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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os embriões congelados têm alma?


Há espíritos ligados aos embriões congelados? Em caso afirmativo, podemos eliminá-los? Qual é o momento em que se dá a união da alma com o corpo?


Procuremos a resposta a estas perguntas nos livros da codificação Espírita e na colectânea de André Luíz, pscicografada por Chico Xavier.

Em primeiro lugar, vejamos o que disseram os Espíritos instrutores no séc.XIX, quanto ao momento em que a alma se une ao corpo: “A união começa na concepção (…)” – Resposta à perg.334, do livro dos Espíritos.


É importante realçarmos este dado: a união do Espírito com o corpo dá-se na fertilização ou concepção, que é a união do gâmeta masculino (espermatozóide) com o feminino (óvulo).

A mesma informação é-nos fornecida pelo médico desencarnado André Luíz, no cap.13 do livro Missionários da luz. Ele explica que depois das células masculinas e femininas de Adelino e Raquel se terem juntado formando uma única, o instrutor Espiritual Alexandre “ajustou sobre aquele microscópio globo de luz impregnado de vida, a forma reduzida de Segismundo (o reencarnante) que interpenetrava o organismo perispiritual de Raquel (a mãe), e observei que essa vida latente começava a mover-se”.


Esta é a descrição dos primeiros instantes da existência terrena do reencarnante Segismundo.

Como a lei Divina é sempre a mesma em qualquer parte, é natural que as leis biológicas também o sejam, de maneira que é fácil concluir que a reencarnação obedece aos mesmos princípios, quer seja uma gravidez normal ou obtida através da reprodução assistida, na qual se emprega uma tecnologia médica avançada, com grande manipulação dos gâmetas e do ovo ou zigoto.


O instrutor Clarêncio ( Entre a terra e o céu) esclarece que “todo e qualquer agregação de matéria, obedece aos impulsos do espírito”, o que significa que, sem haver um reencarnante, não há uma formação fetal valida e, em consequência, uma vida orgânica assegurada.


Vejamos agora mais um excerto da já citada resposta à pergunta 344:”Desde o momento da concepção, o espírito designado para habitar determinado corpo, liga-se a ele através dum laço fluidico que se vai apertando cada vez mais até ao momento em que a criança vê a luz”


No cap.XI do seu livro A Génese, Allan Kardec também dá esta explicação, mas com mais pormenores:” Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em formação, um laço fluídico – que não é senão uma extensão do seu perispírito – liga-o ao gérmen, que, desde o momento da concepção, o vai atrair por meio duma força invisível.


Esta “força irresistível” é explicada pelo instrutor Clarêncio no livro de André Luíz Entre a terra e o céu: “ Na reencarnação, basta o magnetismo dos pais, aliado ao grande desejo daquele que volta ao campo das formas físicas”.


Assim, aprendemos que a questão do renascer está ligada à “sintonia magnética”, e que esta não depende das leis físicas clássicas expressas nas leis de Newton, mas sim que está relacionada com a comunicação não local proposta pelo Teorema de Bell e que foi experimentalmente provada por Alain Aspect e pela sua equipa.


O espírito reencarnante une-se magneticamente ao óvulo e ao espermatozóide por uma questão de afinidade espiritual e não interessa se estes gâmetas estão nos laboratórios ou nos lares, no fundo dos oceanos ou na atmosfera, a quilómetros de distância da superfície, porque quando está em causa este género de sintonia, o local não interessa.


A esta informação, vamos juntar outras que estão n´O livro dos espíritos: nas perguntas 355 e 356, os instrutores dizem que nem todos os embriões têm Espírito ligados. Portanto, é fácil concluir que os embriões congelados podem ter ou não laços perispirituais (fluídicos) a si ligados, dependendo da sintonia magnética entre encarnados e desencarnados.

Mas isso não quer dizer de maneira nenhuma que o espírito vai ficar “congelado” ou então perder a liberdade de movimentação, visto que se trata de uma união, através dum ténue laço fluídico, ou seja, uma promessa, uma atracção.


E como se pode saber se há ou não ligação? Neste momento, ainda não temos tecnologia para tal.

Estamos em crer que as experiências cientificas de do inglês Dr.Harold de Saxton- Burr (com os seus “life fields”), e as do brasileiro Dr.Hernâni Guimarães de Andrade (com o seu “campo biomagnético) podiam ser aplicadas nestes casos, e que iam contribuir muito para um sucesso maior das clínicas de reprodução assistida, porque se ia trabalhar muito mais com o facto “probabilidade”.


E a questão da eliminação dos embriões e da sua manipulação em geral, e das células tronco em particular?


Estas questões fazem parte do tema bioética e Espiritismo e é preciso que os médicos espíritas nelas se debrucem mais, procurando as posições que lhe forem próprias, mas sem se esquecerem do princípio básico que deve reger a nossa conduta em qualquer altura: O Amor universal.


