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sábado, 29 de novembro de 2008

ANGÚSTIA




ESE – Cap. V – Item 24

Aquele que se posiciona em estado de angústia com a vida, sem razão de ser, deve confiar em Deus e partir para a obediência às Suas leis, que será amparado pelos benfeitores da Vida Maior. Existem, para tudo, linhas de comportamento, que devem ser respeitadas na urgência dos dias que passam, esperando nossa compreensão.
Muitos pensam que, por serem Espíritos desencarnados, não precisam obedecer aos estatutos espirituais da Divindade; enganam-se, pois as leis são para todos e para tudo. Muitos casos que se pensa que são infortúnios, são, na verdade, oportunidades de redenção da alma, possibilitando a conquista da sua liberdade, pela desventura que passa.
Não há dor que não traga lições valiosas para a educação das almas e o aprimoramento dos seus sentimentos, cuja necessidade nos faz sofrer, pela ausência do amor. Diante dos infortúnios que se apresentam nos caminhos, convém não ficar na indolência, mas exercitar-se no aprimoramento, rumando para a perfeição, buscando no Evangelho a conduta que exemplifica o Cristo nos pergaminhos da Divindade.
Esqueça as angústias que porventura surgirem no seu coração, ativando a alegria e o trabalho no bem. A caridade desentulha os caminhos dos sentimentos das águas da inatividade. O movimento dirigido pelo amor é rastro de luz que multiplica a esperança no coração.
Pessoas há que gostam e sentem mesmo prazer em aumentar a desdita em suas vidas. Por que pensar no mal, se ele não chegou na sua existência? Mesmo chegando, é preciso esforçar-se para superá-lo, acendendo o ânimo e trabalhando na caridade, falando da vitória em si mesmo e semeando a fé onde quer que seja. Não alimente mágoas, porque ela é semente do sofrimento.
A nossa paz depende muito de nós; cultivemos a oração, pois com isso ficaremos envolvidos em ambiente de luz, que nos guia para a paz. Muitas pessoas se levantam de suas camas com os rostos turvos de melancolia, respirando tristeza e dando má impressão aos que as encontram à luz do dia; sem saber, estão saindo a semear, e terão colheita certa, de acordo com a semeadura.
Procure viver Jesus, mesmo sofrendo agressões, que mais tarde elas se tornarão luzes.
As calamidades sempre existiram na Terra, e os grandes homens as transformam sempre em tranqüilidade pela presença da fé. Façamos o mesmo, que entraremos na dimensão da luz espiritual.
Angústia não é ambiente do homem de bem e, portanto, não interessa para o cristão; é plantio fétido que gera podridão. O angustiado sofre e, por vezes, não sabe de onde vem o sofrimento. Para o Espírito, consciente da fonte dos padecimentos em seus caminhos, é seu dever combater todos os impulsos dos maus sentimentos, fazendo a sua mente participar nas dimensões do amor e da fraternidade.
Busquemos a luz, que essa vontade começará a clarear nossa vida; esqueçamos todos os tipos de aflições que, em muitos casos, não têm razão de ser, estando apenas fazendo ambiente para coisas que não existem.
Alegre-se no bem, que essa alegria crescerá e surgirá o amor, dando nascimento a outras virtudes que engrandecem a alma.
(João Nunes Maia por Miramez. In: Máxima de Luz)

CONVITE À EDUCAÇÃO

"Porque só um é vosso Mestre, o Cristo." (Mateus, 23:10.)


Tarefa de todos nós — a educação.

Ajusta-se a peça na engrenagem a benefício do conjunto.

Harmoniza-se a nota musical em prol do poema melódico.

Submete-se o instrumento ao mister a que se destina.

O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.

Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas Atividades sociais, membros que somos da Família Universal.

Ninguém consegue realizar-se isolado.

Ignorância representa enfermidade carente de imediata atenção.

O labor educativo, por isso mesmo, impõe incessantes contribuições, exigindo valiosos investimentos de sacrifício a benefício do conjunto.

Educa-se sempre, quer se pense fazê-lo ou não.

Da mesma forma que a imobilidade seria impossível, a inércia humana e a indiferença são apenas expressões enfermiças. Mesmo nesses estados criam-se condicionamentos que geram hábitos, educando-se mal, em tais circunstâncias os que se fazem nossos cômpares.

A anarquia que distila vapores alucinantes conduzindo à estroinice, fomenta estados de vandalismo - educação perniciosa.

A ordem dispõe à disciplina que promove a eqüidade, atendendo à justiça - educação edificante.

A educação, assim examinada, traslada-se dos bancos escolares para todos os campos de atividade, fazendo que todos nos transformemos em educadores, vinculados, sem dúvida, àqueles que se nos transformam em seguidores conscientes ou não, aprendizes conosco dos recursos de que nos fazemos portadores.

Jesus, o Educador por Excelência deu-nos o precioso legado vivo da Sua vida que é sublime lição de como ensinar sempre e incessantemente produzindo saúde, harmonia e esperança em volta dos passos.

E o Espiritismo, que nos concita a incessante exame educativo de atitudes e comportamentos, conscientiza-nos sobre a responsabilidade de que, mediante a educação correta, chegaremos ao fanal da caridade perfeita.





pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo P. Franco - do livro: Convites da Vida

ENQUANTO OS VENTOS SOPRAM

Conta-se que, há muito tempo, um fazendeiro possuía muitas terras ao longo do litoral do Atlântico.

Horrorosas tempestades varriam aquela região extensa, fazendo estragos nas construções e nas plantações.

Por esse motivo, o rico fazendeiro estava, constantemente, a braços com o problema de falta de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar naquela localidade.

As recusas eram muitas, a cada tentativa de conseguir novos auxiliares.

Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se apresentou.

Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro.

Bom, respondeu o pequeno homem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.

Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou.

O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer ao anoitecer.

O fazendeiro deu um suspiro de alívio, satisfeito com o trabalho do homem.

Então, numa noite, o vento uivou ruidosamente, anunciando que sua passagem pelas propriedades seria arrasadora.

O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados.

O pequeno homem dormia serenamente. O patrão o sacudiu e gritou:

Levante depressa! Uma tempestade está chegando. Vá amarrar as coisas antes que sejam arrastadas.

O empregado se virou na cama e calmo, mas firme, disse:

Não, senhor. Eu não vou me levantar. Eu lhe falei: posso dormir enquanto os ventos sopram.

A resposta enfureceu o empregador. Não estivesse tão desesperado com a tempestade que se aproximava, ele despediria naquela hora o mau funcionário.

Apressou-se a sair para preparar, ele mesmo, o terreno para a tormenta sempre mais próxima.

Para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo.

As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos estavam nos viveiros e todas as portas muito bem trancadas.

As janelas estavam bem fechadas e seguras. Tudo estava amarrado. Nada poderia ser arrastado.

Então, o fazendeiro entendeu o que seu empregado quis dizer. Retornou ele mesmo para sua cama para também dormir, enquanto o vento soprava.

* * *
Se os ventos gélidos da morte lhe viessem, hoje, arrebatar um ser querido, você estaria preparado?

Se reveses financeiros, instabilidade econômica levassem seus bens de rompante, você estaria preparado?

A religião que professamos, a fé que abraçamos devem nos preparar o Espírito, a mente e o corpo para os momentos de solidão, pranto e dor.

Enquanto o dia sorri, faz sol em sua vida, fortifique-se, prepare-se de tal forma que, ao chegarem as tsunamis, soprarem os ventos e a borrasca lhe castigar, você continue firme, sereno.

Pense nisso e comece hoje a sua preparação.

(Redação do Momento Espírita com base em história de autoria desconhecida.- www.momento.com.br)

ANÚNCIO DIVINO

“Pois na cidade de David, nasceu hoje o Salvador,
que é Cristo, o Senhor”. — Lucas:- 2-11

A palavra do Anjo aos pastores continua vibrando sobre o mundo, embora as sombras densas que envolvem as atividades dos homens.
*
Como aconteceu, há dois mil anos, a Espiritualidade anuncia que nasceu o Salvador.
*
Onde se encontram os que desejam a luminosa notícia?
*
Nas cidades e nos campos, há multidões atormentadas, corações inquietos, almas indecisas.
*
Muita gente pergunta pela Justiça do Céu.
*
Longas fileiras de criaturas procuram os templos da fé, incapazes, porém, de ouvir o anúncio Divino.
*
A família cristã, em grande parte, experimenta a incerteza dos mais fracos.
*
Muitos discípulos cuidam somente de política, outros apenas de intelectualismo ou de expressões sectárias.
*
Entretanto, sem que o Cristo haja nascido na “terra do coração”, a política pode perverter, a filosofia pode arruinar, a seita é suscetível de destruir pelo veneno da separatividade.
*
A paisagem humana sempre exibiu os quadros escuros do ódio e da desolação.
*
No longo caminho evolutivo, como sempre, há doentes, criminosos, ignorantes, desalentados, esperando a Divina Influência do Mestre.
*
Muitos já ouviram ou pregaram as mensagens do Evangelho, mas, não desocuparam o coração para que Jesus os visite.
*
Não renunciaram às cargas pesadas de que são portadores e, cedo ou tarde, dão a prova de que, nos serviços da fé, não passaram de ouvintes ou transmissores.
*
No íntimo, não obstante a condição de necessitados, guardam, ciosamente, o material primitivista do “homem velho”.
*
Esquecem-se de que Jesus é o amigo renovador, o Mestre que transforma.
*
Os séculos transcorrem. As exigências de cada homem sucedem-se no caminho terrestre.
*
E a Espiritualidade continua convidando as criaturas para as esferas mais altas.
*
Bendito, assim, todo aquele que puder ouvir a voz do anjo que ainda se dirige aos simples de coração, sentindo entre as lutas terrestres, que o Cristo nasceu hoje no país de sua alma.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Mentores e Seareiros)

