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domingo, 25 de dezembro de 2011

Se você...

Se você está triste porque perdeu seu amor,
Lembre-se daquele que não teve um amor para perder.

Se você se decepcionou com alguma coisa,
Lembre-se daquele que o próprio nascimento já foi uma decepção.

Se você está cansado de trabalhar,
Lembre-se daquele que, angustiado, perdeu um emprego.

Se você reclama de uma comida mal feita,
Lembre-se daquele que morre faminto sem um pedaço de pão.

Se seu sonho foi desfeito,
Lembre-se daquele que vive um pesadelo constante.

Se anda aborrecido,
Lembre-se daquele que espera um sorriso seu.

Se você teve:

Uma amor para perder,

Um trabalho para cansar,

Um sonho desfeito,

Uma tristeza para sentir,

Uma comida para reclamar...

Lembre-se de agradecer à Deus!

Por que existem muitos

que dariam tudo para estar no seu lugar.
( Autor desconhecido)

ORAÇÃO PELA HUMANIDADE

Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1066&let=O&stat=0

Deus, nosso Pai misericordioso e bom!

Diante das sombras que se espalham sobre o nosso planeta, desejamos rogar a sua ajuda, como jamais o fizemos antes.

Sabemos que o Senhor é onisciente e sabe tudo o que acontece neste minúsculo grão de areia que chamamos terra, mas desejamos externar a nossa singela oração.

Senhor, muitos dos seus filhos se esqueceram que são filhos da luz e se obstinam em disseminar trevas por onde passam.

Alguns homens perderam a fé na vida, perderam a fé no Senhor..., e se perderam...

Outros pensam que a terra está à beira do caos e que o Senhor, que acende as estrelas e faz girar os astros, abandonou a humanidade terrestre.

Compadeça-se das nossas misérias morais e abençoe-nos...

Releve a nossa ignorância, tolere a nossa ingratidão e perdoe a nossa falta de fé.

Esquecidos de que em essência somos luz, Senhor, permitimos que as sombras nos cubram a visão e nos infelicitem.

Há tanta falta de luz no mundo, Senhor...

Enquanto o amor se esgueira, tímido, a violência se mostra em plena luz do dia, sem disfarce...

Até parece, Senhor, que muitos dos seus filhos enlouqueceram... Acreditando-se Senhores da terra e dos seus irmãos em humanidade...

Há homens que esqueceram os verdadeiros valores do espírito e penhoram seu patrimônio moral em troca de dinheiro, como se o dinheiro fosse a única coisa que importa...

Alguns até agem como se o dinheiro fosse seu único e poderoso Deus...

Sabemos, Senhor, que o homem é o único ser capaz de reconhecer a sua soberania, mas às vezes dá a impressão de que os animais são mais dóceis e executam de maneira mais eficiente as tarefas que lhes cabem na sua obra.

Senhor, por tudo isso queremos lhe rogar: ajude-nos a construir um mundo melhor, de onde a guerra seja banida de vez por todas...

Um mundo onde o ser humano seja mais valorizado do que algumas notas de dinheiro...

Um mundo onde o ser humano seja mais importante do que um cargo, do que um pedaço de chão, do que um papelote de drogas, do que outro interesse qualquer.

Eis a nossa rogativa, Senhor.

Ajude-nos a enxergar um pouco além dos nossos próprios interesses para construir a paz tão almejada e tão pouco buscada de verdade...

Ajude-nos a retirar dos olhos a venda da vaidade, que nos impede de enxergar as nossas deformidades morais e nossa pequenez diante da sua grandeza.

Ajude-nos a romper essa concha de egoísmo que nos paralisa as mãos e nos impede de estender os braços para ajudar nossos irmãos.

Ajude-nos a diluir essa máscara de prepotência para que possamos entender que nada somos sem o seu amor...

Ajude-nos, Senhor, a elevar o olhar acima da própria estatura, para vislumbrar o horizonte e caminhar em sua direção.

Ajude-nos a abrir mão da auto-piedade e lançar o olhar em redor... Descobrir nosso próximo e nos aproximar dele...

Ensine-nos, Pai, a construir pontes de entendimento, a estreitar laços de amizade, a entender o semelhante, a amar...

Ajude-nos, Senhor, a admitir a própria fragilidade...

A livrar-nos da arrogância...

A construir jardins...

A espalhar perfume...

A enxugar lágrimas...

A caminhar com coragem...

A acreditar na vida e no seu incondicional amor...

A disseminar esperança...

A sorrir sempre...

A perdoar sem condições...

E, por fim, Senhor, ajude-nos a voltar nosso olhar para as estrelas, mesmo que nossos pés ainda se achem encharcados de lama.

Que assim possa ser, Senhor!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

www.momento.com.br
..:: Momento Espírita ::..
www.momento.com.br
Sabemos que o Senhor é onisciente e sabe tudo o que acontece neste minúsculo grão de areia que chamamos terra, mas desejamos externar a nossa singela oração.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Não julgue

Não julgue pelas aparências.
Talvez quem você pensa ser mau, seja bom. Procure conhecê-lo melhor. Confie que ele devolverá o amor que lhe der. Basta que você seja realmente amoroso.
Supere antipatias. Acredite que em cada um existe o lado. Procure encontrar este lado. Não perca uma amizade, baseando-se na aparência.
Os outros são como você. Não gostam que os tratem mal, nem que os julguem pela aparência.
Lembre-se que no fundo de cada pessoa está Deus.
Deus a ninguém fez imperfeito.

Do Livro Gotas de Esperança
De Lourival Lopes

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

LOUVEMOS A DOR

O tempo é um calmante e um amigo, um remédio e uma Bênção.

A existência na carne é simples passagem por um túnel escuro. E a nossa felicidade nasce, não dos anos que despendemos ao atravessar o mundo, mas sim dos bens que dentro dele conseguimos improvisar.

Tudo na carne é como vemos um dia – manhã cheia de sol, crepúsculo de sombras e noite cerrada ao nosso olhar.

Felizes daqueles que acendem estrelas no firmamento do próprio coração, para que a jornada se torne menos dolorosa, no nevoeiro noturno, que precede a alvorada seguinte.

Perdoemos a vida e as criaturas pelas angústias que impuseram à nossa sensibilidade.

As mãos feridas são mais seguras que os braços habituados a dominar.

As grandes torturas são grandes bênçãos. No mundo, o nosso sentimento de personalismo não nos permite essa realidade. Mas a morte opera em nós completa reforma quando não receamos a verdade tal qual é.

Bendigamos a dor que zurziu a alma, em todos os passos do dia de ontem. Pouco a pouco, transformar-se-á o nosso sofrimento no óleo bendito que sustentará a claridade da candeia frágil de nossa experiência na Terra.

Sem a luta, dormiríamos na matéria densa, sem qualquer proveito. Deus, porém, que é o nosso Pai de Infinita Bondade, permite que a aflição os acompanhe, no mundo, na condição de abnegação instrutora e, com o decurso do tempo,a paz se converte em nossa companheira para todas as situações e problemas terrestres.

Estudemos e trabalhemos sempre mais. Seja a fé religiosa para nós um meio de ajudar a todos, para que estejamos atuando, e fato, em nome do Cristo, que tantos dons nos concedeu.

Jamais nos arrependeremos da obra que vamos levantando, no terreno do nosso próprio coração – obra de amor, entendimento, humildade e perdão.

A vida responde ao nosso esforço na mesma intensidade de nosso impulso, na criação do bem.

Esperemos a passagem dos dias.

Trabalhemos na sementeira de nossa Consoladora Doutrina, nas duas margens de nossa estrada para Jesus e guardemos a certeza de que não nos faltará o amparo do Senhor.

Chegaremos um dia à praia segura, depois da tempestade. Não será, contudo, o porto enganoso da vitória na Terra, mas o refugio doce da serenidade e da compreensão, onde nosso espírito poderá realmente repousar e preparar-se, ante o futuro que se desdobrará no amanhã.

As sementes do Evangelho, caídas de nossas mãos, um dia serão árvores robustas e preciosas, proporcionando-nos alegrias que nossa imaginação não poderá avaliar, por enquanto.

Identifiquemo-nos com serviço da Humanidade e, nesse sublime trabalho, encontraremos a força preciosa para o sacrifício abençoado que nos garantirá a sublime ascensão.






pelo Espírito Isabel Campos - Do livro: Cartas do Coração, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.

Quanto puderes

Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Coragem - CEC

Quanto puderes, não te afastes do lar, ainda mesmo quando o lar te pareça inquietante fornalha de fogo e aflição.
Quanto te seja possível, suporta a esposa incompreensiva e exigente, ainda mesmo quando surja aos teus olhos por empecilho à felicidade.
Quanto estiver ao teu alcance, tolera o companheiro áspero ou indiferente, ainda mesmo quando compareça ao teu lado, por adversário de tuas melhores esperanças.
Quanto puderes, não abandones o filho impermeável aos teus bons exemplos e aos teus sadios conselhos, ainda mesmo quando se te afigure acabado modelo de ingratidão.
Quanto te seja possível, suporta o irmão que se fez cego e surdo aos teus mais elevados testemunhos no bem, ainda mesmo quando se destaque por inexcedível representante do egoísmo e da vaidade.
Quanto estiver ao teu alcance, tolera o chefe atrabiliário, o colega leviano, o parente desagradável, ou o amigo menos simpático, ainda mesmo quando escarneçam de tuas melhores aspirações.
Aceitemos o combate em nós mesmos, reconhecendo que a disciplina antecede a espontaneidade."