Dra. Marlene Nobre


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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O PENSAMENTO


O sentimento inspira. O pensamento plasma. A palavra orienta. O ato realiza.
Figuremos, assim, a idéia como sendo a fonte, nascida no manancial do coração e traçando a si
mesma o curso que lhe é próprio. O pensamento vibra, desse modo no alicerce de todas as
formas e de todas as experiências da vida. Pensando, o arquiteto imagina o edifício a elevar-se
do solo, o técnico cria a máquina que diminui o esforço braçal do homem, o escultor arranca ao
mármore os primores da estatuária e o artista compõe sublimadas formações de beleza,
endereçando apelos à ciência e à virtude. E é também pensando que o usurário levanta para si
mesmo o inferno da posse insaciável, que o viciado gera as fantasias monstruosas que o
conduzem à delinqüência, que o criminoso se arroja aos abismos da perversidade, nos quais se
afogará em desilusão, e que o preguiçoso coagula para si próprio os venenos da inércia. Em
razão disso, depois da morte do corpo, mais intensivamente vive a alma nas criações a que se
afeiçoa. Isso não quer dizer que haja retrocesso na marcha evolutiva do espírito, mas
estagnação do ser nas formas infelizes em que se compraz, pelo próprio pensamento
desgovernado e delituoso. Com isso, desejamos igualmente dizer que todos influenciamos e
somos influenciados. Agimos e reagimos. E, se os missionários do bem recebem dos planos
superiores a força que lhes enriquece as ações para a vitória da luz, os tarefeiros do mal
recolhem dos planos inferiores as sugestões que lhes infelicitam a senda, inclinando-os aos
resvaladouros da treva. Recordemos o magnetismo desvairado das inteligências que se
transviam nas sombras e compreenderemos a loucura temporária que ele pode trazer às almas
que o provocam. - “Viverá o homem onde situe o coração” – diz-nos o Evangelho e podemos
acrescentar, sem trair o ensinamento do Senhor, que onde colocarmos o pensamento – força via
de nosso coração – aí se manifestará, como é justo, a forma de nossa vida.
Da obra: Semeador em tempos novos. Ditado pelo Espírito
Emmanuel, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

Amparadores Espirituais – Parte I


(Primeira parte da matéria, publicada na Revista Sexto Sentido N. 21 - Maio de 2001)


Em entrevista especial à Revista Sexto Sentido, o professor Wagner Borges, especialista em projeção astral, fala de modo claro e objetivo sobre os Amparadores Espirituais - seres que auxiliam as pessoas na hora da morte - fornecendo detalhes impressionantes sobre a transição a que chamamos morte e as dimensões do outro lado da vida.




Nós sabemos que você faz parte de um grupo de Amparadores Espirituais no plano astral, que ajudam as pessoas na hora da morte. Quem são esses Amparadores e exatamente de que maneira eles, ou vocês agem?





- Os amparadores são um grupo de espíritos formado principalmente por orientais. São egípcios, chineses, tibetanos, pessoas que já lidaram com algo parecido aqui na Terra, em outras épocas, que desencarnaram e estão em um nível excelente.



Quando o corpo espiritual se desprende do físico durante o sono ou na morte, ambos estão conectados por um campo energético, que é a aura. Nessa aura estão os chacras e os filamentos energéticos que saem desses chacras se juntam para formar uma ligação - a ligação do espírito com o corpo através do conhecido cordão de prata.



Na hora do desprendimento definitivo ou morte, seres espirituais bondosos e evoluídos aparecem e desconectam esses filamentos para desprender o espírito, da mesma forma que um parteiro ajuda no nascimento de um bebê e no desligamento da ligação que é o cordão umbilical.



Os seres desligam o cordão de prata e sobra um coto de cordão, só que não é no umbigo, mas na cabeça do corpo espiritual. Nesse momento, normalmente a pessoa apaga, como um mecanismo da consciência. Então ela é puxada para um vórtice, como se fosse uma passagem entre dimensões - por isso as pessoas que têm experiências de quase-morte falam sobre passar por um túnel de luz, que é uma abertura entre dimensões.



Então, os Amparadores puxam a pessoa para fora do corpo e a ajudam a atravessar o buraco energético, fazendo com que ela saia na dimensão seguinte, que as pessoas chamam de plano espiritual ou plano astral.



Normalmente, ela desperta algumas horas ou dias depois num hospital espiritual. Esses hospitais foram construídos por seres avançados, que elaboram formas mentais e as plasmam com o pensamento. São construções energéticas que, para os espíritos naquela freqüência, são tão sólidos quanto os objetos desta nossa dimensão terrestre. Os espíritos mais sutis atravessam esses ambientes porque são mais rarefeitos, mas naquela dimensão, para quem está lá, os objetos são tão densos quanto os daqui são para nós. A pessoa se vê num ambiente propício para a recepção de recém-desencarnados, onde o que sobrou do cordão de prata é então rompido.




A pessoa acorda num hospital extrafísico após a morte, não porque esteja doente, mas para romper essa conexão. Esses hospitais são locais de transição. Dali ela passa para a dimensão correspondente ao seu nível.




