Pergunta: O arrependimento se verifica no estado corpóreo ou no estado espiritual?
Resposta dos Espíritos — No estado espiritual. Mas pode também verificar-se no estado corpóreo, quando bem compreendeis a distinção entre o bem e o mal.
Pergunta: Qual é a conseqüência do arrependimento no estado espiritual?
Resposta dos Espíritos — O desejo de uma nova encarnação para se purificar. O Espírito compreende as imperfeições que o impedem de ser feliz e aspira a uma nova existência, onde possa expiar as suas faltas.
Pergunta: Qual é a conseqüência do arrependimento no estado corpóreo?
Resposta dos Espíritos — Adiantar-se, ainda na vida presente, se houver tempo para reparação das faltas. Quando a consciência reprova e mostra uma imperfeição, sempre se pode melhorar.
Pergunta: Não há homens que só possuem o instinto do mal, sendo inacessíveis ao arrependimento?
Resposta dos Espíritos — Já te disse que se deve progredir sem cessar. Aquele que nesta vida só possui o instinto do mal, numa outra terá o do bem, e é para isso que renasce muitas vezes, pois é necessário que todos avancem e atinjam o alvo, uns com mais rapidez, e outros de maneira mais demorada, segundo os seus desejos. Aquele que só tem o instinto do bem já está purificado, porque pode ter tido o do mal numa existência anterior.
Pergunta: O homem perverso, que durante a vida não reconheceu suas faltas, sempre as reconhecerá depois da morte?
Resposta dos Espíritos — Sim, ele sempre as reconhece, e então sofre mais porque sente todo o mal que praticou ou do qual foi a causa voluntária. Entretanto, o arrependimento nem sempre é imediato. Há Espíritos que se obstinam no mau caminho, apesar dos sofrimentos. Mas, cedo ou tarde, reconhecerão haver tomado um falso caminho e o arrependimento se manifestará. É para esclarecê-los que os bons Espíritos trabalham e que vós mesmos podeis trabalhar.
Pergunta: O arrependimento sincero durante a vida é suficiente para extinguir as faltas e fazer que se mereça a graça de Deus?
Resposta dos Espíritos — O arrependimento auxilia a melhora do Espírito, mas o passado deve ser expiado.
Pergunta: Se, de acordo com isso, um criminoso dissesse que, tendo de expiar o passado, não precisa se arrepender, quais seriam para ele as conseqüências?
Resposta dos Espíritos — Se teimar no pensamento do mal, sua expiação será mais longa e mais penosa.
Pergunta: Podemos, desde esta vida, resgatar as nossas faltas?
Resposta dos Espíritos — Sim, reparando-as. Mas não julgueis resgatá-las por algumas privações pueris ou por meio de doações depois da vossa morte, quando não tereis mais necessidade de nada. Deus não considera um arrependimento estéril, sempre fácil e que só custa o trabalho de bater no peito. A perda de um dedo, quando se presta um serviço, apaga maior número de faltas do que o cilício (suplício da carne) suportado durante anos, sem outro objetivo que o bem de si mesmo.
O mal não é reparado senão pelo bem, e a reparação não tem mérito algum se não atingir o homem no seu orgulho ou nos interesses materiais. De que lhe serve restituir após a morte, corno justificação, os bens mal adquiridos, que foram desfrutados em vida e já não lhe servem para nada? De que lhe serve a privação de alguns gozos fúteis e de algumas superfluidades, se o mal que fez a outrem continue o mesmo? De que lhe serve, enfim, humilhar-se diante de Deus, se conserva o seu orgulho diante dos homens?
Pergunta: Não há nenhum mérito em se assegurar, após a morte, um emprego útil para os bens que deixamos?
Resposta dos Espíritos — Nenhum mérito não é bem o termo; isso vale sempre mais do que nada. Mas o mal é que aquele que dá ao morrer, geralmente é mais egoísta do que generoso. Quer ter as honras do bem sem lhe haver provado as penas. Aquele que se priva em vida tem duplo proveito: o mérito do sacrifício e o prazer de ver felizes os que beneficiou. Mas há sempre o egoísmo a dizer ao homem: ‘O que dás, tiras dos teus próprios gozos’. E como o egoísmo fala mais alto que o desinteresse e a caridade, ele guarda em vez de dar, sob o pretexto das suas necessidades e das exigências da sua posição. Ah! Lastimai aquele que desconhece o prazer de dar, porque foi realmente deserdado de um dos mais puros e suaves gozos do homem. Deus, submetendo-o à prova da fortuna, tão escorregadia e perigosa para o seu futuro, quis dar-lhe em compensação a ventura da generosidade, de que ele pode gozar neste mundo.
Pergunta: O que deve fazer aquele que, no último momento, na hora da morte, reconhece as suas faltas, mas não tem tempo para repará-las? É suficiente arrepender-se, nesse caso?
Resposta dos Espíritos — O arrependimento apressa a sua reabilitação, mas não o absolve. Não tem ele o futuro pela frente, que jamais se lhe fecha?
Texto retirado do ‘Livro dos Espíritos’ (Livro Quarto – Cap. 2 – Item VI)
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Um criminoso arrependido
A 3 de janeiro de 1857, Mons. Sibour, arcebispo de Paris, ao sair da Igreja de Saint-Étienne-du-Mont, foi mortalmente ferido por um jovem padre chamado Verger.
O criminoso foi condenado à morte e executado a 30 de janeiro. Até o último instante não manifestou qualquer sentimento de pesar, de arrependimento, ou de sensibilidade.
Evocado no mesmo dia da execução, deu as seguintes respostas:
1. Evocação.
R. Ainda estou preso ao corpo.
2. Então a vossa alma não está inteiramente liberta?
R. Não... tenho medo... não sei... Esperai que torne a mim. Não estou morto, não é assim?
3. Arrependei-vos do que fizestes?
R. Fiz mal em matar, mas a isso fui levado pelo meu caráter, que não podia tolerar humilhações... Evocar-me-eis de outra vez.
4. Por que vos retirais?
R. Se o visse, muito me atemorizaria, pelo receio de que me fizesse outro tanto.
5. Mas nada tendes a temer, uma vez que a vossa alma está separada do corpo. Renunciai a qualquer inquietação, que não é razoável agora.
