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domingo, 30 de agosto de 2009

VERDADE LIBERTADORA


A verdade sempre predomina.

O culto à mentira é dos mais danosos comportamentos a que o indivíduo se submete. Ilusão do ego, logo se dilui ante a linguagem espontânea dos fatos. Responsável por expressiva parte dos sofrimentos humanos, fomenta a calúnia que lhe é manifestação grave e destrutiva - a infâmia, a crueldade...

A maledicência é-lhe filha predileta, por expressar-lhe os conteúdos perturbadores, que a imaginação irrefreada e os sentimentos infelizes dão curso.

Além desses aspectos morais, a mentira não resiste ao transcurso do tempo. Sem alicerce que a sustente, altera a sua forma ante cada evento novo e de tal maneira se modifica, que se desvela. Por ser insustentável, quem se apóia na sua estrutura frágil padece insegurança contínua.

Porque é exata na sua forma de apresentar-se, a verdade é o inimigo normal da mentira. Enquanto a primeira esplende ao sol dos acontecimentos e exterioriza-se sem qualquer exagero, a segunda é maneirosa, prefere a sombra e comunica-se com sordidez. Uma é fruto da realidade; a outra, da fantasia, que não medita nas consequências de que se reveste.

A mentira teme o confronto com a verdade. Aloja-se nas sombras, espraia-se, às escondidas, e encontra, infelizmente, guarida.

A verdade jamais se camufla; surge com força e externa-se com dignidade. Não tem alteração íntima, permanecendo a mesma em todas as épocas. Ninguém consegue ocultá-la, porque, semelhante à luz, irradia-se naturalmente. Nem sempre é aceita, por convidar à responsabilidade. Amiga do discernimento, é a pedra angular da consciência de si mesmo, fator ético-moral da conduta saudável.

Enquanto a mentira viger, a acomodação, o crime afrontoso ou sob disfarce, o abuso do poder e a miséria de todo tipo predominarão na Terra exaltando os fracos, que assim se farão fortes, os covardes, que se tornarão estóicos, os astutos, que triunfarão em detrimento dos sábios, dos nobres e dos bons...

Face a tais logros, que propicia, não obstante efêmeros, os seus famanazes e cultuadores detestam e perseguem a verdade. Não medem esforços para impelir-lhe a propagação, por saberem dos resultados que advirão com o seu estabelecimento entre as criaturas.

São baldas, porém, tão insanas atitudes.

A verdade espera... Seus opositores enfermam, envelhecem e morrem, enquanto ela permanece.

A mentira é de breve existência. Predomina por um pouco, esfuma-se e passa...

(...) Jesus, em proposta admirável, afirmou: Busca a verdade e a verdade te libertará.

Ninguém tem o direito de ocultar a verdade, qual se fosse uma luz que devesse ficar escondida. Onde se encontre, irradia claridade e calor.

O seu conhecimento induz o portador a apresentá-la onde esteja, a divulgá-la sempre. Pelos benefícios que proporciona, estimula à participação, à solidariedade, difundindo-a. (...)





pelo Espírito Joanna de Ângelis - Do livro: Sob a Proteção de Deus, Médium: Divaldo Pereira Franco

Inveja


Os homens são Espíritos destinados à Angelitude.

Foram criados simples e ignorantes e gradualmente desenvolvem suas potencialidades e virtudes.

Por muito tempo viveram os instintos em sua plenitude.

Atualmente, deixam de forma paulatina a vida instintiva e pautam seu atuar pela razão.

No lento processo evolutivo, alguns antigos vícios perdem sua força.

Em seu lugar, algumas novas virtudes vicejam.

É no trato com os semelhantes que o homem toma contato com sua realidade espiritual.

Os embates do dia-a-dia tornam possível ao ser humano perceber suas fraquezas.

Ciente delas pode dedicar-se ao seu combate.

Uma das fissuras morais bastante comuns na Humanidade atual é a inveja.

São Tomás de Aquino definiu esse vício como a tristeza que se tem em relação às coisas boas dos outros.

O invejoso simplesmente se sente mal porque o próximo tem sucesso.

Não há necessidade de que algo lhe falte.

Ele apenas se considera diminuído com a grandeza alheia.

Na realidade, por vezes se perdoa ao semelhante mais facilmente um erro do que um acerto.

É mais fácil auxiliar quem cai do que suportar a vitória do outro.

Ante a fome e a enfermidade, não tardam mãos que auxiliam.

Os benfeitores, sob o prisma material, sempre ocupam lugar de realce.

O auxílio aos miseráveis pode propiciar, de algum modo, a satisfação da vaidade.

Bem mais difícil é ser feliz com a felicidade alheia.

Perante alguém que vence na vida, a animosidade com freqüência torna-se acirrada.

Não faltam fiscais e acusadores de alguém que sempre obtém algum sucesso.

Muitas vezes ouvimos a respeito de quem enriquece: Deve estar roubando!

