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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Demonstrações psico-físicas da sobrevivência

Cairbar Schutel

Matão, agosto de 1930

O Ensino dos Espíritos, coordenados com elevado ponto de vista e irrefragável lógica por Allan Kardec, abriu às nossas vistas novos e vastos horizontes de Vida, comprovando a idéia religiosa de todos os tempos sobre a Imortalidade.
Após o aparecimento do Espiritismo, a sobrevivência não deve ser mais aceita como um “artigo de fé” ligado a esta ou àquela concepção espiritualista, mas sim como um fato demonstrado e demonstrável — uma verdade inconcussa, independente de comprovações retóricas e argumentos sagazes e sutis.
Os fatos verificados em todos os países e observados por homens de todas as classes sociais, comparados com os fenômenos ocorridos em todos os tempos e relatados na história de todos os povos, provam perfeitamente que o homem não termina no túmulo e que se este, como disse Victor Hugo, é o crepúsculo de uma vida, é também a aurora de outra.
As demonstrações psico-físicas da sobrevivência, como se tem observado, aparecem hoje sob todos os aspectos a deixar claramente elucidado não ser a alma uma coisa vaga, abstrata, mas sim um ser concreto, possuindo um organismo físico perfeitamente delimitado, portador de todas as aquisições intelectuais e morais e dotado dos atributos necessários às demonstrações da ciência e da moral, principais insígnias da civilização e do progresso.
De fato, se tudo tem uma causa destinada a produzir um efeito, qual será a causa produtora desses fenômenos supranormais, cuja força indomável chegou a criar uma nova ciência (metafísica), alargando o campo da biologia, da química, da física, da história natural e até da patologia? Podem, porventura, as forças cegas da natureza produzir fenômenos inteligentes, a ponto de criarem ciências e artes e fazerem, como está acontecendo, verdadeira revolução na religião e na moral? A desinteligência pode formar a inteligência? A ignorância, o caos podem engendrar a sabedoria e a harmonia?
Os aspectos múltiplos das manifestações espíritas, estendendo cada vez mais a variedade dessas provas e multiplicando-as todos os dias, não pode deixar de obedecer a um plano inteligente que dirige essas manifestações, a seu turno, produzidas por entidades que afirmam a sua identidade e dizem agir de acordo com as ordens superiores que lhes são ministradas. Nem se pode conceber por outra forma os fenômenos de transportes, levitação, materialização, voz direta, fotografia, demonstrações físicas, objetivas, oriundas de entidades psíquicas que dizem ter vivido na Terra com um corpo carnal, revelando-se como parentes, amigos, conhecidos dos assistentes e apresentando-lhes sua ficha de identidade.
Que outras provas poderemos exigir da sobrevivência, da continuação da vida dos seres que nos são caros senão essas que eles mesmos, à nossa revelia, se lembraram de nos oferecer?
Que outros testemunhos podemos lhes pedir senão que falem, cantem, sorriam como faziam quando conosco estavam, que usem o mesmo estilo, a mesma voz, o mesmo modo de agir, que, finalmente, se retratem reproduzindo suas feições e nos apareçam mostrando-se vivos como eram, com todos os contornos e lineamentos que nos eram familiares?
As manifestações espíritas, transviadas do seu fim providencial, desnaturadas pelo espírito da fraude e do interesse, guerreadas pelo conservantismo sectário e retrógrado, não têm outro fim que nos trazer as demonstrações psico-físicas da sobrevivência.
Todos os fenômenos supranormais do psiquismo, sejam os de natureza anímica, sejam os de natureza espírita propriamente dita, têm um único escopo: a demonstração da existência da alma e da sua sobrevivência à morte do corpo.
Examinemos ligeiramente, para melhor elucidação da nossa tese, um fato de natureza anímica que demonstre positivamente a existência do espírito revelando-se com plena independência do seu corpo carnal.