R. Que quereis? Acaso sois senhor das vossas impressões? Quanto a mim, não sei onde estou... estou doido.
6. Esforçai-vos por ser calmo.
R. Não posso, porque estou louco... Esperai, que vou invocar toda a minha lucidez.
7. Se orásseis, talvez pudésseis concentrar os vossos pensamentos...
R. Intimido-me... não me atrevo a orar.
8. Orai, que grande é a misericórdia de Deus! Oraremos convosco.
R. Sim; eu sempre acreditei na infinita misericórdia de Deus.
9. Compreendeis melhor, agora, a vossa situação?
R. Ela é tão extraordinária que ainda não posso apreendê-la.
10. Vedes a vossa vítima?
R. Parece-me ouvir uma voz semelhante à sua, dizen-do-me: Não mais te quero... Será, talvez, um efeito da imaginação!... Estou doido, vo-lo asseguro, pois que vejo meu corpo de um lado e a cabeça de outro... afigurando-se-me, porém, que vivo no Espaço, entre a Terra e o que denominais céu... Sinto como o frio de uma faca prestes a decepar-me o pescoço, mas isso será talvez o terror da morte... Também me parece ver uma multidão de Espíritos a rodear-me, olhando-me compadecidos... E falam-me, mas não os compreendo.
11. Entretanto, entre esses Espíritos há talvez um cuja presença vos humilha por causa do vosso crime.
R. Dir-vos-ei que há apenas um que me apavora o daquele a quem matei.
12. Lembrai-vos das anteriores existências?
R. Não; estou indeciso, acreditando sonhar... Ainda uma vez, preciso tornar a mim.
(Três dias depois.)
13. Reconhecei-vos melhor agora?
R. Já sei que não mais pertenço a esse mundo, e não o deploro. Pesa-me o que fiz, porém meu Espírito está mais livre. Sei a mais que há uma série de encarnações que nos dão conhecimentos úteis, a fim de nos tornarmos tão perfeitos quanto possível à criatura humana.
14. Sois punido pelo crime que cometestes?
R. Sim; lamento o que fiz e isso faz-me sofrer.
15. Qual a vossa punição?
R. Sou punido porque tenho consciência da minha falta, e para ela peço perdão a Deus; sou punido porque reconheço a minha descrença nesse Deus, sabendo agora que não devemos abreviar os dias de vida de nossos irmãos; sou punido pelo remorso de haver adiado o meu progresso, enveredando por caminho errado, sem ouvir o grito da própria consciência que me dizia não ser pelo assassínio que alcançaria o meu desiderato. Deixei-me dominar pela inveja e pelo orgulho; enganei-me e arrependo-me, pois o homem deve esforçar-se sempre por dominar as más paixões, o que aliás não fiz.
16. Qual a vossa sensação quando vos evocamos?
R. De prazer e de temor, por isso que não sou mau.
17. Em que consiste tal prazer e tal temor?
R. Prazer de conversar com os homens e poder em parte reparar as minhas faltas, confessando-as; e temor, que não posso definir - um quê de vergonha por ter sido um assassino.
18. Desejais reencarnar na Terra?
R. Até o peço e desejo achar-me constantemente exposto ao assassínio, provando-lhe o temor.
* * *
A situação de Verger, ao morrer, é a de quase todos os que sucumbem violentamente. Não se verificando bruscamente a separação, eles ficam como aturdidos, sem saber se estão mortos ou vivos. A visão do arcebispo foi-lhe poupada por desnecessária ao seu remorso; mas outros Espíritos, em circunstâncias idênticas, são constantemente acossados pelo olhar das suas vítimas.
Monsenhor Sibour, evocado, disse que perdoava ao assassino e orava para que ele se arrependesse. Disse mais que, posto estivesse presente à sua evocação, não se lhe tinha mostrado para lhe não aumentar os sofrimentos, porquanto o receio de o ver já era um sintoma de remorso, era já um castigo.
Do livro “O Céu e o Inferno” - Allan Kardec
(2a. Parte - Cap. VI - Ed. FEB)
O criminoso foi condenado à morte e executado a 30 de janeiro. Até o último instante não manifestou qualquer sentimento de pesar, de arrependimento, ou de sensibilidade.
Evocado no mesmo dia da execução, deu as seguintes respostas:
1. Evocação.
R. Ainda estou preso ao corpo.
2. Então a vossa alma não está inteiramente liberta?
R. Não... tenho medo... não sei... Esperai que torne a mim. Não estou morto, não é assim?
3. Arrependei-vos do que fizestes?
R. Fiz mal em matar, mas a isso fui levado pelo meu caráter, que não podia tolerar humilhações... Evocar-me-eis de outra vez.
4. Por que vos retirais?
R. Se o visse, muito me atemorizaria, pelo receio de que me fizesse outro tanto.
5. Mas nada tendes a temer, uma vez que a vossa alma está separada do corpo. Renunciai a qualquer inquietação, que não é razoável agora.
R. Que quereis? Acaso sois senhor das vossas impressões? Quanto a mim, não sei onde estou... estou doido.
6. Esforçai-vos por ser calmo.
R. Não posso, porque estou louco... Esperai, que vou invocar toda a minha lucidez.
7. Se orásseis, talvez pudésseis concentrar os vossos pensamentos...
R. Intimido-me... não me atrevo a orar.
8. Orai, que grande é a misericórdia de Deus! Oraremos convosco.
R. Sim; eu sempre acreditei na infinita misericórdia de Deus.
9. Compreendeis melhor, agora, a vossa situação?
R. Ela é tão extraordinária que ainda não posso apreendê-la.
10. Vedes a vossa vítima?
R. Parece-me ouvir uma voz semelhante à sua, dizen-do-me: Não mais te quero... Será, talvez, um efeito da imaginação!... Estou doido, vo-lo asseguro, pois que vejo meu corpo de um lado e a cabeça de outro... afigurando-se-me, porém, que vivo no Espaço, entre a Terra e o que denominais céu... Sinto como o frio de uma faca prestes a decepar-me o pescoço, mas isso será talvez o terror da morte... Também me parece ver uma multidão de Espíritos a rodear-me, olhando-me compadecidos... E falam-me, mas não os compreendo.