E Surge FATOS

Surge Pratico para a caridade, Uriel, entidades angelicais, transportado para a UMA colônia Levindo celeste flor Abertas Cheia Bonança e aberturas, trabalhoso almas descansavam Onde da Luta Pela trabalhavam humana ea conquista do Porvair nd esfera mais elevada. Levindo nao abalassem a cometer crime Opinião dos homens, entretanto, extraíra lhe dá toda a existência terrena e proveitos para incentivar suscetíveis Vantagens paix como inferiores. Havoc Mocidade na, eu faço anos corporativa MELHORES, perseveramos em all Prazeres menos dignos ou curso IDADE madura dá e, ainda nd velhice precoce, Fazio mente Questão Jovem hum tempo da não pode e conquistador. Um incômodo, ou fazer Fígado retivera leito por meses; contudo, com a presença ou mal nao LHE ano Meditação e trata, para lidar adequadamente Longe da enfermidade, desespero lutou, contra uma influenciação SUA Invisível, um atentado com venenos químicos de várias espécies. Duelava e reclamava, choramingando. Mais sândalo ritmo queria resolver na Terra alguns negócios, os discípulos de Pranto em. Certo Unliquidated problemas Precisava SUA que nenhuma das empresas Confiança adiara indefinidamente, mais ou LHE corpo nao satisfazia Exausto como solicitações. Como células cansadas enviavam ultimato energético à mente, exigindo a independência. Haviam servido, SEM-Cess um tirano que oferecera tréguas nao lhes, durante anos de Muito Trabalho los Comum. Debalde, recorreu aos remédios e provisões. Atormentado, Levindo recebeu a visita da Morte n'uma Noite Escura e chuvosa, Ventania eles que LHE roçava à Janela, como infelizmente: solução. Teve Mede, experimentou ou pavor inenarrável gritou do Desconhecido e em voz alta. Ainda assim, gritos SEUS Dimens e nao noutras ecoavam atingiam, ágora, eu Ouvidos família. A mulher chorava muito, como Mãos beijo Seu Corpo do hirta, mostrando-se, porém absolutamente insensível SEUS abraços, anos náufragos, são discutidos num-pesados ​​mar de sombras. Alguema não entanto, Velaves por elementos com generosidade, fraternal. Foi Uriel, ou Invisível amigo. Recolheu ternura e com-o-LHE cerrou números pálpebras sono tão tranquila. Ameixa Nao Fazer o magnetismo nem o universo ou divina do amor? Uriel Amavan ou Companheiro e, ISSO, poderia proteger-la, ou então rica em ondas envolvendo alma SUA de luz. O benfeitor devedor LHE, também carne amu, Onde Levindo gozou abençoado sono de horas Longas. Acordado contemplou ou los amparava amigo ou silêncio. O pobre Companheiro, recentemente desencarnado espiritual Mensageiro crivou ou PERGUNTAS e admoestações. Como uma mulher e passavam OS Filhos? A substituição do desvio Providência AO mundo, com bastante possibilidade SEUS Interesses vai resolver. Em Verdade, o poder foi Mais ter Previdente. Poderia, mas como saber? Eu vou para casa? E LHE comercial Organização desgostos custer incessante? Acorde com Estariam Desejos que você dá? Confortou, ou Uriel, Palavras com Esperança e tentador amor assegurou ele. Em seguida, usando que poderia AUTORIDADES diáspora, ou um conduziu encantadora cidade-espiritual, acolhedora e feliz, Céu pequena Ondeo paix congregavam dar libertos Espíritos inferiores, sublime Caminho Purificação. O-o apresentou dedicada ano benfeitor Companheiro. Todos os try-SE julgaram Alguema dá luz à altura de Entendimento Expressão daquele paraíso. Ainda assim, como apóstolos logotipo Saudações Primeira, Levindo revelava-MANEIRA é deprimente, PERGUNTAS, lágrima em em situações, PESS e Coisas que haviam cados, remoto, Luta de material na. A temperatura do novo amigo, que o cabelo identificava nomo de Almeida, indagou Antigo Organização SUA devedor das relações comerciais, o que não é campo de terra Fazio cabelo Conheça mais como esta, que incorporou nomo accrescent Dívida MontaVista fazer infeliz Mais cem mil cruzeiros. Ou questionado respondeu Sorrindo: - Quem sabe? Possível e que nenhuma pintura de Meus familiares Antigos esteja. Almeidas são tantos! Enquanto isso, nada LHE Posso Adiante ágora. Deixei ou campo de Sangue, tem anos muito! ... Provavelmente, desejaria reaver ou Dinheiro Levindo, fossa embora Outra Circulação de Moeda em. LHE Para Uriel aconselhasse Mais SERENIDADE e Prático consenso SITUAÇÃO nd nova, elementos continuava exaltação passional los estado de grave . Como brisa acariciando divina EO inflamado Céu Brilhante ouro e azul, como flores tingidas com luz e esplendor como nao conseguiam mudar LHE Tôrres na mente de casca apaixonada grosseiras Sensações Mais da Terra. Você estava com amigos Oração recomendavam LHE respondeu, EM desespero: - Como mão à-me precederam? Nao Posso. Nao sei como Minha mulher passam, Filhos mu, mu negócios. Meus teriam sido usados ​​como ações de bancos? E mu Bens ou inventário? será isso verificou Partilha justiceiramente? E NAS Mãos Rosto fechado, foi em-Pranto debulhava. QUALQUÉR acabava fraterna crises los conversação angustiante. esforçava Uriel é em-Vao, amarrado a, dia um, ou conselheiro espiritual dá grande comunidade Chamou- ou delicadamente-LHE Falando com franqueza - Uriel, VOCÊ ama o suficiente para Levindo? - Sim. - Você sabe, porem, que afetuosa Surge podar somente Quando ou protegidas resultados benéficos ou benefícios e Desejos compreende Recebo-o quê? - Sei. - Enta, ouça: elementos poder permanecer aqui, Nosso Recanto los azul, infeliz fazer mais para a mente não é inferno irritado que se esforçar para manter indefinidamente, DEPOIS da Morte do corporativa. Colares nao evolutiva como tentativas violentas. O benfeitor inclinou para lançar em e permaneceu assentimento Sinal de silêncio era xamã enquanto disposições Outras Levindo. Avisado guiando cabelo grande, respondeu, choro, que precisava regredir, o que dá não tinha família humana, que você ficar negócios deviam, à SUA espera que você necessitava Chamar à Prestação de Contas Antigos devedores. Por qualquer forma de apoio, a partir desejava. O líder entregou Uriel da Cidade e UMA chave recomendou: -. Open-LHE-Porta e DEIX ou adquirir ou LHE pertence Nesse mesmo dia, Chei Esperance Levindo precipitou Purgatório não é terrível , acenou para o inferno você convivência com maus LHE cegueira curaria, perseguindo com ou Sofrimento.

Cada Manhã

Livro: Caminho Iluminado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Cada manhã, volves ao corpo que te suporta a intemperança e recebes a bênção do sol que te convida ao trabalho, a palavra do amigo que te induz à esperança, o apoio constante da Natureza, o reencontro com os desafetos para que aprendas a convertê-los em laços de beleza e harmonia e, sobretudo, a graça de lutar por teu próprio aprimoramento, a fim de que o tempo te erga à vitória do Bem.
Desencorajar leve impulso do Bem é o mesmo que sufocar a semente que, divina e multiplicada, será, no caminho, a base de nosso pão.
Chora, mas constrói o melhor ao teu alcance.
Sofre, mas adianta-te no caminho.
Todos somos parcelas de imensa legião de trabalhadores em nome do Cristo, com o dever de cooperar incessantemente para que a harmonia e a felicidade se ergam na Terra, a benefício de todas as criaturas.
Ainda sim, no contexto geral das atividades, às vezes de sacrifício a que somos chamados, é indispensável compreender que podes e deves conquistar a tua própria paz, e que a tua própria paz depende, exclusivamente, de ti.
Entretanto, existe a âncora que resiste a todas as ventanias da adversidade.
Resguardando-te nessa defesa, não há desequilíbrio que te arraste fora do lugar e do dever que te competem.
Apega-te essa âncora e não temas, porque essa amarra bendita ao alcance de todos é, claramente, Jesus Cristo.
Por mais sofras, guarda a fé em Deus e segue adiante, no caminho que a vida te deu a trilhar.
A própria Natureza é um livro de confiança na Providência Divina.

AO ALCANCE DE TODOS

Simbolicamente, a paciência é um sedativo da melhor qualidade.

Usando-a, nessa condição, ei-la fazendo prodígios.

Antes de tudo, é vacina contra a irritação, acalmando-nos a vida íntima.

E surge a seqüência de abençoadas derivações.

Resguardando-a conosco, os familiares encontram segurança e tranqüilidade.

Os vizinhos permanecem isentos de inquietações.

Os amigos descansam em nosso convívio.

Discussões negativas e diálogos inconvenientes surpreendem a estação terminal.

Conservando-a, retemos em nós o clima favorável ao cultivo da esperança.

Ao alcance de todos, é por isso que a paciência na farmácia da vida, é o específico da paz.





pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Hora Certa, Médium: Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fórmula da Paz

Amigo, desperta e vive,
Na Terra, a vida é batalha,
Em que o maior vencedor,
É aquele que mais trabalha.

Há dúvidas amargosas
Cortando-te o coração ?
Procura diminuir
As dores de teu irmão.

Reparas, angustiado,
Teus sonhos ao desabrigo ?
Há milhões na retaguarda,
Rogando-te o braço amigo.

A calúnia visitou-te
As fibras de lutador ?
Intensifica, sem mágoas,
A sementeira do amor.

Há campo para a tristeza
Em tua vida mental ?
Age sempre, combatendo
A sombra, a miséria e o mal...

Desânimos infecundos,
Moléstias daquilo ou disso
São todos remediáveis
Pela expansão do serviço.

Se pretendes a vitória
Da vida ditosa e crente,
Ajuda sem distinção
E serve constantemente.


Casimiro Cunha & Francisco Cândido Xavier

A mais nobre profissão

Qual será a profissão mais nobre? Quem será mais importante: o médico que salva vidas ou o motorista do coletivo que conduz centenas de passageiros, todos os dias, em segurança?

Quem terá maiores méritos perante a divindade? O professor que ensina à criança as primeiras letras, descortinando-lhe o mundo encantado do alfabeto ou o professor universitário que prepara os jovens para o mercado de trabalho, para a sociedade, ensinando-lhes com a própria experiência?

Analisando as tantas profissões que existem no mundo, conclui-se que nenhuma pode ser descartada. Ao menos não enquanto vivemos a situação de planeta de provas e expiações.

Senão vejamos: o escritor utiliza dos seus recursos e escreve livros que renovam o pensamento do mundo.

A sua é a possibilidade de encantar, de proporcionar viagens fantásticas pela imaginação, de utilizar sabedoria, arte e beleza, dentro da vida.

Contudo, uma vassoura simples faz a alegria da limpeza. E, sem limpeza, o poeta não consegue trabalhar.

As máquinas agrícolas abrem sulcos profundos na terra, revolvendo-a e a preparam para o plantio. Logo mais, as linhas que ela traça no solo transbordarão de milho, arroz, batata, trigo, enchendo os celeiros e as mesas.

O marceneiro trabalha com cuidado a madeira e lhe confere formas que cooperam na construção do lar.

O pedreiro ergue muros, coloca alicerces para os edifícios grandiosos.

Organiza o seu pensamento e os seus esforços e faz surgir obras fenomenais.

Mas por mais belo que seja o edifício, os seus mármores, cristais, tapetes luxuosos, não dispensarão a mão amiga da faxineira que lhes dará brilho.

Os magistrados usam a pena e a justiça e sentenciam.

Das suas sentenças dependem vidas. Vidas que prosseguirão a ter alegrias ou se encherão de tristezas.

Os políticos orientam e governam, elaboram leis e as votam, decidindo o que seja melhor para o povo.

Entretanto, todos eles necessitam das mãos hábeis que conduzem as máquinas que lhes tecem as roupas que os defende do frio.

