da vestimenta carnal, se despe e se reveste dos tecidos orgânicos para aprender e sublimar.
Numa jornada prepara o sentimento, noutra aprimora a emoção, noutra mais aperfeiçoa a inteligência...
Nascer ou renascer simplesmente não basta. O labor, interrompido, pois, prosseguirá agora ou depois. Não cultives, portanto, o pessimismo, nem te abatam as dores.
Cada um se encontra no lugar certo, à hora própria e nas circunstâncias que lhe são melhores para a evolução. Não há ocorrência ocasional ou improvisada na Legislação Divina.
Quando retornou curado para agradecer a Jesus da morféia de que fora libertado, o samaritano que formava o grupo dos dez leprosos, conforme a narração evangélica, fez-nos precioso legado: o do reconhecimento.
Quando o centurião afirmou ao Senhor que uma simples ordem Sua faria curado o seu servo, ofertou-nos sublime herança: a fé sem limites.
Quando a hemorroíssa, vencendo todos os obstáculos, tocou o Rabi, deixou-nos precioso ensino: a coragem da confiança.
Identificado ao espírito do Cristo, não te deixes consumir pelo desespero ou pela melancolia, sob revolta injustificada ou indiferença cruel. Persevera, antes, no exame da verdade e insiste no ideal de libertação interior, ajudando e prosseguindo, além, porque se hoje a angústia e o sofrimento te maceram, em resgate que não pode transferir, amanhã rutilará no corpo ou depois dele o sol sublime da felicidade em maravilhoso amanhecer de perene paz.

"Tem ânimo filhos: perdoados são os teus pecados." - Mateus: 9-2.

"Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade". - E.S.E. Cap. XIV Item 9.



Divaldo Pereira Franco, da obra: Florações Evangélicas.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

AMIZADE


A amizade é o sentimento que imanta as almas unas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e irmana.
O medo agride as almas e infelicita.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alam ou indiferente ao elevo da sua fluidez.
Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

Joanna de Ângelis

Psicografia Divaldo Pereira Franco

Aborto Nunca!

De: Waldenir Aparecido Cuin

“ O abortamento voluntário é um crime, qualquer que seja a época da concepção?
- Existe sempre crime no momento que vós transgredis a lei de Deus...”.
( Questão 358, de “ O livro dos Espíritos” – Allan Kardec).


Se a reencarnação é a volta do Espírito a um novo corpo, para a realização de trabalhos e a colheita de experiências no mundo físico, o aborto, seja ele de que forma e circunstância for, incontestavelmente, caracterizar-se-á como o retorno da alma à vida espiritual, não concretizando assim as propostas desejadas ou os planos traçados.
Sem dúvida, o aborto é uma transgressão à lei divina, pois o caminho natural de um feto é o seu surgimento para a vida material.
O Espírito antes de receber o aval dos Benfeitores Espirituais, encarregados da elaboração de projetos de reencarnações, passa por minucioso exame, onde vários fatores são colocados em discussão, para análise, pois que não dependerá somente da sua vontade ou dos seus anseios. Nascerá filho de quem? Como desenvolverá seu programa de ação? Qual a linha mestra de sua vida na Terra? Terá méritos para contar com o apoio de amigos no mundo físico? Quando tempo será necessário permanecer na vida material? Trará alguma tarefa especial?
Não teremos dificuldades em notar a complexidade que envolve a preparação de uma reencarnação, portanto, mesmo os Espíritos de poucos méritos, que quase nada tenham feito em favor de si mesmos, recebem as atenções divinas e não chegam à Terra por acaso e sob o jogo das circunstâncias.
Nunca podemos olvidar que no Código Divino não há lugar para acontecimentos soltos, à mercê da sorte. Deus, sendo a inteligência máxima e causa primária de todas as coisas, instituiu leis que regem todos os quadrantes do Universo. Assim, tudo está mergulhado no pensamento divino.
Abortar, portanto, será romper com toda uma programação preestabelecida. Em verdade, a decisão de interromper a vida de quem ainda se forma no ventre materno, se caracteriza como um crime onde a vítima não tem a mínima chance de defesa. Decide-se pelo outro, sem consultá-lo ou respeitar o seu direito de escolha.
E, o Espírito liga-se ao novo corpo desde o momento da concepção. Acontecendo a fecundação do óvulo por um espermatozóide, começa a união do Espírito com um corpo em formação. Dessa forma, bloquear a gravidez de algumas horas, dias ou meses, será estrangular os sonhos de alguém que, anteriormente, passou pela elaboração de detalhado programa de vida, em busca de novas oportunidade de soerguimento e elevação espiritual.
Muitas vezes, o filho que está sendo gerado é exatamente aquele Espírito a quem muito devemos e que nos ajudou em outras épocas, chegando para que possamos retribuir ao seu coração amigo, todo o bem que nos fez. O aborto representaria um profundo gesto de ingratidão.
Portanto, diante de tão complexa questão, antes de uma simples tomada de posição, analisemos friamente as conseqüências de um aborto, observando tanto o aspecto físico como o espiritual, pois alem dos possíveis e sérios comprometimentos orgânicos, ainda carregaremos conosco os agravantes espirituais, por impedir a reencarnação de um Espírito que planejou trabalhar e se empenhar em novas lutas, buscando a paz e a felicidade que sonha. E, nesse processo terá a culpa quem dele participar, influenciando, impondo, exigindo ou praticando.
Muitos quadros obsessivos têm origem numa decisão dessa natureza, exigindo longos anos de sofrimento e sacrifício para se debelar a chama do ódio e da revolta que costumam envolver quem aborta e quem é abortado.
Assim. Seguindo a lógica dos profundos e valiosos ensinamentos de Jesus, bem melhor será prosseguir com a gravidez, seja em que circunstância for, pois, Deus, nosso Pai de eterna bondade, amor e sabedoria, em momento algum colocará carga pesada em ombro fraco.
Acolhamos o filho que vem de Deus e Deus nos acolherá em seu coração. Confiemos.