Nossos pensamentos e emoções se plasmam energeticamente em nossa aura, em nosso corpo espiritual. Assim, nós somos a somatória do que pensamos, sentimos e fazemos durante a vida. A cada noite, quando nos desprendemos para fora do corpo físico, o corpo espiritual carrega a vibração de tudo que ocorreu naquele dia. Na hora da morte, a vibração do corpo espiritual é a soma de tudo que você pensou, sentiu e fez durante uma vida inteira.




Pode-se dizer que cada pessoa que desencarna carrega um campo vital contendo tudo o que ela é como resultado de tudo o que desenvolveu e fez em vida. Quem tem uma vibração ‘x’ no corpo espiritual, após a morte é atraída para o plano extrafísico de uma dimensão ‘x’, compatível com a vibração que ela porta.




O plano espiritual se divide em subdimensões. Muitos as dividem em sete níveis, outros em três. Os que dividem em três fazem da seguinte maneira: plano astral denso, plano astral médio e plano astral superior. No denso estariam as pessoas complicadas, seria o chamado umbral, o Inferno. O plano astral superior seria o Paraíso do Espiritismo. E o plano astral médio seria onde se encontram as pessoas mais ou menos, ou seja, iguais a nós, mais ou menos boas, mais ou menos complicadas. Em outras palavras, a maioria.





E o lugar que os espíritas chamam de Umbral?





- A palavra umbral significa muro, e é a divisória entre o plano terrestre e o plano astral mais avançado. Uma divisória vibracional, onde quem tem o corpo espiritual denso não atravessa, como uma peneira vibracional. Eu costumo dizer que Inferno e Paraíso são portáteis: você carrega dentro. Se está bem, o Paraíso está dentro de você. Se sai do corpo nessa condição, você é atraído por uma vibração semelhante a que existe em seu interior. A passagem para o Paraíso está dentro de nós. E o Inferno é a mesma coisa, é um estado íntimo. Veja uma pessoa cheia de auto-culpa e compare com aquela imagem clássica do diabo colocando alguém dentro da caldeira e espetando. A auto-culpa espeta mais do que qualquer diabo, porque nem é preciso o Inferno vir de fora: ele já está dentro e o diabo é você mesmo.




O Umbral é uma região muito pesada porque reflete o estado íntimo de quem lá está. Você encontra lugares que lembram abismos, cavernas escuras, tudo exteriorizado do subconsciente dos espíritos, como formas mentais. Quando você olha no fundo desses abismos vê que está cheio de espíritos, mas eles não voam, são densos. Você encontra favelas no plano espiritual, cidades medievais. Os espíritos vivem presos a formas mentais das quais, muitas vezes, é difícil escapar. São esses que os seres evoluídos buscam ajudar nessas dimensões.







E como eles fazem isso?





- Normalmente, resgatam os sofredores usando médiuns ou projetores astrais fora do corpo, utilizando a energia do cordão de prata para se tornarem mais densos e puxar as pessoas. É por isso que, desde os 15 anos, fui levado muitas vezes a esses ambientes para dar passes nos espíritos, fora do corpo. Você dá um passe e isso muda o padrão vibracional do corpo espiritual da pessoa. Tão logo isso acontece, os espíritos mais avançados, que não tinham acesso, conseguem pegar a pessoa e levar para um hospital extrafísico. Aí começa um tratamento energético, puramente de luz, para desintoxicar os chacras extrafísicos do corpo energético, e tratamento psicológico para fazer a pessoa encarar sua situação, conseguir se entender e sair daquele problema. E também é trabalho, terapia para que a pessoa saia daquilo sem ter auto-culpa, porque a auto-culpa segura a pessoa no passado. Ela precisa entender que Deus não condena ninguém.


Eu já passei por lugares desse Umbral em que era tudo escuro, e eu sentia que passava por cima de pessoas que se arrastavam. A única luz que tinha ali era a minha, um ser humano. E algumas pessoas se seguravam em mim e falavam, "Anjo, me tira daqui!". Eles achavam que eu era anjo porque tinha alguma luz.





E você não tinha como tirar essas pessoas de lá?




- Não, porque tinha ido tirar uma pessoa determinada. Eu estava direcionado para pegar uma e puxar. E também, vários daqueles que estão ali sofrendo e pedindo ajuda, se forem tirados daquele ambiente e levados para um lugar melhor, basta que se recuperem um pouquinho e já começam a aprontar. Esse pessoal precisa ralar um pouco para perceber que não se pode fazer ao outro aquilo que você não quer que façam com você. Não é uma punição divina, é causa e efeito. O que você fez para o outro fica marcado em você.