Se os juízes se reúnem nas mesas de paz e justiça, os lavradores e agricultores são os que lhes ofertam os recursos para as refeições.

Ninguém suponha que perante Deus, os grandes homens sejam somente aqueles que usam a autoridade intelectual.

Que seria da humanidade se de repente não tivéssemos mais cozinheiros, recepcionistas, lavadeiras, arrumadeiras, babás?

Que faríamos sem esta gama enorme de servidores da humanidade?

Pense nisso Todos somos chamados a servir, na obra do Senhor, de maneira diferente.

Cada trabalhador, em seu campo de ação, pode se considerar honrado pelo bem que possa produzir.

Cada empregador ou empregado nos convençamos de que a maior homenagem que podemos prestar ao criador é a correta execução do nosso dever, onde estivermos.



Autor:
Fonte: Livro Alvorada cristã, cap. 44

A prece é agradável a Deus?

A prece é sempre agradável a Deus quando é ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para ele, e a prece do coração é preferível à que se pode ler, por bela que seja, se a lês mais com os lábios que com o pensamento. A prece é agradável a Deus quando ela é dita com fé, fervor e sinceridade. Mas não creais que ele seja tocado pelo homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que isso seja, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade. - O Livro dos Espíritos - Editora IDE

Orando cada dia
Meimei e Chico Xavier
Do livro: Sentinelas da Alma - IDEAL


Senhor ! ...
Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.
Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes, não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.
Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.
Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.
Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com os meus recursos, entretanto, por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos, aos quais devo convivência e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.
Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinaste.
E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em ti, servindo aos outros.

Assim seja.

LEMBRANÇAS

Procura com o teu suor
O pão, a veste e o abrigo.
Todo homem preguiçoso
É sempre o irmão do mendigo.

Penetra a realidade
Cada dia, cada instante.
Um desengano oportuno
É beneficio importante.

Nunca te esqueças na luta,
Se o mal te punge e ameaça,
Que o coração bom e puro
É sempre a melhor couraça.

Guarda prudência ao lenir
As chagas de teu irmão.
O reconforto indiscreto
Irrita a grande aflição.

Sê bondoso para todos.
Qualquer ajuda é valia
Conquistando em teu favor
A graça da simpatia.

Entre as víboras da astúcia
Não te deixes enganar.
Consciência que se vende
Não vale a pena comprar.

Se vives de mente em fogo,
Perguntando, perguntando...
Perdoa, ajuda e esclarece
E viverás acertando.

Para o despeito infeliz
– Triste monstro envenenado –
Toda alegria é doença,
Todo êxito é pecado.

Não te afastes da amargura.
Toda fuga é imprópria e vã.
A luta guardada hoje
É triste guerra amanhã.





pelo Espírito Casimiro Cunha - Do livro: Gotas de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Por que, na sociedade, as classes sofredoras são mais numerosas que as classes felizes?

- Nenhuma é perfeitamente feliz, e, o que se crê a felicidade, esconde, frequentemente, pungentes pesares: o sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes, a que chamas sofredoras, são mais numerosas, porque a Terra é um lugar de expiação. Quando o homem nela tiver feito morada do bem e dos bons Espíritos, não será mais infeliz e será para ele o paraíso terrestre. - O Livro dos Espíritos

Aspectos da dor
Emmanuel, A. Luiz e Chico Xavier
Do livro: Estude e Viva - FEB

Os soluços de dor são compreensíveis até o ponto em que não atingem a fermentação da revolta, porque, depois disso, se convertem todos eles em censura infeliz aos planos do Céu.
A enfermidade jamais erra o endereço para suas visitas.
As lágrimas, em verdade, são iguais às palavras.
Nenhuma existe destituída de significação.
Somente chega a entender a vida quem compreende a dor.
A evolução regula também o sofrimento das criaturas e nelas se evidencia mais superficial ou mais profunda, conforme o aprimoramento de cada uma.
Se você pretende vencer, não menospreza a possibilidade de amargar, algumas vezes, a aflição da derrota como lição no caminho para o triunfo.
Aprende melhor quem aceita a escola da provação, porquanto, sem ela, os valores da experiência permaneceriam ignorados.
A dor não provém de Deus, de vez que, segundo a Lei, ela é uma criação de quem a sofre.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Era final de inverno...

Mais um ano havia passado e não se chegara a nenhuma conclusão.

Os partidários das diversas facções, dia após dia, perdiam-se em longas e intermináveis discussões sobre esta ou aquela candidata, sem chegarem a um consenso.

Decantava-se a beleza da papoula, as qualidades das alfazemas, o perfume dos cravos, as virtudes de pureza e humildade de lírios e violetas.

Tudo em vão...

Num canto despretensioso do mundo, onde as espécies vegetais cresciam silenciosamente, um pequeno arbusto travava sua luta diária pela sobrevivência, alheio a toda sorte de discussões.

Conformada com sua forma tosca, retorcida, prenhe de espinhos pontiagudos e consciente de que nunca alcançaria a beleza de um dente-de-leão, acostumara-se a ser desprezado e humilhado, sem, no entanto, deixar de prestar atenção nas pequenas criaturas que dependiam de sua existência para sobreviver.

A elas dedicava a sua vida, emprestando a segurança de seu tronco e ramos para abrigar insetos das chuvas e ventanias.

Era feliz, pois, se não tinha a beleza, tinha a utilidade, e isso lhe bastava.

Naquela manhã fria de final de inverno, ainda não totalmente desperta da noite, a plantinha rude viu despregar do céu uma linda estrela cor de prata.

Sorrindo, acompanhou-lhe a trajetória em arco perfeito pelo céu escuro, descendo, descendo... Em direção à floresta ainda adormecida.

Era tão suave e linda aquela forma, que, instintivamente, todos na floresta, árvores, arbustos, pássaros e flores, acordados pela luz repentina, curvavam-se para vê-la passar.

A estrela flutuou entre sorrisos, agradecendo a simpatia da floresta, até chegar perto do arbusto cheio de espinhos.

Aproximou-se lentamente da plantinha e falou-lhe docemente.

Não te inscrevestes na eleição da rainha das flores, por isso vim pessoalmente buscar-te...

Mas, senhora... gagejou a planta, ...eu?? Como posso aspirar a ser rainha de qualquer coisa... não vês o quanto sou feia!!

O Senhor da vida ordenou-me que viesse buscá-la...

Se este é o seu desejo...aqui me tens, senhora...

E partiram em um rastro de luz, na direção do conselho das flores.

As demais candidatas riram-se da pretenciosa intenção daquele feio arbusto.

A platéia silenciou quando entrou no ambiente a primavera, anunciada pelo som de mil clarins.

O arbusto, espantado, reconheceu a estrela que a trouxera até ali.

Então, senhores conselheiros - questionou a primavera- o Senhor da vida deseja saber se já encontraram a legítima representante de Seu Reino?

Não, senhora. Estávamos para decidir-nos, quando fomos interrompidos pela vaidade dessa planta sem qualidades que aí está. Veja! Quanta ousadia...

A primavera voltou-se para a plantinha que chorava de vergonha e humilhação e perguntou:

O que mais desejas nesta vida? E a planta respondeu entre lágrimas...

Amar e ser amada...

A primavera, então, tocou os galhos espinhosos e, logo, botões surgiram dos galhos semi-nus, abrindo-se em mil pétalas sedosas, de perfume inesquecível...

Qual é o teu nome? Perguntaram todos.

Eu sou a rosa...
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Quando o amor tocar os espinheiros do mundo, as rosas brotarão em cada alma.
Tal é a lei de amor, como ensinou Jesus...



Visite Amigos de Paz e Fraternidade em: http://apoiofraterno.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

Auxílio Mais Alto

Livro: Mais Perto
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier



"... E orai uns pelos outros..." - Tiago, 5:16.

Através dos episódios do cotidiano, achamo-nos freqüentemente diante de pessoa a quem desejamos ardentemente auxiliar, desconhecendo, porém, como agir.

Por vezes, semelhante criatura não precisa tanto de apoio material para a obtenção disso ou aquilo. Reconhecer-se-á, no entanto, sob a carga de tribulações e obstáculos de ordem tão íntima que a nossa ingerência no assunto resultaria contraproducente ou inoportuna.

Em várias situações, a pessoa a quem nos propomos prestar assistência individual se vê debaixo de grandes conflitos do sentimento que não nos será lícito abordar sem feri-la; permanece em crise nas relações afetivas com criaturas outras cujas intenções não conseguiremos avaliar; caminha carregando lutas familiares de natureza complexa, sem que lhe possamos ofertar mínimo concurso pelo respeito que lhe devemos; experimenta o abandono de seres amados aos quais se afeiçoa, sem forças para romper os nexos de passadas reencarnações; sofre acusações e críticas, recusando delicadamente a participação alheia nas inquietações que atravessa; suporta amargos desenganos, aspirando a esconder as próprias lágrimas; agüenta provas constrangedoras que não quer comentar; ou haverá perdido algum ente inolvidável que a morte arrebatou e cuja importância só essa mesma pessoa terá recursos para considerar no imo da própria vida.

Saberemos tudo isso, mas é preciso observar o apreço que os companheiros de trabalho ou de ideal nos merecem, abstendo-nos de opinar sem mais profundo conhecimento de causa nos problemas que lhes digam respeito e para os quais não nos pedem a intervenção.

Por isso mesmo, o auxílio mais alto que se pode estender à criatura em dificuldade será sempre acatá-la como seja e como esteja; compreender que ela se encontra sob a proteção de Deus tanto quanto nós; que Deus saberá guiá-la com sabedoria e bondade; e que, de nossa parte, em qualquer fase da existência, podemos e devemos prestar-lhe o apoio do silêncio com o donativo da oração.

domingo, 15 de maio de 2011

SENHORA DA JUSTIÇA

Parece que se nubla o Sol quando ela chega...

Pode chegar de mansinho, em demorados ensaios, ou chega de modo abrupto, como um felino que salta sobre uma presa. Num ou noutro caso, jamais é bem-vinda.

Pode ser que ela chegue anunciando renovações, liberdade e crescimentos, contudo, na base dessas bênçãos, há sempre amarguras, dor e saudade.

Servidora de Deus em favor da Grande Vida, costuma ser rejeitada, abominada mesmo, e considerada como poderosa e intransigente inimiga, tudo por causa do pouco entendimento quanto a sua grave quão divina missão.

Parece que neve regelante se abate sobre todas as coisas, quando ela se apresenta...

Responsável por larga faixa do progresso do mundo e senhora da impoluta justiça, uma vez que não privilegia condições econômicas, culturais ou sociais, nem se curva a faixas etárias ou a vinculações, quaisquer que sejam, quão poucos já conseguem ter paz perante seus sinais, e pouquíssimos já podem expressar alegrias diante do seu anúncio.

