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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O poder dos médiuns

Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom

por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino

O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira – no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina. A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são presença constante nas listas de mais vendidos.

Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião fundamentada por Kardec (por isso também chamada de kardecismo) é confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes – o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a história do cearense que ficou conhecido como “médico dos pobres”, se tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade.


PSICOGRAFIA


Instrumento por meio dos livros
A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica. “Os vários tipos surgiram desde a infância”, conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. “O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa.”


Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade. Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão – designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. “É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo”, diz Julia Nesu, diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.

São cinco os meios de expressão da mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida. Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom.










VIDÊNCIA
Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano
Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites. Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele. “Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural.” A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles. A oração é o remédio. “Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução.”



A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas. “Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola”, diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos – e já mortos –, como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações – convincentes ou não. Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite. Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros.

Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade, que pode causar medo quando começa a se manifestar. “Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber”, conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa. O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a se afastar da doutrina. “Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo.” Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica. O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos espíritos – a obra que deu base ao entendimento da doutrina – e no Livro dos médiuns – que explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados. Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo. O espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. “O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhante. O mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios. Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras”, afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência.

PSICOFONIA
Falar o que os espíritos querem dizer
A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília, começou na infância. Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família kardecista, conhecia a mediunidade. “Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio”, diz. Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira, afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos. Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa. “Isso é espontâneo, não da minha vontade.”
















Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida – pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente – e registrado – desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?

Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em “carne e osso”. A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. “Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço.” O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. “É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal”, afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.


CURA
Cirurgias sem dor nem sangue
O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos. Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. “É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos.”


Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. “Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal”, afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. “Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos.” Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódico The Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.

A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.

A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.















O poder dos médiuns
Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom





PSICOPICTOGRAFIA
Milhares de quadros pintados
Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica. “Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostra-los”, conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.


O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. “Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?” Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca – ou consegue – a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.

Auxílio Mútuo


Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço: Não perderei tempo! A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

O outro, porém, mais piedoso, considerou: Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade.

Não posso - disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos chegar a aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para adiante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito, e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando o valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que havia seguido na frente.

Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.

Seguindo a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu a onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento.

Enquanto que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, salvando-se de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado, ajudara a si mesmo.

Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

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As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem perante o Pai Supremo são as suas próprias obras.

Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo.

O coração que amparamos constitui-se agora ou mais tarde, em recurso a nosso favor.

Ninguém duvide!

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos.

Esta é a Lei Divina.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro "Jesus no Lar", cap. Auxílio mútuo.

PERANTE A DOR


A dor é uma bênção que Deus nos envia” — diz-nos o verbo iluminado da Codificação Kardequiana, e ousaríamos acrescentar que é também o remédio que solicitamos no limiar da existência terrestre.
Espíritos enfermos e endividados, rogamos, antes do berço, os problemas e as provações suscetíveis de propiciar-nos a alegria da cura e a bênção do resgate.
Entre votos de esperança e lágrimas de angústia, pedimos em prece o reencontro com antigos desafetos de nossa estrada, pedimos as deformidades orgânicas, as moléstias ocultas, as mutilações dolorosas, o pauperismo inquietante, os golpes de calúnia, as desilusões afetivas, a incompreensão dos mais amados e os enigmas do sofrimento junto daqueles que se erigem à posição de nossos credores na Contabilidade Divina; entretanto, em plenitude das energias físicas, quase sempre recuamos ante os cálices de amargura, exigindo conforto imediatista e vantagens materiais, à feição de doentes enceguecidos recusando o medicamento que lhes prodigalizará a recuperação, ou à maneira de alunos preguiçosos e imprudentes fugindo sistematicamente à lição...
Lembremo-nos, pois, de que a luta é concessão celeste e de que a dificuldade é benfeitora do coração.
Aceitamo-las no caminho, não apenas com a noção da justiça que, por vezes, exageramos até a flagelação da secura, nem somente com o bordão da coragem que, em muitas ocasiões, transformamos em perigosa temeridade mas, acima de tudo, com a humildade da paciência que tudo compreende para tudo ajudar e purificar, na jornada de nossa cruz redentora, pela qual, entre a serenidade e o amor, encontraremos por fim a imortalidade vitoriosa.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Através do Tempo)

VITÓRIA


Quando a tristeza lhe bata à porta, pense nas alegrias que a vida proporciona constantemente.

Concentre-se no bem por fazer, a fim de que o mal não lhe perturbe as horas.

Diante de observações descabidas que lhe forem lançadas em rosto, silencie, reconhecendo que cada um de nós é responsável pelas próprias atitudes e pensamentos.

Não descreia da cooperação e auxilie os outros, quanto possível.

Acenda a estrela da esperança nas próprias mãos, para que a luz não lhe falte no cotidiano.

Não espere dos outros aquilo que os outros ainda não possuem para dar.

Disponha-se a ceder de você mesmo o que tenha você de melhor, a benefício dos companheiros de Humanidade.

Nada reclame.

Lembre-se de que se você cultivar a paciência, todos os prejuízos e desgostos prováveis da experiência terrestre se lhe farão mensageiros de bênçãos que você desconhece.

Se você sofre, trabalhe; se está doente, trabalhe; se carregas o corpo enfraquecido, trabalhe, quanto puder e naquilo que possa fazer, porque isso resultará em auxílio a você mesmo.

Não olvide que um sorriso se reveste de imenso valor, nas mais difíceis circunstâncias.

Confie em Deus e confie em você mesmo, servindo sempre no amparo aos semelhantes e cedo você reconhecerá que carrega, por dentro do próprio coração, o seu mais belo cântico de vitória.

André Luiz / Francico Cândido Xavier

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Olhar de Amor


Foi um choque para aquela jovem mãe quando recebeu o diagnóstico de câncer.

Sucederam-se os tratamentos e, naquele dia, após o internamento, quando ela voltava para casa, se sentiu muito triste. Ela estava consciente da sua aparência. Estava sem cabelos, por causa da radioterapia.

Sentia-se desencorajada. Seu marido continuaria a amá-la? E seu filho? Ele tinha apenas seis anos.

Quando chegou em casa, sentou-se na cozinha, pensando em como explicar a seu filho porque estava tão feia.

Ele apareceu na porta e ficou olhando-a, curioso. Quando ela iniciou o discurso que ensaiara para ajudá-lo a entender o que via, o menino se aproximou e se aconchegou em seu colo, quietinho, a cabeça recostada em seu peito.

Ela acariciou a cabecinha do filho e disse: "você vai ver como daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e eu vou ficar melhor, como era antes".

O menininho se levantou, olhou para ela, pensativo. Depois, com a espontaneidade da sua infância, respondeu: "seu cabelo está diferente, mãe. Mas o seu coração está igualzinho."

A mãe não precisava mais esperar por daqui a pouco para melhorar. Com os olhos cheios de lágrimas, ela se deu conta de que já estava muito melhor.

O essencial é invisível aos olhos, dizia o pequeno príncipe, no livro de Antoine de Saint Exupéry. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.

Por isto os casamentos em que o amor é o autêntico laço de união perdura, apesar dos anos transcorridos. Para quem têm olhos de amor, o olhar penetra além do corpo físico que perdeu um tanto do vigor e já não apresenta a exuberância plástica dos verdes anos.

Para esses, o amor amadurece a cada ano, solidificando-se a cada dificuldade enfrentada, a cada óbice superado, a cada batalha vencida.

Enquanto os cabelos vão sendo prateados pelo exímio pintor chamado tempo, e a artista plástica chamada idade vai colocando pequenos sinais na face, aqui e ali, o amor mais cresce.

O sentimento se engrandece à medida que o passo deixa de ser tão vigoroso e um se apóia no outro para descer os degraus, para subir uma escadaria.

A solidariedade se torna mais intensa, enquanto a vista se embaça um pouco e o extraordinário computador que é o cérebro já não consegue fazer as corretas equações matemáticas, para aquilatar se dá ou não tempo para atravessar a rua. Uma mão segura a outra, muda, para afirmar: esperemos um pouco.

Envelhecer ao embalo do amor é maravilhoso. Desfrutar do aconchego um do outro é reconfortante.

Felizes os casais que envelhecem juntos. Felizes os filhos que sabem aproveitar da companhia generosa de pais e avós que o tempo alcançou.