Fonte: http://www.espiritismogi.com.br/

O Espaço e o Tempo

De: Jorge Medeiros

"OS ESPÍRITOS ESTÃO EM DIMENSÃO MAIS ALTA QUE A NOSSA, NÓS NÃO OS VEMOS, MAS A ALMA VÊ."


Define-se espaço como: extensão superficial limitada, extensão indefinida, distância entre dois pontos, etc. .. Mas se o espaço for a distancia entre dois pontos, o que será que transcende esse limite? Logo a distância entre dois pontos ou dois corpos é nada mais que uma região do espaço, isto é, uma parte infinitesimai do espaço.
Extensão superficial limitada também não, já que toda distância, extensões possíveis e imagináveis formam regiões no espaço, dado o caráter de possibilidades infinitas de criações. Como definir espaço, então?
Sabemos que todas as coisas estão inseridas no espaço, isso nos induz a sofismar que espaço seria o Universo; mas se assim procedermos, poderemos cair nos mesmos erros dos cientistas que definiram o átomo (o elemento indivisível) como as "moléculas" em que trabalhavam,já que o átomo nada mais é que uma molécula formada de outras partículas menores, definido por Kardec em A Gênese, que também são formadas de partículas menores, verificando mais tarde essas sendo divisíveis, pois podem existir outros Universos, como nos diz Allan Kardec na Revista Espírita de 1869. Logo, o somatório desses Universos é que seria o verdadeiro UNIVERSO. Como definir, então? Arriscamos a designar por definição sendo espaço: onde existe tudo o que foi criado. Notem que não usei a expressão "lugar onde", já que lugar também remete à noção de região. Como, assim? É porque todas as coisas têm que estar no espaço, visto que o espaço é uma criação de Deus. Ora, o nada não existe. O espaço, nós designamos por espaço universal e as outras definições por regiões do espaço ou "locais".
O espaço por definição é infinito, pois que a criação de Deus é infinita, e também para abranger todas as coisas e criações espirituais, isto é, de todos os Espíritos, independente do grau evolutivo. Deus também está no espaço, pois que preenche todas as coisas, logo Deus é imóvel, isto é, não há um local em que Deus não esteja; o UNIVERSO é pleno Dele! Daí tiramos outra conclusão: não existe no universo a treva absoluta, já que Ele está em todo lugar e Ele é luz; ninguém está sozinho; por mais baixo que o ser humano possa descer às trevas interiores, existe sempre Deus com ele.
Os Espíritos estão em uma dimensão acima da nossa, não os vemos com olhos, só os sentimos, mas a alma vê, pois nosso psiquismo pleno abarca todas as dimensões (a centelha divina), já que vibra no padrão divino e quanto mais evoluímos mais capacidade temos de varar as dimensões, por isso no mundo da verdade, o plano espiritual, existem várias regiões para diferentes categorias de Espíritos.
Quando eles intervém em nossa dimensão, podem eles até retirar ou arrebatar objetos para si e colocar em outro lugar, conhecido como fenômeno de transporte (O Livro dos Médiuns cap. V itens 96 ao 99), mas também todas as dimensões estão contidas no espaço, quanto mais se livra dos pesares da matéria, téria mais capacidade tem o ser de superar esses limites dimensionais, se bem que a diferença entre alguns Espíritos é uma questão de densidade e peso específico.
O tempo: a melhor definição de tempo É a do Espírito Galileu em A Gênese, os milagres as predições segundo o Espiritismo, da Allan Kardec, que diz ser o tempo a sucessão das coisas. Mas quando nasceu o tempo? Quando corneçou a existir?