O que lhe confere foros de verdade e caráter de permanência na vida humana é o fato de representar as leis divinas, e as leis de Deus visam sempre ao bem de todas as almas, filhas do Seu amor.

Se tu conheces a Jesus e admites a perfeição da vontade do nosso Criador, segue aprendendo, ainda que aos poucos, a respeitar esse ser, cuja presença tanto assusta e incomoda, desde tempos imemoriais.

Não necessitas prestar-lhe qualquer culto; nem precisas temê-la. Basta que vivas nobremente no mundo, e que ensines aos teus a fazer o mesmo, porque, seja mansamente, como a luz do dia que dilui as sombras da noite, ou rápida e violenta, como o salto de um felino, a morte a todos envolverá com seu véu de narcotizantes essências, a todos transladando dos campos do passageiro aprendizado terrestre, para o Grande Lar da vida imperecível, no seio das estrelas.

Todas as suposições e todos os enganos se desfazem, quando, após superarmos duras pelejas e cumprirmos nossos deveres, saímos do mundo das sensações enganosas e mergulhamos no oceano de realidades que o amortecimento do corpo carnal permite ao Espírito imortal.





pelo Espírito Rosângela C. Lima - Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 17.7.2006, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ. Publicada no Jornal Mundo Espírita de novembro de 2006. Do site: http://www.raulteixeira.com/mensagens.php?not=61.

A virtude da humildade

Um homem pode ser humilde sem se tornar alvo de humilhações? A humildade deixa as criaturas sem auto-estima?

Por vezes, quando exaltamos a humildade, há pessoas que duvidam da excelência dessa virtude e acreditam que ser humilde é o caminho mais rápido para ser pisoteado pelos orgulhosos e poderosos. Não é exatamente assim.

Quando Jesus nos ensinou sobre a humildade, disse que os pobres de espírito são bem-aventurados porque teriam o Reino dos Céus.

Mas atenção: pobre de espírito não significa, em hipótese alguma, ser pequeno de idéias ou uma pessoa de espírito inferior.

Ao contrário, ser pobre de espírito significa simplesmente ser humilde, carregar dentro do peito um coração capaz de não se envaidecer facilmente.

Ser pobre de espírito representa a conquista de um estado espiritual que não cede espaço para manifestações de egoísmo.

Ser pobre de espírito é buscar um estado espiritual sem orgulho, sem soberba, sem vaidade.

Você já notou que há pessoas que se acham superiores às demais?

Essas acreditam que Deus deveria lhes conceder privilégios e condições especiais.

Esquecem que Deus é Pai de todas as criaturas, que faz nascer o sol sobre bons e maus, e faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.

Somos todos Seus filhos queridos e nenhum de nós se perderá.

O pobre de espírito é aquele que é capaz de olhar para todos os seres humanos como seus irmãos.

É um homem de bem, asserenado pela certeza de que todas as pessoas são profundamente interessantes e dignas de respeito.

A pessoa verdadeiramente humilde não se considera superior, nem inferior a ninguém, pois vê em todos um universo de inteligência e de beleza.

Por isso, o humilde não discrimina, nem maltrata qualquer pessoa. Para ele, ricos e pobres, inteligentes e obtusos, bons e maus são, antes de tudo, filhos de Deus.

As diferenças são decorrentes apenas de seu estágio intelectual e moral.

Um homem assim é sábio e, certamente, vive tranqüilo.

O homem verdadeiramente humilde não se orgulha de seus bens, de sua riqueza, de seu patrimônio intelectual ou de sua boa aparência.

E age assim porque sabe que tudo é passageiro na vida terrena.

Ao deixarmos esse mundo, ficarão para trás todos os bens materiais, o corpo físico.

Além disso, bem antes da morte, a vida já vai nos mostrando que estamos em um mundo onde as coisas são profundamente transitórias.

Para quem é belo e jovem, vale lembrar que o corpo envelhece.

Para os que têm saúde, é sábio recordar que as doenças podem vir a qualquer momento.

Os que se orgulham de riquezas e de uma boa posição social devem observar que tudo isso lhes pode ser retirado a qualquer momento.

Os que têm trabalho ou ocupam altas funções também devem ter em mente que podem perder tais cargos a qualquer momento.

Por isso, vale a pena, em qualquer situação, oferecer o melhor de si a todos, indiscriminadamente.

O homem humilde é o mesmo em todas as ocasiões. Se está em situação desfavorável, conserva-se tranqüilo e não se sente inferiorizado, pois conhece suas potencialidades.

Se vive em condições confortáveis, busca vivenciar a solidariedade, a alegria, o bom humor e a tolerância.

É assim que se constrói um futuro de alegria e realização.

Texto da Redação do Momento Espírita

ORAÇÃO NOSSA

Senhor, ensina-nos:

a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para a frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas de reconhecimento;

Senhor fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades;

Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-Te os desígnios onde e como queiras, hoje, agora e sempre.





pelo Espírito Emmanuel - Do livro: À Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier.

O Fim do Mundo em 1911 (e 2011)

Allan Kardec
Revista Espírita, Abril de 1868

[...] Com efeito, lembra-se que o fim do mundo também tinha sido predito para o ano de 1840, (e agora, para 21 de maio de 2011 o adendo é nosso); acreditavam com tanta certeza, que tinha sido pregado nas igrejas, e vimos anunciado em certos catecismos de Paris às crianças da primeira comunhão, o que não deixou de impressionar desagradavelmente alguns cérebros jovens. Como o melhor meio de salvar sua alma sempre foi dar dinheiro, despojar-se dos bens deste mundo, que são uma causa de perdição, foram feitos pedidos e provocadas doações com este objetivo. Mas o Espírito do mal se mete por toda a parte neste século de racionalistas e impele aos piores pensamentos [...]
[...] Mas eis que esses ruídos se precisam, que esses terrores, que parecem quiméricos, tomam consistência e se formulam nitidamente. O fim do mundo se aproxima, gritam de todos os lados! Na Europa, nos países católicos, recordam-se as velhas profecias que, todas, anunciam esse grande acontecimento para a nossa época...
Não são os espiritos batedores que dão alarme.
Abri O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec e lêde à primeira página, nos prolegômenos, as palavras seguintes: "Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal estão chegados, e que sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da humanidade

Observação: (de Kardec) Não vemos que anunciar a regeneração da humanidade seja anunciar o seu fim. Estas duas idéias se contradizem. Em lugar de dar o alarme, os Espíritos vem trazer a esperança.

"E para começar diz-nos o profeta Joel: "Naqueles tempos a magia cobrirá toda a Terra, e ver-se-ão até as crianças de peito fazer coisas extraordinárias, e falar como pessoas grandes."
"O Espiritismo, esta magia do século dezenove, invadiu o mundo. Há apenas alguns anos, na América, na Inglaterra, na França, fenômenos surpreendentes, incríveis excitaram a curiosidade geral. Móveis inertes, animando-se à vontade dos operadores, entregavam-se às mais fantásticas evoluções, e respondiam sem hesitação às perguntas que lhes dirigiam. Buscou-se qual podia ser a causa inteligente desses efeitos inteligentes. As mesas responderama: São os Espíritos, as almas dos homens que a morte levou, que vem comunicar-se com os vivos. Novos fenômenos se produziram. Ouviram-se como que golpes batidos nos móveis, nas paredes das casas; viram-se objetos, movendo-se espontâneamente; ouviam-se vozes, sinfonias; viram-se mesmo aparições de pessoas mortas há muito tempo. Os prodígios se multiplicavam. Era preciso querer para ver; era preciso ver para ficar convencido.
"Em breve uma nova religião se organizou. Interrogados os próprios Espíritos redigiram o código de sua nova doutrina. Foi, há que confessar, um sistema filosófico admiravelmente bem combinado sob todos os aspectos. Jamais o mais hábil sofista soube tão bem disfarçar a mentira e o paradoxo. Não podendo, sem desvendar sua origem e despertar suspeitas, quebrar de um golpe as idéias de Deus e de virtude, os Espíritos começam reconhecendo altamente a existência de Deus, a necessidade desta virtude; mas fazem tão pouca diferença entre a sorte dos justos e a dos maus, que se é, forçosamente, levado por essas crenças, a satisfazer todas as suas paixões e a buscar na morte um refúgio contra a infelicidade. O crime e o suicídio são as duas consequências fatais desses princípios, que parecem, à primeira vista, marcados por uma moral tão bela e tão pura.
"Para explicar a anomalia dessas comunicações de além túmulo, os Espíritos não puderam deixar se anunciar, como vimos, que os tempos marcados pela Providência estavam chegados; mas não querendo falar do fim do mundo, o que absolutamente não entrava em seu sistema, acrescentaram: "para a regeneração universal da humanidade."[...]

[...] Será o fim do mundo da superstição, do despotismo, dos abusos mantido pela ignorância, pela malevolência e pela hipocrisia; será o fim do mundo egoísta e orgulhoso, do pauperismo, de tudo o que é vil e rebaixa o homem; numa palavra, de todos os sentimentos baixos e cúpidos, que são o triste apanágio do vosso mundo.
Esse fim do mundo, essa grande catástrofe, que todas as religiões concordam em prever, é o que elas entendem? Ao contrário, não se deve ver a realização dos altos destino da humanidade? Se refletirmos em tudo o que se passa em volta de nós, esses sinais precursores não serão o sinal do começo de um outro mundo, quero dizer de um outro mundo moral, antes que o da destruição do mundo material?
Sim, enhores, um período de depuração terrestre termina neste momento; um outro vai começar... Tudo concorre para o fim do velho mundo, e os que se esforçam por sustê-lo, trabalham energicamente, sem o querer, para a sua destruição. Sim, o fim do mundo está próximo para eles; eles o pressentem e se apavoram, crêde bem, mais que do fim do mundo terrestre, porque é o fim de sua dominação, de sua preponderância, a que se apegam mais do que a qualquer outra coisa; e isto, em relação a eles, não será a vingança de Deus, pois Deus não se vinga, mas a justa recompensa de seus atos.
Como vós, os Espíritos são filhos de suas obras; se forem bons, é porque trabalharam para o ser; se forem maus, não é porque tenham trabalhado para o ser, mas porque não trabalharam para se tornarem bons.
Amigos, o fim do mundo está próximo e vos convido vivamente a tomar boa nota desta previsão; ele está tanto mais próximo quanto já se trabalha na sua reconstrução. A sábia providência daquele a quem nada escapa, quer que tudo se construa antes que tudo se destrua; e quando o edifício novo for coroado, quando a cumeeira estiver coberta, então é que desabará o antigo; cairá por si mesmo; de sorte que, entre o velho mundo e o novo não haverá solução de continuidade.
É assim que se deve entender o fim do mundo, que já pressagiam tantos precursores. E quais serão os mais poderosos obreiros para esta grande transformação? Sois vós, senhoras; sois vós, senhoritas, com o auxílio da dupla alavanca da instrução e do Espiritismo. Na mulher na qual o Espiritismo penetrou, há um trablhador espiritual. Nesse estado, tudo trabalhando por ela, a mulher trabalha ainda mais que o homem na edificação do momento; porque, quando ela conhecer todos os recursos do Espiritismo e deles souber servir-se, a maior parte da obra por ela estará feita. Amamentando o corpo de seu filho, também poderá alimentar o seu espírito. E que melhor ferreiro do que o filho de um ferreiro, aprendiz de seu pai? Assim o menino sugará, ao crescer, o leite da espiritualidade e quando tiverdes Espíritas, filhos de Espíritas e pais Espíritas, o fim do mundo, tal qual o compreendemos, não estará realizado? Admirai-vos então, depois disto, que o Espiritismo seja um espantalho para tudo o que se apega ao velho mundo, e do encarniçamento com que procuram abafá-lo em seu berço. - Jobar

Para um estudo ainda mais detalhado, sugerimos aos nossos internaútas ver o livro: O Fim do Mundo, de Camillo Flamarion, da Federação Espirita Brasileira

NA SENDA REDENTORA

Minha amiga,

Jesus nos agasalhe em seu manto de amor e luz.