Na escola, o aluno que obtém boas notas não raramente é objeto de maldosas observações.

Ele ganha apelidos grosseiros e sofre comentários pouco generosos.

Comenta-se que cola e que goza de favoritismos.

A inveja está muito presente em nossa sociedade.

A vontade de apontar os defeitos alheios é um indicativo desse vício em nós.

Trata-se de uma fissura moral bastante freqüente e reveladora de grande mesquinharia.

Prestemos atenção em nosso comportamento.

Apliquemos firmemente a vontade em alijar de nosso íntimo esse triste defeito.

Ser caridoso não é apenas amparar a miséria.

Ser feliz com a felicidade alheia também é uma forma de caridade cristã.

Valorizemos as conquistas e as virtudes dos outros.

Somos todos companheiros na imensa jornada da vida.

O clima psíquico da Terra é fruto da soma da vibração de todas as criaturas que nela habitam.

Todos os homens têm a ganhar com a felicidade dos semelhantes.

Quando alguém se eleva, com ele se ergue toda a Humanidade.

Quando alguém cai, é prejuízo na economia moral do planeta.

Alegremo-nos com as vitórias de nossos irmãos.

Ao vencerem, eles não nos tiram nada.

Muitas vezes dão preciosos exemplos, que podemos seguir.

Sejamos solidários nas dificuldades do próximo.

Mas participemos também, sinceramente, de seus júbilos.

Redação do Momento Espírita, com base no capítulo VII do livro Leis morais da vida, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

O Jornalinho Espirita: QUERO SER UM TELEVISOR...

O Jornalinho Espirita: QUERO SER UM TELEVISOR...

O Espírita

"Assim, os últimos serão primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos." - Jesus - Mateus, 20: 16.


...Bons espíritas, meus bem amados, sois todos obreiros da última hora. Bem orgulhoso seria aquele que dissesse: Comecei o trabalho ao alvorecer do dia e só o terminarei ao anoitecer. Todos viestes quando fostes chamados, um pouco mais cedo, um pouco mais tarde, para a encarnação cujos grilhões arrastais; mas há quantos séculos e séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que quisésseis penetrar nela... Eis-vos no momento de embolsar o salário; empregai bem a hora que vos resta e não esqueçais nunca que a vossa existência, por longa que vos pareça, mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos tempos que formam para vós a eternidade. - Constantino, Espírito protetor.
- O Evangelho Seg. Esíritismo, Cap. XX, item 2

O espírita, na prática da Doutrina Espírita, faz-se realmente conhecido, através de características essenciais.
Rende constante preito de amor a Deus, começando na consciência.
Considera a Humanidade por sua própria família.
Respeita no corpo de carne um santuário vivo que lhe cabe sublimar.
Abraça o trabalho construtivo, seja qual seja a posição em que se encontre.
Abstém-se formalmente do profissionalismo religioso.
Sabe-se um espírito em evolução e, por isso, não exige nos outros qualidades perfeitas que ainda não possui.
Aceita sem revolta dificuldades e provações por não desconhecer que os princípios da reencarnação situam cada pessoa no lugar que traçou a si mesma, ante os resultados das próprias obras.
Empenha-se no aprimoramento individual, na certeza de que tudo melhora em torno, à medida que busca melhorar-se.
Estima no dever irrepreensivelmente cumprido, seja no lar ou na profissão, na vida particular ou na atividade pública o alicerce da pregação de sua própria fé...
Exalta o bem, procurando a vitória do bem, com esquecimento de todo mal.
Foge da crítica pessoal, à face da caridade que lhe rege o caminho, mas não recusa o exame honesto e imparcial desse ou daquele problema que interesse o equilíbrio e a segurança da comunidade em que vive.
Exerce a tolerância fraterna, corrigindo o erro sem ferir, como quem separa o enfermo da enfermidade.
Estuda sempre.
Ama sem escravisar e sem escravizar-se...
Não tem a presunção de saber e fazer tudo, mas realiza, com espontaneidade e alegria o trabalho que lhe compete.
Age sem paixões partidárias, em assuntos políticos, embora esteja atento aos deveres de cidadão que o quadro social lhe preceitua.
Usa as posses do mundo em favor da prosperidade e do bem de todos.
Evita os excessos.
Simplifica, quanto possível, a própria existência.
Acata os preconceitos dos outros, conquanto não se sinta obrigado a cultivar preconceito algum.
Definindo-se o espírita na condição de aprendiz infatigável do progresso, será justo lembrar aqui a conceituação de Allan Kardec, no item sete do capítulo primeiro de "O Evangelho Segundo o Espíritismo": Assim como o Cristo disse - "não vim destruir a lei, porém, cumpri-la", o Espiritismo também diz - "não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução."
Emmanuel e Chico Xavier
Do livro: Livro da Esperança - CEC

