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domingo, 17 de fevereiro de 2008

DEUS- MATÉRIA- ORIGEM DAS COISAS- CRIAÇÃO DO UNIVERSO


Muitas são as questões que nos surgem acerca de Deus, sejamos crentes ou não de alguma crença.
Na Doutrina espírita kardecista, na primeira obra base “ O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, começa exactamente pela afirmação de Deus. (cap. I). O fim desta doutrina é em primeiro consolidar a crença do homem.
Sendo este artigo destinado à interpretação da doutrina vamos começar, como é
lógico, pelo livro inicial da codificação de Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, que tanto pode ser, cronologicamente, o 1º livro básico da doutrina, como porque trata também da parte filosófica do Espiritismo. É neste livro que encontramos os princípios gerais da doutrina.
Tentando então interpretar o Espiritismo, comecemos pelo capitulo I d’ OLivro dos Espíritos: DEUS.
Sendo Deus causa e não efeito, é indispensável que iniciemos esta nossa interpretação, partindo naturalmente do conhecido para o desconhecido.
O conhecido é a matéria, com todas as suas transformações; o desconhecido para nós é Deus, cuja presença real não se manifesta a olho nu, mas sim através dos seus efeitos. Para que sejamos capazes de compreender bem as manifestações de Deus, “Causa primária de todas as coisas”, precisamos figurar ou subdividir, logicamente, esta escala, de baixo para cima:
Deus
Espírito
Matéria
MATÉRIA –Todos nos encontramos envolvidos pela matéria em todas as direcções da terra. O mundo que nos rodeia é matéria; tudo o que fere os nossos sentidos humanos é matéria, em estados diferentes, mas sempre matéria. Logo, o primeiro elemento conhecido, para nós, é a matéria. Mas é na matéria que nós observamos e encontramos os efeitos de uma causa desconhecida.
Assim, façamos, o seguinte paralelo:
CONHECIDO  DESCONHECIDO
MATÉRIA  Substância
CORPO Espírito
HOMEM Deus
Este paralelo entre o conhecido e o desconhecido corresponde a duas ordens ou estágios de conhecimento: o conhecimento que nos vem pelos sentidos materiais, ou sentidos comuns (visão, olfacto, etc.) e o conhecimento que só nos chega através de sentidos espirituais.
Já afirmámos que, à luz da doutrina, na contemplação do Universo, o primeiro elemento conhecido é a matéria.
Mas o que é a matéria?
Para que sejamos capazes de compreendermos o espírito, que é a essência e não a forma, temos necessidade de conhecer a matéria. Não podemos compreender a causa de determinada coisa sem que antes examinemos, os efeitos dessa causa. É o que acontece entre espírito e a matéria. Logo, o conhecimento do espírito reclama que se faça um conhecimento da matéria, visto que um é mediato e o outro imediato.
Existem coisas que nós conhecemos imediatamente, sem qualquer dificuldade; mas no entanto existem também, atrás dessas coisas, realidades que nós não conseguimos conhecer senão através de objectos visíveis. Digamos melhor: aquilo que conhecemos através de coisas visíveis é o que chamamos de conhecimento mediato, em oposição ao conhecimento imediato, que é directo, ao passo que o outro é indirecto.
Analisemos agora:
CONHECIMENTO DAS COISAS
IMEDIATO MEDIATO
Matéria Substância
Em consequência , temos:
Forma --------------- Conhecimento directo
MATÉRIA
Substância---------- Conhecimento indirecto
O conhecimento da matéria é directo porque é mediato, isto é, porque vemos, apalpamos, medimos a matéria directamente; mas isso que vemos e apalpamos é simplesmente a forma da matéria, a parte que está mais próxima de nós, e não a substância. Justamente por isso é que o conhecimento da substância é indirecto e pertence à ordem de conhecimento mediato.
Mas o que quer dizer mediato?
Significa exactamente aquilo que não conhecemos directamente, mas sim por meio de alguma coisa.
Nós observamos e distinguimos as transformações da matéria, as formas da matéria, mas no entanto não vemos a essência da matéria, isto é, vemos a parte exterior das coisas, a parte visível, concreta, mas não vemos a substância, aquilo que determina exactamente a constituição íntima da matéria.
Em resumo, atrás do espectáculo que a natureza nos apresenta, na ordem material, existe então uma causa, que pertence à ordem extra- material. Vemos a matéria transformar-se, contemplamos as forças da natureza através dos seus fenómenos etc. Mas, logo depois, nos questionamos: qual a causa de tudo isto? Tudo é movimento, então qual o motor que move todo este mundo que nos rodeia?
Estudando a matéria, nós observamos que todos os fenómenos da natureza têm uma causa, obedecem a uma força que nós não vemos. Partindo desta observação, iremos avançando da matéria para a substância, do corpo para o espírito e do espírito para Deus.
Sempre do conhecido para o desconhecido.

