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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Os Reinos, Segundo o Espiritismo

Existe vida nos minerais?
As plantas nos entendem?
Animal tem Espírito?
Vivemos nos outros reinos?

Vamos ver o que a Doutrina Espírita nos diz a respeito?

MINERAL

Reino da atração.
NÃO tem vida.

Kardec, no Livro dos Espíritos, Cap. 4 - Princípio Vital, diz: “(…) Os seres inorgânicos são os que não possuem vitalidade nem movimentos próprios, sendo formados apenas pela agregação da matéria: os minerais, a água, o ar etc.”
Na questão 66, Kardec pergunta: O princípio vital é o mesmo para todos os seres orgânicos?
R: Sim, modificado segundo as espécies. É ele que lhes dá movimento e atividade e os distingue da matéria inerte; pois o movimento da matéria não é a vida; ela recebe esse movimento, não o produz.
Adiante, encontramos: Podemos fazer a seguinte distinção: 1) os seres inanimados, formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; (…)
Três simples questões que sana qualquer dúvida a respeito. Aliás, basta a frase acima “seres inanimados, formados somente de matéria“, para entendermos que Mineral não tem vida.
Os que querem admitir vida nos minerais estão confundindo movimento molecular e atômico, com vida. São duas coisas completamente diferentes, como fica bem claro nos livros da Codificação e nos tratados de Biologia.
E não tendo vida, não pode ter espírito/alma, como podemos conferir na questão 136a: “a vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica“.
O mineral sendo um ser inorgânico, não há a mínima possibilidade de um Espírito habitá-lo.

VEGETAL

Reino das sensações.
Tem vida, mas não pensa.

L.E., questão 586: As plantas têm consciência de sua existência?
R: Não; elas não pensam, têm apenas a vida orgânica.
Questão 587: As plantas têm sensações? Elas sofrem quando são mutiladas?
R: As plantas recebem impressões físicas que agem sobre a matéria, mas não têm percepções e, portanto, não têm a sensação da dor.
Questão 588: A força que atrai as plantas umas às outras é independente de sua vontade?
R: Sim, uma vez que não pensam. É uma força mecânica da matéria agindo sobre a matéria; elas não poderiam se opor a isso.
Aqui podemos afirmar que vegetal tem vida, mas jamais inteligência, pensamento, sofrimento, ou pior, espírito. É “matéria agindo sobre a matéria“. Nem mesmo o principio inteligente possui. Tem apenas a vida orgânica.

ANIMAL

Reino dos instintos.
Ganha o Princípio Inteligente. E só.