O espaço e o tempo estão ligados entre si, dai Einstein se ver obrigado a colocar em suas equaações o tempo como uma variável a mais. Não se pode desvincular o tempo do espaço, pois que nós estamos ligados sobremaneira à matéria.
O tempo existe desde que exista espaço, pois que tempo é a sucessão de coisas criadas, que só podem existir no espaço universal. Então nos perguntamos: E Deus? Deus é atemporal, isto é, não está sujeito ao tempo e nem ao espaço, existe antes desses dois, Deus existe por ele mesmo, antes do espaço e do tempo existe O Criador, Deus soberano, mas Deus também está na sua criação em todo lugar, por isso, um dos atributos de Deus é ser imóvel! Definição de Parmênides; filósofo-540 a. c., e depois confirmado pelo espírito Erasto, na Revista Espírita de março de 1864. Em nosso estágio o tempo é uma consequência meramente material, dada a nossa materialidade, nossa mente está "presa nas sucessões de coisas materiais",donde vem a noção imperfeita de ser o tempo uma coisa material, apesal de não ser matéria, e não conseguirmos entender o SER incriado.
A mente perfeita transcende as sucessões materiais, logo transcende nossa noção de tempo, os superiores mais acima da matéria superam as dificuldades da matéria e logo unem o passado, o presente e em muitos casos o futuro, que consiste nas consequências naturais, mas nunca chegam a transcender todo espaço e o tempo, já que só é possível a Deus, o incriado, sempiterno, imóvel, imanente e transcendente. Vide Jesus: "quanto aquele dia e aquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu, nem o filho, só o Pai" Matheus 24vv36. Logo o tempo existe desde sempre !
É redundante? Desde quando isto existe? Por definição, desde sempe, já que só poderíamos conceber Deus trabalhando ! Nunca inativo. Estas definições se perdem num axioma que se eleva acima das alturas do filho de Deus. As almas presas na matéria sofrem com a dificuldade de se apossar do seu passado, como nos romances espíritas.
Para nós começarmos a tentar entender essas coisas podemos começar a fazer um exercício com a imaginação, quem está preso em uma espécie de labirinto não pode sair dele, só ir para frente ou para trás, mas quem está em uma dimensão acima vê esse individuo, consegue prever seus movimentos e suas consequências e até estando no espaço superar num instante as distâncias, ver, atuar à crente desse outro; quem está numa dimensão acima prevê o futuro, em aiguns casos inspirados pelo absoluto supremo.
Quando se estuda a matéria pela matéria pode-se encontrar algumas anomalias como os efeitos relativísticos da dilatação e contração do espaço e do tempo, já que esses são reflexo de quem observa apenas do ponto de vista material. Um trem que passa com uma velocidade perto ou igual a da luz, nós percebemos como se ele fossse menor do que é, mas isso é um efeito, o trem não mudou sua estrutura, mas nós é que interpretamos assim, dado aos nossos sentidos acanhados e todos os efeitos materiais. Como o paradoxo dos gêmeos, que diz que se um dos gêmeos viajasse na velocidaade da luz a uma região remota e voltasse, ao final da viagem um deles estaria mais velho que o outro, que por si só é um absurdo, uma anomalia da interpretação puramente material, principalmente sabendo que essa hipótese por si já nega o primeiro postulado relativístico, já que é uma situação em que o referencial é não inercial. No mais, só os purificados no amor têm a capacidade de transpor as dimensões e por antecipação nos revelar o futuro distante, para a nossa felicidade!