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De todos os momentos da vida os mais preciosos são os desfrutados com amor.

Quando as dificuldades se avolumam, os problemas crescem, os dias solitários chegam, é maravilhoso ter momentos de carinho para serem recordados.

Momentos que recebemos ou que ofertamos. Momentos que nos fizeram extremamente felizes. Momentos que, revividos, pelos fios invisíveis do pensamento, ainda nos reconfortam e aquecem o coração.

Por tudo isso, ame muito e permita-se amar por seus amores.





Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O Prognóstico de Rochelle M. Pennington, do livro Histórias para Aquecer o Coração das Mães, ed. Sextante.

AS PORTAS CELESTES


O grupo de desencarnados errava nas esferas inferiores. Integravam-no alguns cristãos de escolas diversas, estranhando a indiferença do Céu...

Onde os Anjos e Tronos, os Arcanjos e Gênios do paraíso, que não se aprestavam para recebê-los?

Em torno, sempre a neblina espessa, a penumbra indefinível. Onde o refúgio da paz, o asilo de recompensa?

Longos dias de aflição, em jornadas angustiosas...

Depois da surpresa, a revolta; após a revolta, a queixa. Finda a queixa, veio o sofrimento construtivo e com esse surgiu a prece.

Em seguida à oração, eis que aparece a resposta. Iluminado mensageiro, em vestidura resplandecente, desafia a sombra da planície, fazendo-se visível em alto cume.

Prosternam-se os peregrinos à pressa. Seria o próprio Jesus? Não seria?

Ante a perturbação que os acometera, o emissário tomou a palavra e esclareceu, fraterno:

– Paz em nome do Senhor, a quem endereçastes vosso apelo. Vossas súplicas foram ouvidas.

Que desejais?

– Anjo celeste – falou um deles –, pois não vês?!... Estamos rotos, exaustos, vencidos, nós, que fomos crentes fervorosos no mundo. Onde se encontra o Redentor que não nos salva, o Príncipe da Luz, que nos deixa em plena treva? Que desejamos? nada mais que o prêmio da luta...

Não pôde prosseguir. Ondas de lágrimas invadiram-lhe os olhos, sufocando-lhe a garganta e contagiando os companheiros que se desfizeram em pranto dorido.

O preposto do Cristo, contudo, manteve-se imperturbável e considerou:

– A Justiça Divina nunca falhou no Universo.

– Ah! mas nós sofremos – replicou o interlocutor aliviado – e certamente somos vítimas de algum esquecimento que esperamos seja reparado.

O ministro de Jesus não se deixou impressionar e voltou a dizer:

– Vejamos. Respondei-me em sã consciência:

Quando encarnados, amastes a Deus, sobre todas as coisas, com toda a alma e entendimento?

Se estivessem à frente de autoridade comum, provavelmente os interpelados buscariam tergiversar, fugindo à verdade. A luz divina do emissário, porém, penetrava-lhes o âmago do ser. Decorrido um instante de pesada expectação, informaram todos a um só tempo:

– Não.

– Considerastes os interesses do próximo como se vos pertencessem?

Novo momento de luta íntima e nova resposta sincera:

– Não.

– Negastes a personalidade egoística, suportastes vossa cruz e seguistes o Mestre?

– Não.

– Colocastes a Vontade Divina acima de vossos desejos?

– Não.

– Fizestes brilhar em vós, na Terra, a luz que o Céu vos conferiu?

– Não.

– Auxiliastes vossos inimigos, orastes pelos que vos perseguiram, ministrastes o bem aos que vos caluniaram e dilaceraram?

– Não.

– Perdoastes setenta vezes sete vezes?

– Não.

– Fostes fiéis ao Pai até ao fim?

– Não.

– Vencestes os dragões da discórdia e da vaidade?

– Não.

– Carregastes as cargas uns dos outros?

– Não.

O mensageiro fixou benevolente gesto com as mãos e, mostrando olhar mais doce, observou, depois de comprida pausa:

– Se em dez das lições do Divino Mestre não aprendestes nenhuma, com que direito invocais o seu nome? Acreditais, porventura, que Ele nos tenha ensinado algo em vão?

Os infortunados puseram-se a chorar, com mais força, e um deles objetou:

– Que será de nós? quem nos socorrerá, se tínhamos crença verdadeira?!...

– Sim – tornou o representante do Cristo –, não contesto. Entretanto, como interpretar o possuidor do bom livro que nunca lhe examinou as páginas? Como definir o aluno que gastou possibilidades e tempo da escola, sem jamais aplicar as lições no terreno prático?

– Oh! anjo bom, contudo, nós já morremos na Terra!... – acrescentou a voz triste do irmão desencantado, entre a aflição e a amargura.

O mensageiro, porém, rematou com serenidade:

– Diariamente, milhões de almas humanas abandonam a carne e tornam a ela, no aprendizado da verdadeira vida. Quem morre no mundo grosseiro perde apenas a forma efêmera. O que importa no plano espiritual não é o “interromper” ou o “recomeçar” da experiência e, sim, a iluminação duradoura para a vida imortal. Não percais tempo, buscando novos programas, quando nem mesmo iniciastes a execução dos velhos ensinamentos. Aprendiz algum tem o direito de invocar a presença do Mestre, de novo, antes de atender as lições anteriormente indicadas. Voltai e aprendei! Não existe outro caminho para a distração voluntária.

Nesse mesmo instante, o enviado tornou ao plano de onde viera, enquanto os peregrinos, ao invés de prosseguirem viagem para mais alto, obedeciam ao impulso irresistível que os conduzia para mais baixo.





Do livro: Pontos e Contos. Pelo Espírito Irmão X. - Psicografia de Francisco Cândido Xavier

CELA OCULTA


Cada criatura, na Terra, traz consigo uma cela oculta em que trabalha com os instrumentos da provação em que se burila.
Pensa nisso e auxilia aos que te rodeiam.
Esse companheiro alcançou a fortuna, mas sofre a falta de alguém;
outro dispõe de autoridade, no entanto, suporta espinhosos conflitos nos sentimentos;
essa irmã construiu o lar sobre preciosas vantagens materiais, contudo, tem um filho que lhe destrói a felicidade;
e aquele outro atingiu o favor público, entretanto, é portador de moléstia indefinível a corroer-lhe todas as forças.
Quando encontres alguém que te pareça em crises de inquietação e desarmonia, isso não é sinal de que a tua presença se lhe faz indesejável.
Esse alguém estará em momentos de enormes dificuldades no reduto invisível do coração em que se aperfeiçoa. E os resíduos da luta íntima se lhe transbordam do ser pelas janelas do trato.
Observa o ponto nevrálgico da própria vida em que o sofrimento te procura para efeito de prova e compadece-te dos outros para que os outros se compadeçam de ti.
(Francisco cândido Xavier po Meimei. In: SOMENTE AMOR)

CARIDADE DO TEMPO

Amplia-se na vida, segundo as nossas necessidades, o tema sempre novo da caridade.

Ninguém calcula a importância do pão que socorre o faminto, nem o valor do remédio que alivia o doente.

Outras expressões de beneficência, contudo, vão surgindo imperiosas.

Uma delas, que raramente refletimos, baseia-se na dádiva das horas – caridade do tempo, ao alcance de todos.

Não há criatura impedida de exercê-la. Em qualquer clima social, semelhante cooperação é fundamento do bem.

Um dia de trabalho gratuito no levantamento das boas obras. . .

Uma semana tomada às férias para concurso desinteressado às instituições que reúnem doentes menos felizes. . .

Um horário de serviço puramente fraterno na esfera profissional para os que nos reclamam a experiência. . .

Um momento de tolerância e respeito para os que se extraviam na cólera. . .

Um minuto a mais de atenção para a conversa de alguém que ainda ignora o processo de resumir. . .

Uma hora para a visita espontânea ou solicitada em que sejamos úteis. . .

Todos podemos calar para que outros falem, extrair alguns instantes dos apertos do dia a dia para atividades edificantes, empregar retalhos de repouso no estudo para conseguir esclarecer ou ensinar, suprimir um passeio ou uma distração para a felicidade de servir. . .

Não nos esqueçamos de articular oportunidades em auxílio de outrem.