Eu cresci no Rio, na Baixada Fluminense. Vários amigos meus morreram por causa de droga, outros porque se tornaram policiais e morreram em tiroteio com bandidos, cumprindo o dever, e outros se tornaram marginais. Um desses rapazes virou policial e fez parte de um grupo de extermínio de bandidos. Eu já tinha me mudado para São Paulo, e ele inclusive já não mora mais no Rio - deixou a polícia, nem sei onde está. Eu despertei fora do corpo no Rio de Janeiro, na rua do bairro onde cresci, e comecei a ouvir uma gritaria. Lá na ponta da rua começou a aparecer uma energia alaranjada, pesada, e de repente chega o rapaz correndo. Ele estava fora do corpo perseguido por um grupo de doze espíritos, com pedaços de pau nas mãos - tudo plasmado: facões, etc. Gritavam. "Pega, pega esse miserável!". E o sujeito estava projetado fora do corpo, ou seja, fora do corpo ele é perseguido pelos sujeitos que ele matou. Eles passaram correndo perto de mim e, quando ele passou, eu vi que estava cheio de buracos de bala, plasmado no corpo espiritual. Aí eu entendi uma coisa que o espírito André Luiz sempre falou nos seus livros: cada coisa que você faz para o outro fica marcada em você espiritualmente. Cada bala que ele tinha enfiado em alguém, a marca estava nele, porque a forma mental do ato ficou grudada nele. Se durante o sono ele já está assim, imagine na hora em que desencarnar. Ele vai ficar nesse plano astral denso por um bom tempo.






Lembra um pouco o filme Ghost.





- Muitas coisas ali são reais, e também o Sexto Sentido. Ou aquele filme Amor Além da Vida, com Robin Williams - aquela parte de formas mentais plasmadas. É a riqueza do filme. Aquela parte do Umbral, em que ele vai buscar a mulher suicida, é baseada na Divina Comédia do Dante Alighieri. Dante foi um grande projetor. Como vivia no século XIV, em Florença, Itália, ele não podia falar abertamente porque iria para a fogueira. Aí ele camuflou os relatos. Todas as pessoas que se projetam e já foram nesses planos pesados sabem que o Dante era um viajante astral, porque já viram coisas parecidas. É uma outra realidade, que a humanidade não conhece. Mas uma coisa é certa: não vale a pena fazer o mal. Não é que Deus vai punir ou o Diabo vai pegar, mas você carrega de dentro de si tudo aquilo para fora e forma o ambiente. Todo algoz se transforma em vítima. O que Jesus ensinou sobre tentar fazer o bem, tentar ajudar os outros na medida do possível não foi à toa. Aquilo não tem nada de religioso - é código de vida.




CONTINUA...

Amparadores Espirituais – Parte II


(Segunda parte da matéria, publicada na Revista Sexto Sentido N. 22 - Junho de 2001)

O especialista em projeção astral Wagner Borges conversou com a Revista Sexto Sentido sobre sua atuação como amparador espiritual, ajudando espíritos que encontram dificuldades para enfrentar a vida após a morte do corpo físico.






Você já presenciou alguns desencarnes?


- Sim. Eu já vi pessoas morrerem e servi como elemento de ajuda no desprendimento. Outro dia tive uma experiência. Vi um barco bem primitivo, cheio de africanos, que estava fugindo de alguma coisa. O barco virou e todos morreram afogados. Eu vi os espíritos saírem do corpo e, na hora, apareceu uma mulher hindu, desencarnada, que estendia as mãos e projetava luz, puxando os espíritos e enfiando-os dentro de um vórtice de energia. Eu já sabia que eles seriam recebidos do lado de lá. Mentalmente ela me disse que os seres humanos são cegos e não estão vendo esse amor, que os leva para o outro lado na hora certa. Que todo mundo recebe assistência.



Quem define a vinda desse ser, que chega para ajudar? Ele sabe o que vai acontecer com antecedência?


- Ela já sabe que vai acontecer. O processo de reencarnação não é aleatório. Existe uma organização extrafísica, com seres mais avançados que coordenam os processos daqueles que estão submetidos à roda reencarnatória. Vou dar um exemplo: quando você era pequeno, você não escolheu o colégio em que estudou - seu pai e sua mãe o levaram para lá. Depois, você cresceu e pôde escolher seu caminho. Quando uma consciência ainda não sabe o que é melhor para ela, seres mais avançados coordenam o processo até ela alcançar a maturidade para decidir o caminho. Então, esses seres fazem com que ela reencarne em países e situações adequados para aquela determinada alma aprender o que precisa. Às vezes, você vem para uma vida para aprender uma única característica que está faltando.


Nós temos livre-arbítrio e podemos, por exemplo, encurtar o tempo. O suicida é um exemplo disso. Ele vem com uma carga vital e acaba se suicidando. Vamos chamar a vida na Terra de ano letivo: o corpo é o uniforme, o planeta é a escola. Você é enviado para uma série, cada vida é uma série. Ao longo da vida certas coisas vão acontecer e não são livre-arbítrio, mas experiências que esses professores preparam para que a pessoa aprenda algo.


Mas existe o livre-arbítrio. Dentro da sala de aula, o aluno não escolhe o currículo que vai estudar, mas, por exemplo, pode escolher fazer amizade com o colega ao lado ou não. Ele pode estudar mais ou menos. Pode quebrar a carteira ou não. A postura do aluno dentro da sala de aula é livre arbítrio - o currículo que o aluno vai estudar é programado. Como o aluno reage a esse currículo é livre arbítrio.




E os ciclos familiares? Dizem que ficamos reencarnando junto com as mesmas pessoas de um determinado ciclo até as pendências entre todas serem resolvidas.