Fonte: Jornal Espírita - Janeiro/09

Emmanuel

De: Antonio Paiva Rodrigues

“De enfermeiro a enfermeiro, impossível hesitar... Perante os irmãos doentes, precisas cooperar.” (Cornélio Pires).

“Ergue-te da aflição, fita o Céu e caminha... Corações transformados, Deus os farão felizes. Ocorrências amargas à lembrança é lição. A luz de simples vela vence a força da sombra. Bendita é a provação que nos descobre a fé. Muita vez, no caminho, todo cai, menos Deus”. Sofre porque talvez hajas perdido valores que consideravas essencial. Tiveste prejuízos de vulto; varaste acidentes que te feriram; Alguém te arrebatou as oportunidades de promoção e melhoria; foi alvo de críticas indébitas; suportas acusações que nada fizeste por merecer; conheceste, sem esperar, a ingratidão ou o menosprezo de pessoas queridas. Entretanto, ergue a fronte, esquece as provações do caminho e segue, adiante, no trabalho que Deus te deu, agindo para o bem e servindo sempre, porque a Divina Providencia jamais nos abandona e amanhã será outro dia. Segundo revela em “Há dois mil anos”, Emmanuel foi o senador Romano Púbio Lentulus Cornelius. Deduz-se da minuciosa descrição que fé de um sonho, ter sido mesmo “Públio Lentulus Sura”, então seu bisavô paterno reencarnado.
Deixou uma carta famosa dada à publicidade em diversas, línguas, onde descreveu o Cristo, com perfeição. Vítima das lavas do Vesúvio desencarnou o espírito do senador Públio Lentulus Cornelius, em Pompéia, no ano 79, para decorrido algum tempo (Mais ou menos 10 anos), renascer na Judéia, aonde viria ser o escravo Nestório, que continuou suas lutas intensas, por dilatado período, em Éfeso. Atingida a madureza, veio participar nas catacumbas de Roma, das secretas reuniões dos cristãos. Revela o culto autor do livro “Há dois mil anos “ter sido sacerdote católico no Brasil”, o padre Manuel da Nóbrega”. Emmanuel é o nome do espírito que vinha tutelando a atividade mediúnica de Francisco de Paula Cândido Xavier quando estava encarnado, considerado o maior médium psicógrafo de sempre, como mais de 430 obras psicografadas, nos deixou recentemente partindo do mundo material para o espiritual. Existem muitas nuances sobre a vida deste espírito de escol, segundo os exegetas teria sido ele, Anchieta e outros religiosos os implantadores do Cristianismo no Brasil, desencarnou na manhã do próprio dia de seu aniversário, a 18 de outubro de 1570, quando completava 53 anos de idade, com vinte e um ininterruptos de serviços prestados ao Brasil. Cerca de 50 anos depois renasce na Espanha, onde foi o padre Damiano, vigário da igreja de São Vicente, em Ávila. São estas as várias reencarnações do grande espírito Emmanuel, de que se tem noticia até os dias atuais e já fazem parte do conhecimento dos espiritistas.
“O discípulo acercou-se do Divino Mestre e inquiriu: Mestre como devo interpretar os adversários? O Eterno Benfeitor sorriu e considerou: Filho, os inimigos são filhos de Deus, tanto quanto nós, mas geralmente são pessoas que não pensam por nossa cabeça”. Ao tempo da passagem de Jesus pela Terra, chamou-se Públio Lentulus Cornelius, senador romano como está implícito neste trabalho, e, ao que se sabe , foi a única autoridade que efetuou perfeita descrição dele, através da célebre carta, publicada em numerosas línguas, autentica obra-prima do gênero pessoalmente, encontrou-o, solicitando-lhe auxílio para a cura de sua filha Flávia, suspeita de está com lepra desencarnou em Pompéia, no ano 79, vítima da lavas do Vesúvio como foi citado nas entrelinhas desta matéria. O grande amigo do Brasil volverá à luta planetária, “em nosso meio de Espíritos encarnados, no fim do presente século, provavelmente na última década”. Pela clareza, sinceridade, firmeza e lealdade com que expõe suas idéias; pelos ensinamentos que transmite; pela mais pura moral cristã que veicula, Emmanuel conquistou a confiança e o apreço incondicionais de vasta legião de aprendizes da Boa Nova do Reino, no Brasil.