Caridade do tempo, fonte de amor e luz. É com ela e por ela que a própria Sabedoria Divina nos ampara e nos reergue, corrige e aprimora, usando paciência infinita conosco, através das reencarnações.





pelo Espírito André Luiz - Psicografia Waldo Vieira

AMIGOS DE INFÂNCIA


I Parte

Vou contar a vocês uma história que não começará com o famoso Era uma vez ...até porque não Era...é , uma linda história de amizade, daquelas de verdade, que pouca gente tem o privilégio de ter .

Vou apresentar-lhes um Grande Amigo que jamais vão esquecer , daqueles que está sempre junto da gente, na alegria ou na tristeza, de dia ou no anoitecer.

Agora você é pequenino, então vamos com Ele brincar , se divertir, escutar e aprender lições de grande valor, para quando você crescer essa amizade boas recordações lhe trazer.
E passo a passo de sua longa caminhada, será seu guia, seu orientador .

Hei-lo aqui amiguinho, pra tí se fará criança , como eu fui e você é ...

- Muito prazer pequenino, Sou Jesus de Nazareth !


II Parte

Nascí em humilde estábulo, que abrigava animais. Muito bem aconchegado pelo amor de meus encantados pais.


Como todo recém-nascido fui bastante visitado, caminheiros do deserto paravam alí curiosos para ver a criança que havia escapado da fúria de um rei ciumento e exaltado.
Traziam alguns presentes, julgando-me pela sorte um pequeno por Deus abençoado , mas o mais bonito deles veio mesmo do Criador. Uma estrela, a maior delas, brilhando pelo espaço para iluminar o lugar que me agasalhou.
Aliás tenho certeza que quando você nasceu, um presente muito belo, Ele também te enviou.
Pergunte aos seus pais, aos seus avós, como estava o céu no dia em que você chegou.

Se estava ensolarado e calor, uma noite estrelada, uma enluarada madrugada, ou se chovia uma garoa de amor.
Vão dizer com toda certeza , que foi o céu mais belo que seus olhos admirou e o coração recordou.

Eu também fui muito esperado, minha mãezinha mesmo em dificuldades, colocou meu destino nas mãos dos anjos do Senhor, e com seu coração abnegado desde o primeiro instante em seu ventre me amou e me cuidou .

Fui mesmo por Deus contemplado por ser recebido no seio de um lar amoroso e educado.

Cada pequenino recebe um lar ao nascer para que nele possa os cuidados necessários e muito carinho receber.

Crescí , e uma criança como as outras me tornei, após meu nascimento fomos todos morar em uma região próxima a Belém .

As noites quentes do Oriente, eram um convite a admirarmos até altas horas o firmamento , reunindo em torno da luz do fogo, vizinhos, amigos e parentes.

Alguns ainda assentavam suas moradias na localidade, e meu pai , o prestativo carpinteiro José ,auxliava a todos como podia em sincera comunhão de solidariedade.



Quando reunia a meninada para falar sobre seu oficio, falava alegremente sobre os deveres do homem e das verdades divinas em seu beneficio, mas a maioria da garotada preferia se divertir, parecia uma festa em meio a serraria modesta.

Meu pai sabia que cada um teria seu momento de aprender, despertado pela necessidade para essa oportunidade todos iam se render, com toda paciência deixava as crianças curiosas com suas obras se surpreender.
Embora um homem rude, sem posição ou poder, sua inteligencia diante da vida , indicava-me que seus ensinamentos de amor e respeito ao próximo , eu como seu filho amado ia sempre lhe dever.

Alguém que da madeira grosseira , ora a duros golpes, ora na delicadeza da talhadeira, transformava a matéria bruta em lindas portas, mesas, construções e cadeiras, mostrando que mesmo o mais duro dos lenhos é possível de transformações e que só depende de seu empenho.
Que o sofrimento que a madeira é exposta, aos golpes do facão, eram mesmo necessários para que logo se tornasse uma mesa digna de servir uma família em sua sagrada refeição.

Essa lição bem compreendi, estando o homem exposto a dor e provação, são como os talhes do marceneiro para que possa atingir a perfeição. Uma oportunidade que o Criador lhes provém para que possam aprender a serem verdadeiros homens de Bem.

E você amiguinho já conversou com seu pai sobre sua profissão ? Sabe onde trabalha?Visitou este lugar ? Que tal com ele sentar e conversar ?Tenho certeza que como eu era muito amigo do meu pai , você também do seu, o melhor amigo irá se tornar .

Continua ...
(Texto e Desenho - Paty Bolonha - 2008 )

Pense nisso

JESUS ESPERA


Ao pé de cada coração desventurado, Jesus nos espera em silêncio.

Desgostos em família apareceram, criando-te problemas...

Conta os dias de júbilo e segurança que o lar te concedeu e perceberás que os contratempos de hoje são leves nuvens que a força do tempo desfazerá.

Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre.

Observa: toda a Natureza, por livro de Deus, em qualquer parte, parece um cântico de louvor ao auxílio.





pelo espírito Meimei - do Livro: Agenda de Luz - Francisco Cândido Xavier

GRANDEZA


Quanto mais avança o Tempo nas trilhas da História, apartando-se-lhe da figura sublime, mais amplo esplendor lhe assinala a presença.
-*-
Ele não era legislador e a sua palavra colocou os princípios da Misericórdia nos braços da Justiça.
Não era administrador e instituiu na Caridade o campo da assistência fraternal em que os mais favorecidos podem amparar os irmãos em penúria.
Não era escritor e inspirou e ainda inspira as mais belas páginas da Humanidade.
Não era advogado e ainda hoje, é o defensor de todos os infelizes.
Não era engenheiro e continua edificando as mais sólidas pontes, destinadas à aproximação e ao relacionamento entre as criaturas.
Não era médico e prossegue sanando os males do espírito, além de suscitar o levantamento constante de mais hospitais e mais extensas obras de benemerência, capazes de estender alívio e socorro aos doentes.
-*-
Ensinou a prática do amor, renunciando à felicidade de ser amado.
-*-
Pregou a extinção do ódio, desculpando sem condições a todos aqueles que lhe ultrajaram a existência.
-*-
Não dispunha dessa ou daquela posse, na ordem material dos homens, e enriqueceu a Terra de esperança e de alegria.
Não viajou pelos continentes do Planeta, mas conversando com alguns necessitados e desvalidos, na limitada região em que morava, elevando constantemente os destinos da vida comunitária.
-*-
Embora crucificado e tido por malfeitor, há quase vinte séculos, quando os povos tentam apagar-lhe os ensinamentos, a Civilização treme nas bases.
-*-
Esse homem que conservava consigo a sabedoria e a beleza dos anjos, tem o nome de Jesus Cristo.
O seu imenso amor é a presença de Deus na Terra e a sua vida é e será sempre a luz das nações.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Esperança e Luz)

O EVANGELHO NO LAR


Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira.

Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.

É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.

Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.

Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.

Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração da paz familiar.

Que a providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.





pelo Espírito Bezerra de Menezes - do Livro: Temas da Vida - Psicografia Chico Xavier

MANSOS DE CORAÇÃO

Quando Jesus proclamou a felicidade dos mansos de coração, não se propunha, de certo, exaltar a ociosidade, a hesitação e a fraqueza.
Muita gente, a pretexto de merecer o elogio evangélico, foge aos mais altos deveres da vida e abandona-se à preguiça ou à fé inoperante, acreditando cultivar a humildade.
O Mestre desejava destacar as almas equilibradas, os homens compreensivos e as criaturas de boa vontade que, alcançando o valor do tempo, sabem plantar o bem e esperar-lhe a colheita, sem desespero e sem violência.
A cortesia é o primeiro passo da caridade.
A gentileza é o princípio do amor.
Ninguém precisa, pois, aguardar o futuro, a fim de possuir a Terra. É possível orientá-la hoje mesmo, detendo-lhe os favores e talentos, entre os nossos semelhantes, cultuando a bondade fraternal.
As melhores oportunidades de cada dia no mundo pertencem àqueles que melhores de fazem para quantos lhes rodeiam os passos. E ninguém se faz melhor, arremessando pedras de irritação ou espinhos de amargura na senda dos companheiros.
A sabedoria é calma e operosa, humilde e confiante.
O espírito de quem ara a terra com Jesus compreende que o pântano pede socorro, que a planta frágil espera defesa, que o mato inculto reclama cuidado e que os detritos do temporal podem ser convertidos em valioso adubo, no silêncio do chão.
Se pretendes, pois, a subida evangélica, aprende a auxiliar sem distinção.
A pretexto de venerar a verdade, não aniquiles as promessas do amor. Abraça o teu roteiro, com a alegria de quem trabalha por fidelidade ao Sumo Bem, estendendo a graça da esperança, a benefício de todos, e, um dia, todos os que te cercam e te acompanham entoarão o cântico dos bem-aventurados que o teu coração escreveu e compôs nos teus atos, aparentemente pequeninos de fraternidade e sacrifício, em favor dos outros, em tua jornada de ascensão à Divina Luz.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Escrínio de Luz)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

JESUS TE ESCUTA

Afirmas absoluta solidão ...

