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terça-feira, 1 de julho de 2008

Federação Espírita de São Paulo

Há muito tempo eu não ia à Federação Espírita do Estado de São Paulo. Durante muito tempo, desde 1992, todas as vezes que viajava à capital paulista, quando não morava no Estado, o meu principal ponto de visita era a Federação, onde batia longos papos com meus amigos Altamirando Carneiro e João Gianini Pascale, ambos jornalistas que cuidavam do “Jornal Espírita” e do “Semeador”, publicados por aquela conhecida casa espírita.
Tive um momento histórico naquela casa, quando o seu então presidente, Teodoro Lausi Sacco, (já desencarnado) me chamou à sua sala e revelou-me algo extremamente sério e muito desagradável que houve na história do movimento espírita, que levou o Chico Xavier a um dos maiores momentos de tristeza da sua vida, o que é uma das razões pelas quais tenho escrito tanto acerca do referido movimento, apelando sempre por coerência, bom senso e por Espiritismo vivenciado em todo ele e não apenas teorizado.
A última vez que voltei àquela casa, há mais ou menos uns 3 anos, tomei um susto pelo ambiente que ali encontrei. Coisas extremamente desagradáveis aconteceram, que não vale nem a pena registrar, e optei para não voltar mais ali. O ambiente estava pesadíssimo.
Só pra vocês terem uma idéia, naquele momento existiam homens armados de revólveres na entrada da casa. É preciso dizer mais alguma coisa?
Bom, deixemos isto pra lá.
Semana passada recebi um carinhoso e-mail do meu querido amigo Divaldo, convidando-me para ir lá assistir ao filme documentário que o Oceano havia feito sobre ele. O Di sabe o quanto eu fico feliz quando surge uma notícia de que alguém faz filme, televisão ou divulgação de alto nível acerca do Espiritismo. Eu não poderia deixar de ir.
Ao entrar no prédio, tomei um agradável susto: Estava tudo diferente.
A Federação está uma beleza, iluminada, bom gosto, no nível que o Espiritismo merece.
Já que eu gosto de abrir a boca, sem papas na língua, quero contar a vocês como a coisa era antes.
Gente, eu não conseguia entender como a maior casa espírita do mundo, que é a FEESP, com um movimento mensal de mais de 300 mil pessoas, possuidora de mais de 15 mil alunos em seus cursos, no centro de São Paulo, a maior cidade do país, no Estado mais rico do Brasil e com uma receita enorme era um ambiente de tão mau gosto, horrível, escura, sem graça, com cara de cemitério mal cuidado.
Não estou exagerando não, era assim mesmo. A livraria era aquela coisa horrorosa, com aquelas estantes de ferro... (sabe aquelas estantes de ferro bem vagabundas, das mais baratas que existem? Era nelas que os livros eram expostos), pouca luz, lâmpadas fracas (talvez para economizar energia, porque a casa espírita deve sempre ser “pobre”).
Na portaria ninguém nunca sabia informar onde ficava nada. Não sei que diabo faziam ali.
Nos velhos elevadores, mantinham um senhor de idade, como ascensorista, extremamente mal educado e grosso para com as pessoas que lhe pediam alguma informação e dissessem que não ouviram direito. Além do mais... (vou explicar em nível elevado)... ele tinha uma característica que parece que tomava uns três comprimidos de Luftal, todos os dias antes de sair de casa, engolidos com um copo de uma água retirada de uma bacia onde alguém deve ter dado banho em algum gambá. Não sei se era sempre assim, mas em diversos momentos que tomei o seu elevador estas características foram notadas.
Não existia um teto decente, era aquela coisa feia, com tubos aparentes, tudo em nome da “humildade” que muitos espíritas adoram ostentar.
Hoje está tudo mudado, a entrada tem um lindo teto de gesso, luminárias, elevadores novos e modernos, granito e até um grande televisor de LCD... Juro que eu me senti bem e muito feliz no local.