Podemos ficar com melhor conhecimento da história desse espírito através de suas obras: Há dois mil anos e Cinqüenta anos depois, transmitidas mediunicamente através da psicografia do grande Chico Xavier de saudosa memória. Estas obras constituem verdadeiras obras primas da literatura mediúnica e histórica. O grande Dr, Elias Barbosa afirma que Emmanuel , o mentor espiritual que todos respeitamos, foi a personalidade de Padre Manoel da Nóbrega, renascido em 18 de outubro em 1517, em Sanfis, entre Douro e Minho, quando reinava D. Manuel I, o Venturoso. Inteligência privilegiada ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha com apenas 17 anos, e, com 21 anos, inscreveu-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, freqüentando aulas de Direito Canônico e Filosofia a 14 de junho de 1541, em plena mocidade, recebe a láurea doutoral Martim Azpilcueta Navarro. Mais tarde, a 25 de 1554, seria um dos principais fundadores da grande metrópole São Paulo. Foi também o fundador da cidade de Salvador-Bahia, a primeira capital do país.
A informação que Emmanuel teria sido o Padre em alusão, foi dada pelo próprio espírito de Emmanuel em diversas comunicações por intermédios das psicografias do grandioso Chico Xavier, mediunidade idônea e segura de Chico. Emmanuel é aquele coração profundamente evangelizado que conhece Jesus e lhe devota grande e profundo amor. É ele responsável por todo esse grandioso movimento espiritual que teve em Francisco Xavier o medianeiro, hoje desencarnado. No inicio da atividade mediúnica de Francisco, nos anos trinta, ainda sem se identificar, disse-lhe que gostaria de trabalhar com ele durante longos anos, mas que necessitava de três condições básicas para fazê-lo: 1ª Disciplina, 2ªDisciplina e 3ª Disciplina. O que Francisco cumpriu até sua desencarnação. Foi um modesto funcionário público do Ministério de Agricultura que jamais misturou a sua atividade profissional com o exercício da mediunidade. Não é justo deixar de registrar, sob pena de cometermos grande omissão, que, durante as décadas que esteve ao serviço do Estado, nunca, não obstante a sua precária saúde e trabalho doutrinário; fora das horas de serviço nunca teve falta nem gozou nenhum tipo de licença todos estes dados se encontram registrados em documentos no Ministério da Agricultura.
No início da sua nobre missão, Emmanuel disse-lhe que se alguma vez ele o aconselhar a algo que não esteja de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, deverá procurá-lo esquecê-lo, permanecendo fiel a Jesus e Kardec. Emmanuel fez parte da falange do Espírito da Verdade que trouxe a Terra o Cristianismo restaurado, definição sua da Doutrina espírita. No Evangelho Segundo o Espiritismo, o grande Kardec inseriu uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, 1861, intitulada O Egoísmo (Cap.XI-11). Os dois livros aqui citados nas entrelinhas são históricos, e a Doutrina Espírita segundo o fabuloso Herculano Pires, justificaria por si só, a missão mediúnica de Francisco Candido Xavier, e de bom alvitre que se registrem os livros: A Caminho da Luz, onde é relatada a História da Civilização à Luz do Espiritismo e Emmanuel, onde estão inseridos fatos, dissertações importantíssimas sobre Ciência, Religião e Filosofia, que de qualquer forma causa certa preocupação ao mundo hominal. “Quase sempre aqueles que insistem contigo para que repouses, além do necessário, desejam simplesmente instalar-te na inutilidade, onde se inicia o processo da morte”. Este trabalho tem como missão precípua deixar ou levar algum conhecimento a respeito das vidas sucessivas deste grande Espírito que por muitos anos foi guia espiritual do grande médium Francisco de Paula Candido Xavier, seu papel foi preponderante, extraordinário e sua perseverança para com Chico, que uma s das exigências e que Francisco deveria seguir era: Disciplina, disciplina e disciplina.