- Depende - isso também é relativo. Existem milhares que reencarnam ao longo dos séculos e acabam se encontrando ao longo das vidas, mas têm muitas pessoas que ainda estamos conhecendo, que não vêm de uma vida passada. Alguns se perguntam: se há reencarnação, por que a população da Terra continua aumentando? Porque vêm pessoas de outros planetas para cá. Existem milhares de humanidades semelhantes à nossa, espalhadas pela galáxia, na mesma evolução que nós. Existem milhares de outras bem superiores, e milhares bem inferiores.




O que ocorre quando existe uma grande catástrofe, como terremotos?


- É uma espécie de carma coletivo. As pessoas são atraídas para o lugar. Por exemplo, se precisa passar pela experiência de morrer em um terremoto, você não vai nascer no Brasil, mas na Califórnia, nas Filipinas, no Japão, em países sujeitos aos terremotos. O pessoal que programa isso do lado de lá vai encaixar a pessoa num lugar em que ela passe por aquela experiência. Isso já é direcionado. Quando ocorre a tragédia coletiva, o pessoal do lado de lá já sabe com antecedência e todos se preparam bem antes. Do mesmo jeito que existem bancos de sangue nos hospitais, existem bancos de energia do lado de lá. Como esses espíritos são sutis e as pessoas que estão desencarnando, muitas delas, estão em condições bastante densas, vários meses antes eles começam a extrair energia de médiuns, de pessoas bondosas, de grupos ocultistas, espíritas, iogues. Eles captam essas energias sem ninguém saber e vão guardando dentro de aparelhos extrafísícos. Quando ocorre a tragédia, eles usam essa energia para romper os cordões de prata, porque são energias de seres humanos para seres humanos, mais compatíveis. Eu já vi isso do lado de lá. Esses seres espirituais que ajudam - os chamados amparadores, guias espirituais ou benfeitores - são pessoas, seres humanos desencarnados. Entre eles você vai encontrar desde gente quase igual a nós, do mesmo nível, pessoas bacanas, até aquele ser super-avançado que nem mais parece gente como nós, mas uma criatura totalmente de luz.



E como alguém é recrutado para essa função?


- Na verdade, nós somos agentes interdimensionais e já fazíamos parte dessa equipe do lado de lá. Apenas reencarnamos para servir de suporte aos outros. A maioria dos sensitivos que conheço é dessa turma, e é por isso que a comunicação que tenho com eles é natural. Eu não acho que eles são superiores a mim, eles são meus colegas. Agora, é claro que vai ter um colega mais ou menos igual, um mais complicado e um mais avançado, como qualquer grupo de amigos. Você vai ter um amigo que é gênio, um amigo que é chato e um que é igual a você. Espíritos são apenas seres humanos extrafísicos, eles não são divindades. Por exemplo, eu não faço preces para espíritos. Quando ergo a mente em agradecimento, penso num Todo, numa Consciência Cósmica, e se eu tiver de pensar em alguém, penso em alguém como Buda ou Jesus, não como foco religioso, mas como foco de inspiração, de exemplo.




Você tem um mentor?


- Tenho vários mentores. Existem sempre dois ou três que me acompanham há mais tempo. Um deles se chama Vyasa, um hindu, e é quem eu chamo de mentor de muitas coisas que escrevo. Esse é muito presente. Tem outro que aparece como um chinês. E, dependendo da atividade do momento, um ou outro é mais presente.


Tecnicamente falando, guia espiritual é qualquer um que ajude você em algum caminho. Até o ser humano ao seu lado pode ser seu guia, se ele abre caminho para você. Mas, por melhores que sejam os guias, nenhum deles pode caminhar por nós. O que eles podem fazer é apontar caminhos, sugerir idéias. E os guias também não tiram obstáculos do caminho, porque esses obstáculos nos fazem crescer. Isso equivale a uma prova na qual o professor não pode dar as respostas ao aluno.


O guia, que é um professor, um mestre extrafísico, não pode dar resposta de alguns dramas, porque você aprende mais na crise. Se o guia eliminasse a prova, a pessoa não desenvolveria aquela qualidade. A função do guia, então, é tentar inspirar, para que você agüente o tranco da prova, para que sua paciência seja grande, para que seu amor não decaia, para que sua luz continue acesa, mesmo que tudo esteja em trevas à sua volta.




E quando o guia vê, por exemplo, que uma pessoa vai cometer suicídio?


- Ele tenta o máximo possível jogar ondas mentais para ajudá-la. Só que a pessoa costuma estar tão fechada em suas próprias formas mentais, que fica impermeável. É a mesma coisa que tentar conversar com um bêbado. Ele não escuta. Eu costumo dizer que muitas pessoas estão embriagadas emocionalmente: elas não bebem álcool, mas bebem emoções pesadas, tão pesadas que a capacidade de discernimento desaparece. A pessoa é impermeável a tudo de bom que alguém tenta dizer para ela aqui mesmo, na Terra; imagine do lado de lá. Aí entram as leis de causa e efeito: a cada um segundo os seus pensamentos, os seus sentimentos e os seus atos. É a lei mais justa que conheço, na qual cada um recebe, lá na frente, aquilo que fez. Nós vamos semeando a pista em que iremos andar; alguns jogam pregos, e daqui a pouco começam a furar o pé nos pregos que jogaram. Mas existem pessoas que jogam flores.