Prece - Perdão

"Senhor;
Que eu saiba amar sem ser amado.
Dar sem receber.
Perdoar.
Perdoar do fundo da alma.
Não apenas da boca para fora.
Não devemos carregar para outra dimensão,
para outra vida, sentimentos tão inferiores que podemos minimizar enquanto encarnados.
Procuremos no fundo de nossos corações a paz.
Busquemos a felicidade nas coisas pequenas do nosso dia-a-dia, coisas que nos parecem insignificantes, mas que quando as perdemos, percebemos quão valiosas são.
Aprendamos a viver sem ter que machucar os outros e a nós mesmos com nossos atos,
nossas palavras.
Busquemos enfim,vivermos em paz e harmonia,hoje e sempre!..."
Que assim seja !!
Graças a Deus

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Caixa de Beijos


Há algum tempo atrás uma mãe puniu sua filha de 5 anos de idade por estragar um rolo de papel dourado a fim de decorar uma caixa a ser colocada sob a árvore de Natal.
Na manhã seguinte à noite de Natal, a menina trouxe a caixa e entregou à mãe dizendo:
-"Isto é para você, mamãe".
A mãe ficou embaraçada por sua reação precipitada, mas a sua raiva aflorou, novamente, quando viu que a caixa estava vazia, falou rudemente com a menina:
- "Você não sabe que quando se presenteia alguém é esperado que haja alguma coisa dentro do pacote?"
A menina olhou-a em lágrimas e disse!
-"Oh, não está vazia, mamãe. Eu soprei dentro dela, até ficar cheia de beijos".
A mãe ficou arrasada. Ajoelhou e pedindo perdão pela sua ira irracional abraçou-a com ternura.
Um acidente tirou a vida da menina pouco tempo depois e é sabido que a mãe guardou aquela caixa dourada perto de sua cama por todos os anos de sua vida.
Sempre que estava deprimida ou tinha de enfrentar problemas, ela abria a caixa e imaginariamente tirava um beijo e lembrava o amor da criança que o colocou lá."
Desconheço o autor

Verdadeiramente amigo leitor, cada um de nós, seres humanos, recebiemos constantemente uma caixa dourada repleta do amor de nossos pais, nossos filhos, restante família, amigos e sobretudo de DEUS.
Será que existe maior tesouro a se possuir?
Mas quantas vezes nos esquecemos de recorrer a essa caixa de beijos que nos é constantemente doada sem nada nos ser pedido em troca e nos revoltamos com a maior das facilidades.
Quantas vezes perdemos nossa paciência pelas coisas mais insignificantes e depois acabamos nos arrependendo e sofremos por coisas sem valor e sem significado.
Quantas vezes acabamos desiludidos porque sempre acabamos esperando que nossa caixa de beijos esteja repleta de coisas palpáveis que nos esquecemos de enxergar o que verdadeiramente é importante.
Quantas vezes nos esquecemos da humildade, do perdão, da caridade e principalmente de sabermos escutar e tentarmos compreender todos quantos nos rodeiam.
Amigos são como anjos que nos levantam quando nossas asas têm problemas, nos lembrando como voltar a voar.
E saiba que você faz parte dessa turma de anjos, dado por Deus como uma dádiva!!!
Obrigado,Pai, por meus amigos existirem!!

QUERO SER UM TELEVISOR...


A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redacção e nessa redacção o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite,
corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito
emocionada. O marido, nesse momento, acaba de entrar, a vê chorando e diz:
"O que aconteceu?"
Ela respondeu: "Leia". Era a redacção de um menino.
"Senhor, esta noite eu te peço algo especial: me transforme em um televisor.
Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa.
Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor... Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não
funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.
E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me.
E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo.
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito...
Só quero viver o que vive qualquer televisor!"
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
"Meu Deus, coitado desse menino!
Nossa, que coisa esses pais".
E ela olha: "Essa redacção é do nosso filho".
Desconheço a autoria.
Paremos um pouco meditando nesse texto e pensemos se um dia não fomos também como esse menino, se um dia não quisemos também o centro das atenções e se hoje ainda não queremos ser também o centro das atenções.
Quantas vezes não sentimos a necessidade de sermos ouvidos, de que nos prestem a devida atenção. Mas na realidade para sermos escutados, necessitamos aprender a escutar, necessitamos de parar, fazer silêncio e ouvir-mos o que nos rodeia, ainda que seja no mais repleto silêncio, necessitamos aprender a ouvir não só as palavras, mas fundamentalmente as atitudes, os gestos e a forma de agir de todos quantos nos rodeiam.
Mais importante do que nos fazermos ouvir, aprendamos a ouvir e com toda a certeza seremos escutados, não pelas nossas palavras, mas pelos nossos gestos e atitudes.
Quando aprendermos a ouvir no silêncio que nos rodeia, com certeza conseguiremos encontrar Deus e a nós próprios.
E você o que acha? Já se escutou hoje em seu silêncio, experimente e com certeza se admirará com o que conseguirá ouvir.
Pedro Gonçalves

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."