11. Entretanto, entre esses Espíritos há talvez um cuja presença vos humilha por causa do vosso crime.
R. Dir-vos-ei que há apenas um que me apavora o daquele a quem matei.
12. Lembrai-vos das anteriores existências?
R. Não; estou indeciso, acreditando sonhar... Ainda uma vez, preciso tornar a mim.
(Três dias depois.)
13. Reconhecei-vos melhor agora?
R. Já sei que não mais pertenço a esse mundo, e não o deploro. Pesa-me o que fiz, porém meu Espírito está mais livre. Sei a mais que há uma série de encarnações que nos dão conhecimentos úteis, a fim de nos tornarmos tão perfeitos quanto possível à criatura humana.
14. Sois punido pelo crime que cometestes?
R. Sim; lamento o que fiz e isso faz-me sofrer.
15. Qual a vossa punição?
R. Sou punido porque tenho consciência da minha falta, e para ela peço perdão a Deus; sou punido porque reconheço a minha descrença nesse Deus, sabendo agora que não devemos abreviar os dias de vida de nossos irmãos; sou punido pelo remorso de haver adiado o meu progresso, enveredando por caminho errado, sem ouvir o grito da própria consciência que me dizia não ser pelo assassínio que alcançaria o meu desiderato. Deixei-me dominar pela inveja e pelo orgulho; enganei-me e arrependo-me, pois o homem deve esforçar-se sempre por dominar as más paixões, o que aliás não fiz.
16. Qual a vossa sensação quando vos evocamos?
R. De prazer e de temor, por isso que não sou mau.
17. Em que consiste tal prazer e tal temor?
R. Prazer de conversar com os homens e poder em parte reparar as minhas faltas, confessando-as; e temor, que não posso definir - um quê de vergonha por ter sido um assassino.
18. Desejais reencarnar na Terra?
R. Até o peço e desejo achar-me constantemente exposto ao assassínio, provando-lhe o temor.
* * *
A situação de Verger, ao morrer, é a de quase todos os que sucumbem violentamente. Não se verificando bruscamente a separação, eles ficam como aturdidos, sem saber se estão mortos ou vivos. A visão do arcebispo foi-lhe poupada por desnecessária ao seu remorso; mas outros Espíritos, em circunstâncias idênticas, são constantemente acossados pelo olhar das suas vítimas.
Monsenhor Sibour, evocado, disse que perdoava ao assassino e orava para que ele se arrependesse. Disse mais que, posto estivesse presente à sua evocação, não se lhe tinha mostrado para lhe não aumentar os sofrimentos, porquanto o receio de o ver já era um sintoma de remorso, era já um castigo.
Do livro “O Céu e o Inferno” - Allan Kardec
(2a. Parte - Cap. VI - Ed. FEB)
Prece Para um Nascimento
Meu Deus, tu enviaste entre nós este Espírito, para que ele cumprisse numa existência nova tua lei de trabalho e de progresso.
Ele acaba de reencarnar na Terra, para desenvolver nela suas faculdades e suas qualidades morais, a fim de se elevar mais alto na hierarquia das almas e se reaproximar de Ti, porque este é o objetivo da vida, de todas as vidas.
Permitiste, ó Deus, que ele escolhesse esta família para aí reencontrar a forma, o corpo material, o instrumento necessário à realização desse fim. Faz que ele se torne para seus ascendentes um motivo constante de alegria, de satisfação moral e, mais tarde, um sustento, um apoio. Dá a seus pais o sentimento de seus deveres e de suas responsabilidades para com esta criança, da qual eles devem ser os protetores, os educadores.
Em Tua justiça e bondade, tu queres que cada Espírito seja o artífice de sua própria felicidade, que ele construa, com suas próprias mãos, sua coroa de luz e tu lhe deste para isso todos os recursos: a inteligência, a consciência e com elas as forças latentes que sua tarefa precisa para ser posta em ação, em seu próprio bem e no de seus semelhantes.
Tu queres, meu Deus, que, nas etapas inferiores de sua evolução, o Espírito suporte a lei da necessidade, isto é, as privações e as dificuldades da vida material; são os muitos estimulantes para sua iniciativa e sua energia, muitos meios para formar seu caráter e seu raciocínio, a fim de que, pelo trabalho, estudo e provas, saia de cada vida maior e melhor do que quando ali entrou.
Pela encarnação, reuniste a forma à idéia, para que a idéia espiritualista a forme e que o ser humano participe, por seus esforços, do progresso e da harmonia universais.
Ó Deus, nós te agradecemos por tua bondade, que envia para nós este Espírito! Que seu guia celeste o proteja, que nossa solicitude o envolva. Seus irmãos o recebem com afeição e ternura; eles se esforçarão em aplainar seu caminho, a fim de que siga sempre a senda da justiça e do amor que conduz para essa vida superior que tu reservas aos que lutaram, penaram e sofreram!
(Retirado do livro 'Síntese Doutrinária' – Léon Denis)
Ele acaba de reencarnar na Terra, para desenvolver nela suas faculdades e suas qualidades morais, a fim de se elevar mais alto na hierarquia das almas e se reaproximar de Ti, porque este é o objetivo da vida, de todas as vidas.
Permitiste, ó Deus, que ele escolhesse esta família para aí reencontrar a forma, o corpo material, o instrumento necessário à realização desse fim. Faz que ele se torne para seus ascendentes um motivo constante de alegria, de satisfação moral e, mais tarde, um sustento, um apoio. Dá a seus pais o sentimento de seus deveres e de suas responsabilidades para com esta criança, da qual eles devem ser os protetores, os educadores.
Em Tua justiça e bondade, tu queres que cada Espírito seja o artífice de sua própria felicidade, que ele construa, com suas próprias mãos, sua coroa de luz e tu lhe deste para isso todos os recursos: a inteligência, a consciência e com elas as forças latentes que sua tarefa precisa para ser posta em ação, em seu próprio bem e no de seus semelhantes.