O pranto é a água lustral da purificação.

Bem-aventurados os que conservam a lâmpada sublime da esperança constantemente acesa no coração. A dor há de ser sempre o broquel divino sobre o mármore dos nossos sentimentos e quando nos distanciamos da carne, temporariamente, louvamos as aflições que o mundo nos oferece.

Mais tarde, voltaremos à lide e, quem sabe?

Então, a nossa taça guardará amargoso conteúdo, para que aprendamos, enfim, a trilhar o caminho excelso do bem.

Muitas responsabilidades pesam em nossas vidas. Nossos corações se assemelham ao firmamento pesado de nuvens, que só a tempestade pode aliviar.

Cultive a sua felicidade na fé robusta que lhe fulgura na estrada, porque feliz é o devedor considerado digno do resgate, ainda na Terra.

Os meirinhos da Justiça Celeste não visitam os espíritos endividados, que se mergulhem na covardia ou fraqueza.

Buscam aqueles corações que amadurecem na sublime compreensão, na caridade santificante e na confiança fiel, e então lhes confere a graça da redenção pela dor, que é sempre bendita e luminosa estrela no céu dos nossos destinos.

Avancemos na atualidade, com o madeiro da renunciação sobre os ombros. Cumpramos a determinação evangélica, negando a nós mesmos, tomando a nossa cruz e seguindo, de passo firme na Gólgota de nossa real salvação.

Os amores no santuário domésticos são raízes profundas, inextirpáveis do coração. Não se deixe dominar pela tortura moral que lhes asfixia as fibras mais íntimas. Eleve seu pensamento e o seu coração, acima do abismo em que as aflições e as amarguras incontáveis sufocam o cérebro do homem moderno, vítima das trevas espirituais que ele próprio criou.

Que a claridade santa da fé brilhe em seus passos e que o Senhor nos abençoe.





pelo Espírito Aura Celeste - Do livro: Cartas do Coração, Médium: Francisco Cândido Xavier

Visão de Eurípedes

Hilário Silva e Chico Xavier
Do livro: A Vida Escreve - FEB

Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento, quando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação. Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia...
Subia sempre.
Queria parar, e descer, reavendo o veículo carnal, mas não conseguia. Braços intangíveis tutelavam-lhe a sublime excursão.
Respirava outro ambiente. Envergava forma leve, respirando num oceano de ar mais leve ainda... Viajou, viajou, à maneira de um pássaro teleguiado, até que se reconheceu em campina verdejante. Reparava na formosa paisagem, quando, não longe, avistou um homem que meditava, envolvido por doce luz.
Como que magnetizado pelo desconhecido, aproximou-se...
Houve, porém, um momento em que estacou, trêmulo.
Algo lhe dizia no íntimo para que não avançasse mais...
E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo.
Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista e ficou em silêncio, sentindo-se como um intruso, incapaz de voltar ou seguir adiante.
Recordou as lições do Cristianismo, os templos do mundo, as homenagens prestadas ao Senhor, na literatura e nas artes, e a mensagem d'Ele a ecoar entre os homens, no curso de quase vinte séculos...
Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar...
Grossas lágrimas banhanvam-lhe o rosto, quando adquiriu coragem e ergueu os olhos, humilde.
Viu, porém, que Jesus também chorava...
Traspassado de súbito sofrimento, por ver-lhe o pranto, desejou fazer algo que pudesse reconfortar o Amigo Sublime... Afagar-lhe as mãos ou estirar-se à maneira de um cão leal aos seus pés...
Mas estava como que chumbado ao solo estranho...
Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, lhe atiram incompreensão e sarcasmo...
Nessa linha de pensamento, não se conteve. Abriu a boca e falou, suplicante:
- Senhor, por que choras?

O interpelado não respondeu.
Mas desejando certificar-se de que era ouvido, Eurípedes reiterou:
- Choras pelos descrentes do mundo?
Enlevado, o missionário de Sacramento notou que o Cristo lhe correspondia agora ao olhar. E, após um instante de atenção, respondeu em voz dulcíssima:
- Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor. Choro por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...

Eurípedes não saberia descrever o que se passou então.
Como se caísse em profunda sombra, ante a dor que a resposta lhe trouxera, desceu, desceu...
E acordou no corpo de carne.
Era madrugada.
Levantou-se e não mais dormiu.
E desde aquele dia, sem comunicar a ninguém a divina revelação que lhe vibrava na consciência, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer de um dia, servindo até à morte.

domingo, 27 de março de 2011

Diante da Terra

Livro: Roteiro
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier



Diante da luta humana, o espírito que amadureceu e despertou o coração, sente-se cada vez mais só, mais desajustado e menos compreendido.

Por vagas crescentes de renovação, gerações diferentes surgem no caminho, impondo-lhe conflitos sentimentais e lutas acerbas.

Estranha sede de harmonia invade-lhe a alma.

Habitualmente, identifica-se por estrangeiro na esfera da própria família.

Ilhado pela corrente escura das desilusões, a se sucederem, ininterruptas, confia-se ao tédio infinito, guardando enrijecido o coração.

Essa, porém, não é a hora da desistência ou do desânimo.

O fruto amadurecido é a riqueza do futuro.

Quem se equilibra no conhecimento é o apoio daquele que oscila na ignorância.

Quem será da escola quando o aluno, guindado à condição de mestre, fugir do educandário, a pretexto de não suportar a insipiência, e a rudeza dos novos aprendizes? e quem estará assim tão habilitado, perante o Infinito, ao ponto de menoscabar a oportunidade de prosseguir na aquisição da Sabedoria? A Terra é a venerável instituição onde encontramos os recursos indispensáveis para atender ao nosso próprio burilamento.

Milhões de vidas formam o pedestal em que nos erigimos e, alcançando o grande entendimento, cabe-nos auxiliar as vidas iniciantes, por nossa vez.

Por isso, na plenitude do discernimento, reclamamos uma fé que nos reaqueça e alma e nos soerga a visão, a fim de que a madureza de espírito seja reconhecida por nós como o mais belo e o mais valioso período de nossa romagem no mundo, ensinando-nos a agir sem apego e a servir sem recompensa.

Situados no cimo da grande compreensão, não prescindimos da grande serenidade.

Se, som o decurso do tempo, registamos o nosso isolamento íntimo, quando alimentados pelo ideal superior, depressa observamos a nossa profunda ligação com a Humanidade inteira.

Informamo-nos, pouco a pouco, de que ninguém é tão indigente que não possa concorrer para o progresso comum e tomamos, com firmeza, o lugar que nos compete no edifício da harmonia geral, distribuindo fragmentos de nós mesmos, no culto da fraternidade bem vivida.

Valendo-nos da ressurreição de hoje para combater a morte de ontem, encontramos na luta o esmeril que polirá o espelho de nossa consciência, a fim de nos convertermos em fiéis refletores da beleza divina.

O mundo, por mais áspero, representará para o nosso espírito a escola da perfeição, cujos instrumentos corretivos bendiremos, um dia. Os companheiros de jornada que o habitam, conosco, por mais ingratos e impassíveis, sãos as nossas oportunidades de materializações do bem, recursos de nossa melhoria e de nossa redenção, e que, bem aproveitados por nosso esforço, podem transformar-nos em heróis.

Não há medida para o homem, fora da sociedade em que ele vive. Se é indubitável que somente o nosso trabalho coletivo pode engrandecer ou destruir o organismo social, só o organismo social pode tornar-nos individualmente grandes ou miseráveis.

A comunidade julgar-nos-á sempre pela nossa atitude dentro dela, conduzindo-nos ao altar do reconhecimento, ao tribunal da justiça ou à sombra do esquecimento.

O Espiritismo, sob a luz do Cristianismo, vem ao mundo para acordar- nos.

A terra é o nosso temporário domicílio.

A Humanidade é a nossa família real.

Todos estamos destinados por Deus a gloriosa destinação.

Em razão disso, Jesus, o Divino Emissário do Amor para todos os séculos, proclamou com a realidade irretorquível: - "Das ovelhas que o Pai me confiou nenhuma se perderá."

Refugia-te em paz

Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Fonte Viva - FEB



"Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer." - Marcos, 6: 31.