ORAÇÃO E VIGILÂNCIA

O homem respeitoso, que curva o corpo no arado e sulca o seio virgem da terra, ora, porque arando está também orando.
A mulher, que se ergue e, tomando das mãos do pequenino, condu-lo através da experiência do alfabeto, ora, porque ensinar é orar.
O jovem, que renuncia à comodidade do prazer e oferece suas horas ao ministério sacrossanto da enfermagem, ora, porque atender à dor alheia é também orar.
O homem, que empreende a luta pela aquisição honesta do pão que lhe honra a estabilidade doméstica, ora, porque no cumprimento dos deveres morais também se está em prece.
Quem, buscando a fonte generosa, distribui água refrescante, ora, porque matar a sede do aflito é também orar.
Há, entretanto, fora do trabalho, uma forma diferente de orar.
A natureza é um templo, no qual o coração se faz altar, convidando o ser à comunhão com a vida.
Todo aquele que, depois da prece-ação, continua sentindo sede interior de paz, abandone, por momentos, o tumulto do mundo e mergulhe as antenas mentais no oceano de magnificentes cores da Natureza e repita no imo, em murmúrio, a oração dominical, para receber da Divindade alento e força para a jornada na qual, muitas vezes, o coração desfalece enfraquecido. Ouvirá, então, no interlóquio, a voz do Senhor, mantendo com a alma ansiosa um diálogo e colocando uma ponte no abismo que a separa do Criador.
*
A boca, na disputa verbalista, que é tentada ao revide e silencia, humilde, vigia, porque calar uma ofensa e repetir um pequeno curso de vigilância.
A mão que, em se levantando para apontar um ofensor, na via pública, dobra-se reverente, quedando-se caída, vigia, porque não acusar é exercer vigilância em si mesmo.
A alma, que despedaça a cólera aninhada no coração e que antes se dispunha a saltar perigosa sobre o agressor ao seu alcance, vigia, porque perdoar o crime é colocar-se em vigília.
Os dedos nervosos, que ao tomarem da pena para escrever um libelo, no qual em se defendendo acusam, indo, inadvertidamente, cometer o mesmo erro, mas, no justo momento do revide, espalma a mão sobre o papel alvo, conferindo ao tempo a oportunidade de esclarecimento, vigia, porque não revidar golpe com golpe é exercitar a experiência da vigilância.
Há, ainda, uma vigilância pouco exercitada e recomendada pelo Senhor, que é aquela que convida o crente a conduzir a alma de tal maneira, que não se deixe contaminar pelo veneno do mundo, mesmo quando os fortes elos das tentações se unirem em cadeia vigorosa, ameaçando despedaçar a atividade das boas intenções.
Está alguém entre vós aflito? – indaga o apóstolo Tiago – Ore!
E o Divino Mestre recomenda: Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.
(Divaldo P. Franco por Vianna de Carvalho. In: A prece segundo os Espíritos)

AMOR SEM ILUSÃO

Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.

Ao longo do caminho, à sua frente, percebeu que vinha em sua direção um velho sábio.

E porque se demorasse em seus pensamentos sem encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.

Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse:

- Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família com bases no verdadeiro amor.

- Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.

- Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos.

- Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.

- Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?

Nesse mesmo instante aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor.

Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada:

- Acabo de enterrar o corpo de meu pai que morreu antes de completar 50 anos.

- Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos. Seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida.

- Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias nem contemplar seu sorriso de ternura.

- Não verei suas mãos enrrugadas tomando as minhas com profundo afeto.

Nesse momento o sábio dirigiu-se ao jovem e lhe falou com serenidade:

- Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem?

- O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente.

- É nesses sentimentos sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor.

A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física sem observar as grandezas da alma imortal.

O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória.

O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa e a deixa quando chega a hora, para prosseguir vivendo e amando, tanto quanto o permita o seu coração imortal.

Pense nisso!

As flores, por mais belas que sejam, um dia emurchessem e morrem... Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados.

O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre.

Mas as virtudes do espírito que dele se liberta continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no frasco do coração.

(Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep. -www.momento.com.br

EM PEREGRINAÇÃO

"Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura." - Paulo. (HEBREUS, 13:14.)

Risível é o instinto de apropriação indébita que assinala a maioria dos homens.
Não será a Terra comparável a grande carro cósmico, onde se encontra o espírito em viagem educativa?
Se a criatura permanece na abastança material, apenas excursiona em aposentos mais confortáveis.
Se respira na pobreza, viaja igualmente com vistas ao mesmo destino, apesar da condição de segunda classe transitória.
Se apresenta notável figuração física, somente enverga efêmera vestidura de aspecto mais agradável, através de curto tempo, na jornada empreendida.
Se exibe traços menos belos ou caracterizados de evidentes imperfeições, vale-se de indumentária tão passageira quanto a mais linda roupagem do próximo, na peregrinação em curso.
Por mais que o impulso de propriedade ateie fogueiras de perturbações e discórdias, na maquinaria do mundo, a realidade é que homem algum possui no chão do Planeta domicílio permanente. Todos os patrimônios materiais a que se atira, ávido de possuir, se desgastam e transformam. Nos bens que incorpora ao seu nome, até o corpo que julga exclusivamente seu, ocorrem modificações cada dia, impelindo-o a renovar-se e melhorar-se para a eternidade.
Se não estás cego, pois, para as leis da vida, se já despertaste para o entendimento superior, examina, a tempo, onde te deixará, provisoriamente, o comboio da experiência humana, nas súbitas paradas da morte.
(Francisco Candido Xavier por Emmanuel. In: Vinha de Luz)

E OLHAI POR VÓS

"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados desta vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia." - Jesus. (LUCAS, 21:34.)

Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bem-estar imediato da existência física, descuidando-se da vida espiritual, a sobrecarregar sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte. Enquanto lhe sobra tempo para comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada. Fixa com interesse as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam nações, mas não vê, comumente, as sombras que o invadem. Vasculha os males do vizinho e distrai-se dos
que lhe são próprios.
Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico, mergulhando-se no mar de fantasias ou encarcerando-se em laços terríveis de dor, que ele próprio cria, ao longo do caminho.
Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos, clama, desesperado, por Jesus e seus mensageiros.
O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito, recomendou vele cada um por si, na direção da espiritualidade superior.
Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou com o roteiro, antecedendo-nos a solicitação, há muitos séculos.
Retire-se cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento do dever, alije as inquietações mesquinhas - e estará preparado à sublime transformação.
Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada aprendiz do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é dia de juízo no mundo de cada homem.
(Francisco Candido Xavier por Emmanuel. In: Vinha de Luz)

AMIGOS DE INFÂNCIA


RESSUCITANDO ESPERANÇAS


Rachel com o filhinho agonizante nos braços , tem nos olhos as lágrimas de uma mãe muito aflita, procurando nas ruas pelo socorro de alguma alma bendita .

A criancinha prostrada, respira ofegante, seus gemidos revelam dores convulsionantes.

Maria , abre correndo as portas de seu lar para atendê-la, oferece seus braços a ela, correndo em direção ao leito limpo, possicionando-o de maneira que respire mais livre o ar que adentra pela janela, purificando e renovando a atmosfera.

Solicita ao pequeno Jesus que busque flores de verbena para fazer-lhe um chá. O menino prestativo sai pela porta sorrindo e já sabe muito bem onde aquele bom remédio encontrar.

No caminho vai transmitindo ao pobre enfermozinho desejos de alívio em oração, suplicando ao Pai Celeste que suavize as dores do pequenino, se assim for sua vontade e se assim não atrapalhar as suas provações .

Retorna ao lar , trazendo as flores que ajudarão no reestabelecimento daquela criaturinha em tormento.

Entra e vê uma cena, triste, porém que muito emociona seus sentimentos.

A mãezinha, ajoelhada ao pé da cama, vela por seu filhinho, que tem o folego exaurido, trazendo em seus olhos as águas de quem mais no mundo ama. Apesar do sofrimento, está envolta em luz, irradiando em todo o ambiente uma aura tão rutilante, que demonstra o amparo divino para aqueles que mesmo nas horas de agonia conformam-se , resignados, com o peso da cruz.

O menino comovido, abraça a mulher e diz :

- Não chores ...

Reconhecendo-lhe a preocupação, pede que imponha sobre a cabecinha febril as mãos . Sabe que seu desejo é de ceder ao seu menininho a própria saúde e se tiver que partir ou padecer , então partir no lugar dela. Seu desejo é tão ardente que transmite a criança forças para a recuperação, e na boa vontade que é a fé exaltada em sua mais pura expressão, a cura lhe é concedida, pois Deus reconhece o mérito das almas que possuem uma sincera intenção.

Jesus percebeu que alí estavam espíritos que aceitaram virem juntos para uma nobre missão, de exercitarem como mãe e filho , o amor que dantes não tiveram e agora precisam reconhecer o sentido do perdão.

O garoto abre os olhinhos e as dores vão sumindo, estendendo os bracinhos, o aconchego do colinho pedindo. A mãe segura o filho amado , sem saber sequer explicar a sensação de vê-lo curado.

Maria entra no quarto, trazendo o bálsamo coado e fervido, se depara com risos felizes que substituiram os dilacerantes gemidos.

Jesus percebe o olhar espantado e comovido da própria mãe, que balança a cabeça sem nada ter entendido. Então explica as duas o milagre que havia ocorrido :

- Deus permite as dores para testar as nossas bases morais, pois saber em teoria não prova as nossas vontades reais. Ser bom nos momentos bons é fácil e pouco exige do seu feito, amar a quem nos ama, doar quando muito se tem, quando não nos colocamos na condição do que sofre e não se reconhece legitimamente o peso da sua dor, o amor é tal fogo na palha, pega logo, queima tudo e não se mantém. Para conservar a chama ardente, é preciso reconhecer o valor incondicional que tem fazer o bem. Não precisa esperar que as dores se apresentem, é preciso despertar o "ser consciente", buscar o irmão enfermo que padece em agonia e acolher em alegria como fizera para aquela mãe e sua criança , acudindo almas que pedem por socorro, ressucitando-lhes as esperanças.

O chá foi bem vindo , brindando a felicidade de todos por verem o pequeno saudável e sorrindo.