Tu queres, meu Deus, que, nas etapas inferiores de sua evolução, o Espírito suporte a lei da necessidade, isto é, as privações e as dificuldades da vida material; são os muitos estimulantes para sua iniciativa e sua energia, muitos meios para formar seu caráter e seu raciocínio, a fim de que, pelo trabalho, estudo e provas, saia de cada vida maior e melhor do que quando ali entrou.
Pela encarnação, reuniste a forma à idéia, para que a idéia espiritualista a forme e que o ser humano participe, por seus esforços, do progresso e da harmonia universais.
Ó Deus, nós te agradecemos por tua bondade, que envia para nós este Espírito! Que seu guia celeste o proteja, que nossa solicitude o envolva. Seus irmãos o recebem com afeição e ternura; eles se esforçarão em aplainar seu caminho, a fim de que siga sempre a senda da justiça e do amor que conduz para essa vida superior que tu reservas aos que lutaram, penaram e sofreram!
(Retirado do livro 'Síntese Doutrinária' – Léon Denis)
O homem: corpo, alma, perispírito
Que é um ser humano?
- Um ser composto de uma alma e de um corpo, isto é, de espírito e carne.
Que é, então, a alma?
- É o princípio de vida em nós. A alma do homem é um Espírito encarnado; é o princípio da inteligência, da vontade, do amor, a sede da consciência e da personalidade.
Que é o corpo?
- O corpo é um envoltório de carne, composto de elementos materiais, sujeitos à mudança, à dissolução e à morte.
O corpo é, então, inferior à alma?
- Sim, porque ele é apenas sua vestimenta.
É necessário então desprezar o corpo, já que ele é inferior à alma?
- De maneira alguma: nada é desprezível. O corpo é o instrumento de que a alma tem necessidade para realizar seu destino; o operário não deve desprezar o instrumento com o qual ganha seu sustento.
A alma está encerrada no corpo ou é o corpo que está contido na alma?
- Nem uma nem outra coisa. A alma, que é espírito, não pode ficar encerrada num corpo; ela irradia por fora, como a luz através do cristal da lâmpada. Nenhum corpo pode mantê-la materialmente cativo; ela pode exteriorizar-se.
Como está unida a alma ao corpo, o espírito à carne?
- Por meio de um elemento intermediário, chamado corpo fluídico ou perispírito, que participa, ao mesmo tempo, da alma e do corpo, do espírito e da carne e os vincula, de alguma forma, um ao outro.
Que quer dizer a palavra perispírito?
- Esta palavra quer dizer: o que está em torno do Espírito. Da mesma forma que o fruto está contido num envoltório muito delgado chamado perisperma, o Espírito está envolvido por um corpo muito sutil denominado perispírito.
Como o perispírito pode unir a carne ao Espírito?
- Penetrando-os e permitindo se interpenetrarem. O perispírito comunica-se com a alma através de correntes magnéticas e com o corpo por meio do fluido vital e do sistema nervoso, que lhe serve, de certa forma, de transmissor.
Então, o homem é, na realidade, composto de três elementos constitutivos?
- Sim, esses três elementos são: o corpo, o espírito e o perispírito.
Quando e onde começa essa união da alma e do corpo?
- No momento da concepção, e se torna definitiva e completa por ocasião do nascimento.
A alma se separa do perispírito, quando se separa do corpo?
- Nunca. O perispírito é sua vestimenta fluídica indispensável. O perispírito precede a vida presente e sobrevive à morte. É ele que permite aos Espíritos desencarnados materializar-se, isto é, aparecer aos vivos, falar-lhes, como acontece por vezes nas reuniões espíritas.
O perispírito é então um corpo fluídico semelhante a nosso corpo material?
- Sim. É um organismo fluídico completo; é o verdadeiro corpo, as verdadeiras formas humanas, a que não muda em sua essência. Nosso corpo material se renova a cada instante; seus átomos se sucedem e se reformam; nosso rosto se transforma com a idade; o corpo fluídico propriamente dito não se modifica materialmente; ele é nossa verdadeira fisionomia espiritual, o princípio permanente de nossa identidade e de nossa estabilidade pessoal.
Onde, então, o perispírito encontrou seu fluido?
- No fluido universal, isto é, na força primordial, etérea. Cada mundo tem seus fluidos especiais, tomados ao fluido universal; cada Espírito tem seu fluido pessoal, em harmonia com o do mundo que ele habita e seu próprio estado de adiantamento.
Retirado do livro 'Síntese Doutrinária' – Léon Denis
- Um ser composto de uma alma e de um corpo, isto é, de espírito e carne.
Que é, então, a alma?
- É o princípio de vida em nós. A alma do homem é um Espírito encarnado; é o princípio da inteligência, da vontade, do amor, a sede da consciência e da personalidade.
Que é o corpo?
- O corpo é um envoltório de carne, composto de elementos materiais, sujeitos à mudança, à dissolução e à morte.
O corpo é, então, inferior à alma?
- Sim, porque ele é apenas sua vestimenta.
É necessário então desprezar o corpo, já que ele é inferior à alma?
- De maneira alguma: nada é desprezível. O corpo é o instrumento de que a alma tem necessidade para realizar seu destino; o operário não deve desprezar o instrumento com o qual ganha seu sustento.
A alma está encerrada no corpo ou é o corpo que está contido na alma?
- Nem uma nem outra coisa. A alma, que é espírito, não pode ficar encerrada num corpo; ela irradia por fora, como a luz através do cristal da lâmpada. Nenhum corpo pode mantê-la materialmente cativo; ela pode exteriorizar-se.
Como está unida a alma ao corpo, o espírito à carne?
- Por meio de um elemento intermediário, chamado corpo fluídico ou perispírito, que participa, ao mesmo tempo, da alma e do corpo, do espírito e da carne e os vincula, de alguma forma, um ao outro.
Que quer dizer a palavra perispírito?
- Esta palavra quer dizer: o que está em torno do Espírito. Da mesma forma que o fruto está contido num envoltório muito delgado chamado perisperma, o Espírito está envolvido por um corpo muito sutil denominado perispírito.
Como o perispírito pode unir a carne ao Espírito?
- Penetrando-os e permitindo se interpenetrarem. O perispírito comunica-se com a alma através de correntes magnéticas e com o corpo por meio do fluido vital e do sistema nervoso, que lhe serve, de certa forma, de transmissor.