Dizes não existir um só coração que te afague os sentimentos belos, que o alimentem de nobres sonhos ...

Perguntas aos vãos da tua morada: com quem compartilhar os planos do amanhã e as realizações do agora ?

Onde uma mão amiga a estender-se para pensar tuas enfermidades ?

Adiantando o porvir, reclamas uma alma que te acompanhe as últimas horas na jornada física ...

Dores do teu valoroso coração que não se perdem nos ventos da Terra ...

Se crês no amor, acalma teus anseios e ausculta nas cortinas do teu próprio Ser, uma luz que vela tua caminhada, como serena chama em noite tempestuosa, a te falar blandícias e consolações, sem que atines na sua ação.

Tal Luz é o Cristo, que padecendo contigo as tuas provações, acompanha-te no teu calvário de iluminação, reservando-te o jugo da ínfima parte do teu madeiro redentor.





pelo Espírito Meimei - Psicografia De Francisco Cândido Xavier

O GOLFINHO CURIOSO

Era uma vez um golfinho chamado Flipper, igual ao golfinho famoso dos filmes que passavam na televisão.




Um dia, procurando comida, ele viu flutuando na água uma coisa que parecia muito gostosa.
Os animais do mar acham que “tudo o que flutua é comida”, pois não conhecem a poluição...



Aquilo parecia delicioso, mas quando Flipper tentou comer, era na verdade um saco plástico e ficou grudado na cara dele!
Os golfinhos não são peixes e precisam ir à superfície para respirar.
Flipper ficou com muito medo, porque não tinha mãos e não conseguia se desgrudar daquele saco plástico.



Para a sorte de Flipper, estava passando por ali o polvo Otávio, que todos chamavam pelo apelido: Tatá.
Tatá tinha oito tentáculos, mas só precisou de dois para desgrudar de Flipper o saco plástico.



Flipper ficou muito contente de estar livre novamente.
É muito bom termos amigos e, quando podemos, é muito importante ajudarmos a todos!

(autoria: Rê & Barbudinho - idade sugerida: 03/04 anos - respeite a autoria. Texto e imagens recebidos diretamente dos autores)

RESPEITO MÚTUO

Compadece-te dos que não pensam com as tuas idéias e não lhes encareces a vida em tua própria vida, afastando-os da senda a que foram convocados.
Chamem-se pais ou filhos, cônjuges ou irmãos, amigos ou parentes, companheiros e adversários, diante de ti, cada um daqueles que te compartilham a existência é uma criatura de Deus, evoluindo em degrau diferente daquele em que te vês.
Ensina-lhes o amor ao trabalho, a fidelidade ao dever, o devotamento à compreensão e o cultivo da misericórdia, que isso é dever nosso, de uns para com os outros, entretanto, não lhes cerres a porta de saída para os empreendimentos de que se afirmam necessitados.
Habituamo-nos na Terra a interpretar por ingratos aqueles entes queridos que aspiram a adquirir uma felicidade diferente da nossa, entretanto, na maioria das vezes, aquilo que nos parece ingratidão é mudança do rumo em que lhes cabe marchar para a frente.
Quererias talvez titulá-los com os melhores certificados de competência, nesse ou naquele setor de cultura, no entanto, nem todos vieram ao berço com a estrutura psicológica indispensável aos estudos superiores e devem escolher atividades quase obscuras, não obstante respeitáveis, a fim de
levarem adiante a própria elevação ao progresso.
Para outros, estimarias indicar o casamento que se te figura ideal, no campo das afinidades que te falam de perto, no entanto, lembra-te de que as responsabilidades da vida a dois pertencem a eles e não a nós, e saibamos respeitar-lhes as decisões.
Para alguns terás sonhado facilidades econômicas e domínio social, contudo, terão eles rogado à Divina Sabedoria estágios de sofrimento e penúria, nos quais desejem exercitar paciência e humildade.
Para muitos terás idealizado a casa farta de luxuosa apresentação e não consegues vê-los felizes senão em telheiros e habitações modestas, em cujos
recintos anseiam obter as aquisições de simplicidade de que se reconhecem carecedores.
Decerto, transmitirás aos corações que amas tudo aquilo que possuis de melhor, no entanto, acata-lhes as escolhas se te propões a vê-los felizes.
Respeita os pensamentos e afinidades de cada um e aprende a esperar.
Todos estamos catalogados nas faixas de evolução em que já estejamos integrados.
Se entes queridos te deixam presença e companhia, não lhes conturbes a vida nem te entregues a reclamações.
Cada um de nós é atraído para as forças com as quais entramos em sintonia.
E se te parece haver sofrido esse ou aquele desgaste afetivo, não te perturbes e continua trabalhando na seara do bem.
Pelo idioma do serviço que produzas, chamarás a ti, sem palavras, novos companheiros que te possam auxiliar e compreender.
Não prendas criatura alguma aos teus pontos de vista e nem sonegues a ninguém o direito da liberdade de eleger os seus próprios caminhos.
Se as tuas afinidades pessoais ainda não chegaram para complementar-te a tranqüilidade e a segurança é que estão positivamente a caminho.
E assim acontecerá sempre, porque fomos chamados a amar-nos reciprocamente e não para sermos escravos uns dos outros, porque, em princípio, compomos uma família só e todos nós somos de Deus.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Irmão)

ALEGRIA NO DEVER

Quando Jesus estava entre nós, recebeu certo dia a visita do apóstolo João, muito jovem ainda, que lhe disse estar incumbido, por seu pai Zebedeu, de fazer uma viagem a povoado próximo.

Era, porém, um dia de passeio ao monte e o moço achava-se muito triste.

O Divino Amigo, contudo, exortou-o a cumprir o dever.

Seu pai precisava do serviço e não seria justo prejudicá-lo.

João ouviu o conselho e não vacilou.

O serviço exigiu-lhe quatro dias, mas foi realizado com êxito.

Os interesses do lar foram beneficiados, mas Zebedeu, o honesto e operoso ancião, afligiu-se muito porque o rapaz regressara de semblante contrafeito.

O Mestre notou-lhe o semblante sombrio e, convidando-o a entendimento particular, observou :

– João, cumpriste o prometido?

– Sim – respondeu o apóstolo.

Neste instante, o doente acordou, compreendeu a Vontade Divina e rendeu graças a Deus.

– Atendeste à Vontade de Deus, auxiliando teu pai?

– Sim – tornou o jovem, visivelmente contrariado –, acredito haver efetuado todas as minhas obrigações.

Jesus, entretanto, acentuou, sorrindo calmo :

– Então, ainda falta um dever a cumprir – o dever de permaneceres alegre por haveres correspondido à confiança do Céu.

O companheiro da Boa Nova meditou sobre a lição e fez-se contente.

A tranqüilidade voltou ao coração e à fisionomia do velho Zebedeu e João compreendeu que, no cumprimento da Vontade de Deus, não podemos e nem devemos entristecer ninguém.





pelo Espírito Meimei - Do livro “Pai Nosso”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

AUXÍLIOS SEMPRE POSSÍVEIS

Sem quaisquer recursos especiais, você dispõe do poder de renovar e reerguer a própria vida.

Você pode ainda e sempre:
avivar o clarão da alegria onde a provação esteja furtando a tranqüilidade;
atear o calor do bom-ânimo onde a coragem desfaleça;
entretecer o ambiente preciso à resignação onde o sofrimento domina;
elevar a vibração do trabalho onde o desânimo apareça;
extrair o ouro da bênção entre pedras de condenação e censura;
colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação;
acender a luz do entendimento e da concórdia, onde surja a treva da ignorância;
descobrir fontes de generosidade sob as rochas da sovinice;
preparar o caminho para Jesus nos corações distantes da verdade.