MATÉRIA
Se estivermos atentos, poderemos verificar que os fenómenos da natureza não se explicam por si mesmos, isto é, sem um agente responsável, sem uma causa, em suma, como vimos na exposição anterior acerca de Deus, as modificações da matéria, a sua solidez, a sua compressibilidade, assim como as mais diversas propriedades dos corpos dependem de um elemento invisível, força ou energia, de cuja existência não podemos duvidar, porquanto os efeitos visíveis se encontram diante de nós. (Veja-se A Génese, de Allan Kardec – “Uranografia geral”, cap. VI). Não percamos de vista este ponto de orientação: as coisas visíveis explicam as invisíveis.
Exemplo: no funcionamento de qualquer máquina, nós vemos os movimentos das peças, a engrenagem de todas as suas partes, bem ajustadas, bem combinadas, etc.; mas não vemos no entanto a sua força motriz, ou seja o que produz o movimento, que dirige o ritmo da máquina. Podemos negar a existência dessa força? Não, porque estamos diante dos seus efeitos; ela, portanto, depende de uma causa; Conclusão: o funcionamento da máquina, que é apenas o efeito, não se explica por si mesmo, mas sim pela causa de que se origina.
Comecemos então pela matéria, pelas coisas mais simples e imediatas, e chegaremos à lei universal da causalidade, reconhecemos então que a causa do Universo é DEUS, causa primária de todas as coisas. (“Livro dos Espíritos” – cap. I). Tomemos, pois, como ponto de partida, uma lei geral: Nenhuma coisa se explica por si mesma.
Assim, a matéria, portanto não se explica por si mesma. Podemos afirmar que a matéria existe porque antes dela existe uma causa. Essa lei geral tem aplicação tanto às grandes como às mínimas coisas.
Exemplo: se segurarmos um livro nas mãos, um livro; nós vimos esse livro sair da máquina, vimos como ele foi feito na tipografia, etc.; ,mas tudo isso é efeito, porque a causa do livro não esta na máquina. Neste caso, qual a verdadeira causa do livro? A inteligência que o organizou; ele não sairia da máquina já pronto, já na forma definitiva para ser lido, se não houvesse, antes dele, uma causa invisível, uma inteligência criadora. Logo, o livro que está em nossa mão é uma coisa que não se explica por si mesma. Em suma, podemos concluir que existe o livro porque existe a inteligência que o elaborou. Sem a inteligência, que é a causa do livro, não existiria o livro, porque a máquina por si só, não faria a composição da obra.
A máquina, finalmente não poderia ser, ao mesmo tempo, causa e efeito. Resumo da questão: nós não vemos a inteligência que elaborou o livro, mas sabemos que esta existe, porque estamos vendo o seu efeito. Como? Olhamos para o livro, vemos a sua organização material, sabemos que ela saiu da máquina impressora, mas logo verificamos que tudo isso, bem feito, bem distribuído, não pode ser somente uma obra do acaso, mas de uma inteligência. Então pelo visível, que é o livro, nós reconhecemos a existência do invisível, que é a inteligência criadora do livro. Não conhecemos o autor do livro, mas sabemos que o livro tem um ou vários autores. A comparação também se aplica, dentro daquela lei geral, à compreensão do Universo. Se “nenhuma coisa se explica por si mesma”, podemos então firmar que o Universo é assim o efeito e não a causa. Seguindo a lei de causalidade, chegaremos à conclusão de que é Deus a causa do Universo.
O estudo geral da matéria induz-nos a procurar sempre a lei universal de causalidade. Já tratamos, ainda que superficialmente, da matéria e da substância. Vamos dar mais uma explicação, aliás muito primária.
Essencial........................... O que é permanente
MATÉRIA
Acidental.......................... O que é transitório
A matéria tem a sua parte essencial. ( o que ela é por si mesma) e a sua parte
Acidental (o que é instável, transitória), o que corresponde a substância e fenómeno.
A matéria apresenta, portanto, duas ordens de realidade: uma que se vê e a que não se vê.
Visível................Fenómeno...............Transformação da matéria
REALIDADE
Invisível.............Substância...............Constituição íntima, força
Em síntese: o que nós vemos são somente as transformações, o aspecto exterior da natureza, os fenómenos através dos seus efeitos materiais; mas não vemos no entanto a força que produz os movimentos da matéria. Não negamos a existência dessa força, porque ela é uma realidade. Então para encerrar esta parte: a matéria, que é o elemento conhecido, explica o desconhecido, ou, por outras palavras, o efeito, que é o mundo que nos rodeia, explica a existência da causa, que é imponderável, intangível, imaterial. A organização do Universo, finalmente, explica a inteligência Divina.