Então, o homem é, na realidade, composto de três elementos constitutivos?
- Sim, esses três elementos são: o corpo, o espírito e o perispírito.
Quando e onde começa essa união da alma e do corpo?
- No momento da concepção, e se torna definitiva e completa por ocasião do nascimento.
A alma se separa do perispírito, quando se separa do corpo?
- Nunca. O perispírito é sua vestimenta fluídica indispensável. O perispírito precede a vida presente e sobrevive à morte. É ele que permite aos Espíritos desencarnados materializar-se, isto é, aparecer aos vivos, falar-lhes, como acontece por vezes nas reuniões espíritas.
O perispírito é então um corpo fluídico semelhante a nosso corpo material?
- Sim. É um organismo fluídico completo; é o verdadeiro corpo, as verdadeiras formas humanas, a que não muda em sua essência. Nosso corpo material se renova a cada instante; seus átomos se sucedem e se reformam; nosso rosto se transforma com a idade; o corpo fluídico propriamente dito não se modifica materialmente; ele é nossa verdadeira fisionomia espiritual, o princípio permanente de nossa identidade e de nossa estabilidade pessoal.
Onde, então, o perispírito encontrou seu fluido?
- No fluido universal, isto é, na força primordial, etérea. Cada mundo tem seus fluidos especiais, tomados ao fluido universal; cada Espírito tem seu fluido pessoal, em harmonia com o do mundo que ele habita e seu próprio estado de adiantamento.
Retirado do livro 'Síntese Doutrinária' – Léon Denis
A preexistência e o subconsciente
A doutrina da preexistência do espírito está em íntima relação com a da sobrevivência ao corpo.
A lei das vidas sucessivas vem em apoio a esta verdade consoladora e luminosa.
A vida não começa no berço e não termina no túmulo.
É nas vidas múltiplas na Terra e em outros mundos que adquirimos, conhecimentos e vamos nos libertando da ignorância que nos prende à infância do espírito.
É no perispírito que se gravam todas as imagens fornecidas à mente pelo mundo exterior, ele é o repositório de todas as aquisições, de todos os conhecimentos adquiridos, de tudo o que aprendemos, vimos, ouvimos e sentimos através das existências que percorremos...
Está, portanto, no perispírito a sede exclusiva da subconsciência.
A aceitação da subconsciência, em determinadas condições, implica, portanto, a aceitação da preexistência e da sobrevivência espiritual, bem como a reencarnação dos espíritos.
Quer isto dizer que os materialistas e os espiritualistas que não aceitam a reencarnação, não podem invocar a teoria do subconsciente para explicar fenômenos que estão na esfera do animismo; assim não explicam, porque não aceitam a doutrina das vidas múltiplas, a razão de ser da precocidade ou os “meninos prodígios”, que tanto os maravilha.
De fato, como dar provas de conhecimentos que se não se adquiriu na Terra, se a alma começa e termina com o corpo ou se a alma, como dizem o Catolicismo e o Protestantismo foi criada com o corpo?
Como proclamar a “teoria do inconsciente” - com “aquisições anteriores” se se tem certeza que o indivíduo, com quem ou em quem se observa os fenômenos, nenhuma aquisição tem de tudo a que disse e dos altos conhecimentos que manifestou?
Um indivíduo, por exemplo, em estado de transe, de sonambulismo, fala do que não estudou, trata de assuntos altamente científicos ou filosóficos que não estão ao seu alcance em estado normal, quando não há aí interferência de um Espírito, uma outra personalidade, não há dúvida que a “teoria do subconsciente” aí é manifesta, mas sem dúvida alguma, também essa teoria não é um derivativo materialista e sim está intimamente ligada aos princípios espíritas da preexistência e vidas sucessivas.
O corpo humano nada pode; o espírito sim, quando mais ou menos livre dum organismo denso e grosseiro que constitui o seu invólucro na Terra, pode dominar esse invólucro, e ler, remontando à corrente do passado, uma a uma, as páginas da sua existência integral, cujas ações e ideias desfilam ao longo do trajeto de suas encarnações.
Por: Cairbar Schutel, no livro “Os Fatos Espíritas e as Forças X” - 1926
A lei das vidas sucessivas vem em apoio a esta verdade consoladora e luminosa.
A vida não começa no berço e não termina no túmulo.
É nas vidas múltiplas na Terra e em outros mundos que adquirimos, conhecimentos e vamos nos libertando da ignorância que nos prende à infância do espírito.
É no perispírito que se gravam todas as imagens fornecidas à mente pelo mundo exterior, ele é o repositório de todas as aquisições, de todos os conhecimentos adquiridos, de tudo o que aprendemos, vimos, ouvimos e sentimos através das existências que percorremos...
Está, portanto, no perispírito a sede exclusiva da subconsciência.
A aceitação da subconsciência, em determinadas condições, implica, portanto, a aceitação da preexistência e da sobrevivência espiritual, bem como a reencarnação dos espíritos.
Quer isto dizer que os materialistas e os espiritualistas que não aceitam a reencarnação, não podem invocar a teoria do subconsciente para explicar fenômenos que estão na esfera do animismo; assim não explicam, porque não aceitam a doutrina das vidas múltiplas, a razão de ser da precocidade ou os “meninos prodígios”, que tanto os maravilha.
De fato, como dar provas de conhecimentos que se não se adquiriu na Terra, se a alma começa e termina com o corpo ou se a alma, como dizem o Catolicismo e o Protestantismo foi criada com o corpo?
Como proclamar a “teoria do inconsciente” - com “aquisições anteriores” se se tem certeza que o indivíduo, com quem ou em quem se observa os fenômenos, nenhuma aquisição tem de tudo a que disse e dos altos conhecimentos que manifestou?
Um indivíduo, por exemplo, em estado de transe, de sonambulismo, fala do que não estudou, trata de assuntos altamente científicos ou filosóficos que não estão ao seu alcance em estado normal, quando não há aí interferência de um Espírito, uma outra personalidade, não há dúvida que a “teoria do subconsciente” aí é manifesta, mas sem dúvida alguma, também essa teoria não é um derivativo materialista e sim está intimamente ligada aos princípios espíritas da preexistência e vidas sucessivas.