Tudo isso você pode fazer, simplesmente pronunciando as boas palavras da esperança e do amor.





Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde. pelo Espírito André Luiz

COMPARAÇÃO

... Quando tiveres de perguntar porque teria Deus criado as sombras da noite, pensa nos milhões de estrelas que as trevas te descortinaram...


Quando tiveres de arrancar algum ESPINHO que o contato da terra te haverá imposto à epiderme da alma, reflete nas colheitas incessantes das flores de alegria que a vida te oferta.

Quando tiveres de arredar alguma PEDRA da estrada a percorrer, detém-te a contar os quilômetros de caminho seguro em que transitas.

Quando tiveres de sanar algum momento de TRISTEZA, medita nas horas de contentamento e esperança que te alimentam os dias.

Quando tiveres de perguntar porque teria DEUS criado as sombras da noite, pensa nos milhões de estrelas que as trevas te descortinam.

Quando tiveres de atravessar alguma DIFICULDADE no mundo, soma as bênçãos que já possuís e sentirás o coração mergulhado no oceano sem fim da bondade de Deus.






Do livro: “Amizade”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Meimei

DELINQUÊNCIA

Quando o cansaço te procure no serviço do bem, reflete naqueles irmãos que suspiram pelo mínimo das facilidades que te enriquecem as mãos.
Pondera não apenas as dificuldades dos que, ainda em plenitude de forças físicas, se viram acometidos por lesões cerebrais, mas também no infortúnio dos que se acham em processos obsessivos, vinculados às trevas da delinqüência.
Observa não somente a tortura dos paralíticos, reclusos em leitos de provação, mas igualmente a dor dos que não souberam entender a função educativa das lutas terrestres e caminham, estrada afora, de coração enrijecido na indiferença.
Considera não apenas o suplício dos que renascem em dolorosas condições de idiotia, reclamando o concurso alheio nas menores operações da vida orgânica, mas também o perigoso desequilíbrio daqueles que, no fastígio do conforto material, resvalam em ateísmo e vaidade, fugindo deliberadamente às realidades do espírito.
Medita não somente na aflição dos que foram acidentados em desastres terríveis, mas igualmente na angústia dos que foram atropelados pela calúnia, tombando moralmente em revolta e criminalidade, por não saberem assimilar o benefício do sofrimento.
Quando a fadiga te espreite a esfera de ação, pensa naqueles companheiros ilhados em padecimentos do corpo e da alma, a esperarem pelo auxílio, ainda que ligeiro, de teu pensamento, de tua palavra, de tua providência, de tuas mãos...
Se o desânimo te ameaça, examina se o abatimento não será unicamente anseio de repousar antes do tempo, e se te reconheces conscientemente dotado de energias para ser útil, não te confies à inércia ou à lamentação.
Quando a fadiga apareça, recorda que alguém existe, a orientar-te e a fortalecer-te na execução das tarefas que o Alto te confiou; alguém com suficiente amor e poder, a esperar-te os recursos e dons na construção da Vida Melhor... Esse alguém é Jesus, a quem aceitamos por Mestre e que certa feita, asseverou, positivo à frente dos seguidores espantados por vê-lo servir num dia consagrado ao descanso: "Meu Pai trabalha até hoje e eu trabalho também."
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Estude e Viva)

MENSAGEM

Aflição perante desastres iminentes?
Talvez não aconteçam.

Contrariedades e Contratempos?
Quase sempre são medidas da Espiritualidade Superior livrando-lhe o coração de males maiores.

Desgostos de longo alcance?
Oportunidade de revisão de nosso próprio comportamento.

Injúrias e Perseguições?
Os que agravam os outros são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece.

Preterições?
Compadeça-se dos que se dispõem a tomar o direito dos outros, porque ignoram os problemas que serão compelidos a enfrentar.

Erros nossos?
Ensejo bendito de corrigenda em nós por nós mesmos.

Faltas ou quedas de entes queridos?
Respeitamos as experiências deles reconhecendo que estamos à frente de nossas próprias lições.

Dificuldades?
A provação é o metro de avaliação de nossa própria fé.

Moléstias Físicas?
Pausas para a iluminação e o refazimento da vida espiritual.

Profecias inquietantes?
Reflitamos: o Sol que se levantou ontem pela misericórdia de Deus, pela misericórdia de Deus brilhará para nós também hoje.





pelo Espírito André Luiz - do livro Respostas da Vida, editora IDEAL, psicografia de Francisco Cândido Xavier

HISTÓRIA DE UM PÃO

Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, jóias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre eles encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás, entregou-se as lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:

- Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra ...

- Ai de mim - soluçou o desventurado - eu jamais fiz o bem...

- Em verdade - prosseguiu a informante -, trazes contigo, em grandes sinais, a pranto e a sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava a feição de pequenino disco solar.

- Há trinta e dois anos - disse, ainda, o instrutor -, deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

- Jonakim, o enjeitado?

- Sim, ele mesmo - confirmou a missionário divino. - Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou a tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se as Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Como se estivessem as dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar... (...)

Decorrido um ano, Jonakim, a carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.





pelo Espírito Irmão X - Do livro Luz no Lar. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

MEDIANTE ESFORÇO

A siderurgia transforma a estrutura dos metais e trabalha-os para finalidades compatíveis com programas adrede estabelecidos.

Artistas alteram as formas de pedras, do bronze, do cobre, do ouro, da prata, da matéria e transmitem-lhes vida, arrancando-lhes das entranhas, sob inspiração e esforço, a beleza e a utilidade para o enriquecimento da sociedade.

Débil raiz cravada na frincha de uma rocha, obedecendo ao finalismo da sua existência, fende a pedra rude e sustenta a planta que sobre ela se desenvolve.

A vida responde de acordo com a ação desencadeada.

O violento tropeça com a truculência a cada passo.

A paciência encontra a harmonia quando persiste.

O sanguinário torna-se vítima da própria impetuosidade.

O pacifista adquire tranqüilidade enquanto defende os ideais que o dominam.

O intrigante padece da neurose do medo.

A lealdade produz confiança.

A irritabilidade leva às ulcerações gástricas, duodenais e ao desequilíbrio da emoção.

A concórdia gera harmonia em toda pessoa e lugar.

O mal é sombra pelo caminho de quem lhe sofre a ação.

O bem é luz irradiante a produzir alegria.

Amolda-te ao programa do dever de crescer para Deus, “domando as más inclinações”, a princípio nas imperfeições de pequena monta, mediante cujo exercício te condicionarás para a vitória sobre as paixões mórbidas que procedem do passado delituoso e de que te deves libertar em definitivo.

O homem torna-se o que se trabalha.

Não há milagre de transformação moral, em quem não se exercitou nas realizações humanas para a própria sublimação pessoal.



(Divaldo Pereira Franco por Joanna de Ângelis. In: Alegria de Viver)

SIMPLIFICA

Se desejas a bênção da paz, simplifica a própria vida para que a tranqüilidade te favoreça.
-o-
Muitos recorrem ao auxílio dos outros, esquecendo a necessidade do auxílio a si mesmos.
Encarceram-se no cipoal das preocupações sem proveito, adquirindo compromissos que lhes prejudicam a senda e acabam suplicando o socorro da caridade, quando , mais avisados, poderiam entesourar amplos recursos para a assistência generosa aos mais desfavorecidos do mundo, empregando o talento das horas nas mais ricas sementeiras de simpatia.
-o-
É que se extraviam nas ambições desregradas, buscando para si próprios os grilhões do sofrimento ou afixando aos ombros frágeis pesados fardos, difíceis de suportar.
-o-
Não se contentam em viver com segurança o dia que o Senhor lhes concede.
Preferem lamentar por antecipação as tempestades prováveis do amanhã remoto que, talvez, jamais sobrevenham.
Não se conformam com o pão abençoado de hoje.
Reclamam celeiro farto para longo tempo, à frente da vida, ignorando as alterações e provas que os espreitam.
-o-
Não se alegram com o agasalho valioso de agora.
Exigem guarda-roupa repleto e variado de que provavelmente não se utilizarão, enquanto companheiros da jornada humana exibem a pele desnuda e fria.
Não se resignam a possuir o dinheiro prestimoso que lhe soluciona os problemas da hora em curso.
Suspiram pela caderneta de banco, dominadora e invejável, que lhes marque o nome com a melhor expressão financeira, não obstante a penúria que, muitas vezes, magoa o lar alheio.
Aprende a viver o minuto que Deus te empresta no corpo físico, amealhando a luz do conhecimento nobre e fazendo aos outros o bem que possas.
-o-
Auxilia, perdoa, trabalha, ama e serve, gastando sensatamente os recursos que o Céu te situou no caminho e nas mãos, como quem sabe que a Contabilidade Divina a todos nos procura no grave instante do acerto justo.
-o-
E, simplificando as próprias experiências, reconhecer-te-ás mais leve e mais feliz, habilitando-te, por fim, à libertação espiritual que, infalivelmente, convocar-te-á, hoje ou amanhã, para o regresso à Vida Maior.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Nós)

PROMOÇÃO

Quando a tentação e a enfermidade nos visitam...