O Spiritualist de 1875 publica um caso muito característico, devendo-se a narração ao Dr. Desmond Fitsgeral, engenheiro distinto, que testemunha o fato.
Diz ele: “Um negro chamado H. E. Lewis possuía mui grande força magnética, de que fazia exibição em reuniões públicas. Em Blackheath, mês de fevereiro de 1856, numa dessas sessões, ele magnetizou uma rapariga a quem nunca tinha visto. Depois de a ter mergulhado em sono profundo, ordenou-lhe que fosse até a casa dela, e que em seguida contasse ao público aquilo que houvesse visto. Ela declarou então que via a cozinha, e que aí se achavam duas pessoas ocupadas em trabalhos domésticos.
Lewis mandou que ela tocasse então numa dessas duas pessoas. A rapariga começou a rir-se, e disse: “Toquei-as, porém elas estão com muito medo!”
Virando-se para o público, Lewis perguntou se alguém conhecia a rapariga. Sendo-lhe respondido afirmativamente, propôs que uma Comissão fosse ao seu domicílio. Diversas pessoas prontificaram-se a isso, e, quando voltaram, confirmaram em todos os pontos o que a rapariga havia dito.
A casa estava efetivamente numa balbúrdia e em profunda excitação, porque uma das pessoas que se achavam na cozinha declarara ter visto um fantasma e que este tocara-lhe no ombro.
Como se explica esse caso de visão à distância traduzindo perfeitamente o que ocorria no local bem distante do qual se achava a paciente sob a ação do magnetizador Lewis? Se não admitirmos a existência da alma independente do corpo carnal, qual a solução explicativa desse fato?
Inúmeros outros fenômenos da mesma natureza enchem as páginas da história. Haja vista S. Antonio em Pádua aparecendo em Lisboa onde livrou seu pai do suplício da forca.
O sr. Brackett, investigador céptico e muito prudente, assim se exprime quando trata de dar o seu testemunho aos fatos espíritas e anímicos: “Vi centenas de formas materializadas, e em muitos casos o duplo do médium era tão parecido, que eu teria jurado ser ele o próprio médium, se não tivesse visto este duplo desmaterializar-se na minha presença e, imediatamente depois, verificado que o médium estava adormecido”.
Melhor testemunho da existência da alma revestida do seu corpo psíquico não pode existir, além do que, como já vimos, a fotografia constata a veracidade deste princípio.
Quanto à realidade das manifestações espíritas, esta revista, em todos os seus números registra fatos testemunhados por homens de valor, de ciência e personalidades insuspeitas que, forçados pela evidência, não relutam subscrever os relatos das sessões que assistiram, e durante as quais verificaram fenômenos verdadeiramente estupendos.
O Dr. Hitchman, autor de obras de medicina, que fazia parte de um grupo de experimentadores notáveis, após a série de sessões que assistiu, assim se exprimiu:
— “Efetivamente, acredito ter adquirido a mais científica certeza que seja possível obter, isto é, que cada uma dessas formas aparecidas era uma individualidade distinta do invólucro material do médium, por isso que examinei-as com o auxílio de diversos instrumentos, constatei nelas a respiração, a circulação, medi-lhes o talhe, a circunferência do corpo, tomei o peso, etc.”
Finalmente, reunindo todos os fenômenos que têm sido observados, quer os psico-físicos, quer os psico-intelectuais, estudando-se-os sem preconceitos, mas com lógica e bom senso, não podemos deixar de concluir que a teoria espírita é a que apresenta maior clareza na resolução do problema da morte.
Essas demonstrações psico-físicas e psico-intelectuais, como, por exemplo, a produção de línguas estranhas, a confecção de quadros, cuja arte está muito acima da capacidade do executor, de mensagens e até livros cujo conteúdo é muito superior às faculdades dos escritores, todas estas manifestações, em seu conjunto harmonioso e belo, constituem um hino de glória ao Espiritismo — demonstrações patentes, positivas da Imortalidade da alma.

In: http://www.oclarim.com.br/?id=7&tp_not=2&cod=720

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