Qual está sendo a nossa postura diante do irmão que solicita-nos o socorro ? Sabemos aliviar as suas dores ?
E nossas dores servem-nos de lição para entendermos as intenções dos nossos corações ?

Continua ...
(Texto e Desenho - Paty Bolonha - 2008 )

DE ALMA DESPERTA


"Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti." - Paulo. (II TIMÓTEO, 1:6.)

É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinitamente na sombra dos impulsos primitivistas.
À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com as Leis Eternas.
Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se extinga em nós.
Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.
Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às escuras.
Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas. Nos pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores. Nas aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.
Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao desequilíbrio.
Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade de acordar o "dom de Deus", no altar do coração.
Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.
Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria que luz.
(Francisco Candido Xavier por Emmanuel. In: Vinha de Luz)

COMECE POR VOCÊ

Para quem tem olhos de ver, em toda parte ensinamentos se fazem presentes.

No túmulo de um bispo anglicano, que está na cripta da Abadia de Westminster, na praça do Parlamento, em Londres, pode-se ler o seguinte:

Quando eu era jovem, livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.

À medida que me tornei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não ia mudar. Reduzi, então, meu campo de visão e resolvi mudar apenas meu país.

Mas acabei achando que isso, também, eu era incapaz de mudar.

Envelhecendo, numa última e desesperada tentativa, decidi mudar apenas minha família, os mais próximos, mas, ai de mim, eles não estavam mais ali.

Agora, no meu leito de morte, de repente percebo: se eu tivesse primeiro me empenhado apenas em mudar a mim mesmo, pelo meu exemplo eu teria mudado minha família.

Com a inspiração da família e encorajado por ela, teria sido capaz de melhorar meu país e, quem sabe, poderia até ter mudado o mundo.

* * *
Quase sempre, pensamos e agimos exatamente assim. É comum lermos um trecho do Evangelho e logo pensarmos como aquelas frases seriam muito importantes para alguém da nossa família.

Quando ouvimos uma palestra edificante, que concita ao bem, logo nos vem à mente o pensamento de que seria muito bom se determinada pessoa estivesse ali para ouvir.

Isso faria muito bem para ela! É o que dizemos para nós mesmos.

Como esta informação a poderia modificar, mudar sua forma de agir.

Quando estamos vinculados a uma determinada religião, o pensamento não é diferente.

Ficamos a desejar que nossos parentes, nossos amigos, colegas professem a mesma crença, comunguem dos mesmos ideais.

Por vezes, chegamos a nos tornar um pouco inconvenientes, ou talvez até em demasia, mandando recados, frases escolhidas para os amigos.

Tudo nesse intuito de que eles as leiam, as absorvam e coloquem em prática.

São frases que se referem aos bons costumes, à ética, à moral e quem as recebe, com certeza, pensará também:

Seria muito bom que o remetente colocasse em prática essas fórmulas. Ele precisa disso.

Por isso é que o Mundo ainda não é esse local especial que tanto ansiamos: um oásis de compreensão, com aragem de paz e fontes cantantes de fraternidade.

Porque cada um de nós deseja, pensa, anseia por mudar o outro. Por fazer que o outro se revista de compreensão, de polidez.

Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade estabeleceu que cada um deve dar conta da sua própria administração.

Administração da sua vida, dos seus deveres, da sua missão.

O mundo é a somatória de todos nós, das ações de todos os homens.

Cabe-nos pois a inadiável decisão de nos propormos à própria melhoria.

E hoje, hoje é o melhor dia para isso. Nem amanhã, nem depois.

Hoje. Comecemos a pensar em que poderemos nos melhorar.

Quem sabe, um gesto de gentileza? Que tal um Bom dia? Um Obrigado, um sorriso?

Pensemos nisso.

(Redação do Momento Espírita. - www.momento.com.br)

PENSAMENTOS

Recorrer ao passado para ensinar e referir-se ao futuro para construir, mas viver nas realidades do presente, colaborando com os irmãos da Humanidade.
-o-
Ninguém conseguirá manter a ordem sem a justiça, mas ninguém constrói a paz sem amor.
-o-
Auxiliando, compreendemos. Dando, possuímos. Quanto mais baixo nas esferas da Natureza, mais intensamente se mostra o bem da força, e quanto mais alto, nos planos do Espírito, mais pura se revela a força do bem.
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A força tiraniza. O amor reina.
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Às vezes, fugimos ao serviço que nos cabe, justificando a omissão com os defeitos que ainda nos caracterizam. Dizemo-nos demasiado fracos para cooperar com a beneficência e desertamos do contato com os irmãos em penúria... Afirmamo-nos inábeis e recusamos encargos honrosos que se nos confiam... Proclamamo-nos rudes em excesso e rejeitamos a possibilidade de colaborar no ensinamento edificante... Asseveramo-nos na posição de espíritos endividados e fantasiamos incapacidade para o cultivo da fé... Entretanto, é grande contra-senso semelhante norma de proceder. Se a criatura humana surgisse instruída no berço, para que a escola da Terra?

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: O Ligeirinho)

POR ONDE FORES

Procura ver, além das formas, e ouvir acima das palavras, a fim de que aprendas a auxiliar.

Sob o espinheiro da irritação de um amigo, estará provavelmente um problema doloroso que desconheces.

Na base da resposta contundente de interlocutor determinado, a quem pediste cooperação e bondade, se esconde profundo pesar, prestes a se exprimir em aguaceiro de lágrimas.

No fundo da agressividade imprevista de um companheiro, do qual esperavas a frase consoladora que te arredasse das próprias inquietações permanece talvez um sofrimento maior que o teu.

E nas vozes que te pareçam inconvenientes, por demasiado extrovertidas e inoportunas, possivelmente se ocultam telas de angústia que, se expostas de improviso, te gelariam o coração.

Atende as tarefas que a vida te reservou e, sobretudo, empenha-te a entender, a fim de não reprovar.

No plano Terrestre, os chamados felizes suportam responsabilidades que se lhes afiguram algemas de cativeiro e muitos daqueles apontados por detentores de privilégios são criaturas chamadas à sustentação das atividades de outras muitas, trabalhando numa cela dourada por fora, mas encharcada por dentro pelo pranto da solidão.

Segue na estrada dos deveres que te foram assinalados, abençoando e amando sempre.

No mundo, somos todos viajores ante as rotas do tempo, em busca de aperfeiçoamento espiritual.

As tribulações que hoje marcam a senda dos outros, amanha talvez sejam também nossas.

Reflete na Bondade Infinita de Deus e caminha.

Por onde fores, carrega contigo a benção do entendimento e a luz da compaixão.






Francisco Cândido Xavier, Da obra: Deus Aguarda. Ditado pelo Espírito Meimei

AMOR E CARIDADE


Sem o amor, a caridade desapareceria da vida, tanto quanto sem caridade o amor feneceria no mundo.
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O amor é meio.
A caridade é fim.
-o-
O amor é combustível.
A caridade é luz.
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O amor é trigo.
A caridade é pão.
-o-
O amor é bênção.
A caridade é vida.
-o-
O amor ensina.
A caridade realiza.
-o-
O amor propõe.
A caridade produz.
-o-
Sem o amor de Deus, que tudo vitaliza, a caridade de Jesus para conosco não nos alcançaria.
Amor sempre.
Caridade sem cessar.
-o-
Diante da impiedade e da delinqüência, pergunta ao amor o que deves fazer; ele te induzirá à ação da caridade.
Sob injunções ingratas e dores que acreditas não merecer, propõe ao amor como te deves conduzir; ouvirás a sua palavra incentivando-te à caridade da paciência.
Sofrendo incompreensão e dificuldade nas lutas rudes que te maceram interiormente, inquire ao amor qual a solução; sentirás o impulso da caridade iluminar-te os sentimentos.
Perseguido ou malquerido, sob açoites externos ou crucificado em traves invisíveis, ausculta o amor e produze na caridade.
O amor abrir-te-á sempre as portas da paz, enquanto a caridade levar-te-á pelas mãos ao termo da batalha redentora.
Nunca te situes longe do amor; jamais te apartes da caridade.
-o-
Na cruz ignominiosa o Senhor sem culpa nem mácula prosseguiu amando, e porque se recordasse de Judas, afligido pelos remorsos insanos, rogou a Deus perdão para ele e todos nós em luminosa lição de imorredoura caridade, permanecendo até hoje trabalhando pela nossa felicidade.

(Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis. In: Otimismo)

DRIBLANDO A ADVERSIDADE

capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz.

Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins.

Começou a estudar piano aos 8 anos de idade. Após 9 meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Um prodígio.

Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo.

Dedicou-se à obra de Bach.

No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão.

Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido.

Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão.

E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão.

Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido.

Como conseqüência, teve afetado o movimento de ambas as mãos.

Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia.

Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a seqüela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos.

Era o fim de um pianista.

Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música.

Aos 63 anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres.

Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor.

Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura.

A platéia rompeu em aplausos.

Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite.

Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach.

A Ária da Quarta Corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia.

Bom, Martins a executou ao piano com três dedos.

E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins.

Como Martins, existem muitos exemplos.

Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade.

Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor.

De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário.

Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora.

Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça.

Pense: você a pode vencer. Vença-a.





Redação do Momento Espírita com base na biografia de João Carlos Martins, colhida em pt.wikipedia.org.wiki/joão_carlos_martins

CANTO DE ALEGRIA




Vem comigo, meu irmão,
Parceiro de cantoria;
Acompanha na viola
O meu canto de alegria.

Ergamos preces aos Céus
Procurando inspiração
E exaltemos a esperança
Nas rimas desta canção.

Vamos formar um dueto
Afinado contra o mal,
E em breve tempo seremos
Muitas vozes num coral.

Façamos desta cantiga
A melodia bem-vinda,
Contando que além da morte
A vida segue mais linda...

Aos que caíram na estrada,
Em sofrimento imprevisto,
Levemos consolo e fé,
Em nome de Jesus Cristo.