Quando a nossa esperança se dissolve no sofrimento...

Quando a provação se nos afigura invencível...

Quando somos apontados pelo dedo da injúria...

Quando os próprios amigos nos abandonam...

Quando todas as circunstâncias nos contrariam...

Quando a mágoa aparece...

Quando a incompreensão nos procura, ameaçadora...

Quando somos intimados a esquecer-nos, em benefício dos outros...

Então é chegado para nós o teste de aproveitamento espiritual, na escola da vida, para efeito de promoção.





pelo Espírito Albino Teixeira - Do livro: Paz e renovação. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

NOSSOS PRESSENTIMENTOS

No jardim, na camaradagem do silêncio, Tammy pensava. Como eram diferentes os dias de agora.

Diferentes porque seu amado não estava com ela. Rustom, com sua risada franca, sua confiança ilimitada.

Rustom que era capaz de entrar em qualquer lugar e, em poucos minutos, se pôr imediatamente à vontade, deixando as pessoas ao seu redor também à vontade.

Rustom, seu amado marido, que era capaz de fazer rir à sua nora, ao seu filho.

As folhas das árvores farfalharam, trazendo mais lembranças para Tammy.

Ano anterior. Seu marido e o filho na piscina do hotel. Ambos com água pelos joelhos, brincavam.

E Rustom gritou para a esposa e a nora:

Vocês sabem o que estamos fazendo? Estamos criando lembranças para o futuro.

Uma coisa alegre para vocês recordarem, quando os velhos já não estivermos por perto.

O filho puxara a cabeça do pai para perto de si, apertando-a contra o peito e argumentara que, rijo como era seu pai, com certeza ele sobreviveria a todos eles.

Rustom respondera com um sorriso e versos do poeta Omar Khayyam: Quando a hora chega, chega.

Move-se a mão que escreve e, tendo escrito, segue adiante.

Tammy agora pensava se o marido tivera uma intuição de que ia morrer.

E lembrava dos dias seguintes, de ternuras redobradas, atenções multiplicadas, sorrisos explodindo a toda hora.

Seu marido estava lhe ofertando momentos de alegria para recordar depois, quando a saudade vibrasse forte?

Fora um choque ter a notícia de que aquele coração generoso parara de bater.

Sístoles, diástoles, tudo cessara. A bomba cardíaca deixara de operar e logo a morte enrijecia aquele corpo, cuja ausência ela sentia tanto.

Será, continuava a pensar Tammy, será que podemos saber o momento de nossa morte?

Ninguém avança pela estrada do progresso espiritual sem o auxílio da Divindade, por intermédio dos nobres Espíritos que se transformam em guias da Humanidade.

São eles que assessoram os homens, zelando por eles, na qualidade de anjos guardiães.

São essas almas excelsas que, conhecendo as ocorrências que, de forma geral, estão delineadas para os seus pupilos vivenciarem, os inspiram ou guiam pela senda mais apropriada.

Através dessa inspiração é que acontece o chamado pressentimento.

Também acontece que o próprio Espírito reencarnado recorda, de forma espontânea, da programação que para si traçou, antes de reencarnar.

Dessa forma, pode ter, como intuição, a advertência de que seus dias na Terra estão finalizando.

Por isso, idealiza passeios, diligencia providências que evitarão transtornos para sua família, torna-se mais alegre ou mais introspectivo.

Em uma palavra, ele se vai despedindo da vida, deixando um rastro de bondade, de alegria para que os seus amores tenham recordações positivas para alimentar a imensa saudade dos dias da sua ausência.

Fiquemos atentos aos pressentimentos, analisando-os de forma clara e tranqüila, quando ocorram.

Avaliemos qual a mensagem de advertência ou socorro de que se fazem portadores.

Apuremos nossa sintonia com os Espíritos guias, a fim de que com maior facilidade possamos registrar e direcionar de forma saudável e proveitosa os pressentimentos.





Redação do Momento Espírita com base no cap. 1 do livro A doçura do mundo, de Thrity Umrigar, ed. Nova Fronteira e do cap. 13 do livro Lições para a felicidade, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal

MISSIONARINHOS DO FUTURO

PARTE XVI

APRENDENDO A VOAR


A sombra de enorme Jatobá, admiravam a alegria e o burburinho das crianças que brincavam no parque sem nenhuma preocupação que não fosse deixar de estar lá ...
Corriam , pulavam, trotavam com um galho qualquer entre a pernas imaginando um bravio alazão ou abrindo os braços simulando o rasante de um avião.

A felicidade incontida nas gargalhadas e nos folguedos, no giro do carrossel , no vai e vem do balanço, no sabor do algodão doce que para os pais tinham mesmo o sabor do descanso pois era a única hora que os meninos sentavam, silenciando a algazarra barulhenta com a iguaria grudenta .

- Ah, parecem tão puros os seus corações , é mesmo a infância o tempo certo para cultivar as nobres vocações !

- Parece-me um tanto dificil que em meio a tanto movimento e agitações possam alí criar raízes as boas orientações .

- Pois é mesmo engano seu , embora pareça grande a abstração, é nesse momento que o espírito age como uma esponja sempre pronta para absorver e manter no subconsciente todas as informações , para quando convir fazer delas apreciaveis utilizações. Daí a necessidade de deixar sorverem somente o que lhes for bom. Porém nessa fase achando que os pequenos não lhes dão a devida atenção, deixam os adultos, que fiquem a mercê da sorte, perdendo a oportunidade de encaminhar o caráter latente para a educação.
Veja lá um exemplo : Um casal briga, grita e fala palavrões sem se importar com o filhinho que está ao lado brincando e observando a cena ao seu contento como se fosse para ele um divertimento, para mais tarde servir-se deste péssimo exemplo.

- De outro lado uma família faz jus aos seus valores, mostram as suas crianças os cuidados e a importância com o ambiente e com o próximo, cuidando da natureza, respeitando os idosos, não poluindo os rios e não arrancando as flores.

- Mas e aquela mãe que cede ao choro da menina, fazendo todas as suas vontades, obedecendo as ordens da pequena tirana como uma serva a cumprir as suas irresponsáveis disposições sem preocupar-se com a qualidade, como se carinho pudesse ser medido e pesado por quantidade.

- Porque essa pobre mãe , não consegue dizer não com firmeza ? Afinal é dela como tutora espiritual o direito de estabelecer autoridade e exigir respeito com confiança, fazendo valer o que lhe achar melhor no dever de educar, amar, proteger, prover e oferecer segurança.

- Porém a criança que já trouxe na bagagem moral uma personalidade astuta e caprichosa, já faz contar as suas intenções ardilosas, pois já percebeu na mãe sua principal fraqueza e temor ...

- E qual é ?

- Perder o seu amor...

- Percebe que não só o perde, como prejudica no espírito tutelado o desenvolvimento, se vieram unidas em laços familiares devem pelo amor aproveitarem para ambas alavancarem seus aperfeiçoamentos.

- Amar é saber a hora de dizer sim , e a hora de dizer não, benéfica ação , ferramenta poderosa em favor dos espíritos em correção.

- E quando recebemos no lar os familiares dificeis nos parecendo quase impossível se afeiçoar e não viver aborrecido?

- A paciência é nesse caso a principal e derradeira virtude que facilita a convivencia com os irmãos de corações endurecidos.

