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sábado, 1 de março de 2008

A excelência do Espiritismo bem praticado

Uai, e poderia existir espiritismo mau praticado?



Eu estava nas dependências do consultório do meu amigo Dr. Adão Nonato, um dos mais notáveis espíritas de São Paulo, juntamente com o Lirálcio e outros amigos conversando sobre um projeto de um programa de televisão, quando apresentei a idéia de nome para o programa: “Espiritismo sem máscaras”.

O Adão tomou um susto:

- “Ora, Alamar, e existe Espiritismo com máscaras?”

Eu disse pra ele que existe, sim, quando o amigo redargüiu:

- “Se tiver máscara, não é Espiritismo então”.

Pois é, Adão, eu também concordo que se tiver máscara não pode ser Espiritismo, posto que a nossa Doutrina nos propõe uma prática cem por cento transparente, verdadeira, autêntica e absolutamente coerente com aquilo que os Espíritos sugeriram a Kardec que escrevesse nas obras básicas. Mas que existe muita máscara, existe sim, principalmente em muitas instituições que se dizem tanto defensoras da pureza doutrinária, que patrulham e apontam dedo para os outros sob a acusação de deslizes doutrinários, no mesmo modelo como em épocas passadas a igreja Católica julgava pessoas sob acusação de heresia.

Mas, felizmente, temos também o Espiritismo bem praticado que é uma das coisas mais lindas do mundo, que não deixa a menor dúvida.

Durante todos estes anos que eu, por conseqüência da televisão, me tornei uma pessoa muito conhecida no País inteiro, como espírita, tendo construído amizades em tudo quanto é canto, sempre recebi e-mails e cartas de pessoas me fazendo perguntas mais ou menos assim:

- “Alamar, qual é um centro espírita BOM, que você me recomenda?”

Outros fazem a pergunta desse tipo:

- “Olhe, Alamar, eu deixei de freqüentar aquele centro lá, onde eu ia. Ali não dá pra eu ir mais não, porque as atitudes que tenho visto não são bem compatíveis com o que eu tenho lido. Qual um centro, verdadeiramente espírita, que você me recomenda?”

O mais engraçado de tudo é que tem gente do Rio Grande do Sul, por exemplo, que me pede para indicar centros lá. Tem gente de Nova York, gente da Suíça e até do Japão.

Ora, fica difícil a gente indicar, porque seria pretensão demais saber exatamente onde ficam os centros autenticamente espíritas em tudo quanto é cidade do mundo.

No início, quando eu era menos informado, mais ingênuo e até bobo, eu costumava dar esta orientação aqui:

- “Faça o seguinte: Procure a Federação Espírita do seu Estado, e peça lá que alguém vai lhe dar uma relação dos centros espíritas adesos a elas porque, certamente, eles são verdadeiramente espíritas e, obviamente, praticam o Espiritismo como ele deve ser praticado”.

Desculpe, gente, mas eu era idiota demais, como toda pessoa em aprendizado, já que estamos neste mundo para adquirir experiências, conhecendo as verdades verdadeiras das coisas.

Hoje eu já não faço mais esse tipo de indicação porque, conforme qualquer pessoa pode verificar numa pesquisa profunda, fria, sem vícios de humildade de fachada e com observações bem criteriosas que, obviamente com exceções, é onde encontramos os maiores índices de presunções, disputas por cargos, patrulhamentos, apontamento de dedo nas caras do outros, julgamentos e discriminações, tudo isto com o cuidado de ser feito de forma bem sutil para que ninguém perceba a contradição.

Mas, afinal de contas, como você indica agora, Alamar, um centro espírita onde se pode verificar a excelência do Espiritismo bem praticado?.

Vejamos Jesus, aquele que a obra básica da doutrina nos recomenda como modelo e guia para seguirmos:

Vamos começar pelas Federações:

Quando você perceber que em um determinado estado tem um dono do Espiritismo, ou um grupo que se postou na condição de dono do movimento, de chefe, que dá ordens, que determina, que julga, que tenta intimidar, adepto da doutrina do “quem manda aqui sou eu”, que discrimina e que chega até a alimentar ódios, embora sutis, contra confrades, pode começar a ter certeza de que não é ali que se pratica um Espiritismo decente.

Só que, quando eu digo isto, existem alguns que adoram interpretar as expressões dos outros conforme as suas conveniências, fingindo que não entenderam o que realmente se quer dizer quando são apontadas essas aberrações, dizem o seguinte:

- “O Alamar quer é a indisciplina, ele não ouve ninguém, ele não quer saber que a casa espírita tem estatutos que devem ser obedecidos e acha que todo mundo tem o direito de fazer o que quiser dentro de centro.”

Pois é, existe esse tipo de interpretação absolutamente estúpida e proposital, para desviar o interesse das pessoas em discutirem a questão que é séria. E o pior de tudo é que tem gente que termina se deixando levar, achando que o proponente da mudança esteja querendo mesmo bagunçar e transgredir a disciplina. Não é nada disto.

