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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Nem tudo são FLORES

Médium Vera Lúcia fala do desencarne dos jovens


Nesta entrevista, a médium Vera Lúcia Marinzeck fala sobre o livro “Flores de Maria”, do Espírito Rosângela, que psicografou, publicado pela Petit Editora e responde a várias perguntas sobre sua colaboração no centro espírita, comentando a importância do médium, o estudo das obras de Allan Kardec e outros temas.espiritual que recebeu ao longo dos últimos anos. Para aqueles que já a conhecem, a entrevista revela novos aspectos de sua personalidade. Quem ainda não teve a oportunidade de conhecê-la, vai se surpreender com sua espontaneidade – “nem tudo são flores, é preciso conviver também com os espinhos – dificuldades naturais, geradas pela nossa própria imperfeição”.

Para a maioria das pessoas, a morte de uma criança é uma perda irreparável. Flores de Maria foi especialmente escrito por Rosângela para consolar e esclarecer os parentes desses desencarnados?
O livro tem dois objetivos: consolar as pessoas e informar como é o plano espiritual. Esperamos que seja um conforto e consolação para os que sofrem com a separação dos afetos pela desencarnação.
As experiências vividas por Rosângela – antes, durante e depois do seu desencarne – são tocantes. Qual delas a emocionou mais?
Foram várias as passagens do livro que me emocionaram. Comovi-me quando ela me contou sobre sua doença. Achei interessante os seus estudos, e também a descrição do Educandário Flores de Maria. Mas o que mais me tocou foi seu trabalho com as crianças e os jovens que se sentem traumatizados com a desencarnação.
Poderia descrever as sessões de psicografia de Flores de Maria?
Meu trabalho com Rosângela é muito agradável e prazeroso. Psicografo pela manhã. Cada capítulo foi escrito e revisado, várias vezes. Ela pacientemente ditava para mim, com o seu jeitinho delicado. Foi muito gratificante!
É possível nos informar quando Rosângela desencarnou? Ela pertencia à sua família ou ao seu círculo de amizades?
Rosângela desencarnou há tempos. Não sei quando, pois ela não me disse. Não a conheci quando encarnada, não há parentesco entre nós, nem conheço sua família.
Quando foi que Rosângela se aproximou de você pela primeira vez?
Antônio Carlos a acompanhou até minha casa e nos apresentou. O carinho foi recíproco e nos tornamos grandes amigas e, agora, companheiras de trabalho.
Embora se apresente com a aparência de uma jovem de quatorze anos – sua idade quando desencarnou – Rosângela, na verdade, é um espírito que já reassumiu sua personalidade. Por que se manifesta com o aspecto do passado?
Atualmente, além de se dedicar à literatura, Rosângela trabalha com crianças e jovens. Ela acha que se apresentando assim, seu trabalho é facilitado, pois eles confiam mais nela, e demonstram amizade, o que proporciona um entendimento maior.
Durante a psicografia, foi possível visualizar mediunicamente os locais onde se desenrolaram os acontecimentos descritos nesse livro? Qual foi a vidência que mais a impressionou?
Sim, foi. Rosângela me mostrou vários locais do educandário. Achei lindo! Flores de Maria é encantador. As coisas que mais me impressionaram foram: o círculo, o corredor interno e a Praça das Fontes.
Seu mentor, o Espírito Antônio Carlos, participou das sessões de psicografia de Flores de Maria?
Não. Antônio Carlos não interfere no trabalho de outro espírito. Ele só dá opinião quando nós a pedimos.
As edificações da colônia onde se encontra Rosângela se assemelham aos prédios da Terra?
Sim, assemelham-se; foi essa a impressão que tive ao vê-las. Para facilitar nosso trabalho, Rosângela me levou várias vezes ao educandário quando meu corpo físico dormia. Infelizmente, não consigo me recordar de tudo.
Como você se sente – depois de tantos anos de empenho na mediunidade – ao receber a notícia de que a vendagem dos seus livros na Petit Editora ultrapassou a tiragem de 3.200 milhões de exemplares?
Estes números nos surpreenderam, realmente não esperávamos. Sempre fizemos nosso trabalho com responsabilidade e amor. Acredito que ele foi aceito por isso, pelo carinho com que são feitos.
Transmitidos por vários autores espirituais – Rosângela, Antônio Carlos, Patrícia e outros – seus livros divulgam a Doutrina Espírita, consolando e esclarecendo. Quando e por que aconteceu sua primeira aproximação com o Espiritismo?
Desde pequena via e ouvia os desencarnados. Para compreender por que isso me acontecia, busquei o Espiritismo. Essa Doutrina esclarecedora me deu as respostas de que eu necessitava e indicou-me o caminho seguro para ser útil usando minha mediunidade. Sou muito grata a Deus por essa aproximação e amo o Espiritismo. Tento ser uma espírita consciente.
Quais são suas atividades no centro espírita? Há quantos anos se dedica a elas? Qual foi sua primeira tarefa na casa espírita?
Sou médium passista. Freqüento a casa espírita há vinte e seis anos. Comecei como aprendiz e já participei de várias atividades. Minha primeira tarefa foi num trabalho de desobsessão no qual aprendi a amar e a compreender os obsediados e os obsessores.
Seu trabalho no centro espírita envolve também sua participação na área de assistência social?
Sim, participo do trabalho de assistência social. Paz e Harmonia é o nome do centro que eu freqüento, onde uma laboriosa equipe realiza um excelente trabalho junto aos carentes. É uma tarefa muito gratificante, onde obtemos bons resultados.
No início de sua carreira mediúnica, qual foi a maior dificuldade que você enfrentou?