Isso é causa e efeito, é carma, não tem nada a ver com punição. O umbral não é criação divina, é criação humana, porque esse plano é plasmado a partir das coisas trevosas que estão dentro de nós. Foi o ser humano trevoso que criou o plano astral pesado, da mesma forma que o ser humano avançado criou o plano astral avançado.




Existem idosos que desencarnam e seu espírito se manifesta para pessoas 20, 30 anos depois com a mesma aparência envelhecida. Outros parecem mais jovens. Por que?


- O corpo físico não reflete nosso estado íntimo. Por exemplo, eu posso estar mal, mas disfarçar e ficar rindo, e você não vai saber que estou mal. O corpo físico, o rosto, é uma máscara que não reflete o que pensamos, por isso, podemos enganar uns aos outros.


Quando você sai do corpo, o corpo espiritual reflete o que você pensa, de modo que não dá para enganar o seu estado íntimo. Até aqui, no plano físico, às vezes você vê um ancião e ele tem viço na expressão; outras vezes você vê um jovem e ele está apagado.


Quando a pessoa deixa o corpo, o espírito que estava dentro dele, independente da idade, pode remoçar, porque seu estado íntimo é jovem e o corpo espiritual plasma uma imagem remoçada. Aquele que estava mal pode aparecer envelhecido, carregado.




Se a pessoa deixa o corpo com uma doença, ela pode continuar com a doença no astral?


- Pode continuar até se desprender do condicionamento da doença. Por exemplo, muitos cegos passaram tantos anos sem enxergar que acham que não conseguem ver. Então, às vezes é feito um trabalho psicológico para a pessoa perceber que não está cega e que aquilo é um condicionamento. Uma vez eu vi um desencarnado que voava numa cadeira de rodas. Ele não saía da cadeira porque passou 50 anos sentado em uma. Essa cadeira não era mais física, virou psíquica, era o apoio dele. O homem desencarnou e carregou a forma mental da cadeira de rodas. Depois de um tempo ele vai se descondicionar e passar a voar normalmente, mas às vezes a morte não quebra um condicionamento.




Mesmo depois do espírito ter passado por um hospital extrafísico, onde seu cordão astral é rompido, ele passa por um tratamento para se adaptar à nova realidade de sua existência sem corpo?


- Muitas vezes. O tratamento nos hospitais é energético, mas quem pode mudar sua consciência? Pode-se tentar mudar a energia, deixar a pessoa mais leve, mas ela mesma pode fazer esse processo ficar arrastado, lento.


Sem falar daqueles que não aceitam ter morrido, devido a vários fatores. A pessoa se vê num corpo espiritual que reflete a aparência do físico; ela olha para si mesma e pensa que não morreu, porque está com o mesmo corpo, ou porque Jesus não apareceu como tinha sido prometido, ou porque achava que depois da morte ia ficar dormindo até o dia do Juízo Final. E, se perguntam a ela por que ninguém a vê, ela diz que estão todos cegos. A pessoa arranja mil e um motivos para não admitir o que aconteceu.


Imagine as pessoas que negam a morte a vida inteira - quando morrem elas não vão querer discutir isso e arranjam uma camuflagem psicológica, distorcendo a realidade. Uns falam que é um pesadelo, que vão acordar e descobrir que tudo aquilo não é verdade. Ou que os espíritos à sua volta são demônios, que estão torturando. A pessoa fica num estado de confusão e, às vezes, demora para melhorar.


Mas uma coisa eu garanto: toda pessoa que está bem por dentro tem um processo muito mais rápido do lado de lá. E uma coisa com a qual as pessoas não podem se enganar: uma excelente pessoa pode morrer violentamente, atropelada, ou assassinada. O fato do corpo dela ter ficado em picadinhos embaixo de um carro não significa que ela esteja mal. Um segundo depois ela pode estar bem do lado de lá. E o fato de alguém morrer na cama, dormindo, não garante que ela vá estar bem do outro lado. Tem muito pilantra que morre dormindo. As pessoas se iludem com a aparência do cadáver. O gênero de morte não determina a qualidade da consciência, porque o que determina essa qualidade não é a morte e sim o que se fez em vida.




Existem pessoas que, antes de deixar o corpo, começam a ver parentes já falecidos.


- Isso porque eles geralmente vêm ajudar, vêm puxar a pessoa para fora. Ainda mais alguém de idade, que já está adoentado, com os sentidos físicos amortecidos. Essa pessoa está tendo um adiantamento e, dias antes, já começa a ver o pessoal. Eu acho legal a pessoa se desprender consciente do processo, porque ela carrega essa certeza dentro dela e, nas próximas vidas, nasce encarando a questão da morte como algo natural.