Fonte: www.pingosdeluz.com.br

Os Reinos, Segundo o Espiritismo

Existe vida nos minerais?
As plantas nos entendem?
Animal tem Espírito?
Vivemos nos outros reinos?

Vamos ver o que a Doutrina Espírita nos diz a respeito?

MINERAL

Reino da atração.
NÃO tem vida.

Kardec, no Livro dos Espíritos, Cap. 4 - Princípio Vital, diz: “(…) Os seres inorgânicos são os que não possuem vitalidade nem movimentos próprios, sendo formados apenas pela agregação da matéria: os minerais, a água, o ar etc.”
Na questão 66, Kardec pergunta: O princípio vital é o mesmo para todos os seres orgânicos?
R: Sim, modificado segundo as espécies. É ele que lhes dá movimento e atividade e os distingue da matéria inerte; pois o movimento da matéria não é a vida; ela recebe esse movimento, não o produz.
Adiante, encontramos: Podemos fazer a seguinte distinção: 1) os seres inanimados, formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; (…)
Três simples questões que sana qualquer dúvida a respeito. Aliás, basta a frase acima “seres inanimados, formados somente de matéria“, para entendermos que Mineral não tem vida.
Os que querem admitir vida nos minerais estão confundindo movimento molecular e atômico, com vida. São duas coisas completamente diferentes, como fica bem claro nos livros da Codificação e nos tratados de Biologia.
E não tendo vida, não pode ter espírito/alma, como podemos conferir na questão 136a: “a vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica“.
O mineral sendo um ser inorgânico, não há a mínima possibilidade de um Espírito habitá-lo.

VEGETAL

Reino das sensações.
Tem vida, mas não pensa.

L.E., questão 586: As plantas têm consciência de sua existência?
R: Não; elas não pensam, têm apenas a vida orgânica.
Questão 587: As plantas têm sensações? Elas sofrem quando são mutiladas?
R: As plantas recebem impressões físicas que agem sobre a matéria, mas não têm percepções e, portanto, não têm a sensação da dor.
Questão 588: A força que atrai as plantas umas às outras é independente de sua vontade?
R: Sim, uma vez que não pensam. É uma força mecânica da matéria agindo sobre a matéria; elas não poderiam se opor a isso.
Aqui podemos afirmar que vegetal tem vida, mas jamais inteligência, pensamento, sofrimento, ou pior, espírito. É “matéria agindo sobre a matéria“. Nem mesmo o principio inteligente possui. Tem apenas a vida orgânica.

ANIMAL

Reino dos instintos.
Ganha o Princípio Inteligente. E só.