O convite do Mestre, para que os discípulos procurem lugar à parte, a fim de repousarem a mente e o coração na prece, é cada vez mais oportuno.
Todas as estradas terrestres estão cheias dos que vão e vem, atormentados pelos interesses imediatistas, sem encontrarem tempo para a recepção de alimento espiritual. Inúmeras pessoas atravessam a senda, famintas de ouro, e voltam carregadas de desilusões. Outras muitas correm às aventuras, sedentas de novidade emocional, e regressam com o tédio destruidor.
Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.
A legislação trabalhista vem reduzindo a atividade das mãos, como nunca: no entanto, em tempo algum surgiram preocupações tão angustiosas como na atualidade.
As máquinas da civilização moderna limitaram espantosamente o esforço humano, todavia, as aflições culminam, presentemente, em guerras de arrasamento científico.
Avançou a técnica da produção econômica em todos os setores, selecionando o algodão e o trigo por intensificar-lhes as colheitas, mas, para os olhos que contemplam a paisagem mundial, jamais se verificou entre os encarnados tamanha escassez de pão e vestuário.
Aprimoraram-se as teorias de solidariedade e nunca houve tanta discórdia.
Como acontecia nos tempos de permanência de Jesus no apostolado, a maioria dos homens permanece no vaivém dos caminhos, entre a procura desorientada e o achado falso, entre a mocidade leviana e a velhice desiludida, entre a saúde menosprezada e a moléstia sem proveito, entre a encarnação perdida e a desencarnação em desespero.
Ó meu amigo, se adotaste efetivamente o aprendizado com o Divino Mestre, retira-te a um lugar à parte, e cultiva os interesses de tua alma.
É possível que não encontres o jardim exterior que facilite a meditação, nem algum pedaço de natureza física onde repouses do cansaço material, todavia, penetra o santuário, dentro de ti mesmo.
Há muitos sentimentos que te animam há séculos, imitando, em teu íntimo, o fluxo e o refluxo da multidão. Passam apressados de teu coração ao cérebro e voltam do cérebro ao coração, sempre os mesmos, incapacitados de acesso à luz espiritual. São os princípios fantasistas de paz e justiça, de amor e de felicidade que o plano da carne te impôs. Em certas circunstâncias da experiência transitória, podem ser úteis, entretanto, não vivas exclusivamente ao lado deles. Exerceriam sobre ti o cativeiro infernal.
Refugia-te no templo à parte, dentro de tua alma, porque somente aí encontrarás as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais, a que o Senhor te destinou

segunda-feira, 7 de março de 2011

RESPOSTAS DE DEUS


Eis algumas das respostas de Deus, nos fundamentos da vida, através da Misericórdia Perfeita:

o bem ao mal; o amor ao ódio;
luz às trevas; equilíbrio à perturbação; socorro à necessidade;
trabalho à inércia; alegria à tristeza;
esquecimento às ofensas;
coragem ao desânimo;
fé à descrença;
paz à discórdia;
renovação ao desgaste;
esperança ao desalento;
recomeço ao fracasso;
consolo ao sofrimento; justiça à crueldade;
reparação aos erros; conhecimento à ignorância;
bênção à maldição;
amparo ao desvalimento;
verdade à ilusão; silêncio aos agravos;
companhia à solidão; remédio à enfermidade;
e sempre mais vida nos processos da morte.

Efetivamente, podemos afirmar que Deus está sempre ao nosso lado, mas pelas respostas de Deus, no campo da vida, ser-nos-á possível medir sempre as dimensões de nossa permanência pessoal ao lado de Deus.





pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Respostas da Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Esperança Constante


Livro: Atenção
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier




O Pessimismo é uma espécie de taxa pesada e desnecessária sobre o zelo que a responsabilidade nos impões, induzindo-nos à aflição inútil.

Atenção, sim.

Derrotismo, não.

Para que nos livremos de semelhante flagelo, no campo íntimo, é aconselhável desfixar o pensamento, muitas vezes, colado a detalhes ainda sombrios da estrada evolutiva.

* * *

Para que se sustente desperto o entendimento, quanto à essa verdade, recordemos as bênçãos que excedem largamente às nossas pequenas e transitórias dificuldades.

É inegável que o materialismo passou a dominar muita gente, perante o avanço tecnológico da atualidade terrestre; contudo, existem admiráveis multidões de criaturas, e cujos corações a fé se irradia por facho resplendente, iluminando a construção do mundo novo.

As enfermidades ainda apresentam quadros tristes nos agrupamentos humanos; no entanto, é justo considerar que a ciência já liquidou várias moléstias, dantes julgadas irreversíveis, anulando-lhes o perigo com a imunização e com as providências adequadas.

Destacam-se muitos empreiteiros da guerra, tumultuando coletividades; todavia, os obreiros da paz se movimentam em todas as direções.

Muitos lares se desorganizam; mas outros muitos se sustentam consolidados no equilíbrio e na educação, mantendo a segurança entre os homens.

Grande número de mulheres se ausentam da maternidade; entretanto, legiões de irmãs abnegadas se revelam fiéis ao mais elevado trabalho feminino ao Planeta, guardando-se na condição de mães admiráveis no devotamento ao grupo doméstico.

Os processos de violência aumenta, quase que em toda parte; ampliam-se, porém as frentes de amor ao próximo que os extinguem.

* * *

Anotando as tribulações que se desdobram no Plano Físico, não digas que o mundo está perdido.

Enumera as bênçãos de Deus que enxameiam, em torno de ti.

E se atravessas regiões de trevas, que se te afiguram túneis de sofrimento e desolação, nos quais centenas ou milhares de pessoas perderam a noção da luz, é natural que não consigas transformar-te num sol que flameje no caminho para todos, mas podes claramente acender um fósforo de esperança.

SAÚDE


Estás mergulhado psiquicamente, na Mente Universal e Divina.
Seguindo a diretriz ética do equilíbrio e da ordem, que fluem e refluem em toda parte, respiras em clima de saúde e de paz. Quando te desconectas do complexo mantenedor da harmonia que te envolve, desconcertam-se as peças da maquinaria física, face às vibrações violentas da mente, favorecendo a instalação das doenças.
A enfermidade, geralmente, procede do ser espiritual, resultante do seu passado, que encontra ressonância no psiquismo atual, gerando o campo propício à instalação da desordem. Durante o dia, muitos fatores conspiram contra a tua harmonia mental, não te cabendo agasalhá-los. Resolve, assim, cada situação, com calma e segurança, não guardando resíduos mentais negativos. Fato consumado, mente liberada, em programação de novo cometimento superior. A tua saúde depende sempre do teu comportamento moral e espiritual. E, não obstante, se a enfermidade encontrar guarida no teu organismo recorre à oração e resgata a tua dívida com alegria, em pleno processo de libertação total.

EPISÓDIOS DIÁRIOS
DIVALDO FRANCO - JOANNA DE ÂNGELIS

Auto-Estima


Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco


Como a criança não sabe o que é felicidade, facilmente identifica-a no divertimento, aquilo que a agrada e a distrai, os jogos que lhe povoam a imaginação.

É na infancia que se fixam em profundidade os acontecimentos, aliás, desde antes, na vida intra- uterina, quando o ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual renascerá. As impressões de aceitação como de rejeição se lhe insculpirão em profundidade, abençoando-o com amor e a segurança ou dilacerando-lhe o sistema emocional, que passará a sofrer os efeitos inconsciente da animosidade de que foi objeto.

Da mesma forma, os acontecimentos à sua volta, direcionados ou não à sua pessoa, exercerão prepon- derante influência na formação da sua personalidade, tornando-a jovial, extrovertida ou conflitada, depressi- va, insegura, em razão do ambiente que lhe plasmou o comportamento.

Essas marcas acompanhá-la-ão até a idade adulta, definindo-lhe a maneira de viver. Tornam-se feridas, quando de natureza pertubadora, que mesmo ao serem cicatrizadas, deixam sinais que somente uma terapia muito cuidadosa consegue anular.

Certamente, essa ocorrência tem lugar com aqueles que se vêm impelidos ao renascimento para reparar pesados compromissos infelizes, retornando ao seio das suas anteriores vitímas que agora os rechaçam, o que é injustificável.

A benção de um filho constiui significativa conquista do ser humano, que se deve utilizar do ensejo para crescer e desenvolver os sentimentos superiores da abnegação e do amor.

Na raiz de muitos conflitos e desequilíbrios juvenis, adultos, e até mesmo ressumando na velhice, as distonias tiveram origem - efeito de causa transata - no período da gestação, posteriormente na infância, quando a figura da mãe dominadora e castradora, assim como do pai negligente, indiferente ou violento, frustrou os anseios de liberdade e de felicidade do ser.

Todos nascem para ser livres e felizes. No entanto, pessoas emocionalmente enfermas, ante o próprio fracasso, transferem para os filhos aquilo que gostariam de conseguir, suas culpas e incapacidades, quando não descarregam todo o insucesso ou insegurança naqueles que vivem sob sua dependência.

Esse infeliz recurso fere o cerne da criança, que se faz pusilâmine, a fim de sobreviver ou leva-a a refugiar-se no ensimesmamento, na melancolia,, sentindo-se vazia de afeto e objetivo de vida. Com o tempo, essas feridas purulam, impelindo a atitudes exóticas, a comportamentos instáveis, às fugas para o fumo, a droga, o álcool ou as diversões violentas, mediante as quais extravasam o ressentimento acumulado, ou mergulham no anestésico perigoso da depressão com altos reflexos na conduta sexual, incompleta, insatisfeita, alienadora...

A sociedade terá que atender à infância através de mecanismos próprios, preenchendo os espaços deixados pela ausência do amor na família, na educação es- colar, na convivência do grupo, nas oportunidades de desenvolvimento e de auto-afirmação de cada qual.

Para tal mister, torna-se necessário o equilíbrio do adulto, educador formal, que pode funcionar como psicotera- peuta, orientando-o para a compreesão dos valores existenciais e das finalidades da vida.

A compreensão dos direitos alheios e dos próprios deveres, o contributo da fraternidade, a segurança afetiva, a harmonia interior, a compaixão, a lealdade se instalaram no ser, cicatrizando as feridas, à medida que o meio ambiente se transforme para melhor e o afeto dos outros, sincero quão desinteressado, substitua a indiferença habitual.

Qualquer ferida emocional cicatrizada pode reabrir-se de um para outro momento, porquanto não erradicada a causa desencadeadora, os tecidos psicológicos estarão muito frágeis, rompendo-se com facilidade, pela falta de resistência aos impactos enfrentados.

A questão da felicidade, por isso mesmo, é muito relativa. Se a felicidade são os divertimentos, ou é o prazer, ei-la de fácil aquisição. No entanto, se está radicada na plenitude, muito complexa é a engrenagem que a aciona.

De certo modo, ela somente se expressa em totalidade, quando o artista conclui a obra a que se entrega, o santo ao ministério de amor a que se devota, o cientista realiza a pesquisa exitosa, o pensador atinge com a sua mensagem o mundo que o aguarda, o cidadão comum se sente em paz consigo mesmo... O dar-se, a que se refere o Evangelho, certamente é a melhor metodologia para alcançar-se essa ventura que harmoniza e plenifica.

Toda vez, portanto, que alguém sinta incompletude, insegurança, seja visitado pelos sentimentos inquietadores da insegurança, do medo, da raiva e da inveja injustificáveis, exceção feita aos estados patológicos profundos, as feridas da infância estão ainda abertas ou reabrindo-se, e necessitando com urgência de cicatrização.

LUZ NA LÂMPADA

Não nos achamos a sós, nem relegados às nossas próprias forças. Conosco está o Senhor, como a energia da usina está na lâmpada singela. Trabalhemos, confiantes. Realmente estamos todos, nos círculos doutrinários do Espiritismo Evangélico, assediados pelo tumulto de sombras desencadeadas pela época de transição que o mundo atravessa.

Isso, porém, no domínio das realidades espirituais, é natural como a tormenta no oceano. Impossível sofrear os elementos em desvario, mas justo e necessário que cada embarcação esteja firme sob o leme seguro. Até certo ponto é preciso saibamos ceder ao vento rijo, permitindo que ele passe sobre nós sem que lhe ofereçamos demasiada resistência, a fim de não gastarmos em vão nossos recursos. Mobilizemos trabalho e vigilância, mas também humildade e paciência.