Uma dica que eu dou para o leitor: se a pessoa porventura estiver saindo do corpo na hora da morte, e estiver consciente, ele vai ver seres a sua volta. Se vir algum vórtice energético, ela deve entrar, porque irá fazer uma passagem de dimensões tranqüila. Se ela não vir ninguém - porque, às vezes, devido à diferença vibracional nessa hora, o cordão de prata ainda não se rompeu; os seres estão ali, mas a pessoa não está vendo - um conselho que eu dou é estender as mãos para a frente e projetar luz no centro da testa. O que acontece? O padrão dimensional do corpo espiritual dela muda e ela vê todo mundo ao redor.




E o que acontece depois que alguém desencarna, passa por um hospital e já se encontra adaptada a sua dimensão?


- Nessas dimensões existem cidades extrafísicas plasmadas por seres avançados, nas quais vivem comunidades de espíritos. Quando a pessoa sai do corpo, vê o ambiente imediato, o quarto, a cama. A próxima dimensão é o umbral, o plano astral mais pesado. Passando por ele, estão os hospitais extrafísicos e, a seguir, as cidades astrais. A pessoa não precisa passar por uma dimensão inferior para chegar à outra, porque é uma questão de sintonia. Não é um deslocamento espacial, mas um deslocamento de consciência.


Essas cidades, que existem sobre os lugares físicos, lembram os ambientes imediatos de onde a pessoa saiu. Por exemplo, uma cidade extrafísica por cima de São Paulo reflete uma realidade igual à de São Paulo. Os espíritos mantêm uma realidade igual paralela para que a pessoa se sinta ambientada logo que desencarna.


Nessas cidades espirituais não existem problemas de dinheiro ou violência - é como se fosse a humanidade legal, projetada do lado de lá. É um ambiente humano, com nível igual ao nosso aqui, só que projetado do lado de lá. Então, as pessoas têm atividades de trabalho, lazer, como aqui, mas tudo simplificado e aprofundado. Ou seja, é o plano físico perfeito.


Depois dessas cidades extrafísicas - em que a pessoa recupera a lembrança de vidas passadas, reaprende a voar, retoma ao seu nível -, ela passa para outra freqüência, mais compatível com seu estado interno. São os chamados lugares de estudo e aprendizado. Todo mundo que está ali sabe que teve outras vidas, lembra de tudo, sabe mexer com energia e já ajuda os outros. Nesses ambientes você ainda vê a divisão homem e mulher. Espírito não tem sexo, mas eles mantêm a identidade.




* * *




Para saber mais sobre os espíritos que assistem as pessoas na hora da morte e os hospitais no plano espiritual, veja os livros:



•“Semeando e Colhendo” – Hercílio Maes (Ed. Freitas Bastos)


•“Violetas na Janela” – Patrícia (Espírito) / Psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (Ed. Petit)


•“Vivendo no Mundo dos Espíritos” – Patrícia (Espírito) / Psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (Ed. Petit)


•“Nosso Lar” – André Luiz (Espírito) / Psicografado por Francisco Cândido Xavier (Ed. FEB)


•“Obreiros da Vida Eterna” – André Luiz (Espírito) / Psicografado por Francisco Cândido Xavier (Ed. FEB)


•“Três Arco-Íris / Uma Colônia de Luz” – Josué (Espírito) / Psicografado por Eurípedes Kühl (Ed. Petit)

Programação Espiritual


Antes de renascer na carne, cada Espírito elabora uma programação a cumprir.


Orientado por amorosos e sábios Guias, ele se decide por determinadas vivências.


Esse plano é habitualmente precedido de uma incursão pela memória do candidato à reencarnação.


Salvo o caso de almas muito valorosas, a recordação é algo restrita, a fim de não desequilibrar o Espírito.


É que uma parte muito considerável dos Espíritos cometeu incontáveis equívocos antes de optar pelo bem.


A misericórdia Divina costuma lançar um véu sobre o passado, para permitir o soerguimento do ser.


Mas chega uma hora em que ele já entesourou bastante compreensão da vida e se habituou a perdoar.


Quando a alma se ocupa de amar e esquece de condenar é que pode recordar mais amplamente o que viveu.


A compaixão que aplica naturalmente ao semelhante a credencia a conhecer seu histórico e a perdoar-se também.


Enquanto o amor não domina o ser, este segue tateando em sua evolução.


Mas sempre conta com o apoio de amigos mais evoluídos, que o auxiliam a planejar as futuras vivências.


O livre-arbítrio é costumeiramente respeitado e ninguém se obriga a viver o que não deseja.


O Espírito, por sua conta e risco, pode protelar por um tempo o próprio reajustamento com as leis cósmicas.


Entretanto, não há paz e bem-estar sem consciência tranqüila.


Mais cedo ou mais tarde, ele resolve se dignificar perante os próprios olhos.


O espetáculo da felicidade dos bons Espíritos é um estímulo tentador para quem segue na retaguarda.


Entre permanecer desequilibrado e trabalhar pela própria felicidade, o trabalho parece altamente desejável.


Certa exceção quanto à liberdade na escolha das provas e expiações ocorre no caso de Espíritos muito endurecidos.