- No entanto o que se tem visto são espiritos tomados de inconsciência que deixam-se dominar pelos estimulos da ira, do egoísmo, dos obssessivos ataques de violência .
aumentam assim as dívidas e os tormentos , dão vazão para a dor , o que deveria ser a hora bendita para os resgates de amor e congraçamento.

- A mão que um dia afagou e fez sorrir, esquece os momentos bons, onde jurou jamais desrespeitar e agredir ...

- Errou quem disse um dia que o peso do chicote é que faz obedecer, pois o que educa são as condições oferecidas para o despertamento, pois ninguém pode interferir no livre árbitrio e na autonomia do pensamento.
O espírito em rebeldia quando imposto a condições dolorosas tende ao favorecimento das emoções angustiosas, como o ódio, a depressão, a tristeza ,o desejo de vingança e da revolta belicosa.
O espírito despertado para a consciência dadivosa, nessas mesmas condições, compreende resignado que a circunstancia em que se achar é para a sua educação oportunidade luminosa.
O aprendizado se dá por força da ocasião, quando o espírito assimilar a sua necessidade de evolução, a disciplina passa a ser altruista deixando de ser vista como uma imposição , é quando a reforma moral deixa de ser atitude de remissão.

- A criança é tal e qual o pássaro pequenino cujo dever compete aos pais de ensinar a voar , mas sem tolher ou interromper a livre escolha de seu destino.

- Para que um dia possa o próprio vôo alçar e o Bem mais alto alcançar...
Continua ...
(Texto: Paty Bolonha - Projeto Missionarinhos do Futuro) (respeite a autoria)

MISSIONARINHOS DO FUTURO

PARTE XVI

APRENDENDO A VOAR


A sombra de enorme Jatobá, admiravam a alegria e o burburinho das crianças que brincavam no parque sem nenhuma preocupação que não fosse deixar de estar lá ...
Corriam , pulavam, trotavam com um galho qualquer entre a pernas imaginando um bravio alazão ou abrindo os braços simulando o rasante de um avião.

A felicidade incontida nas gargalhadas e nos folguedos, no giro do carrossel , no vai e vem do balanço, no sabor do algodão doce que para os pais tinham mesmo o sabor do descanso pois era a única hora que os meninos sentavam, silenciando a algazarra barulhenta com a iguaria grudenta .

- Ah, parecem tão puros os seus corações , é mesmo a infância o tempo certo para cultivar as nobres vocações !

- Parece-me um tanto dificil que em meio a tanto movimento e agitações possam alí criar raízes as boas orientações .

- Pois é mesmo engano seu , embora pareça grande a abstração, é nesse momento que o espírito age como uma esponja sempre pronta para absorver e manter no subconsciente todas as informações , para quando convir fazer delas apreciaveis utilizações. Daí a necessidade de deixar sorverem somente o que lhes for bom. Porém nessa fase achando que os pequenos não lhes dão a devida atenção, deixam os adultos, que fiquem a mercê da sorte, perdendo a oportunidade de encaminhar o caráter latente para a educação.
Veja lá um exemplo : Um casal briga, grita e fala palavrões sem se importar com o filhinho que está ao lado brincando e observando a cena ao seu contento como se fosse para ele um divertimento, para mais tarde servir-se deste péssimo exemplo.

- De outro lado uma família faz jus aos seus valores, mostram as suas crianças os cuidados e a importância com o ambiente e com o próximo, cuidando da natureza, respeitando os idosos, não poluindo os rios e não arrancando as flores.

- Mas e aquela mãe que cede ao choro da menina, fazendo todas as suas vontades, obedecendo as ordens da pequena tirana como uma serva a cumprir as suas irresponsáveis disposições sem preocupar-se com a qualidade, como se carinho pudesse ser medido e pesado por quantidade.

- Porque essa pobre mãe , não consegue dizer não com firmeza ? Afinal é dela como tutora espiritual o direito de estabelecer autoridade e exigir respeito com confiança, fazendo valer o que lhe achar melhor no dever de educar, amar, proteger, prover e oferecer segurança.

- Porém a criança que já trouxe na bagagem moral uma personalidade astuta e caprichosa, já faz contar as suas intenções ardilosas, pois já percebeu na mãe sua principal fraqueza e temor ...

- E qual é ?

- Perder o seu amor...

- Percebe que não só o perde, como prejudica no espírito tutelado o desenvolvimento, se vieram unidas em laços familiares devem pelo amor aproveitarem para ambas alavancarem seus aperfeiçoamentos.

- Amar é saber a hora de dizer sim , e a hora de dizer não, benéfica ação , ferramenta poderosa em favor dos espíritos em correção.

- E quando recebemos no lar os familiares dificeis nos parecendo quase impossível se afeiçoar e não viver aborrecido?

- A paciência é nesse caso a principal e derradeira virtude que facilita a convivencia com os irmãos de corações endurecidos.

- No entanto o que se tem visto são espiritos tomados de inconsciência que deixam-se dominar pelos estimulos da ira, do egoísmo, dos obssessivos ataques de violência .
aumentam assim as dívidas e os tormentos , dão vazão para a dor , o que deveria ser a hora bendita para os resgates de amor e congraçamento.

- A mão que um dia afagou e fez sorrir, esquece os momentos bons, onde jurou jamais desrespeitar e agredir ...

- Errou quem disse um dia que o peso do chicote é que faz obedecer, pois o que educa são as condições oferecidas para o despertamento, pois ninguém pode interferir no livre árbitrio e na autonomia do pensamento.
O espírito em rebeldia quando imposto a condições dolorosas tende ao favorecimento das emoções angustiosas, como o ódio, a depressão, a tristeza ,o desejo de vingança e da revolta belicosa.
O espírito despertado para a consciência dadivosa, nessas mesmas condições, compreende resignado que a circunstancia em que se achar é para a sua educação oportunidade luminosa.
O aprendizado se dá por força da ocasião, quando o espírito assimilar a sua necessidade de evolução, a disciplina passa a ser altruista deixando de ser vista como uma imposição , é quando a reforma moral deixa de ser atitude de remissão.

- A criança é tal e qual o pássaro pequenino cujo dever compete aos pais de ensinar a voar , mas sem tolher ou interromper a livre escolha de seu destino.

- Para que um dia possa o próprio vôo alçar e o Bem mais alto alcançar...
Continua ...
(Texto : Paty Bolonha - Projeto Missionarinhos do Futuro) (respeite a autoria)

Conversemos com Jesus

Jesus Amado, Mestre de infinito Amor e Bondade,



Muito agradecemos, Amigo Querido, pelo amparo e proteção.

Por cada momento vivido, por cada situação experienciada, pois reconhecemos, Senhor, que estais ao nosso lado a todo instante.



Muito agradecemos por tudo o que recebemos, por tudo o que permites tenhamos acesso para que possamos aumentar nosso conhecimento e, assim, crescermos na Tua direção.


Ajuda-nos, Mestre, a buscarmos cada vez mais o conhecimento e, acima de tudo, que possamos fazer um bom uso dele.



Ampara, Senhor, a todos que compartilham conosco a convivência virtual.



Que a Tua Luz, que o Teu Amor possam se fazer sempre presentes em nossos corações.



Que assim seja.

AOS MÉDIUNS

Que a paz do Senhor nos felicite os corações.

Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes. Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir.

Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curadoras; além, um cooperador ensina o roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações.

Contudo, é o mesmo poder que opera em todos. É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos diferentes por reeguer-nos na condição de inferioridade ou de sofrimento ao titulo de herdeiros do Eterno Pai.

E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama o titulo convencional do mundo qualquer que seja, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar benefícios na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.

Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale a consagração do trabalhador à caridade legítima, e cujo exercício todas as realizações sublimes da alma podem ser encontradas.

Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.

Dar para receber.

Auxiliar para ser amparado.

Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor.

Eis a lei que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de Vida Eterna.

Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxilio mútuo.

Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira.

A tarefa pede fortaleza no serviço com ternura no sentimento.

Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno, para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.

Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e imprescindível se torna ao instrumento humano das Verdades Divinas armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado.

Age, assim, com isenção de ânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de curar.

Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados convicto de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos.

O lavrador semeia, mas é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto. É indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpentes e os espinhos que povoam o chão.

Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.

Não importa que o templo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.

O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestiais sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abençoados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.

Não te apoquentes, meu irmão, e segue com serenidade.

Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.

Mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se convertem em asas de luz para a alma livre na Eternidade.