O corpo humano nada pode; o espírito sim, quando mais ou menos livre dum organismo denso e grosseiro que constitui o seu invólucro na Terra, pode dominar esse invólucro, e ler, remontando à corrente do passado, uma a uma, as páginas da sua existência integral, cujas ações e ideias desfilam ao longo do trajeto de suas encarnações.
Por: Cairbar Schutel, no livro “Os Fatos Espíritas e as Forças X” - 1926
ECTOPLASMA
O ectoplasma, termo que surgiu nos meados do século XIX, após os fenômenos de Hydesville, é uma substância mais ou menos visível (quase transparente, com reflexos leitosos) que se exterioriza de certos médiuns.
Mas a substância em si já era conhecida muito possivelmente na Idade Média, pois Thomas Vaugham, no “Lumen de Lúmine”, faz uma descrição que parece referir-se ao ectoplasma. Diz ele:
“Tendo apanhado um pouco desse licor para estudar que estranha substância era essa, reconheci que se desfazia como a neve. Quando a tinha nas mãos, não era água comum, mas uma espécie de óleo, cuja consistência viscosa, graxa, mineral, brilhante como a pérola, me pareceu transparente como o cristal. Examinando-a ainda, pareceu-me que tinha certa aparência espermática e, em verdade, era ainda mais obscena ao tato que à vista”.
Dizem os pesquisadores que é pesada, úmida, viscosa e fria e tem vida e movimentação própria, saindo e reentrando no corpo do médium, evoluindo, passeando, formando hastes móveis, como cobras, plasmando mãos, rostos, braços etc.
O engenheiro E. K. Muller, no dia 11 de novembro de 1931, conseguiu colocar algumas gotas de ectoplasma num vidro, tapado com rolha de vidro esmerilhado. Pareciam pequenas gotas de água. Essas gotas modificavam-se constantemente, movendo-se. O odor era ácido. Foi parafinado o invólucro, mas apesar disso a aparência da substância se modificava, tomando as mais diferentes formas. Ao microscópio, mostra uma rede de filamentos complicados, de cor escura, mas sem estabilidade, mesmo muitos anos após.
O Dr. Juliano Ochorovicz e o Prof. W. J. Crawford, de Belfast, chegaram a fotografar o ectoplasma sob forma de projeções flexíveis, saindo do corpo do médium pelas aberturas naturais, sobretudo dos órgãos genitais e boca. Pode alongar-se, levantar mesas, erguer objetos, funcionar como alavanca, bater etc.
Crawford descreve a substância como fios muito finos, provenientes do corpo do médium, praticamente invisíveis; fios frios e úmidos, desagradáveis ao toque. Considera a substância como “intimamente ligada ao sistema nervoso do organismo humano”.
O Dr. Scherenck Notzing diz que é uma “substância de emanações das energias vitais do corpo do médium, sendo capaz de fosforescência animal, como as propriedades fotogênicas de certos peixes”. Concorda com Crawford e com o Dr. Gustavo Geley.
O engenheiro Bourg de Bozas diz que o ectoplasma é uma irradiação de substância orgânica, condutora de sensibilidade nervosa. Sai e reentra no médium sob efeito de comoções nervosas ou sob efeito da luz; é uma “substância-energia, ora mole como a gelatina, ora rígida nas extremidades como o aço”. Diz mais: “sua penetração energética é mais poderosa que os raios X e os raios gamma do rádium”.
O Dr. Geley, na obra “Do Inconsciente ao Consciente”, chama a atenção sobre as sensações que repercutem no médium, quando o ectoplasma é tocado, podendo ser mesmo dolorosas: “Sai de todo o corpo do médium, mas especialmente dos orifícios naturais e das extremidades do corpo (do alto da cabeça e das pontas dos dedos), sendo mais frequente da boca (palato, gengivas e bochechas). A substância é extremamente sensível, confundindo-se suas sensibilidade com a do médium hiperestesiado. Parece ser altamente desconfiada, como um animal tímido, que só pode defender-se reentrando no corpo do médium. Evita todos os contatos, retraindo-se e reabsorvendo-se.
O ectoplasma pode assumir qualquer forma, mas permanece sempre ligado ao médium por fino fio semelhante ao cordão umbilical. Parece que se trata do próprio duplo etérico ou do corpo astral do médium, parcialmente exteriorizado.
Raoul de Montandon (“Formas Materializadas”, donde extraímos este resumo) escreve que o ectoplasma é o corpo etérico ou substractum da matéria organizada (pág. 286). Diz ele: “é energia vital materializada, já que, nas formas organizadas, o corpo etérico é o detentor da vida”.
No entanto, ponderamos que o “duplo” ou também chamado “corpo” etérico, que de perto vivifica o corpo físico denso, é representado no físico pelo elemento sanguíneo, como se lê desde o Deuteronômio: “o sangue é a vida dos seres animais” (Deut. 12:23).
Do livro “Técnica da Mediunidade” - Carlos Torres Pastorino
OBS.: O livro acima não é mais publicado, estando disponível para download no site 'Autores Espíritas Clássicos'.
- Leia também: Fluidos, Ectoplasma -
Mas a substância em si já era conhecida muito possivelmente na Idade Média, pois Thomas Vaugham, no “Lumen de Lúmine”, faz uma descrição que parece referir-se ao ectoplasma. Diz ele:
“Tendo apanhado um pouco desse licor para estudar que estranha substância era essa, reconheci que se desfazia como a neve. Quando a tinha nas mãos, não era água comum, mas uma espécie de óleo, cuja consistência viscosa, graxa, mineral, brilhante como a pérola, me pareceu transparente como o cristal. Examinando-a ainda, pareceu-me que tinha certa aparência espermática e, em verdade, era ainda mais obscena ao tato que à vista”.
Dizem os pesquisadores que é pesada, úmida, viscosa e fria e tem vida e movimentação própria, saindo e reentrando no corpo do médium, evoluindo, passeando, formando hastes móveis, como cobras, plasmando mãos, rostos, braços etc.