Fui abraçar o meu amigo Divaldo, perguntar pela velharada amiga da Bahia e pelo feijão gostoso da Mansão do Caminho, quando comentei pra ele sobre a minha alegria pelo ambiente bonito. Ele, concordando com o bom gosto do ambiente, chamou a Presidente da casa, Sílvia, e apresentou-me: “Esta é a responsável por tudo isto, com sua equipe”.
Ao entrar no grande auditório Bezerra de Menezes, onde eu já fiz palestras algumas vezes, não vi mais aquelas cadeiras horríveis que existiam antes, vi cadeiras confortáveis, ambiente acarpetado, cores harmoniosas, som de alta qualidade, bonita cortina no palco, enfim, era só alegria. As senhores paulistanas com laquê nos cabelos, pó Cashmere Bouquet na cara... (Pare com isto, Alamar, as miuéres de hoje não usam mais isto). Dava gosto, o ambiente.
Recebi aquele carinhoso abraço do Carlos Ernesto, responsável pela programação das palestras dali, que me convidou logo para voltar a falar na casa, o que aceitei imediatamente e até disse que, num ambiente daquele, a gente fala com mais inspiração. Vamos marcar e comunicarei aos amigos de São Paulo.
Bom. Em síntese, quero parabenizar a Sílvia e toda a sua equipe pelo bom gosto.
Por que eu quero dar ênfase a esse aspecto?
Porque o Espiritismo vem sendo mal tratado, há muito tempo, pelos espíritas, em nome dessa equivocada “humildade” que andam querendo mostrar em nosso movimento, que na verdade não tem nada a ver com a autêntica Humildade. Só me lembro da coisa horrorosa que foi o evento dos 150 anos de “O Livro dos Espíritos” que fizeram, também em São Paulo, para mais de 15 mil pessoas, no ano passado, um tremendo festival de mau gosto.
Esse negócio de querer se mostrar pobre (de fachada) para os outros, fazendo os jornais espíritas sempre com o papel mais vagabundo que existe, os centros espíritas sempre equipados com aquelas cadeiras brancas de plástico que custam 8 reais cada uma, a iluminação deficiente pra não gastar muita energia porque a casa é pobre, as paredes pintadas com a tinta mais barata porque a casa é pobre e os banheiros com o papel higiênico mais barato... não representam humildade coisa nenhuma, representa é mau gosto, indiferença para com a doutrina, bobagem e outorga de atestado de besta para os outros.
É preciso que o movimento espírita se desperte para uma nova consciência, sem abrir mão do bom senso. Não podemos esquecer que somos participantes de uma doutrina que nos convida à racionalidade.
Eu já havia ficado feliz em outubro do ano passado, quando fui à João Pessoa, como um dos expositores do Congresso da ABRADE, e vi o bom gosto do auditório da Federação Espírita da Paraíba, também com boas cadeiras, ambiente refrigerado com um eficiente sistema de ar condicionado, som de primeira e tudo de bom gosto. Dei um forte abraço no velho Zé Raimundo, seu presidente, porque ele renovou mesmo o conceito ali.
Pois é. Por que todo o movimento espírita não trata o Espiritismo com bom gosto? Será que já não está na hora dos espíritas deixarem de ser miseráveis em relação ao Espiritismo? Êita povinho miserável é o Espírita, exatamente o segmento de maior poder aquisitivo entre todos os segmentos filosófico/religiosos do Brasil. Se você quiser comprovar isto, que eu já comprovei algumas vezes, experimente observar os estacionamentos da Igreja Universal do Reino do Edir Macedo, por exemplo, e os estacionamentos próximos aos centros espíritas, quando ocorrem eventos, e compare o nível dos carros dos fiéis de cada segmento.
Depois alguns vêm dizer que o Alamar gosta de criar caso, que cita algumas coisas que não deveriam ser citadas e haja máscaras, haja teatralização com todo elenco fingindo que é Francisco de Assis.
Temos que dizer, sim, vamos acordar, gente!!!!
Parabéns, FEESP, parabéns a todos os espíritas de bom gosto porque O ESPIRITISMO MERECE.

Abração a todos.

Alamar Régis Carvalho

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A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

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