Nesse sentido rogamos aos companheiros de serviço terrestre socorrerem os irmãos transviados nas trevas, sem se deixarem influenciar por eles.

Amparar o doente sem absorver-lhe a enfermidade. Ouvir os infelizes e consolá-los, contudo, entregá-los ao Senhor porque apenas o Senhor possui recursos suficientes para guiá-los e nutri-los, renová-los e restabelecê-los como é preciso.





pelo Espírito Batuira - Do livro: Mais Luz, Médiuns: Francisco Cândido Xavier.

NOS PASSOS DA BOA NOVA

Todos aqueles que se agitam nas experiências terrestres, na busca de harmonia para si mesmos ou lucidez para os próprios raciocínios, encontrarão expressiva ajuda por meio das instruções da Boa Nova.

Todas as pessoas que estejam à procura de caminhos novos para encontrar equilíbrio em seus relacionamentos com afetos íntimos ou na vivência com a sociedade, a fim de obter vitória sobre o temperamento complexo, encontrarão sugestões felizes no seio da Boa Nova.

Quem almeje conquistar robusta fé, enquanto enfrenta os cravos de duras provações, em si ou em redor de si, terá na Boa Nova valioso escrínio de preciosas gemas de paciência e de perseverança, envolvidas no veludo da oração.

Sempre que as refregas terrenas exigirem coragem e decisão superior aos filhos de Deus espalhados pelo mundo, os mais expressivos posicionamentos de resignação diante do irrecorrível, as firmes atitudes perante os próprios deveres, e tudo o mais que enobreça e impulsione para o bem, todos obterão substancial apoio nos exemplos venturosos da Boa Nova.

É por meio da Boa Nova que podemos travar contato com os benditos fatos da vida de Jesus Cristo junto aos Seus amigos mais próximos e com as demais criaturas. Nela é que aprendemos a amar sem pieguismo, a ajudar sem gerar dependência, a socorrer e passar sem quaisquer cobranças, a sermos fiéis ao bem e verdadeiros, a sofrer sem revolta, mantendo sempre a fibra de quem não perde a confiança nem duvida da prevalente ação da Divindade.

Nas páginas da Boa Nova é que deparamos o Rei Solar em ação de humildade como bom professor, como médico de almas ou, ainda como Bom Pastor, sem qualquer exibicionismo ou presunção, à frente daqueles para os quais viera, luminescente.

Nos passos bem dispostos da Boa Nova de Jesus, cada companheiro da lida evolutiva, se não acolher os sentimentos de desalento ou as propostas de desistência do roteiro feliz, conseguirá iluminar-se e elevar-se, de modo a compartilhar os projetos de progresso do mundo que foram traçados pelo Divino Amigo, o Guia Celestial, que é Jesus.

Tratemos, assim, de nos manter atenciosos e vigilantes pelas vias do mundo terreno, sem perdermos o rumo ansiosamente anelado, para construirmos, em definitivo, a ventura pessoal e a paz interior, cooperando com o progresso da Terra. O campo de trabalhos se apresenta em toda parte; cabe-nos desenvolver os olhos de ver, a boa vontade e a disposição para lavrá-lo com entusiasmo.

A Boa Nova do Senhor corresponde a um mapa bem-aventurado, com as localizações exatas dos tesouros espirituais que todos desejamos ardentemente encontrar.





pelo Espírito Maria Ruth Junqueira - Do site: http://www.raulteixeira.com/mensagens.php?not=280, Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 12.01.2011, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ

Bilhete amigo




Emmauel e Chico Xavier
Do livro: Nosso Livro - LAKE
Meu irmão.
Ninguém espera te transformes num milionário ou num santo para que o bem te ilumine o coração e dirija os passos.
Sublime é a caridade que se transforma em reconforto.
Divina é a caridade que se converte em amor irradiante.
De sementes minúsculas, procedem as árvores gigantescas que sustentam a vida.
Evita falar de ti mesmo.
Cumpre o dever que te cabe, sem intromissão nas tarefas alheias.
Não provoques o elogio no desempenho de tuas obrigações.
Não te prendas a ninharias, quando o benefício geral te reclame a colaboração.
Perdoa sem alarde as ofensas.
Não te encarceres na indisciplina.
Aprende a ouvir com serenidade as palavras ingratas ou contundentes, para que a irritação não perturbe os outros, através de tuas energias descontroladas.
Esquece todo mal.
Procura, cada dia, uma nova oportunidade de ser útil.
Abstém-se das conversações maliciosas ou indignas.
Não partilhes o triste banquete da leviandade ou da calúnia.
Compadece-te dos ausentes e ajuda-os com o verbo cristão.
Escuta com calma quem te procura, trazendo inquietação ou veneno.
Nunca olvides que, se, muitas vezes, nos arrependemos de haver falado, ninguém padece remorso por haver preferido o silêncio.
Ora por quem te persegue ou não compreende.
Emite bons pensamentos para todos os que te cercam.
Não te furtes aos serviços humildes, quais sejam os do copo d’água, da palavra estimulante, do sorriso amigo, da limpeza gratuita, da gentileza anônima, da bondade prestimosa e desconhecida.
Da caridade divina, que exterioriza a claridade santificante do exemplo, pode participar todo irmão de ideal evangélico, ainda mesmo aquele que se declara absolutamente sem tempo e sem dinheiro para o exercício do bem.
Usa, cada hora, o gesto espontâneo da fraternidade imperceptível e os teus singelos depósitos, aparentemente insignificantes, capitalizarão, em teu benefício, um tesouro de glórias no Céu.

SEMANA DA MULHER ESPIRITA

Caridade e Razão


Livro: Encontro Marcado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier



Indiscutivelmente estamos ainda muito longe da educação racional.

Conquanto necessitados de ponderação, agimos, via de regra, sob o impulso de alavancas emotivas acionadas por sugestões exteriores.

De modo geral, muito antes que nos decidamos a discernir, assimilamos idéias que nos são desfechadas por informações e exibições que nem sempre se vinculam à verdade e passamos a esposar opiniões que, comumente, nos induzem a desastres morais no comboio da existência.

Habitua-te a essa realidade e não te entregues às impressões tumultuárias que porventura te visitem o coração. Com isso, não te queremos pedir para que te transformes em palmatória de corrigenda ou para que apresentes ouvidos de pedra à frente dos semelhantes. Às vezes, há muito mais caridade na atenção que no conselho. Fraternalmente, escuta o que se te diga e observa o que vês, sem escandalizar os interlocutores ou ferir os companheiros de romagem terrestre, opondo-lhes censuras ou contraditas que apenas lhes agravariam as dificuldades e os problemas. Ao invés disso, aprendamos a filtrar aquilo que nos alcance o campo íntimo, aproveitando os elementos que se façam úteis aos outros e a nós mesmos, e esquecendo tudo - mas realmente tudo - o que não nos sirva à construção do melhor.

Conversação, na essência, é permuta de almas. Através da palavra, damos e recebemos. Isso, porém, não se refere a doações e recepções teóricas.

Entendendo-nos uns com os outros, fornecemos e adquirimos determinados recursos de espírito, que influirão em nossa conduta e a nossa conduta forma a corrente de planos, coisas , encontros e realizações que nos determinarão o destino. Escolha de hoje no livre-arbítrio será conseqüência amanhã. Causa de agora será resultado depois.

Cultivemos harmonia, à frente de tudo e de todos; no entanto é preciso que essa atitude de entendimento não exclua de nossa personalidade o otimismo irradiante, a sinceridade construtiva, o reconforto da intimidade e a alegria de viver. Em suma, diante de todos e de tudo, deixemos que a caridade nos ilumine o crivo da razão, a fim de que não venhamos a perder os melhores valores do tempo e da vida, por ausência de equilíbrio ou falta de amor.

sábado, 5 de março de 2011

JESUS E OS MENINOS


O Divino Mestre ama as crianças com especial carinho.

Ele sabe que os meninos e meninas do presente serão pais e mães no futuro. Sabe que todos os pequeninos de hoje serão os administradores, ministros, juizes, professores, médicos, advogados, artistas, escritores, artífices, lavradores, e operários de amanhã e, por isso, simboliza neles a esperança do mundo, onde o reino de Deus será edificado.

Jesus reconhece que, se os meninos de agora quiserem, a Terra do porvir será melhor, mais sábia e mais feliz.

É por essas razões que o Divino Senhor, se aguarda a compreensão e o concurso dos homens bons, também espera a cooperação das crianças fiéis.





pelo Espírito Veneranda - Do livro: Antologia da Criança, Médium: Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos

Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:

1º) Quando entramos na faixa da impaciência;
2º) Quando acreditamos que a nossa dor é a maior;
3º) Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;
4º) Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;
5º) Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;
6º) Quando reclamamos apreço e reconhecimento;
7º) Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;
8º) Quando passamos o dia a exigir esforço, sem prestar o mais leve serviço;
9º) Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através da gota de álcool ou da pitada de entorpecente;
10º) Quando julgamos que o dever é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de parar no socorro da prece ou na luz do discernimento.

Pelo espírito de Scheilla, do livro "Ideal Espírita", psicografia de Chico Xavier.

Sobre a Guerra




Qual a causa que leva o homem à guerra?


— Predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por isso que a guerra, para eles, é um estado normal. A medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade.



A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?


— Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos.



Qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?


— A liberdade e o progresso.



Se a guerra deve ter como efeito conduzir à liberdade, como se explica que ela tenha geralmente por fim e por resultado a escravização?


— Escravização momentânea para sovar os povos, a fim de fazê-los andar mais depressa.



Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?


— Esse é o verdadeiro culpado e necessitará de muitas existências (reencarnações) para expiar todos os assassínios de que foi causa, porque responderá por cada homem cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição.



O homem é culpável pelos assassínios que comete na guerra?


— Não, quando é constrangido pela força; mas é responsável pelas crueldades que comete. Assim, também o seu sentimento de humanidade será levado em conta.


Numa batalha, há Espíritos que a assistem e que amparam cada uma das forças em luta?


— Sim, e que estimulam a sua coragem.



Comentário de Allan Kardec: Assim os antigos nos representavam os deuses tomando partido por este ou aquele povo. Esses deuses nada mais eram do que os Espíritos representados por figuras alegóricas.



Numa guerra, a justiça está sempre de um lado; como os Espíritos tomam partido a favor do errado?


— Sabeis perfeitamente que há Espíritos que só buscam a discórdia e a destruição. Para eles a guerra é a guerra; a justiça da causa pouco lhes importa.



Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção dos seus planos de campanha?


— Sem nenhuma dúvida. Os Espíritos podem influenciá-lo nesse sentido, como em todas as concepções.



Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe planos errados, com vistas à derrota?


— Sim, mas não tem ele o seu livre-arbítrio? Se o seu raciocínio não lhe permite distinguir uma idéia certa de uma falsa, terá de sofrer as conseqüências e faria melhor em obedecer do que em comandar.