Às crianças e aos velhinhos
A suportarem desdém
Lembremos que Deus é Pai
Que nunca esquece ninguém.

Aos que se encontram perdidos
Nos labirintos da prova,
Que sejamos os arautos
Das bênçãos da Boa-Nova.

Que nosso canto se escute
Em toda parte da Terra,
Por estandarte de paz
A triunfar sobre a guerra.

Elevemos nossas vozes,
Aproveitando esse dom
Que o Senhor nos concedeu
De cantar no mesmo tom.

Vem comigo, meu irmão,
Parceiro de cantoria;
Acompanha na viola
O meu canto de alegria.

(Carlos A. Bacelli por Eurícledes Formiga,. In: "O Caminheiro")

NOS SERVIÇOS DE CURA

Não basta rogar ajuda para si.

É indispensável o auxílio aos outros.

Não vale a revelação de humildade na indefinida repetição dos pedidos de socorro. É preciso não reincidirmos nas faltas.

Não há grande mérito em solicitarmos perdão diariamente. È necessário desculparmos com sinceridade as ofensas alheias.

Não há segurança definitiva para nós se apenas fazemos luz na residência dos vizinhos. È imprescindível acendê-las no próprio coração.

Não nos sintamos garantidos pela certeza de ensinarmos o bem a outrem. È imperioso cultiva-lo por nossa vez.

Não é serviço completo a ministração da verdade construtiva ao próximo. Preparemos o coração para ouvi-la de outros lábios, com referência às nossas próprias necessidades, sem irritação e sem revolta.

Não é integral a medicação para as vísceras enfermas. É indispensável que não haja ódio e desespero no coração.

Não adianta o auxílio do Plano Superior, quando o homem não se preocupa em retê-lo. Antes de tudo é preciso purificar o vaso humano para que se não perca a essência divina.

Não basta suplicar a intercessão dos bons. Convençamo-nos de que a nossa renovação para o bem, com Jesus, é sagrada impositivo de vida.

Não basta restaurar simplesmente o corpo físico. É inadiável o dever de buscarmos a cura espiritual para a vida eterna.





pelo Espírito Bezerra de Menezes - Do livro: “Taça de Luz” (Espíritos Diversos), de Francisco Cândido Xavier

Os Espíritos tudo sabem e tudo podem?

Os espíritos tudo sabem e tudo podem? Quantas pessoas já fizeram essa pergunta, e já ouvimos diferentes respostas. Por exemplo: já ouvimos que os espíritos, não sendo mais do que as almas dos homens que já viveram na Terra, nada tem a nos ensinar. Já lemos em livros de autores estrangeiros, traduzidos para o nosso idioma, que os mortos nada tem a ensinar aos vivos, porque são mortos. Por outro lado já deparamos com um grande número de pessoas que acreditam, que ao desencarnar os espíritos passam a tudo saber e poder.

Na pergunta de n.° 238 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec perguntou: As percepções e conhecimentos dos espíritos são infinitos? Em uma palavra, sabem eles todas as coisas? A reposta foi: Quanto mais se aproximam da perfeição mais sabem – se são superiores, sabem muito. Os espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes em todos os assuntos.

Deduzimos dessa resposta que estão errados aqueles que pensam, que basta ser um espírito desencarnado para ter toda a sabedoria possível e conhecer todas as coisas e assuntos. Este é um triste engano que tem levado muitas pessoas à sérias decepções, e pior ainda, culpam a Doutrina Espírita por isso.

Se tivessem se dado ao trabalho de estudar um pouco o Espiritismo, se forrariam de tais decepções.

Por outro lado equivocam-se os que pensam que os espíritos não tem nada a nos ensinar, pois, tem e muito. A sua simples manifestação já nos ensina sobre a imortalidade do ser, imortalidade dinâmica que caminha para a perfeição.

Apesar das advertências feitas por centros espíritas sérios e por programas de rádio e jornais doutrinários, ainda existem os que se fanatizam por espíritos e acham que eles tudo podem e sabem. Entretanto é preciso convir que existem muitos espíritos, considerados guias e protetores de médiuns e instituições espíritas ditas espíritas, que nem sequer conhecem a Doutrina Espírita.

Outra questão complicada para os espíritos é a questão do tempo. Eles não marcam o tempo como nós, não estão escravizados ao relógio ou calendário, por isso, cada vez que um espírito marque um tempo para certos acontecimentos, existem possibilidades de falhas. Aliás, Allan Kardec recomendou que desconfiássemos, sempre que um espírito predissesse um tempo exato para algum acontecimento.

Saber o princípio das coisas, ter domínio sobre o tempo e ter todas as percepções são coisas de espíritos muito evoluídos.

Sabemos que eles se interessam por nós, aliviam nossos sofrimentos, nos aconselham, mas como eles conhecem as finalidades dos acontecimentos, não se angustiam como nós. Eles se entristecem, mesmo, quando nos rebelamos contra a vida e contra Deus, pois sabem que as conseqüências serão, a de nos atrasar na evolução e trazer mais dores em nosso caminho.

Vale a pena ser espírita? Claro que sim, mas ser espírita com lucidez, amante do estudo, do conhecimento. O homem que procura no Espiritismo as soluções para os problemas que cabe a ele próprio resolver, que só entende Espiritismo pelos prisma dos fenômenos mediúnicos, pelas vantagens materiais, está imitando o personagem bíblico Esaú, que trocou a sua progenitura por um prato de lentilhas.

Não pode existir Espiritismo sem estudo, sem aplicação do aprendizado, sem transformação moral, sem o desenvolvimento das potencialidades do ser. Somos seres em desenvolvimento. Somos imperfeitos, mas perfectíveis, por isso, os pequenos gestos de bondade ajudam em nossa caminhada.

O Espiritismo é uma terapia para a alma cansada, doente, aflita, é a terapêutica do amor. Como não pode existir Espiritismo sem estudo, também não pode existir Espiritismo sem amor.

Se você decidiu, espontaneamente, ser espírita, seja-o por inteiro. Desenvolva a fé racional, tenha por lema a caridade, espalhe em torno dos teus passos a bondade e a esperança. Desenvolva o amor em plenitude para anular o ódio dos que ainda se comprazem na sombra.





Amilcar del Chiaro Filho - Jornal Verdade e Luz Nº 182 de Março de 2001

A PRECE DE DININHA


Eram oito horas da noite. Chovia muito. Relâmpagos, trovoadas...
Dentro de casa, brincava Dininha com o irmão caçula, todos na sala, ao lado de mamãe que costurava, esperando por papai.
Todos os dias "seu" Augusto chegava às sete horas de seu trabalho, portanto estava bastante atrasado.
_ Mamãe, porque papai ainda não chegou? - perguntou Dininha.
- Provavelmente, com toda essa chuva, os ônibus estejam andando devagar, minha filha. - falou a senhora, tentando tranqüilizar a filha.
- Eu poderia ir até ao "orelhão" da esquina e telefonar para a fábrica. Quem sabe ele ficou fazendo serão? - continuou Dininha.
- É melhor que não vá. Com esta chuva poderá pegar um resfriado. Além do mais papai não está tão atrasado assim. - completou mamãe.
A chuva continuava forte, fortíssima! Quando um relâmpago acendeu grande clarão na janela, o irmãozinho de Dininha, choramingando, falou:
- Mamãe, estou com medo...
Dininha também estava, mas não falou nada.
Mamãe pegou o caçulinha ao colo, para acalmá-lo, enquanto Dininha pensava o que fazer para acabar com seu medo. Também ela gostaria de estar amparada por alguém... De repente se lembrou de uma conversa que tivera com papai, quando ele lhe havia dito que Deus é o grande amigo de todas as horas, que nunca nos falta quando Dele necessitamos. E se ela falasse com Deus e Lhe pedisse proteção? Mas, como fazê-lo?
- Mamãe, como a gente faz para falar com Deus? - perguntou a garota.
- É só a gente pensar no que quer dizer a Ele, com força e confiança, que Ele nos ouvirá.
- É preciso ajoelhar, mamãe? - continuou Dininha.
- Não, filhinha. O que interessa é a força do nosso pensamento, a vontade que está em nosso coração.
- E é preciso falar a prece igual à que a professora ensinou lá no colégio? - prosseguiu a menina.
- Também não, se não quiser - esclarecia mamãe - o que conta é sermos sinceros.
- Você me ajuda, mamãe? Eu quero falar com Deus agora...
- Claro, filhinha, vamos fazer uma prece. Feche os olhinhos para não se distrair, e pense com força no que quer falar com Deus.
- Eu vou falar alto, mamãe, mas é só para você me escutar e me acompanhar.
- Está bem, Dininha
- Deus, ajude o meu pai que ainda não chegou do trabalho. Tomara que ele esteja bem, não esteja molhado e com frio. Ajude também as pessoas que não têm onde morar e estão tomando esta chuva. Ajude a mim e ao meu irmãozinho para não termos medo. Obrigada por nossa casa...
Como Dininha parasse de falar, mamãe completou, encerrando:
- Obrigada, Senhor. Assim seja.
Passados alguns minutos, as crianças, já sem medo, ouviram um barulho na porta. Era papai chegando. Correndo, Dininha pulou nos braços do "seu" Augusto e falou:
- Oh, papai, você está bem! Deus ouviu nossa prece! )
(Texto e ilustração: AME-JF - 1o ciclo)

DOS MÉDIUNS

Faculdades mediúnicas

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por iss mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns tem uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações. As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos, a dos escreventes, ou psicógrafos.
- O Livro dos Médiuns, Cap. XIV, item 159 –

Médiuns são pessoas aptas a sentir a influencia dos Espíritos e a transmitir os pensamentos destes.
Toda pessoa que, num grau qualquer, experimente a influencia dos Espíritos é, por esse simples fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseguinte, não constitui privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são os que não possuam um rudimento de tal faculdade. Pode-se, pois, dizer que toda gente, mais ou menos, é médium. Contudo, segundo o uso, esse qualificativo só se aplica àqueles em quem a faculdade mediúnica se manifesta por efeitos ostensivos, de certa intensidade.
O fluido perispirítico é o agente de todos os fenômenos espíritas, que só se podem produzir pela ação recíproca dos fluidos que emitem o médium e o Espírito. O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos; depende, portanto, do organismo e pode ser desenvolvida quando exista o princípio; não pode , porém, ser adquirida quando o principio não exista. A predisposição mediúnica independe do sexo, da idade e do temperamento. Há médiuns em todas categorias de indivíduos, desde a mais tenra idade, até a mais avançada.
As relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem por meio dos respectivos perispíritos, dependendo a faculdade dessas relações do grau de afinidade existente entre os dois fluidos. Alguns há que se combinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segue que não basta ser médium para que uma pessoa se comunique indistintamente com todos os espíritos. Há médiuns que só com certos espíritos podem comunicar-se ou com Espíritos de certas categorias, e outros que não o podem a não ser pela transmissão do pensamento, sem qualquer manifestação exterior. – Allan Kardec, Obras Póstumas – Manifestações dos Espíritos, itens 33, 34 e 35.