L.E., questão 592: Se compararmos o homem e os animais do ponto de vista da inteligência, a linha de demarcação parece difícil de estabelecer, porque alguns animais têm, nesse aspecto, uma superioridade notória sobre alguns homens. Essa linha pode ser estabelecida de uma maneira precisa?
R: Sobre esse ponto vossos filósofos não estão de acordo em quase nada: uns querem que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem; todos estão errados. O homem é um ser à parte que desce muito baixo algumas vezes, ou que pode se elevar bem alto. Fisicamente o homem é como os animais, e até menos dotado que muitos deles; a natureza deu aos animais tudo o que o homem é obrigado a inventar com sua inteligência para satisfazer suas necessidades e sua conservação. É verdade que seu corpo se destrói como o dos animais, mas seu Espírito tem uma destinação que somente ele pode compreender, porque apenas o homem é completamente livre. Pobres homens que vos rebaixais além da brutalidade! Não sabeis vos distinguir? Reconhecei o homem pelo sentimento que ele tem da existência de Deus.
Questão 593: Pode-se dizer que os animais agem apenas por instinto?
R: Ainda assim é um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais, mas não vedes que muitos agem com uma vontade determinada? É inteligência, porém limitada.
Comentário de Kardec: “Além do instinto, não há como negar a alguns animais atos combinados que expressam uma vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles uma espécie de inteligência, cujo exercício é mais exclusivamente concentrado sobre os meios de satisfazerem suas necessidades físicas e proverem à sua conservação.
Entre eles, não há nenhuma criação, nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte com que executem seus trabalhos, fazem hoje o que faziam antigamente, nem melhor, nem pior, conforme formas e proporções constantes e invariáveis.
O filhote, isolado da sua espécie, não deixa de construir seu ninho com o mesmo modelo sem ter recebido o ensinamento. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, seu desenvolvimento intelectual, sempre restrito a limites estreitos, é motivado pela ação do homem sobre uma natureza flexível, uma vez que não fazem nenhum progresso próprio. Mesmo o que alcançam pela ação do homem é um progresso efêmero e puramente individual, já que o animal, entregue a si mesmo, não tarda a retornar aos limites que a Natureza lhe traçou.”
Percebam que existe instinto de sobrevivência. E nada mais. É o que os espíritos chamaram de “inteligência limitada”, como podemos compreender na questão seguinte.
Questão 595: Os animais têm o livre-arbítrio de seus atos?
R: Eles não são simples máquinas, como se pode supor; mas sua liberdade de ação é limitada às suas necessidades e não se pode comparar à do homem. Sendo muito inferiores ao homem, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.
Aqui podemos ver que essa inteligência do animal é na verdade o instinto de sobrevivência. Ele age por necessidade/instinto e não porque pensou e planejou a ação.
Mas vamos adiante. Reparem na última linha: “liberdade restrita aos atos da vida material“! Esta afirmação dá a entender que na espiritualidade os animais não têm liberdade. O que levou Kardec a formular a seguinte pergunta:
Questão 597: Se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?
R: Sim, e que sobrevive ao corpo.
Atenção especial para as próximas questões.
Questão 597a: Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?
R: É também uma alma, se quiserdes, depende do sentido que se dá a essa palavra; mas é inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus.
Questão 598: A alma dos animais conserva, após a morte, sua individualidade e a consciência de si mesma?
R: Sua individualidade, sim, mas não a consciência de seu eu. A vida inteligente continua no estado latente.
Kardec explica ‘Estado latente’ no rodapé: neste caso (fig.), oculto, não manifesto. Aguardando o momento propício para vir à luz.
Questão 600: A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, estará, depois da morte, na erraticidade, como a do homem?
R: É uma espécie de erraticidade, uma vez que não está mais unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age de acordo com sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. A consciência de si mesmo é o que constitui o atributo principal do Espírito (…).
Atentem para o último grifo. O atributo principal do Espírito é a consciência de si mesmo. Como o animal não possui essa consciência, não pode ser classificado como Espírito. Pode-se dizer sim, mas como bem deixa claro os Espíritos: “depende do sentido que se dá a essa palavra“.
Eu acho preferível dizer não, já que muitos dão uma única definição a palavra Espírito. E se assim fosse, Kardec não teria sido coerente quando a definiu, dizendo: “Espírito propriamente dito, é o ser pensante, com livre-arbítrio, com consciência de si e que a tudo sobrevive“.
O animal age por instinto, não tem livre-arbítrio, consciência de si e não sobrevive a tudo. Eles precisam da matéria para agirem (vide questão 595). Como pode ser um espírito?
Mas para elucidar ainda mais, leiamos Kardec: “É nesses seres (os animais) que o princípio inteligente se elabora, se individualiza, pouco a pouco e ensaia para a vida. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna um espírito“.
Ou seja, se ainda não sofreu a transformação, não pode ser considerado Espírito. Ou será que Kardec errou? Creio que não.
Podemos então concluir que o animal tem vida, princípio inteligente (instinto, inteligência limitada), mas NÃO é Espírito.
Disso tudo, fica clara a resposta para a última questão do artigo:
Vivemos nos outros reinos?
Muitos afirmam que sim, que viemos do mineral, passando pelo vegetal, animal…
A codificação nos mostra que isso não acontece, que a vida não é possível no mineral, por ser inorgânico; que o vegetal tem somente vida orgânica, material; e que o animal tem apenas o princípio inteligente que, em certo momento, sofre uma transformação e se torna um espírito.
Os reinos sempre evoluem e se interligam, um é consequência do outro, no entanto, um nunca viveu no outro.
A questão 591 deixa isso bem claro: “as plantas são sempre plantas, os animais são sempre animais e os homens, sempre homens.”
Podemos também verificar no Evangelho Segundo o Espiritismo, em Progressão dos Mundos, texto de Santo Agostinho: “(…) Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada na Natureza permanece estacionário“

Fonte: http://duplavista.com.br/arquivo/os-reinos

Crianças Índigo e Cristal

Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.

Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?

Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar. Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração. As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape). O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis. Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais. As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira. A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.

Espiritismo Responde – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?

Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal. A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças... Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las. Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf. A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual. Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência. A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição. Daí é necessário muito cuidado. Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental. Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro. As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.

Espiritismo Responde – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?

Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado. Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição. Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.

Espiritismo Responde – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?

Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos. Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer. Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro. Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos. É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.

Espiritismo Responde – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?

Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa. O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”. Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão. Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.

Espiritismo Responde – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?

Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade. Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura. São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes. Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.

Fonte: http://www.divaldofranco.com

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

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"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

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