ORIGEM DAS COISAS
A explicação do Universo, enquadra-se na lei citada na preleção de que nenhuma coisa se explica por si mesma.
A causa primária do Universo é Deus.
O materialismo pretende explicar o Universo pelos fenómenos da natureza. Mas no entanto, os fenómenos da natureza têm uma causa invisível. Dentro da própria ciência humana, como veremos, existe um principio que se opõe à tese materialista: todo o fenómeno supõe uma substância. Onde está então a substância dos fenómenos da Natureza, tão endeusada pelo materialismo? Onde está a causa da transformação da matéria? A Natureza move-se por si mesma. Sim, mas em virtude de uma força que nós não vemos. Então qual a causa dessa mesma força, cujos efeitos na terra, nos astros, nos seres, impressionam os sentidos humanos?
De qualquer forma, a tese espírita kardecista leva à lei científica de que “nenhuma coisa se explica por si mesma”.
Façamos, para maior compreensão desta lei, uma ilustração rudimentar.
Temos por exemplo, um vaso de tinta vermelha.
Na tinta vermelha, que é um elemento visível, há elementos invisíveis. A tinta existe porque nela existem outros elementos. Logo, ela não se explica por si mesma. É a lei.
Quais os elementos invisíveis? Justamente os que dão origem à tinta. Nós não vemos a inteligência que combinou as substâncias e formou a tinta, mas não podemos no entanto negar a existência dessa mesma inteligência, o que nos leva a concluir que a tinta é o efeito, a causa está distante de nós, é para nós invisível, mas no entanto existe.
ÁGUA + INGREDIENTES = TINTA
A tinta existe porque existem dois elementos: a água e a substância que lhe dá a cor vermelha.
Logo, a tinta é um efeito cujas causas estão na água e na substância vermelha.
Nós não vimos a água nem o ingrediente que foi misturado, mas sabemos que esses dois elementos existem. Então, voltemos ao princípio inicial: o conhecido, isto é, a tinta, explica o desconhecido, a água e a substância. Mas a água e o ingrediente por si mesmos não formariam a tinta se não houvesse uma inteligência encarregada de fazer a combinação química.
INTELIGÊNCIA + ÁGUA + SUBSTÂNCIA = TINTA
Então para concluir, temos:
A existência da tinta vermelha, que é um elemento conhecido, revela a existência de outros elementos. O conjunto desses mesmos elementos revelam a existência do poder inteligente.
Assim, em suma, facilmente concluiremos que a inteligência é abstracta, mas nós afirmamos que ela existe, porque vemos os objectos visíveis. Ora, os objectos não se criam por si mesmos. Logo, há uma causa que dá origem aos objectos: a inteligência do homem. A inteligência humana está então para os objectos como a inteligência divina esta para o Universo.
Diante da matéria portanto, observando os fenómenos da natureza, somos levados a reconhecer naturalmente a existência de Deus.

CRIAÇÃO DO UNIVERSO
No iten n.º 37 do cap. II d’O Livro dos Espíritos leva á lei de causalidade. As transformações da matéria demonstram a existência de uma causa invisível.
Continuando, pois a acompanhar a Lei de causalidade, verificamos que o mundo
exterior, isto é, o mundo que nos rodeia procede, sem dúvida alguma, de uma causa.
A forma das coisas sofre alterações, como o homem, fisicamente, muda de aspecto. Mas, em essência, o homem não deixa de ser o que é. O homem espiritual, portanto, é sempre o mesmo quanto à essência. Pois bem, o conjunto das coisas que nós vemos, apenas nos mostra a parte acidental, o que está sujeito a transformações e mudanças. Mas a essência, o elemento substancial das coisas é imponderável.
Terminando:
O homem físico, o homem visível, revela a existência das leis naturais.
Pelo corpo, isto é, pela forma do homem, reconhecemos a existência do espírito; pelo espírito, com seus atributos, reconhecemos a existência de Deus. A filosofia do Espiritismo, portanto, é toda ela baseada na existência de DEUS, criador de todas as coisas. Começamos a compreender a sabedoria de Deus através de três elementos:
MATÉRIA – HOMEM – ESPÍRITO. Do mundo físico, passamos ao mundo moral, cujas leis explicam DEUS, fundamento da vida.

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