“Há diversidade de dons espirituais, mas a Espiritualidade é a mesma.
Há diversidade de ministérios, mas é o mesmo Senhor que a todos administra.
Há diversidade de operações para o bem; todavia, é a mesma Lei de Deus que tudo opera em todos.
A manifestação espiritual, porém, é distribuída a cada um para o que for útil.
Assim é que a um, pelo espírito, é dada a palavra da sabedoria divina e, a outro, pelo mesmo espírito, é dada a palavra da sabedoria divina e, a outro, pelo mesmo espírito, a palavra da ciência humana.
A outro é confiado o serviço da fé e a outro o dom de curar.
A outro é concedida a produção de fenômenos, a outro a profecia, a outro a faculdade de discernir os Espíritos, a outro a variedade das línguas.
No entanto, o mesmo poder espiritual realiza todas essas coisas, repartindo os seus recursos particularmente a cada um, como julgue necessário.”
Quem analise despreocupadamente o texto acima, decerto julgará estar lendo moderno autor espírita, definindo o problema da mediunidade; contudo, as afirmações que transcrevemos saíram do punho do apóstolo Paulo, há dezenove séculos, e constam no capítulo doze de sua primeira carta aos coríntios.
Como é fácil de ver, a consonância entre o Espiritismo e o Cristianismo ressalta, perfeita, em cada estudo correto que se efetue, compreendendo-se na mensagem de Allan Kardec a chave de elucidações mais amplas dos ensinos de Jesus e dos seus continuadores.
Cada médium é mobilizado na obra do bem, conforme as possibilidades de que dispõe.
Esse orienta, outro esclarece; esse fala, outro escreve; esse ora, outro alivia.
Em mediunidade, portanto, não te dês à preocupação de admirar ou provocar admiração.
Procuremos, acima de tudo, em favor de nós mesmos, o privilegio de aprender e o lugar de servir.
(Emmanuel/Chico Xavier, do livro: Seara dos Médiuns, lição: Faculdades mediúnicas.)

Mediunidade e Vida – Eminentes fisiologistas e pesquisadores de laboratório procuraram fixar mediunidades e médiuns a nomenclaturas e conceitos da ciência metapsíquica; entretanto, o problema, como todos os problemas humanos, é mais profundo, porque a mediunidade jaz adstrita à própria vida, não existindo, por isso mesmo, dois médiuns iguais, não obstante a semelhança no campo das impressões.
Por outro lado, espiritualistas distintos julgam-se no direito de hostilizar-lhe os serviços e impedir-lhe a eclosão, encarecendo-lhe os supostos perigos, como se eles próprios, mentalizando os argumentos que avocam, não estivessem assimilando, por via mediúnica, as correntes mentais intuitivas, contendo interpretações particulares das Inteligências desencarnadas que os assistem.
A mediunidade, no entanto, é faculdade inerente á própria vida e, como todas as suas deficiências e grandezas, acertos e desacertos, é qual o dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável por tantas glórias e tantos infortúnios na Terra.
Ninguém se lembrará, contudo, de suprimir os olhos, porque milhões de pessoas, à face de circunstancias imponderáveis da evolução, deles se tenham valido para perseguir e matar nas guerras de terror e destruição.
Urge iluminá-los, orientá-los e esclarecê-los.
Também a mediunidade não requisitará desenvolvimento indiscriminado, mas sim, antes de tudo, aprimoramento da personalidade mediúnica e nobreza de fins, para que o corpo espiritual, modelando o corpo físico e sustentando-o, possa igualmente erigir-se em filtro leal das Esferas Superiores, facilitando a ascensão da Humanidade aos domínios da luz. – André Luiz/Chico Xavier, do livro Evolução em dois Mundos, capítulo XVII

Texto Enviado pelo irmão e bom Amigo Braz Marques

AMBIENTE CASEIRO

Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.

A parentela é um campo de aproximação, jamais cativeiro.

Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos escutar com segurança as aulas da vida.

O lar é um ponto de repouso e refazimento, nunca mostruário de móveis e filigranas, conquanto possa e deva ser enfeitado com distinção e bom gosto, tanto quanto possível.

Quem pratica o desperdício, não reclame se chegar à penúria.

Benditos quantos se dedicam a viver sem incomodar os que lhe compartilhem a experiência.

Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem a desastre ou morte prematura.

O trabalho digno é a cobertura de sua independência.

Aconselhe a criança e ajude a criança na formação espiritual, que isso é obrigação de quem orienta, mas respeite os adultos em suas escolhas, porque os adultos são responsáveis e devem ser livres nas próprias ações, tanto quanto você deseja ser livre em suas idéias e empreendimentos.

Se você não sabe tolerar, entender, abençoar ou ser útil a oito ou dez pessoas do ninho doméstico, de que modo cumprir os seus ideais e compromissos de elevação nas áreas da Humanidade? Muitos crimes e muitos suicídios são levados a efeito a pretexto de se homenagear carinho e dedicação no mundo familiar.





pelo Espírito André Luiz - Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde.

NÃO RETARDES O BEM


A dádiva tem força de lei, em todos os domínios da criação.
A flor dá naturalmente do seu perfume, e o animal, em sistema de compulsória, oferece cooperação ao homem, através do suor em que se consome. A criatura generosa dá concurso fraterno, pelos recursos da caridade, sem esperar petição alguma, e o usurário desencarnado cede, constrangido pelos mecanismos da herança, todas as posses que acumulou.
Isso ocorre porque, no fundo, todos os bens da vida pertencem a Deus, que no-los empresta visando ao nosso próprio enriquecimento.
*
Desenvolve, quanto possível, a tua capacidade de auxiliar, porquanto, no tamanho de teu sentimento, podes ser o amparo material, ainda que ligeiro, , no labor da beneficência; a palavra que esclarece e consola no combate da luz contra o assalto das trevas; a presença amiga que insuflas a esperança ou o braço acolhedor que sustenta o companheiro atormentado pela exaustão.
Recorda, porém, que existe o momento perfeito de auxiliar, seja ele conhecido como sendo a ocasião da necessidade, a sugestão do trabalho, o propósito de ajudar ou o impulso da intuição.
Aproveita o ensejo de ser útil, com a inteligência de quem sabe que é preciso plantar hoje para colher amanhã.
Para isso, no entanto, é imperioso te desfaças de todas as exigências. Não temas farpas de censura, em torno de tua dádiva, e nem taxes a tua bondade com impostos de gratidão. O amor não cobra pedágio seja a quem for que passe por ele recebendo serviço.
Ajuda com a alegria de quem se honra com a faculdade de acrescentar alegrias de que Deus dotou o Universo; sobretudo, não permitas que a oportunidade de auxiliar se deteriore em tuas mãos. A dádiva retardada tem gosto de recusa, tanto quanto a refeição inaproveitada fere o equilíbrio do paladar.
Auxilia quanto, como, onde e sempre que possas para o erguimento do bem comum. Não esperes que a desencarnação obrigue outros a distribuir aquilo que podes dar hoje, no amparo aos semelhantes, para a construção de tua própria felicidade, de vez que tudo aquilo que damos à vida, na pessoa do próximo, é justamente aquilo que a vida nos restitui.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Estude e viva)

CONSERVA-TE EM HARMONIA




Vês esboroarem-se as antigas construções dominadoras, ao sopro do vendaval que varre a Terra.
Acompanhas a decadência dos valores éticos de alta magnitude, sob o terremoto da alucinação que es estabelece.
Assistes a volúpia do prazer descabido, em nome dos novos rumos que a sociedade se impõe.
Observas a delinqüência em crescendo, sem aparente próxima solução em pauta.
São tantos os abusos e tais aberrações, que te percebes estranho no contexto social hodierno, sentindo-te deslocado no lar, no trabalho, onde te apresentas.
Como efeito, a depressão te ameaça, o medo te assusta, os conflitos te perturbam.
Indagas, aturdido:- "Como será o futuro? Que conduta deverei assumir nestas graves circunstâncias?''
Tem calma! Harmoniza-te com o bem e aguarda.
Banhado pela fé, nada te deve perturbar.
Sustentado pela ação da caridade, que distribuas, não te desesperes.
A tua tarefa de crescimento para Deus, realizá-la-ás.
*
Joana de Cusa demonstrou sua fé, no momento do martírio, permanecendo tranqüila até o fim.
João Huss, igualmente na fogueira, compadecendo-se dos sicários que o escarneciam.
Joanna D’ Arc, entre as labaredas, manteve-se harmonizada e perdoou seus algozes.
Giordano Bruno, também imolado pelo mesmo processo, ficou sereno.
Sempre houve períodos de loucura na Terra.
De quando em quando, a transição da humanidade faculta a eclosão das paixões dissolventes e alucinadas.
*
Estes são dias graves. Conduza-te com robustez, apoiado no Evangelho de Jesus, seguindo confiante.
Não te aturda a balbúrdia dos enfermos-sorridentes, dos embriagados-jubilosos, dos intoxicados-zombeteiros.
Foste conduzido a esta situação, a fim de contribuíres para a melhoria das criaturas.
O médico é útil quando surge a enfermidade, ou antes, gerando condições que possam evitar o mal. Quando já instalada a doença, a terapia corresponderá ao seu grau de gravidade.
O mestre faz-se valioso diante da ignorância do aprendiz.
O cristão é fortaleza de segurança e apoio em favor dos que necessitam de ajuda.
*
Jesus sempre esteve a braços com homens e situações, de certo modo, semelhantes a estes que enfrentas.
Foi nesse clima que Ele demonstrou a Sua grandeza, permanecendo em harmonia com os objetivos a que se entregou, sem perturbar-se, nem tergiversar em momento algum.
Assim, conserva-te em harmonia.
(Divaldo Pereira Franco por Joanna de Ângelis. In: Desperte e seja feliz)

EM VIGILÂNCIA

Ouves a triste balada do sofrimento respingando apelos.