O engenheiro E. K. Muller, no dia 11 de novembro de 1931, conseguiu colocar algumas gotas de ectoplasma num vidro, tapado com rolha de vidro esmerilhado. Pareciam pequenas gotas de água. Essas gotas modificavam-se constantemente, movendo-se. O odor era ácido. Foi parafinado o invólucro, mas apesar disso a aparência da substância se modificava, tomando as mais diferentes formas. Ao microscópio, mostra uma rede de filamentos complicados, de cor escura, mas sem estabilidade, mesmo muitos anos após.
O Dr. Juliano Ochorovicz e o Prof. W. J. Crawford, de Belfast, chegaram a fotografar o ectoplasma sob forma de projeções flexíveis, saindo do corpo do médium pelas aberturas naturais, sobretudo dos órgãos genitais e boca. Pode alongar-se, levantar mesas, erguer objetos, funcionar como alavanca, bater etc.
Crawford descreve a substância como fios muito finos, provenientes do corpo do médium, praticamente invisíveis; fios frios e úmidos, desagradáveis ao toque. Considera a substância como “intimamente ligada ao sistema nervoso do organismo humano”.
O Dr. Scherenck Notzing diz que é uma “substância de emanações das energias vitais do corpo do médium, sendo capaz de fosforescência animal, como as propriedades fotogênicas de certos peixes”. Concorda com Crawford e com o Dr. Gustavo Geley.
O engenheiro Bourg de Bozas diz que o ectoplasma é uma irradiação de substância orgânica, condutora de sensibilidade nervosa. Sai e reentra no médium sob efeito de comoções nervosas ou sob efeito da luz; é uma “substância-energia, ora mole como a gelatina, ora rígida nas extremidades como o aço”. Diz mais: “sua penetração energética é mais poderosa que os raios X e os raios gamma do rádium”.
O Dr. Geley, na obra “Do Inconsciente ao Consciente”, chama a atenção sobre as sensações que repercutem no médium, quando o ectoplasma é tocado, podendo ser mesmo dolorosas: “Sai de todo o corpo do médium, mas especialmente dos orifícios naturais e das extremidades do corpo (do alto da cabeça e das pontas dos dedos), sendo mais frequente da boca (palato, gengivas e bochechas). A substância é extremamente sensível, confundindo-se suas sensibilidade com a do médium hiperestesiado. Parece ser altamente desconfiada, como um animal tímido, que só pode defender-se reentrando no corpo do médium. Evita todos os contatos, retraindo-se e reabsorvendo-se.
O ectoplasma pode assumir qualquer forma, mas permanece sempre ligado ao médium por fino fio semelhante ao cordão umbilical. Parece que se trata do próprio duplo etérico ou do corpo astral do médium, parcialmente exteriorizado.
Raoul de Montandon (“Formas Materializadas”, donde extraímos este resumo) escreve que o ectoplasma é o corpo etérico ou substractum da matéria organizada (pág. 286). Diz ele: “é energia vital materializada, já que, nas formas organizadas, o corpo etérico é o detentor da vida”.
No entanto, ponderamos que o “duplo” ou também chamado “corpo” etérico, que de perto vivifica o corpo físico denso, é representado no físico pelo elemento sanguíneo, como se lê desde o Deuteronômio: “o sangue é a vida dos seres animais” (Deut. 12:23).
Do livro “Técnica da Mediunidade” - Carlos Torres Pastorino
OBS.: O livro acima não é mais publicado, estando disponível para download no site 'Autores Espíritas Clássicos'.
- Leia também: Fluidos, Ectoplasma -
Materialização de Espíritos
Fenômeno mediúnico de efeitos físicos
As ações desenvolvidas pelos efeitos dessa mediunidade afetam o ambiente material e, por isso, são denominados de efeitos físicos. Os fenômenos de efeitos físicos resultam da ação dos espíritos sobre os fluidos até chegar a produzir resultados perceptíveis no mundo material. Os efeitos dessa mediunidade são percebidos por qualquer pessoa que os possa presenciar.
O efeito físico é o resultado da combinação dos fluidos do espírito, do o ectoplasma do médium e os fluidos do ambiente. Com esses três elementos o espírito gera o fenômeno, o anima e controla pelo pensamento.
Fluidos
André Luiz, no livro Domínios da Mediunidade, afirma que o fluido é um material leve e plástico, necessário para a materialização. Podemos dividi-lo em três elementos essenciais: fluidos A, representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual (são, geralmente, os mais puros); fluidos B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e, muito notadamente, do médium; e fluidos C, constituindo energias tomadas à Natureza terrestre (são os mais dóceis).
Os Espíritos agem sobre os fluidos, intencionalmente ou não, conforme o esclarecimento e a evolução.
As formações fluídicas são geradas pelo pensamento e dependem da capacidade de cada um ter mais ou menos potencialidade de criar formas através da manipulação de fluidos.
Podem aglomerar, dirigir, modificar e até combinar entre si para obter resultados ou conferir-lhes propriedades.
É assim que, no campo espiritual, as “coisas” são plasmadas (formadas).
(Para saber mais sobre fluidos - CLIQUE AQUI)
Materialização (ou Ectoplasmia)
Fenômeno pelo qual os espíritos constroem algo material (objeto ou corpo) a partir da manipulação do ectoplasma, em combinação com os fluidos do ambiente e do espírito.
Para que o fenômeno de materialização de espíritos aconteça, é necessário a presença do médium de efeitos físicos e a presença de um componente especial denominado de ectoplasma.
Chama-se de médium de efeito físico aquele que tem a faculdade que permite ceder ectoplasma em quantidade suficiente para possibilitar aos espíritos o seu uso em combinação com outros fluidos (os do espírito e do ambiente), visando produzir ações e resultados sobre o mundo material.
O Ectoplasma
O ectoplasma é uma substância que se acredita que seja força nervosa e tem propriedades de interagir com o mundo físico. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade, servindo de alavanca para interagir os planos físicos e espiritual. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis.
É uma substância delicadíssima, que se situa entre o perispírito e o corpo físico, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza.
Pode ser usado pelo ser humano para liberá-lo, produzindo vários fenômenos. É de difícil manipulação, exige treinamento e técnicas para que os espíritos possam se utilizar desse fluido.