Se a liberdade integra a Lei Divina, o mesmo ocorre com o progresso.


Todos os Espíritos devem evoluir para Deus.


Quando conscientes, participam ativamente das decisões sobre o que precisam viver.


É até comum que peçam provas demasiado rudes, no afã de progredir rapidamente.


Então, os amigos espirituais buscam convencê-los a serem mais modestos em sua pretensão.


É melhor avançar mais lentamente do que falir em um projeto grandioso.


Contudo, quando o Espírito é renitente no mal ou um contumaz preguiçoso, pode ser conduzido a uma existência que não deseja.


Seres que enlouqueceram em vivências cruéis ou que perderam o discernimento em rebeldias contra as Leis Divinas são momentaneamente tutelados em seu refazimento.


O ser é tão mais livre quanto mais consciente de seus deveres.


Não ocorreria a nenhum pai deixar a criança decidir se vai ou não para a escola.


Como nenhum pai sensato obrigaria o filho a cursar uma faculdade que detesta.


Em tudo, deve vigorar equilíbrio e respeito a quem tem maturidade para autodeterminar-se.


Assim, com base em liberdade, responsabilidade e conhecimento do passado, são programadas as existências terrenas.


Não se trata de um roteiro minucioso ou de um destino inexorável.


Alguns eventos marcantes são programados, mas a conduta a ser adotada é de inteira responsabilidade do reencarnante.


Este é livre para comportar-se dignamente ou para rebelar-se e fugir ao dever que se apresenta em sua vida.


O relevante é que ninguém é vítima indefesa de forças caprichosas ou arbitrárias.


Em tudo se tem a Justiça Cósmica, que aproveita erros e acertos humanos para conduzir os Espíritos à felicidade.


Pense nisso.





Redação do Momento Espírita. Em 14.08.2008

A Lei de Causa e Efeito


A Lei de Causa e Efeito é conhecida, desde civilizações remotas, sob a designação de Carma.


Nenhum acaso rege os destinos. É a Lei do Carma, Lei de Causa e Efeito ou a Providência Divina, que tudo coordena, ajusta e opera, intervindo tanto nos fenômenos sutis do mundo microscópico, como na vastidão incomensurável do macrocosmo. Ela tem, por objetivo único, dirigir o aperfeiçoamento incessante de todas as coisas e seres que compõem a harmonia da Criação.


O Carma constitui, portanto, a Lei de Causa e Efeito, com o seu saldo credor ou devedor para com o Espírito. As regras inflexíveis de que “a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória”, e de que “a cada um será dado conforme as suas obras”, não abrem exceções a quem quer que seja, mas ajustam as criaturas à disciplina coletiva, tão necessária ao equilíbrio e harmonia da Humanidade.


O principal meio de modificar o nosso Carma para melhor reside no controle dos nossos pensamentos, palavras e ações, pois, à medida que nos melhorarmos, reduziremos ou modificaremos os débitos do passado e criaremos um novo Carma para o futuro.





Bibliografia:


Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Parte 2ª, Cap. VI.
O Céu e o Inferno, Allan Kardec, 1ª Parte, Cap. VII.
A Gênese, Allan Kardec, Cap. XV, item 15.
O que é o Espiritismo, Allan Kardec, Cap. II, itens 100 a 103.





* * *



A Lei de Causa e Efeito deveria ser estudada, espiritualmente, pelos homens, com o máximo esmero, meditando todos sobre ela o bastante para se forrarem ao seu gládio severo e inevitável, que desfere represálias impressionantes, porém, justas, criteriosas e sábias, as quais representam a reação da Natureza, ou da Criação, contra a desarmonia estabelecida em suas diretrizes pela própria criatura.


Os homens, no entanto, jamais se aplicam a essa nobre investigação que lhes evitaria desgraças, apoucamentos e ignomínias que, absolutamente, não estariam no seu roteiro, se eles, mais comedidos nas ações diárias, não os criassem para si mesmos, com atitudes verificadas a cada passo na sociedade como dentro do lar.


Oh! Quão severa e temível é a lei que rege os destinos da Criação! Os homens terrenos precisam ser avisados destas impressionantes verdades, a fim de que melhor se conduzam durante as obrigatórias travessias das existências.


Leitor! Ama e respeita a Doutrina do Consolador prometido por Jesus! Zela, prudentemente, pela Revelação, que ela te concede, das Verdades eternas! Difunde-a com clareza e dedicação, porque somente ela, com os ensinamentos das leis que dirigem os destinos humanos, corrigirá tais desarmonias existentes no seio das sociedades terrenas.





Adolfo Bezerra de Menezes
No livro: ‘Dramas da Obsessão’ – Psicografia: Yvone do Amaral Pereira

Se soubéssemos...


“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
JESUS (Lucas, capítulo 23, versículo 34.)




Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.


Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.


Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.


Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.


Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.


Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.


Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.


Perdoa, pois, a quem te fere e calunia...


Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal, não sabem o que fazem.





Emmanuel
Livro: ‘Fonte Viva’ - Psicografia: Chico Xavier

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."