Em tidas as vozes uma só voz: fome de paz.

Este equivocou-se; aquele traiu-se; esse emaranhou-se na própria leviandade; este outro perturbou-se na ilusão; aquele outro, revoltado, investe contra si mesmo em desvario.

A colheita é intransferível. Cada um dispõe da liberdade para semear onde, quando e como melhor lhe aprouver.

Ninguém, porém, se eximirá a fazer a viagem de volta, recolhendo.

Responsáveis pelos próprios feitos, estes fazem-se senhores austeros e graves, cobradores às vezes odientos e perversos, ou benfeitores amoráveis.

Por esta razão, a vida é oportunidade que se sucede, uma após outra, favorecendo reparação.

A cada instante podes modificar inteiramente o destino, graças à utilização boa ou má do ensejo que se te apresente em permanente convite.

Não descoroçoes, pois, em tua lida.

Assumiste um compromisso com Jesus.

Não te promete Ele a Terra nem o triunfo barato que transita enganoso.

Incita-te a uma grande violência: arrebentar as amarras das mentiras douradas, da ambição injustificável e da glória perturbadora.

Em contrapartida, propõe-te o triunfo perene sobre as paixões que tisnam a beleza lapidar dos sentimentos, que um dia Lhe deves oferecer, neles refletindo a Sua paz.

Nem receios, nem desconsiderações, nem o pavor que te pode induzir a uma sintonia negativa, nem a negligência que te conduza a atitude arbitrária.

As lições conduzem uma finalidade: aprendizagem. E aprendizagem é uma experiência que deves insculpir em teu mundo íntimo a soldo de sacrifícios para a redenção;

Policia-te. Não te permitas os sonhos utópicos ou os prazeres que te possam infelicitar no trâmite dos sorrisos iniciais para as tragédias culminativas.

O crime passional começa entre os júbilos dos galanteios descabidos.

O alcoolismo inveterado principia no aperitivo que, ao suceder-se, escraviza em inditosa embriaguez.

O vício, sob qualquer aspecto em que se apresente, pode ser comparado à fagulha inocente capaz de atear incêndios terríveis.

Sê jovial, não leviano.

Cultiva o amor, não a vulgaridade.

Faze-te afável, não perturbado pela emoção.

Guarda a previdência, não a mesquinhez.

Detém-te na vigilância, não na obstinação negativa.

Jesus é, para todos entre nós, o exemplo. Na linha de comportamento, é o mediador.

Equilíbrio seja o fiel das tuas aspirações.






pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo P. Franco - do Livro: Oferenda

AVISE A VOCÊ

Aprenda a admoestar-se, antes que a vida admoeste a você.

Se o seu problema é alimentar-se excessivamente, exponha na mesa esta legenda escrita, diante dos olhos:
- Devo moderar meu apetite.

Se a sua luta decorre da preguiça, dependure este dístico à frente do próprio leito para a reflexão cada manhã:
- Devo trabalhar honestamente.

Se a sua intranqüilidade surge da irritação sistemática, coloque este aviso em evidência no lar para observação incessante:
- Devo governar minhas emoções.

Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com esta lembrança breve:
- Devo renovar-me.

Se o seu caso difícil é a inquietação sexual, traga no pensamento este aviso constante:
- Devo controlar meus impulsos.

Se o seu ponto frágil está na palavra irrefletida, espalhe este memorando em torno de seus passos:
- Devo falar caridosamente.

Não acredite em liberdade incondicional. Todo direito está subordinado a determinado dever. Ninguém abusa sem conseqüências.

Repare os sistemas penalógicos da vida funcionando espontaneamente.

Enfermidades compartilham excessos...

Obsessões cavalgam desequilíbrios...

Cárceres segregam a delinqüência...

Reencarnações expiatórias acompanham desatinos...

Corrijamos a nós mesmos, antes que o mundo nos corrija.

Todos sabemos proclamar os méritos do pensamento positivo, entretanto, não há pensamento positivo para o bem sem pensamento reto.

O tempo é aquele orientador incansável que ensina a cada um de nós, hoje, amanhã e sempre que ninguém pode realmente brincar de viver.





pelo Espírito André Luiz - do Livro Ideal Espírita - Psicografia Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos

DANDO A VOLTA POR CIMA

Havia tristeza nos olhos de Eva. Ela adentrou a casa da amiga e chorou, sentada na cozinha.

Entre um gole de chá e lágrimas, contou que seu filho David havia telefonado naquela manhã.

Era véspera do Ano Novo. Eva e o marido estavam programados, como todos os anos, para visitar no dia 10 de janeiro, o filho e a nora.

Mas o telefonema fora para pedir justamente que eles não fossem.

David e a esposa diziam precisar descansar, se recuperar do período de festas e pediam para não serem visitados. Precisavam respirar.

Eva não se conformava:

Que história era aquela de que precisavam se recuperar para receber pai e mãe? Respirar? Isso queria dizer que ela e o marido eram um estorvo, um incômodo quando visitavam o filho?

E o que aborrecia ainda mais era pensar no seu marido. Ele desligara o telefone, e fora para seu quarto sem dizer palavra. Estava arrasado.

A amiga a ouviu. Serviu mais um chá e aconselhou: Amanhã, quando você telefonar para ele, diga que você ficou decepcionada e triste.

Eva se espantou: Quem disse que eu vou ligar? Ele se quiser que telefone. Sabe o número do nosso telefone.

Havia doçura na voz da amiga. Também ponderação e carinho quando voltou a aconselhar:

Eva, você não vai deixar de amar o seu filho porque ele a magoou. Você é mãe.

E, além do que, pense que nenhuma de nós está ficando mais jovem. Não percebe como o tempo escorrega por nossas mãos?

Que importa de quem é a vez ou o dever de telefonar? Se fôssemos viver 400 anos, talvez nos pudéssemos dar ao luxo de esperar que o outro telefone. Mas, do jeito que as coisas são...

Eva foi se acalmando. E, por fim, concordou em que o melhor era dar a volta por cima.

Além do que, finalizou, eu não suportaria não falar com meu David no Ano Novo.

E um grande abraço selou uma vez mais a amizade das duas almas.

Seria muito saudável se, ante crises familiares, pudéssemos contar com pessoas assim amigas. Pessoas que nos recordassem que a vida é breve, que tudo passa.

Passa a alegria, passam as tristezas.

Seria bom ter amigos que nos lembrassem que a vida é muito curta para se desperdiçar em mágoas e picuinhas.

Hoje se está aqui, amanhã podemos não nos encontrar mais. E o que fica, com o vazio da ausência, é um grande remorso que corrói e destrói.

Por que não pedi desculpas? Por que não perdoei? Por quê...?

Não percamos as horas de ser felizes porque alguém foi infeliz em uma frase. Ou indelicado em suas expressões.

Ou ingrato, ou mau.

Sejamos sempre aquele que perdoa, acolhe, abraça. Com essa atitude, com certeza, quebraremos resistências, criaremos clima de harmonia e seremos felizes.

Porque ser feliz é ter consciência de que não demos causa a distanciamentos familiares, nem colocamos nuvens escuras nos relacionamentos.

Ser feliz é viver cada dia, todos os dias, semeando afeições, entendimento, estreitando laços.

Pensemos nisso.





Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17 do livro A doçura do mundo, de Thrity Umrigar, ed. Nova Fronteira.

AMIGOS DE INFÂNCIA


AMIGOS DE INFÂNCIA - Parte IX


O rio de águas avermelhadas reluzia como um ratilho de fogo no poente, dando lugar ao magnifico reflexo lunar espelhando as noites no horizonte.

Lua cheia, pesca em fartura, tempo de boa ventura .

Pescadores subiam nas barcas entusiasmados, sonhando com redes pesadas e porões lotados.

Famíliares os aguardam a beira com os corações ansiosos e apertados, e assim que o sol rompia a madrugada, as barcas vinham despontando, cheios de peixes de tamanhos e qualidades diferenciadas.

A multidão ficava em festa, tanta era a alegria quando os cestos eram retirados, motivo de orgulho e satisfação daqueles que tinham enfrentado os perigos da noite e das águas com coragem e ousadia.

Para as crianças, um espetáculo da natureza, um cenário surreal, os peixes pulavam provocando-lhes risos e sustos sem igual .

Todos desembarcados , começavam a separação, grandes , pequenos, por espécie ou pela sua valorização.

Jesus assistia toda a movimentação, a espera de poder prestar algum serviço em voluntária cooperação.

Ajuda sempre bem vinda, e sempre que chamado, auxiliava satisfeito, tirando os cestos dos barcos ou puxando o arrastão.

Pescadores gratos, presenteavam o menino com peixes, para que sua mãe lhe preparasse uma saborosa refeição.

Alguns peixinhos resistiam bravamente, vivos, sendo alguns pequeninos, Jesus tinha-lhes tanta piedade, que era possível reconhecer nos seus doces olhinhos, um ar suplicativo.

Os amigos pescadores , que já conheciam aquele senso de justiça especial, colocavam os pequenos peixinhos nas águas para que seguissem com toda liberdade o seu curso natural .