Mas, já que o mundo tem também muita gente racional, dá para prosseguir na abordagem do tema:

Na casa espírita onde se vê, realmente, a excelência do Espiritismo bem praticado, ninguém se comporta como dono de coisa nenhuma. O presidente da instituição nunca diz “eu sou o presidente” ele diz “eu estou presidente da casa”. Geralmente o que diz que é o presidente, geralmente faz questão de ser por séculos e séculos, amém.

Sei de casos de presidentes de centros que insistem em querer dar ordens na casa, mesmo depois de desencarnados, quando aparecem nas mediúnicas.

Diretor(a) de uma boa casa espírita também têm consciência de que o seu cargo não lhe dá conhecimentos especiais sobre a doutrina, a ponto de se achar mais conhecedor dos postulados espíritas que todos os demais freqüentadores, chegando até a petulância de dizer “fulano aqui não faz palestra, porque é anti-doutrinário”.

Esta questão do “fulano é anti-doutrinário” é terrível. Esta é uma das expressões mais hilárias e ridículas que eu já vi no movimento espírita. Não me refiro nem a presunção de pessoas em quererem julgar confrades, em absoluta e gritante contradição com Jesus, o que implica em explícita contradição doutrinária, isto sim, é anti-doutrinário.

O ponto que mais destaco é o seguinte: Sempre quando alguém apontar deslizes doutrinários numa pessoa, nós devemos “forçar a barra” e perguntar a esse alguém:

- “Fulano(a), já que você está dizendo que Ciclano é anti-doutrinário, que ele não fala no seu centro espírita porque é anti-doutrinário, seria possível você relatar, através de um documento quais são as citações anti-doutrinárias dele e enquadrar dentro da obra básica, mostrando questão de O Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns ou os outros, onde ele está em contradição, para que fiquem bem claras e consistentes as razões da sua acusação?”

O ideal é fazer isto em público, na presença de muita gente mesmo, para expor bem o elemento, pra ele deixar de ser besta.

Impressionante, mas o presunçoso julgador vai desconversar, vai dizer que não vem ao caso, vai dizer que é melhor evitar polêmicas e que não vai ser construtivo em nada levar esse assunto em frente, tudo isto em nome da “humildade”, esta porcaria dessa “humildade” tão praticada no movimento espírita que de HUMILDADE não tem nada.

Recordo-me que nos mais de dez anos que fiz o audacioso programa “Espiritismo via satélite”, volta e meia recebia cartas, e-mails e até comunicados pessoalmente de amigos que diziam que, em sua cidade, determinado diretor ou diretora do centro espírita em que freqüentava recomendava a não assistirem ao Alamar, porque ele era muito anti-doutrinário.

E eu, já que não sou adepto dessa boba “humildade”, que nada tem a ver com a verdadeira Humildade, repito, e que não tenho papas na língua em dizer o que tenho que dizer, constranja a quem constranger, pegava o microfone e, diante das câmeras, no próximo programa dizia:

- “Eu gostaria de agradecer ao senhor Fulano de tal, presidente do centro espírita tal, na cidade tal, que no dia tal recomendou aos freqüentadores da casa para que não me assistissem, sob a argumentação de que eu sou anti-doutrinário. Já que eu não tenho a presunção de querer postar-me como dono da verdade espírita, estou aqui também a aprender. Peço ao seu Fulano, que faça o favor de enviar-me um relatório, dizendo em qual programa eu fui anti-doutrinário, em que dia, qual foi a colocação anti-doutrinária, e que enquadre dentro das obras básicas onde está o meu erro.

Quero garantir aqui, que não fico melindrado, não fico com raiva e, muito pelo contrário, vou pedir desculpas ao público, no meu próximo programa, pelo meu equívoco, vou citar que foi o senhor que fez a observação e me corrigiu e vou também citar o seu nome, como uma pessoa que zela, de fato, pela coerência doutrinária, para que o Espiritismo seja divulgado com a maior lisura.”

Agora, pergunte pra mim quantos atenderam a este meu pedido.

Nenhum!!! Inúmeros foram os que fizeram esta acusação, mas NENHUM foi capaz de caracterizar a sua acusação. Continuo aqui, agora, a fazer o mesmo desafio a quem quer que seja, já que existem ainda muitos “arautos da doutrina” que insistem em afirmar que o Alamar é anti-doutrinário. Eu sei porque eles fazem isto, mas não vem ao caso aqui comentar agora, já que é assunto para outra matéria específica. (Aproveito aqui para mandar um abraço para o Jung, o Adler, o Freud, o Stacker e todo esse pessoal na Espiritualidade).