L.E., questão 592: Se compararmos o homem e os animais do ponto de vista da inteligência, a linha de demarcação parece difícil de estabelecer, porque alguns animais têm, nesse aspecto, uma superioridade notória sobre alguns homens. Essa linha pode ser estabelecida de uma maneira precisa?
R: Sobre esse ponto vossos filósofos não estão de acordo em quase nada: uns querem que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem; todos estão errados. O homem é um ser à parte que desce muito baixo algumas vezes, ou que pode se elevar bem alto. Fisicamente o homem é como os animais, e até menos dotado que muitos deles; a natureza deu aos animais tudo o que o homem é obrigado a inventar com sua inteligência para satisfazer suas necessidades e sua conservação. É verdade que seu corpo se destrói como o dos animais, mas seu Espírito tem uma destinação que somente ele pode compreender, porque apenas o homem é completamente livre. Pobres homens que vos rebaixais além da brutalidade! Não sabeis vos distinguir? Reconhecei o homem pelo sentimento que ele tem da existência de Deus.
Questão 593: Pode-se dizer que os animais agem apenas por instinto?
R: Ainda assim é um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais, mas não vedes que muitos agem com uma vontade determinada? É inteligência, porém limitada.
Comentário de Kardec: “Além do instinto, não há como negar a alguns animais atos combinados que expressam uma vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles uma espécie de inteligência, cujo exercício é mais exclusivamente concentrado sobre os meios de satisfazerem suas necessidades físicas e proverem à sua conservação.
Entre eles, não há nenhuma criação, nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte com que executem seus trabalhos, fazem hoje o que faziam antigamente, nem melhor, nem pior, conforme formas e proporções constantes e invariáveis.
O filhote, isolado da sua espécie, não deixa de construir seu ninho com o mesmo modelo sem ter recebido o ensinamento. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, seu desenvolvimento intelectual, sempre restrito a limites estreitos, é motivado pela ação do homem sobre uma natureza flexível, uma vez que não fazem nenhum progresso próprio. Mesmo o que alcançam pela ação do homem é um progresso efêmero e puramente individual, já que o animal, entregue a si mesmo, não tarda a retornar aos limites que a Natureza lhe traçou.”
Percebam que existe instinto de sobrevivência. E nada mais. É o que os espíritos chamaram de “inteligência limitada”, como podemos compreender na questão seguinte.
Questão 595: Os animais têm o livre-arbítrio de seus atos?
R: Eles não são simples máquinas, como se pode supor; mas sua liberdade de ação é limitada às suas necessidades e não se pode comparar à do homem. Sendo muito inferiores ao homem, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.
Aqui podemos ver que essa inteligência do animal é na verdade o instinto de sobrevivência. Ele age por necessidade/instinto e não porque pensou e planejou a ação.
Mas vamos adiante. Reparem na última linha: “liberdade restrita aos atos da vida material“! Esta afirmação dá a entender que na espiritualidade os animais não têm liberdade. O que levou Kardec a formular a seguinte pergunta:
Questão 597: Se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?
R: Sim, e que sobrevive ao corpo.
Atenção especial para as próximas questões.
Questão 597a: Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?
R: É também uma alma, se quiserdes, depende do sentido que se dá a essa palavra; mas é inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus.
Questão 598: A alma dos animais conserva, após a morte, sua individualidade e a consciência de si mesma?
R: Sua individualidade, sim, mas não a consciência de seu eu. A vida inteligente continua no estado latente.
Kardec explica ‘Estado latente’ no rodapé: neste caso (fig.), oculto, não manifesto. Aguardando o momento propício para vir à luz.
Questão 600: A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, estará, depois da morte, na erraticidade, como a do homem?
R: É uma espécie de erraticidade, uma vez que não está mais unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age de acordo com sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. A consciência de si mesmo é o que constitui o atributo principal do Espírito (…).
Atentem para o último grifo. O atributo principal do Espírito é a consciência de si mesmo. Como o animal não possui essa consciência, não pode ser classificado como Espírito. Pode-se dizer sim, mas como bem deixa claro os Espíritos: “depende do sentido que se dá a essa palavra“.
Eu acho preferível dizer não, já que muitos dão uma única definição a palavra Espírito. E se assim fosse, Kardec não teria sido coerente quando a definiu, dizendo: “Espírito propriamente dito, é o ser pensante, com livre-arbítrio, com consciência de si e que a tudo sobrevive“.
O animal age por instinto, não tem livre-arbítrio, consciência de si e não sobrevive a tudo. Eles precisam da matéria para agirem (vide questão 595). Como pode ser um espírito?
Mas para elucidar ainda mais, leiamos Kardec: “É nesses seres (os animais) que o princípio inteligente se elabora, se individualiza, pouco a pouco e ensaia para a vida. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna um espírito“.
Ou seja, se ainda não sofreu a transformação, não pode ser considerado Espírito. Ou será que Kardec errou? Creio que não.
Podemos então concluir que o animal tem vida, princípio inteligente (instinto, inteligência limitada), mas NÃO é Espírito.
Disso tudo, fica clara a resposta para a última questão do artigo:
Vivemos nos outros reinos?
Muitos afirmam que sim, que viemos do mineral, passando pelo vegetal, animal…
A codificação nos mostra que isso não acontece, que a vida não é possível no mineral, por ser inorgânico; que o vegetal tem somente vida orgânica, material; e que o animal tem apenas o princípio inteligente que, em certo momento, sofre uma transformação e se torna um espírito.
Os reinos sempre evoluem e se interligam, um é consequência do outro, no entanto, um nunca viveu no outro.
A questão 591 deixa isso bem claro: “as plantas são sempre plantas, os animais são sempre animais e os homens, sempre homens.”
Podemos também verificar no Evangelho Segundo o Espiritismo, em Progressão dos Mundos, texto de Santo Agostinho: “(…) Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada na Natureza permanece estacionário“

Fonte: http://duplavista.com.br/arquivo/os-reinos

2 comentários:

blog da Lara Damati disse...

No final do texto, há uma referência a questão 591, poderiam me informar de que obra? Com certeza não é dos Livro dos Espíritos.

Unknown disse...

QUESTÃO 591 LIVRO DOS ESPÍRITOS

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

Vale a pena

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Se o amor se vai

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