O menino extasiado, gritava as margens, feliz !

- Vão e cresçam meus amiguinhos !

Os peixinhos resfolegavam e saiam na faceirice peixeira que a oportunidade condiz.

Voltavam ao leito das águas, como que para uma nova oportunidade renascidos, onde cresceriam, aprenderiam a se defenderem de alguns perigos, talvez até voltassem a cair nas redes prematuramente, mas mesmo assim cada qual cumpriria o destino merecido.

O sol ia alto, anunciando o meio-dia.

Hora de retomar o rumo, levava boa guarnição, colaborando para que a família tivesse uma variada e nutritiva alimentação.

No caminho encontrou Simão Pedro e seu irmão, estranhou que os dois meninos voltavam sem nenhum peixe nas mãos .

Ora , os dois ,entretidos com outras brincadeiras, não haviam sequer conseguido os restos da catação, e agora voltavam desemxabidos, com medo do castigo e da repreensão. Embora cheios de preocupação, tentavam justificar o erro, culpando de gula e ganância o restante da população.

Imaginando que a mãe dos meninos os esperava com as panelas vazias , pois Jesus lhes conhecia a miserável condição em que viviam, nãos se interpôs diante de tanta aflição e fez dos seus próprios peixes uma justa divisão.

Enquanto os meninos olhavam com olhos de satisfação ,o menino exclamou então :

- Enquanto se preocupavam com prazeres e diversão, sequer lembraram-se de que tinham uma responsável missão, quando deram pelo tempo quase vencido , acreditaram que poderiam obter o mesmo mérito das boas recompensações como aqueles que as haviam justamente cumprido. Isso não acontecendo sentiram-se injustiçados sem nem por um momento arrependerem-se ou reconhecerem em sí as desastrosas razões .
Mas Deus, como os pescadores, também tem muito bem aferida a sua balança, onde pesa em igualdade , efeitos idênticos ao peso de nossas ações.

Um dos meninos, cabisbaixo, concordou envergonhado :

- Tens razão, então porque dividiu com este pecador o seu próprio galardão ? Afasta-se , pois assim não te confundirão ...

Jesus os abraçou sorrindo .

- Se divido é porque sei que já receberam a merecida lição, sinto que arrependeram-se a tempo de consertarem as redes dos próprios corações, não as lançarão mais nos mares das ilusões. Quando fomos criados pelo Pai , é como se lançasse as águas várias embarcações, cujos mistérios escondem, sem saberem quando o porto seguro atingirão.
Se enfrentarão tempestades, ondas calmas ou estuantes, das próprias rotas porém os únicos governantes. Se não souberem reconhecer as intempéries do tempo ou das águas da vida os segredos , cedo ou tarde sucumbiremos a violência das tormentas e os destruidores rochedos.
Devemos sempre tentar melhores condições, pescadores de amor é o que devemos ser para que nossas redes jamais subam vazias ou que nos causem decepções .

Os meninos escutavam admirados e atentos , contentes como aqueles peixinhos devolvidos, sabiam agora que era preciso crescer em conceitos e conhecimentos, aprenderem com as escolhas, vencerem os desafios, progredir sempre, tal é a lei, nem que para isso fosse preciso serem reconduzidos ao rio .

Agradeceram a bondade do amigo, voltaram para casa sentindo-se mais leves e reconhecendo os próprios erros e a necessidade da transformação moral sem culpas. E com aqueles belos peixes na fieira , imaginavam que a mãe já estaria preparando a frigideira ...
(Texto e Desenho - Paty Bolonha - 2008 )

AINDA

Efetivamente, você ainda não resplande tanto quanto a luz, mas pode acender uma vela, afastando as sombras.

Não atingiu ainda os mais altos graus da sabedoria, no entanto, nada lhe impede articular uma frase de encorajamento, em auxílio aos que sofrem.

Não possui ainda a paz invariável, entretanto, você detém a possibilidade de fazer silêncio sobre o mal, afim de que o mal se transforme no bem, dentro do menor prazo possível.

Não conquistou ainda a alegria permanente, todavia, consegue endereçar um sorriso de simpatia aos que necessitam de esperança.

Não maneja ainda toda uma fortuna, de modo a construir, por si só, uma instituição de beneficência, contudo, pode doar um pão ao companheiro desamparado.

É provável que você se afirme, sem qualquer condição para fazer isso, no entanto, dispõe você do privilégio da ação. Trabalhando, você é capaz de servir e, servindo aos outros, em qualquer situação e em qualquer tempo, você pode começar.

Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.





Do livro: Endereços da Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz

O APARTE

Perante o enorme ajuntamento de sofredores desencarnados, no Plano Espiritual, o Dr. Bezerra de Menezes, apóstolo da Doutrina Espírita no Brasil, rematava a preleção.

Falara, com muito brilho, acerca dos desregramentos morais.

Destacara os males da alma e os desastres do espírito.

Dispunha-se à retirada, quando fino ironista o invectivou:

- Escute, doutor. O senhor disse que a calúnia é um braseiro no caluniador. Eu caluniei e nada senti. O senhor disse que o furto é um espinho no ladrão. Eu roubei e nada senti. O senhor disse que o destruidor de lares terrestres carrega a lâmina do arrependimento a retalhar-lhe o coração. Destruí diversos lares e nada senti. O senhor disse que o criminoso tem a nuvem do remorso a sufocá-lo. Eu matei e nada senti...

- Meu filho – disse o pregador -, que sente um cadáver quando alguém lhe incendeia o braço inerte?
- Nada – disse, rindo, o opositor sarcástico -, pois cadáver não reage.

E a conversação prosseguiu.
- Que sente um cadáver se lhe enterram um espinho no peito?
- Coisa alguma.

- Que sente um cadáver se o mergulham num lago de piche?
- Absolutamente nada, ora essa! O cadáver é a imagem da morte.

Doutor Bezerra fitou o triste interlocutor e, maneando paternalmente a cabeça, concluiu:

- Pois olhe, meu filho, quando alguém não sente o mal que pratica, em verdade carrega consigo a consciência morta. É um morto-vivo.





pelo Espírito: Hilário Silva, do Livro: A Vida Escreve - Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

APELO DE IRMÃ

Minhas irmãs, reine conosco a luz do Divino Mestre.

A prece é um caminho de luz, garantindo o intercâmbio do Céu com a Terra.

Através de seus fios resplandecentes é possível alimentar a obra de amor que iniciamos no mundo, razão por que aqui me vedes, contente por fazer-me sentir no círculo de tão devotadas companheiras do Espiritismo Evangélico no Brasil.

Estimaria guardar os melhores valores literários para expressar a importância que hoje atribuo, mais que nunca, ao apostolado da mulher espírita-cristã na vida moderna.

Indubitavelmente, a luta humana assume ciclópicas proporções. É imprescindível contemplá-la, de mais alto, na posição em que presentemente me vejo, para aquilatar a magnitude dos problemas gigantescos, a reclamarem equações com o Cristo de Deus.

A ambição destrutiva, a indeferença religiosa, o egoísmo desvairado e a vaidade infeliz conspiram com tamanha intensidade, na face da Terra que, infelizmente, novos conflitos de sangue se anunciam próximos, quais pesados aguaceiros de lágrimas, que só o poder da prece, com serviço e amor poderá remover. É indispensável que a mulher cristianizada se disponha a maiores sacrifícios a fim de que o reerguimento terrestre se não faça tardar. Os homens poderão decidir a batalha, inspirados por destruidores gênios do mal que lhes insinuam o sinistro propósito de hegemonia, através da dominação contra os mais fracos, entretanto, no campo dos vencidos e dos vencedores, que sempre realizam permutas de lugar nos quadros transitórios da experiência, é invariavelmente a mulher a sacerdotisa devotada que reedifica o jardim da vida, com heróico silêncio. Por que não desdobrar a nossa capacidade de construir e de amar, improvisando a medicina preven tiva do bem e da luz, em todas as direções? Para isso, contudo, é imperioso ceder de nós mesmas quotas mais elevadas de entendimento e perdão. Faz-se necessário nos levantemos, não na bandeira revolucionária, que em todos os climas reclama a violência e a discórdia, com os mesmos característicos de incompreensão e ruína, mas sim na intimidade do santuário doméstico, dentro do qual o espírito de sacrifício com Jesus constituir-nos-á a bênção de cada dia.

Não cremos em milagres que não se façam precedidos de intensa preparação no trabalho justo. Não há frutos sem sementeiras adequadas. E se hoje sabemos que a vida não se extingue no sepulcro, prosseguindo, sem surpresas, além da morte, porque não converter as possibilidades evolutivas, que o mundo nos oferece, em recursos de sublimação? Permanecemos agora informadas de que o melhor para Deus é aquele que mais infinitamente concede de si mesmo a benefício do todo e que sem sacrifício não existe libertação, tanto quanto não há celeiro farto sem que a semente se confie à renúncia na cova escura e úmida.

Assim, pois, minhas irmãs, aproveitemos o Dia da Oportunidade. Vós outras, as que vos demorais no instrumento físico de que fomos alijadas, podereis edificar muito. Há crianças desamparadas, velhinhos ao abandono, mentes ignorantes e espíritos afastados da compreensão em toda parte.

Os homens, de quando a quando, combatem-se mutuamente com espadas, estabelecendo rios de sangue fratricida, no solo abençoado do Planeta, mas a mulher guerreira em silêncio, a vida inteira, exterminando a si mesma para que a vida prospere triunfante. Santifiquemo-nos nesse apostolado de renunciação e que o Senhor nos abençoe.





pelo Espírito Aura Celeste - Médium: Francisco Cândido Xavier por Espíritos Diversos. do Livro: Nosso Livro

Construindo Pontes


Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.

Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.

Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.

Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.

Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.

O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!

Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.

Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.

No entanto, as surpresas não haviam terminado.

Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.

O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".

E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

..............................................

As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.

Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.

Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.

Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.

E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.

Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.



Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em mensagem que circula pela internet, sem menção ao autor

http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=72

ANTE O PRÍNCIPE DA PAZ

Antes d’Ele, numerosos conquistadores passaram em nome da paz na Terra...