Teve uma ocasião em que um telespectador do meu programa foi mandado sair do centro espírita, pelo dono da instituição, sob acusação de tentar tumultuar, porque tomou a seguinte atitude, na frente de todos os demais freqüentadores da casa:

- “Seu Fulano, eu gostaria de fazer uma pergunta ao senhor”

Ele, presunçosamente, como sempre faz, achando que o freqüentador iria lhe fazer uma pergunta sobre o espiritismo que ele conhece mais do que todo mundo, respondeu:

- “Pois não, meu irmão, fique a vontade e pode fazer a sua pergunta, que eu responderei”

- “O senhor havia recomendado aqui que ninguém assistisse ao programa do Alamar, porque ele é anti-doutrinário. Acontece que ele tomou conhecimento da sua decisão e no programa do último domingo citou o seu nome no programa e pediu para que o senhor fizesse um relatório apontando quais foram os seus desvios doutrinários. Mas ele pede para que a sua argumentação seja devidamente enquadrada nas Obras Básicas, porque quer inclusive agradecer ao senhor no próximo domingo, pela cuidadosa observação feita. O senhor vai fazer esse relatório?”.

O homem virou uma fera, ficou nervoso, quase menstrua antes do tempo, desconversou, se irritou e terminou colocando o cidadão para fora do centro.

É sempre assim.

Gente. Em um centro espírita onde existe a excelência do Espiritismo bem praticado jamais você verá gente se comportar dessa maneira, como esse tipo de dirigente.

Tudo funciona bem melhor.

As pessoas são sérias, sem necessidade de viverem com aquelas caras carrancudas, naquela seriedade apenas aparente. Existem sorrisos, sim, e até gargalhadas, porque geralmente são casas dirigidas por pessoas felizes, onde também existem freqüentadores felizes.

As pessoas humildes são verdadeiramente Humildes, expressam as suas Humildades naturalmente, inclusive em casa, no trabalho, na rua, em tudo quanto é lugar e não apenas fazem esforços de atores de circo mambembe para fingirem humildade. (Quando eu coloco o “H” maiúsculo, tem razão de ser).

Se a pessoa for boa ou expert em alguma coisa, numa arte, numa profissão, numa atividade qualquer e você observar aquela sua característica a ponto de elogiá-la e parabenizá-la, por aquele qualificativo, ela vai lhe agradecer normalmente pelo elogio e não ficar com essa bobagem de dizer que “são seus olhos, eu não sou nada disso, eu não valho nada, eu sou uma poça de lama”.

Aí fica essa palhaçada de que devemos ser mal educados e insensíveis, evitando aplaudir e elogiar os outros.

Gente, pelo amor de Deus, onde está o bom senso em ensinar que as pessoas devem ser frias, omissas, indiferentes e desumanas em relação às outras?

Espírita consciente e lúcido, nenhum, deixa se contaminar pelo excesso de vaidade, só porque alguém identifica as suas qualidades, elogia e bate palmas para ele.

Em um centro espírita onde existe a excelência do Espiritismo bem praticado você vê pessoas fazendo, sim, a campanha do quilo para levar alimentos e até roupas usadas para os mais pobres e necessitados, mas freqüentadores com a alegria de fazer aquilo espontaneamente, inclusive com o cuidado de selecionar bem as coisas que vão dar para os pobres para não enviar para a casa deles coisas não servem mais para nada em nossas casas, e que estão na condição de lixo.

Em um centro espírita verdadeiramente coerente, a concepção de Caridade não se resume apenas a dar sopa pra pobre e nem apenas investir todos os recursos em uma creche. Existe uma consciência de que as pessoas que mais precisam da Caridade Espírita não são pobres materialmente, muito pelo contrário, são pessoas que vivem na abundância, muitas vezes dentro do paletó com gravata e dos belos vestidos de noite, possuidores de enormes conflitos emocionais e espirituais, que poderiam ter as suas vidas modificadas caso vissem pelo rádio, pela televisão ou por algum meio de divulgação, alguma mensagem que realmente lhes falasse à razão.

Em um centro espírita verdadeiramente coerente, a gente vai para as reuniões e fica torcendo para que não acabe logo, porque nos sentimos bem em ficar lá, ao contrário daquele centro que a gente vai mais por obrigação igrejeira, torcendo para que a palestra acabe logo e que alguém faça logo a prece final para voltarmos pra casa, muitas vezes pra não fazer nada.

É diferente, gente!!!!

Sugiro a você, que está no Espiritismo convivendo com todo esse conflituoso processo, convivendo com verdadeiros perturbados à frente de centros espíritas, para que opte pelo bom senso: Não existe obrigação nenhuma, de sua parte, em continuar naquele centro. Procure que você vai achar, com certeza, centros espíritas coerentes com o Espiritismo, dirigentes bons, alegres, tranqüilos, seguros doutrinariamente sem necessidade de serem presunçosos, muita alegria e muito prazer em estar juntos.

Pra nós aqui: Eu freqüento um Centro Espírita maravilhoso, em Santos, que é a Fraternidade Espírita, muito bem freqüentado, público de excelente nível, sou um dos expositores da casa que é dirigido por pessoas sensatas, felizes e de bem com a vida. Lá tem boa música, tem caldo verde de vez em quando pra gente comer, tem jantares dançantes de vez em quando, tem estudo, tem temas profundos sendo discutidos sempre... enfim, eu procurei um centro espírita onde eu me sinto feliz e onde também, todo mundo se sente feliz.

Procure o seu também.



Abração a todos



Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

www.redevisao.net

www.alamar.biz

www.redelivros.net

orkut “alamarregis”

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