A falta de conhecimento me fazia ter medo da minha vidência. Acho que o medo é um grande empecilho. Quando tive a graça de estudar e compreender o que é ser médium, não tive mais receio nem dificuldades. Amo muito minha mediunidade e cuido dela como algo precioso, um tesouro que me dá oportunidades de evoluir.
Quais são as principais virtudes – ou qualificações – para que o médium corresponda com as expectativas da espiritualidade?
Disciplina, honestidade, perseverança e amar o trabalho que faz, realizando o bem para um dia ser bom.
Por onde deve começar a reforma íntima?
Primeiramente devemos reconhecer os nossos vícios e tentar, com toda nossa força de vontade erradicá-los, e substituí-los por virtudes.
Aqueles que a conhecem de perto sabem da sua postura, sempre discreta e reservada, diante da imprensa, contrastando com outros médiuns, que se expõem com mais freqüência na mídia. Qual é a razão dessa atitude?
O principal objetivo do meu trabalho é levar consolo e conhecimento aos leitores. A esta tarefa dedico todo o meu tempo disponível, o que dificulta um contato maior com a imprensa e a disponibilidade para viajar. Também sou muito tímida, prefiro ser mais reservada.
Violetas na janela, do Espírito Patrícia, ultrapassou 1,3 milhão de exemplares vendidos. É um número respeitável, apontado em destaque na mídia, ao lado de O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos. Qual é a razão de tanto sucesso?
Violetas na janela foi escrito com tanto amor que as pessoas sensíveis sentem esse carinho. Sua simplicidade tem encantado muita gente. Não foi escrito para ser um sucesso, talvez seja por isso que ele o alcançou. Amo esse trabalho porque é por meio dele que muitas lágrimas são enxugadas.
Gostaríamos de conhecer melhor – se possível – o seu mentor, o Espírito Antônio Carlos. Qual a importância desse benfeitor em sua vida? Quando o viu pela primeira vez?
Antônio Carlos e eu vivemos uma história. Erramos e agora procuramos reparar nossos erros. No livro Aqueles que amam, editado pela Petit Editora, encontram-se passagens de nossas encarnações. A primeira vez que o vi, nesta encarnação, foi num centro espírita. Ele já havia desencarnado, fizera sua mudança de plano havia muitos anos. Propôs que trabalhássemos com a psicografia. Somente anos depois foi que eu recordei que já éramos conhecidos. Sou muito grata a ele pela enorme paciência que tem comigo e por suas constantes orientações. Somos grandes amigos.
Além de ser um espírito familiar que a estima tanto, Antônio Carlos revelou-se, ao longo dos anos, um espírito com talento para a literatura. Antônio Carlos foi escritor em alguma de suas encarnações?
Sim, foi. Antônio Carlos me disse que sempre gostou da literatura. Escrevia quando encarnado, e na condição de desencarnado continua dedicando-se a esse trabalho, com enorme carinho.
O Espírito Antônio Carlos foi retratado por algum médium de psicopictografia – de pintura mediúnica?
Não, Antônio Carlos não foi retratado nem tem intenção de sê-lo. Disse-nos que tanto a aparência quanto o seu nome são passageiros. Prefere que as pessoas o imaginem como elas gostariam que ele fosse. Ele dá mais valor àquilo que é realmente do espírito: suas obras.
Entre os livros que já psicografou, qual foi o que exigiu maior empenho de sua parte? Qual a razão da dificuldade?
Foi O Vôo da Gaivota, editado pela Petit Editora. Sofri muita pressão dos desencarnados que se sentiram incomodados com os livros da Patrícia, que são queridos, consoladores e orientadores. Numa parte da história, o Espírito Walter é doutrinado. Algumas pessoas não queriam que descrevêssemos como isso acontecia. Diziam que era muito esclarecedor e que não gostariam que divulgássemos a maneira de doutrinar. Mas assim como há os que não querem, há os que querem, e dessa forma recebi o auxílio de amigos... Tenho muitos amigos. E o livro está aí...
Suas obras mediúnicas estão ganhando novas capas e edições ainda mais elaboradas na Petit Editora, com o objetivo de ampliar, ainda mais, o prazer da leitura. Na sua opinião, qual é a importância do livro espírita na atualidade? O que um bom livro espírita deve transmitir ao leitor?
Tenho notado que as pessoas estão ávidas por conhecer, e, principalmente, obter informações sobre a nossa mudança de plano. O que acontece quando o corpo físico tem suas funções vitais encerradas? As respostas, muito esclarecedoras, estão na Obras Básicas de Allan Kardec e nos livros espíritas. As boas obras têm muita importância, pois orientam quem as lê. Por isso, a responsabilidade de quem escreve e edita é muito grande.
Qual é sua leitura favorita?
Os livros espíritas. Gosto muito de ler, estudar, meditar e tento vivenciar esses conceitos. Leio sempre O Evangelho Segundo o Espiritismo e me encanto com os ensinamentos de Jesus.
É difícil conciliar a vida familiar e profissional com os deveres mediúnicos?
Não é difícil. Comecei a psicografar quando meus filhos eram pequenos, e nunca parei. Mesmo quando doente, continuei firme nessa tarefa. Divido bem o meu tempo: cuido da casa, trabalho fora e psicografo. Quando queremos, realmente, encontramos um jeito de realizar tudo aquilo que nos propomos a fazer.
Agradecidos pela sua atenção, gostaríamos que dirigisse uma mensagem aos leitores que nos acompanharam nesta entrevista tão gratificante.
Eu é que agradeço o carinho. Desejo a todos que perseverem, se dediquem com todo o amor à vida, e que se organizem para ter tempo de fazer o bem aos outros e a si mesmos. Fazemos um grande bem a nós mesmos, alimentando nosso espírito com a leitura de boas obras espíritas. Meu abraço fraterno. (DA REDAÇÃO)
Retirado do site: http://www.jornaldosespiritos.com

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