Ramsés II, adorado como um deus, marcou o pináculo da civilização egípcia, derrotando hititas e sírios, mas deixou no próprio rastro o pranto com que as viúvas e os órfãos lhe amaldiçoaram a vida.

Sardanapalo, o protetor das artes, saqueou Tebas e guerreou Babilônia, sequioso de chacina, entretanto, assediado em Nínive, precipitou-se, infeliz, com todos os seus tesouros numa fogueira extensa.

Dario I, o grande rei da Pérsia, ampliou o seu império, espalhando ruínas, todavia, retirou-se do mundo numa torrente de intriga e ódio.

Alexandre Magno, o condutor dos macedônios, senhorou vários povos, à custa de sangue, contudo, expirou ainda jovem, legando vasto espólio à cupidez de seus generais.

Aníbal, o famoso cartaginês, humilhou espanhóis e gauleses, cruzando os Alpes para vencer o exército romano, mas, em seguida à largas exibições de autoridade, roído de amargura e desconfiança, desertou da própria luta através do suicídio.

Todos desfilaram, usando opressão e rapina, guerrilheiros e mercenários, azorragues e lanças, carros e catapultas, veneno e punhal, acreditando-se missionários do progresso e da concórdia, da unificação e da cultura, quando mais não eram que tiranos da evolução, enfeitados de pedrarias e sedentos de sangue humano...

Ele, porém, o Príncipe da Paz, que nascera na manjedoura, passou entre os homens, sem distintivos e sem palácios, sem ouro e sem legiões.

Seu reinado foi a revelação do amor entre os simples.

Suas armas foram, em todos os dias, a bondade e o perdão.

Seu diadema foi a coroa de espinhos.

Seu salário foi a morte afrontosa entre malfeitores.

Por insígnia de poder, ofertou-se-lhe uma cana à guisa de cetro.

E, por trono de realeza teve a cruz de sacrifício, que converteu na espada do mal, à ensarilhar-se para sempre no alto de um monte, como a dizer-nos que apensa no esquecimento voluntário das exigências de nosso “eu”, pelo engrandecimento constante do bem de todos é que poderemos atingir a senda do luminoso Reino de Deus.

É por isso que, volvidos quase vinte séculos, ao recordar-lhe a suprema renúncia, saudamo-lo em profunda reverência, ainda hoje:

— Ave Cristo! Os que aspiram vencer a treva e a animalidade em si mesmos, a favor da verdadeira paz sobre a Terra, te glorificam e te saúdam.






pelo Espírito Viana de Carvalho, do livro: “Comandos do Amor”, de Francisco Cândido Xavier

AGORA, NÃO DEPOIS

Nem cedo, nem tarde. O presente é hoje.

O passado está no arquivo.

O futuro é uma indagação.

Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.

Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.

Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas.

Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.

Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.

Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.

Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.

Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, “depois” significa “fora de tempo”, ou tarde demais.





pelo Espírito Emmanuel - Médium: Francisco Cândido Xavier. Do livro “Hora Certa"- Edição GEEM

ANTES, PORÉM

Você pede melhoras de saúde.
Antes, porém, socorra o enfermo em condições mais graves.

Você pede, em favor do seu filho.
Antes, porém, proteja a criança alheia em necessidade maior.

Você pede providência determinada.
Antes, porém, alivia a preocupação de outra pessoa, em prova mais contundente que a sua.

Você pede concurso fraterno contra a obsessão que o persegue.
Antes, porém, estenda as mãos ao obsidiado que sofre sem os recursos de que você já dispõe.

Você pede perdão pela falta cometida.
Antes, porém, desculpe incondicionalmente aqueles que lhe feriram o coração.

Você pede apoio à existência.
Antes, porem, seja consolo e refúgio para o irmão que chora em seu caminho.

Você pede felicidade.
Antes, porém, semeie nalgum gesto simples de amor a alegria do próximo.

Você pede solução a esse ou àquele problema.
Antes, porém, busque suprimir essa ou aquela pequenina dificuldade dos semelhantes.

Você pede cooperação.
Antes, porém, colabore a benefício dos que suam e gemem na retaguarda.

Você pede a assistência dos bons espíritos.
Antes, porém, seja você mesmo um espírito bom, ajudando aos outros.

Toda solicitação assemelha-se, de algum modo, à ordem de pagamento, que, para ser atendida, reclama crédito.
A casa não se equilibra sem alicerce.
Uma fonte ampara outra.
Se quisermos auxílio, aprendamos a auxiliar.





pelo Espírito André Luiz - do Livro Ideal Espírita - Psicografia Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos.

AMIGOS DE INFÂNCIA – Parte X


As plantações de trigo douravam as paisagens , conforme batiam os ventos formavam-se novos cenários, dançando pra lá e pra cá como um balé ao ritmo da melodia dos ares.

Só mais alguns dias e a colheita se iniciaria, famílias inteiras nos campos de cereais se empenhariam. Braçadas e mais braçadas levadas para as silagens e para os moinhos , nem mesmo grãos caidos ao chão seriam desperdiçados pois faziam a alegria dos pássaros nos ninhos .

Quem soubera semear e a lavoura se dedicar, colheriam em abundância e qualidade, uma grata satisfação pelo trabalho que acompanhou da evolução da semente pequenina até chegar a fartura dos novos grãos. O trabalho do plantador é que sempre definiu o resultado final , quem não se deixara esmorecer pela quentura do sol, pelas rajadas das tempestades, pela seca ou extremo frio, e no seu objetivo confiou e jamais desistiu, era o momento de colher com grande felicidade.

Quem se entregou cedo ao desânimo, ao perceber o primeiro ataque das pragas a dizimar, ou ainda se deixou pela preguiça se arrastar , a esses pouco restava agora para ceifar. Mais desgraçados se tornaram, sem estímulos para continuar, atribuindo a divindade a má sorte que os fez piorar.

No entardecer, quando o trabalho terminava, corriam para cima dos montes toda a meninada, para verem passar os trabalhadores que se recolheriam para seus lares e os animais que seguiam para as invernadas.

Um descanso merecido onde reestabeleceriam as forças e as energias para empreitarem em uma nova jornada.

Em fila, os lavradores enxugavam os rostos suados, a espera do pagamento combinado em talentos, contavam cada qual suas moedas que lhes provisionaria o sustento. Alguns mostravam um semblante, que embora cansados expressavam satisfação, o prazer natural do cumprimento da tarefa cumprida com dedicação. Outros resmungavam em descontentamento pois viam no trabalho uma árdua obrigação, aborrecidos sequer reconheciam o valor daquele quinhão.

Jesus, sentado no alto da pedra, meditava sobre as diferenças entre aqueles trabalhadores que do Pai haviam recebido as mesmas oportunidades em uma seara em vastidão . Se reclamavam daquilo que recebiam como paga, é porque nunca raciocinaram que todo justo patrão oferece aos seus colaboradores, oportunidades de igual crescimento e prosperidade, recompensando a cada um pelas suas aptidões e produção individual, quem souber mostrar boa vontade e sabedoria para os seus talentos multiplicar estes é que obterão maior valorização e melhor compensação final.

Lembrou -se das figueiras secas que não oferecem nenhum fruto, assim classificaria essas pessoas que se deixam atormentar pela inveja , pelo cíumes e pelo orgulho, desperdiçando forças, perdendo tempo irrigando sentimentos em solos cheios de pedregulhos, deixando seus corações murchar. Se lembrassem de cultivar apenas virtudes, em solo preparado e fecundo, quantos frutos doces poderiam saborear !

As misérias morais são da seara os mais terríveis “joios”, e nem sempre se consegue identificá-los a olho, pois não revelam de imediato suas intenções de veneno cruel e degradador, muitas vezes acabam sendo cultivadas e regadas como se fossem o melhor, causando tristeza e dor.

Sempre é tempo de arrancar os “maus” frutos, quando se sabe que se colhe apenas o que se cultiva. Fazendo na Seara uma semeadura limpa, bem cuidada, sem demora, para o Patrão o que importa não é o tempo em que o serviço é executado, mas os resultados apresentados mesmo que sejam de ultima hora.

(Texto e Desenho - Paty Bolonha - 2008 )

O auxílio mútuo

Diante dos companheiros, André leu expressivo trecho de Isaías e falou, comovido, quanto às necessidades da salvação. Comentou Mateus os aspectos menos agradáveis do trabalho e Felipe opinou que é sempre muito difícil atender à própria situação, quando nos consagramos ao socorro dos outros. Jesus ouvia os apóstolos em silêncio e, quando as discussões, em derredor, se enfraqueceram, comentou, muito simples: - Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se, quanto possível, contra o golpe do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno. Um deles fixou o singular achado e clamou, irritadiço: - Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente. O outro, porém, mais piedoso, considerou: - Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade. - Não posso – disse o companheiro, endurecido -, sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos ganhar a aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para diante em largas passadas. O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido. A chuva gelada caiu, metódica, pela noite a dentro, mas ele, sobraçando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava. Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que o precedera. Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida, num desvão do caminho alagado. Seguindo à pressa e a sós, com a idéia egoística de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento, enquanto que o companheiro, recebendo, em troca, o suave calor da criança que sustentava junto ao próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, guardando-se indene de semelhante desastre. Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... Ajudando ao menino abandonado, ajudara a si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços da senda, alcançando as bênçãos da salvação recíproca. A história singela deixara os discípulos surpreendidos e sensibilizados. Terna admiração transparecia nos olhos úmidos das mulheres humildes que acompanhavam a reunião, ao passo que os homens se entreolhavam, espantados. Foi então que Jesus, depois de curto silêncio, concluiu expressivamente: _ As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem, perante o Pai Supremo, são as suas próprias obras. Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. O coração que socorremos converter-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. Ninguém duvide. Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum. Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos: esta é a lei Divina.


Pelo Espírito de Neio LúcioPsicografado por Francisco Cândido Xavier

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."

Vale a pena

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Se o amor se vai

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