O general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de dupla vista, uma visão intuitiva que lhe mostre por antecipação o resultado dos seus planos?


— É frequentemente o que acontece com o homem de gênio. É o que ele chama inspiração e lhe permite agir com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem e se servem das faculdades de que ele é dotado.



No tumulto do combate, o que acontece aos espíritos dos que sucumbem? Ainda se interessam pela luta, após a morte?


— Alguns continuam a se interessar, outros se afastam.



Comentário de Allan Kardec: Nos combates, acontece o mesmo que se verifica em todos os casos de morte violenta: no primeiro momento, o Espírito fica surpreso e como aturdido, não acreditando que está morto; parece-lhe ainda tomar parte na ação. Não é senão pouco a pouco que a realidade se lhe impõe.



Os Espíritos que se combatiam quando vivos, uma vez mortos se reconhecem como inimigos e continuam ainda excitados uns contra os outros?


— Nesses momentos, o Espírito jamais se mostra calmo. No primeiro instante, ele ainda pode odiar seu inimigo e mesmo o perseguir. Mas quando as ideias se lhe acalmarem, verá que a sua animosidade não tem mais razão de ser. Não obstante, poderá ainda conservar resquícios maiores ou menores, de acordo com o seu caráter.



Ouve ainda o fragor da batalha?


— Sim, perfeitamente.



O Espírito que assiste friamente a um combate, como espectador, testemunha a separação entre a alma e o corpo? E como esse fenômeno se apresenta a ele?


— Há poucas mortes realmente instantâneas. Na maioria das vezes, o Espírito cujo corpo foi mortalmente ferido não tem consciência disso no mesmo instante. Quando começa a retomar consciência é que se pode distinguir o Espírito a mover-se ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a vista do corpo morto não produz, nenhum efeito desagradável. Toda a vida tendo sido transportada para o Espírito, somente ele chama a atenção e é com ele que o espectador conversa ou a quem dá ordens.


Fonte: O Livro dos Espíritos (Allan Kardec) / Parte 2 / Cap. 9 / Item X

ESPIRITISMO


Guardemos o Espiritismo
Na Terra e no mais Além,
Por norma constante e viva
De nossas lições no bem,

Espiritismo é doutrina
Tanto acolá quanto aqui,
Em que a pessoa obedece
Às leis de Deus dentro de si.

A quantos, pois, nos indaguem:
-"Espiritismo que é?"
Mostremos o Espiritismo
no campo da própria fé.

Espiritismo na rua,
Espiritismo no lar,
Espiritismo no verbo,
Espiritismo no olhar,

Espiritismo em trabalho,
Espiritismo no amor,
Espiritismo na festa,
Espiritismo na dor,

Espiritismo em família,
Espiritismo ao servir,
Espiritismo ao presente,
Espiritismo ao porvir.

Para isso, comecemos
A cultivar, meus irmãos,
Espiritismo na bolsa,
Espiritismo nas mãos.





pelo Espírito Juvenal Galeno - Do livro: Doutrina e Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos.

Regras de Ajudar


Neio Lúcio e Chico Xavier
Do livro: Luz no Lar - FEB


João, no auge da curiosidade juvenil, compreendendo que se achava à frente de novos métodos de viver, tal a grandeza com que o Evangelho transparecia dos ensinamentos do Senhor, perguntou a Jesus qual a maneira mais digna de se portar o aprendiz, diante do próximo, no sentido de ajudar aos semelhantes, ao que o Amigo Divino respondeu, com voz clara e firme:
- João, se procuras uma regra de auxiliar os outros, beneficiando a ti mesmo, não te esqueças de amar o companheiro de jornada terrestre, tanto quanto desejas ser querido e amparado por ele.

A pretexto de cultivar a verdade, não transformes a própria existência numa batalha em que teus pés atravessem o mundo, qual furioso combatente no deserto; recorda que a maioria dos enfermos conhece, de algum modo, a moléstia que lhes é própria, reclamando amizade e entendimento, acima da medicação.

Lembra-te de que não há corações na Terra, sem problemas difíceis a resolver; em razão disso, aprende a cortesia fraternal para com todos.

Acolhe o irmão do caminho, não somente com a saudação recomendada pelos imperativos da polidez, mas também com o calor do teu sincero propósito de servir.

Fixa nos olhos as pessoas que te dirigirem a palavra, testemunhando-lhes carinhoso interesse, e guarda sempre a posição de ouvinte delicado e atencioso; não levantes demasiadamente a voz, porque a segurança e a serenidade com que os mais graves assuntos devem ser tratados não dependem de ruído.

Abstém-te das conversações improfícuas; o comentário menos digno é sempre invasão delituosa em questões pessoais.

Louva quem trabalha e, ainda mesmo diante dos maus e dos ociosos, procura exaltar o bem que são suscetíveis de produzir.

Foge ao pessimismo, guardando embora a prudência indispensável perante as criaturas arrojadas em negócios respeitáveis, mas passageiros, do mundo; a tristeza improdutiva, que apenas sabe lastimar-se, nunca foi útil à Humanidade, necessitada de bom ânimo.

Usa, cotidianamente, a chave luminosa do sorriso fraterno; com o gesto espontâneo de bondade, podemos sustar muitos crimes e apagar muitos males.

Faze o possível por ser pontual; não deixes o companheiro à tua espera, a fim de que te não seja atribuída uma falsa importância.

Agradece todos os benefícios da estrada, respeitando os grandes e os pequenos; se o Sol aquece a vida, é a semente de trigo que fornece o pão.

Deixa que as águas vivas e invisíveis do Amor, que procedem de Deus, Nosso Pai, atravessem o teu coração, em favor do círculo de luta em que vives; o Amor é a força divina que engrandece a vida e confere poder.

Façamos, sobretudo, o melhor que pudermos, na felicidade e na elevação de todos os que nos cercam, não somente aqui, mas em qualquer parte, não apenas hoje, mas sempre.

Silenciou o Cristo e, assinalando a beleza do programa exposto, o jovem apóstolo inquiriu respeitosamente:

- Senhor, como conseguirei executar tão expressivos ensinamentos? O Mestre respondeu, resoluto:

- A boa-vontade é nosso recurso de cada hora.

E, afagando os cabelos do discípulo inquieto, encerrou as preces da noite.

Apoio Espiritual


Livro: Alma e Coração
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Compartilhamos, em nome da beneficência, de recursos vários, como sejam — a moeda e o agasalho, o teto e a mesa. Uma dádiva, porém, existe de que todos necessitamos no câmbio da fraternidade: a dádiva do encorajamento.

Admitamos, de modo geral, que os únicos irmãos baldos de força são aqueles que tropeçam nas veredas da extrema penúria física; no entanto, em matéria de abatimento moral, surpreendemos, em cada lance da estrada, legiões de companheiros em cujos corações a esperança bruxuleia qual chama prestes a extinguir-se, ao sopro da adversidade.

Um possui créditos valiosos nos círculos da finança, mas carrega o peso de escabrosas desilusões; exorna-se aquele com títulos de cultura e competência, todavia traz o espírito curvado sob constrangimentos e desgostos de toda espécie, como se arrastasse fardos ocultos; outro dispõe de autoridade e influência, na orientação de vasta comunidade, e tem o peito semi-sufocado de aflição à face das dores desconhecidas que lhe gravam as horas; outro, ainda, exibe-se por modelo de higidez nas vitrina da saúde corpórea e transporta consigo um poço de lágrimas represadas, em vista das provações que lhe oneram a vida.

Detém-te em semelhantes realidades e não recuses o donativo da coragem para toda criatura irmã do caminho.

Se alguém errou, fala-lhe das lições novas que o tempo nos traz a todos; se caiu, estende-lhe os braços com a fé renovadora que nos repõe nas trilhas de elevação; se entrou em desespero, dá-lhe a bênção da paz; se tombou em tristeza, oferece-lhe a mensagem do bom ânimo...

Ninguém há que prescinda de apoio espiritual.

Agora, muitos de nós precisamos da coragem de aprender, de servir, de compreender, de esperar... E, provavelmente, mais tarde, em trechos mais difíceis da viagem humana, todos necessitaremos da coragem de sofrer e abençoar, suportar e viver.

Muita Paz

INTROSPECÇÃO E REENCARNAÇÃO


“O estudo da reencarnação não interessa unicamente ao exame do passado, às demonstrações do renascimento da alma na ascenção evolutiva; fala, mais profundamente, ao reequilíbrio de nós mesmos”.

Não precisamos exumar personalidades que já desapareceram na ronda inflexível do tempo, a fim de nos certificarmos quanto à realidade dos princípios reencarnacionistas.

Recorramos à introspecção.

Pausemos na atividade cotidiana de quando em quando para observar-nos, no âmago do ser, e constataremos a expressão multiface de nosso espírito.

Aí, na solidão do plano íntimo, em análise correta e desapaixonada, surpreenderemo-nos tais quais somos e, confrontando os impulsos que nos caracterizam a índole com os conhecimentos superiores que vamos adquirindo, esbarramos, de chofre, com as individualidades que vivemos em muitas existências.

Depois de semelhante auto-auscultação, vejamos o próprio comportamento na vida exterior.

Encontraremos, então, o traço dominante de nossa natureza múltipla no trato com pessoas e situações pelas reações que elas nos causam.

O que mais nos assombra é o desnível de nosso senso de amor e justiça, de vez que há circunstâncias em que pleiteamos tolerância e desculpa, quando por dentro estamos plenamente convencidos de que somos responsáveis e puníveis por faltas graves e, há criaturas que nos merecem o máximo apreço, sem que sintamos por elas nada mais que aversão e vice-versa.

Determinemos, por nós mesmos, as oportunidades que falamos disso ou daquilo, escondendo cautelosamente a opinião verdadeira que alimentamos no assunto, atendendo à nossa arte de despistar quando os nossos interesses estejam em jogo e verificaremos que a cortesia, em certas ocasiões, não passa de capa atraente que nos guarnece a astúcia, no encalço de certos fins.

Não nos propomos ao comentário no intuito de arrasar-nos ou deprimirmo-nos. Longe disso, sugerimos o tema com o objetivo de fomentar a pesquisa clara e benéfica da reencarnação, em nós mesmos, sem necessidade de quaisquer recursos à revelações outras, ao modo de pessoa que acende um luz para conhecer os escaninhos da própria casa.

Estudemos a lei dos renascimentos na vida física, dentro de nós.

Não nos poupemos, diante da verdade, para que a verdade nos corrija.

"Não basta que o discípulo tenha um mestre digno para senhorear disciplina determinada. É necessário que ele se informe quanto às lições e se aplique a elas."






pelo Espírito André Luiz - Do livro: Sol nas Almas, Médium: Waldo Vieira.

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

Vale a pena

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Se o amor se vai

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