Não desprezes a tua oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta.

A carne é uma estrada breve.

Aproveitemo-la sempre que possível na sublime sementeira da caridade perfeita.

Em suma, ser médium no roteiro cristão é dar de si mesmo em nome do Divino Mestre, e foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.

Segue, assim, amando e servindo.

Não nos deve preocupar a ausência da alheia compreensão.

Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Amigo Celeste nos ensinou,

Que Ele nos proteja, nos fortifique e abençoe.





pelo Espírito Bezerra de Menezes - do Livro: Vida e caminho – Psicografia: Francisco C.Xavier – Espíritos Diversos

Para Que Serve o Casamento?

Você já se perguntou alguma vez sobre os objetivos do casamento?

Sim, porque algum objetivo o Criador deve ter para fazer da união de dois seres uma lei da natureza.

Talvez, refletindo superficialmente você responda que o objetivo do casamento é a perpetuação da espécie humana. Mas será só isso?

Na verdade, o casamento marca grande progresso na marcha evolutiva da humanidade.

E, por quê?

Porque Deus visa não somente a procriação, mas também a evolução moral dos seres.

É assim que o casamento se constitui numa excelente oportunidade de crescimento para aqueles que sabem aproveitá-la bem.

Quando duas pessoas resolvem, de comum acordo, viver sob o mesmo teto, desde logo terão chances de melhoria individual. E a primeira delas é vencer o egoísmo.

Sim, porque o que antes era "meu", agora passa a ser "nosso".

Antes de casar, era o "meu" quarto, o "meu" carro, o "meu" aparelho de som, o "meu"... O "meu"...

No primeiro dia de convivência mútua, deverá ser o "nosso" quarto, o "nosso" carro, o "nosso" aparelho de som, e assim por diante.

Com o passar dos dias os pares vão se conhecendo melhor, e percebem que o outro não era bem aquilo que parecia ser.

Bem, nosso par tem algumas manias que desaprovamos, e que só notamos graças a convivência diária.

Eis uma ótima oportunidade para aprender a dialogar e resolver conflitos como "gente grande".

Depois surgem mais alguns membros para nos ajudar a treinar outras virtudes: chegam os filhos.

Agora temos que dividir um pouco mais, e isso nos torna menos egoístas.

Devemos dividir mais a atenção, treinar a renúncia, aprender a passar noites sem dormir, tropeçar em fraldas sujas, correr para o médico nas horas mais impróprias, perder o filme que gostaríamos de assistir... a novela... o telejornal.

A cama, que antes era só minha e passou a ser nossa, agora tem mais alguém nela, disputando espaço.

E não é só o espaço físico que o pimpolho reclama, ele quer nosso carinho, nossa atenção, nossa companhia, nossa proteção.

E aí temos a grande oportunidade de aprender a superar o ciúme, o medo, a insegurança, o desejo de posse exclusiva sobre o nosso par, para amparar esse serzinho que chegou para ficar.

Junto com tudo isso herdamos, também, a família do nosso cônjuge, que nem sempre nos parece uma boa aquisição.

Eis um grande desafio para aprender a fraternidade pura, a tolerância, o desprendimento, a amizade e outras tantas virtudes que ainda não possuímos.

Ademais, para cumprir bem o papel que um dia aceitamos, unindo-nos a alguém de livre e espontânea vontade, é preciso que os dois pilares do templo chamado lar permaneçam firmes até o fim.

Quando isso não acontece está declarada a vitória do egoísmo. Está declarada a nossa falência enquanto seres que desejamos superar os limites e alcançar paragens mais felizes.

Talvez você não concorde com todos esses arrazoados, no entanto, seria bom refletir sobre o assunto.

Há casos de pessoas que optam por não se casar, assumindo, declaradamente seu egoísmo. Com certeza irão responder perante a própria consciência e a consciência cósmica pela decisão tomada.

Considerando que nem todos nascem com o compromisso de se casar, obviamente estamos falando daqueles que tinham assumido esse compromisso, antes de renascer.

Aquele que se casa e promete conviver bem com seu par e com os filhos que Deus lhes envia, mas abandona o barco ao menor indício de tempestade, certamente será responsável pelos destinos daqueles que abandona à própria sorte.

Isso será, fatalmente, sementeira de amargura num futuro próximo ao distante, cuja colheita será obrigatória.

Por todas essas razões, vale a pena pensar ou repensar os nobres objetivos que a divina sabedoria estabeleceu com a união de dois seres.

Vale a pena refletir sobre o que queremos para nós. Refletir sobre as forças internas que devem nos elevar acima dessa miséria moral chamada egoísmo.

Ou será que vamos "jogar a toalha", numa demonstração tácita de derrota para esse monstro cruel?

Pense nisso! Pense agora! E decida-se pelo amor.


(Texto da Equipe de Redação do site www.momento.com.br )

O Homem Triste

Você passou por mim com simpatia, mas quando viu meus olhos parados indagou em silêncio o porque vagueio pelas ruas.

Talvez por isso apressou o passo, e ainda que eu quisesse chamar, a palavra desfaleceu na boca.

É possível que você suponha que eu desisti do trabalho, no entanto ainda hoje bati de porta em porta em vão.

Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar o pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade.

Outros, desconhecendo que vendi minha melhor roupa para aliviar a esposa enferma, me despediram apressados, crendo que fosse eu um vagabundo sem profissão.

Não sei se você notou quando o guarda me arrancou da frente da vitrine, a gritar palavras duras, como se eu fosse um malfeitor vulgar. Contudo, acredite, nem me passou pela mente a idéia de furto.

Apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçar com fome, quando retorno à casa.

Talvez tenha observado as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando que eu fosse um bêbado, porque eu tremia, apoiado ao poste.

Afastaram-se todos com manifesto desprezo, mas não tive coragem de explicar que não tomo qualquer alimentação há três dias.

A você, todavia, que me olhou sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me ofereça em nome do Cristo que dizemos amar, e peço para que me restitua a esperança, a fim de que eu possa honrar com alegria o dom de viver.

Para isso, basta que se aproxime de mim sem asco, para que eu saiba apesar de todo meu infortúnio que ainda sou seu irmão.

.........................................

Essa é a mensagem de um homem triste, quiçá como tantos que vemos perambulando pelas ruas.

É bem verdade que alguns são de fato pessoas que se comprazem na ociosidade.

Todavia há os desafortunados que apesar de trabalhar a vida toda, não puderam ajuntar moedas para o sustento próprio e da família, e que chegada a madureza, são condenados pela sociedade a viver como réprobos, embora sejam pessoas dignas.

É comum observarmos homens e mulheres puxando um carrinho de papéis e outros objetos recicláveis, para prover o próprio sustento.

São nossos irmãos de caminhada evolutiva, que não tem coragem de viver na mendicância, por isso trabalham com dignidade.

Muitos de nós, no entanto, nos enfadamos com essas criaturas que atrapalham o trânsito com seus carrinhos indesejáveis.

O que não nos damos conta é que além do peso do carrinho, têm ainda que carregar sobres os ombros o peso da humilhação e do desprezo impostos por uma sociedade indiferente.

É verdade que todos nós estamos colhendo o que plantamos, e que aqueles que passam por essas situações precisam dessas experiências para crescerem espiritualmente.

Entretanto, são nossos irmãos, filhos do mesmo Pai Criador, e merecedores sem dúvida - no mínimo - do nosso respeito.

Se não os podemos ajudar, que não os atrapalhemos, jogando-lhes palavras amargas, nem menosprezando-os, dificultando ainda mais a sua caminhada.



Página do espírito Meimei, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã na noite de 11/11/1961, em Uberaba-MG.

QUEM

Quem não luta costuma estagnar-se.
Quem pára dorme.
Quem se entrega ao sono da alma, tarde contempla o sublime despertar.
Quem dá recebe.
Quem sofre com a paciência recolhe mais luz.
Quem se sacrifica pelo bem dos outros, espiritualiza a própria existência, colocando-se na subida para os cimos da verdadeira felicidade.
Quem ajuda ampara a si mesmo.
Quem renuncia adquire com mais segurança.
Quem ama pela glória de amar, como Jesus nos amou, cedo conhece a vitória e a ressurreição.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Dicionário da Alma)

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

Vale a pena

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Se o amor se vai

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