O médium em transe fornece o ectoplasma necessário para o fenômeno. O ectoplasma flui para fora do corpo do médium pelos orifícios naturais do organismo humano. Os espíritos combinam este ectoplasma com os fluidos retirados do ambiente (plantas, animais etc) e moldam as formas e os corpos desejados.
No processo de materialização, o corpo físico do médium, prostrado, sob o domínio dos técnicos do plano espiritual, expele o ectoplasma, qual pasta flexível, à maneira de uma geléia viscosa e semiliquida, através de todos os poros e, com mais abundância, pelos orifícios naturais - particularmente da boca, das narinas e dos ouvidos - com elevada percentagem a exteriorizar-se igualmente do tórax e das extremidades dos dedos.
Durante o fenômeno o médium apresenta sensível perda de peso (matéria) e sensações de frio. É desgastante e requer muito cuidado para que a experiência não afete a saúde do médium. Deve ser realizado em um ambiente escuro (a luz afeta o ectoplasma) e tranquilo, e não deve-se tocar no médium durante o transe.
Ao final da manifestação o corpo ou objeto materializado se dissolve e os seus elementos retornam aos corpos de origem.
Sugestão de livros que tratam sobre ectoplasma e materialização:
Análise das Coisas - Paul Gibier
A alma é Imortal- Gabriel Delane
Mediunidade - J. Herculano Pires
Libertação - André Luiz / Chico Xavier
Pensamento e Vontade - Ernesto Bozzano
Parapsicologia Hoje e Amanhã - J. Herculano Pires
Curso Dinâmico de Espiritismo - J. Herculano Pires
Domínios da Mediunidade - André Luiz / Chico Xavier
Evolução em Dois Mundos - André Luiz / Chico Xavier
Espirito, Perispírito e Alma - Hernani Guimarães Andrade
As ações desenvolvidas pelos efeitos dessa mediunidade afetam o ambiente material e, por isso, são denominados de efeitos físicos. Os fenômenos de efeitos físicos resultam da ação dos espíritos sobre os fluidos até chegar a produzir resultados perceptíveis no mundo material. Os efeitos dessa mediunidade são percebidos por qualquer pessoa que os possa presenciar.
O efeito físico é o resultado da combinação dos fluidos do espírito, do o ectoplasma do médium e os fluidos do ambiente. Com esses três elementos o espírito gera o fenômeno, o anima e controla pelo pensamento.
Fluidos
André Luiz, no livro Domínios da Mediunidade, afirma que o fluido é um material leve e plástico, necessário para a materialização. Podemos dividi-lo em três elementos essenciais: fluidos A, representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual (são, geralmente, os mais puros); fluidos B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e, muito notadamente, do médium; e fluidos C, constituindo energias tomadas à Natureza terrestre (são os mais dóceis).
Os Espíritos agem sobre os fluidos, intencionalmente ou não, conforme o esclarecimento e a evolução.
As formações fluídicas são geradas pelo pensamento e dependem da capacidade de cada um ter mais ou menos potencialidade de criar formas através da manipulação de fluidos.
Podem aglomerar, dirigir, modificar e até combinar entre si para obter resultados ou conferir-lhes propriedades.
É assim que, no campo espiritual, as “coisas” são plasmadas (formadas).
(Para saber mais sobre fluidos - CLIQUE AQUI)
Materialização (ou Ectoplasmia)
Fenômeno pelo qual os espíritos constroem algo material (objeto ou corpo) a partir da manipulação do ectoplasma, em combinação com os fluidos do ambiente e do espírito.
Para que o fenômeno de materialização de espíritos aconteça, é necessário a presença do médium de efeitos físicos e a presença de um componente especial denominado de ectoplasma.
Chama-se de médium de efeito físico aquele que tem a faculdade que permite ceder ectoplasma em quantidade suficiente para possibilitar aos espíritos o seu uso em combinação com outros fluidos (os do espírito e do ambiente), visando produzir ações e resultados sobre o mundo material.
O Ectoplasma
O ectoplasma é uma substância que se acredita que seja força nervosa e tem propriedades de interagir com o mundo físico. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade, servindo de alavanca para interagir os planos físicos e espiritual. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis.
É uma substância delicadíssima, que se situa entre o perispírito e o corpo físico, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza.
Pode ser usado pelo ser humano para liberá-lo, produzindo vários fenômenos. É de difícil manipulação, exige treinamento e técnicas para que os espíritos possam se utilizar desse fluido.
O médium em transe fornece o ectoplasma necessário para o fenômeno. O ectoplasma flui para fora do corpo do médium pelos orifícios naturais do organismo humano. Os espíritos combinam este ectoplasma com os fluidos retirados do ambiente (plantas, animais etc) e moldam as formas e os corpos desejados.
No processo de materialização, o corpo físico do médium, prostrado, sob o domínio dos técnicos do plano espiritual, expele o ectoplasma, qual pasta flexível, à maneira de uma geléia viscosa e semiliquida, através de todos os poros e, com mais abundância, pelos orifícios naturais - particularmente da boca, das narinas e dos ouvidos - com elevada percentagem a exteriorizar-se igualmente do tórax e das extremidades dos dedos.
Durante o fenômeno o médium apresenta sensível perda de peso (matéria) e sensações de frio. É desgastante e requer muito cuidado para que a experiência não afete a saúde do médium. Deve ser realizado em um ambiente escuro (a luz afeta o ectoplasma) e tranquilo, e não deve-se tocar no médium durante o transe.
Ao final da manifestação o corpo ou objeto materializado se dissolve e os seus elementos retornam aos corpos de origem.
Sugestão de livros que tratam sobre ectoplasma e materialização:
Análise das Coisas - Paul Gibier
A alma é Imortal- Gabriel Delane
Mediunidade - J. Herculano Pires
Libertação - André Luiz / Chico Xavier
Pensamento e Vontade - Ernesto Bozzano
Parapsicologia Hoje e Amanhã - J. Herculano Pires
Curso Dinâmico de Espiritismo - J. Herculano Pires
Domínios da Mediunidade - André Luiz / Chico Xavier
Evolução em Dois Mundos - André Luiz / Chico Xavier
Espirito, Perispírito e Alma - Hernani Guimarães Andrade
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