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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

COMPANHEIROS, AVANTE

Aos irmãos da Causa Espírita no Brasil


Servidores leais da Nova Era,
Segui, de arado às mãos, na seara imensa,
Colhendo o trigo lúcido da crença
Que conforta, restaura e regenera.

Em torno é o mundo que se desespera,
Entre as sombras da noite que se adensa;
Vós sois, porém, a doce recompensa
Do ideal torturado em longa espera.

Mensageiros da luz Imorredoura,
Sois a bênção da vida porvindoura
Na construção do templo da verdade!...

Combatei a maldade, o ódio, a guerra,
Sois com Jesus, o sal da Nova Terra,
Vanguardeiros da Nova Humanidade.





pelo Espírito Abel Gomes - Do livro: Moradas de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.

Jesus, o Libertador

Havia uma grande expectativa em Is­rael, que aguardava ansiosamente o Mes­sias anunciado.

A voz dos profetas, que ficara silencio­sa fazia alguns séculos, não alterara as no­tícias de que Jeová enviaria o libertador do Seu povo no momento adequado.

A presunção exagerada, que havia elegido como filhos de Deus somente os judeus, continuava na conduta arrogante daqueles que aguardavam receber o pri­vilégio dos Céus em detrimento de toda a humanidade.

Descrevia-se a Sua chegada como o momento máximo da sua história de nação muitas vezes escravizada por outras mais poderosas, que então se curvariam humilhadas ante a grandeza da raça es­colhida pela sua fidelidade e devotamen­to aos divinos códigos.

Antevia-se o momento da libertação, especialmente naqueles dias em que o Império Romano escarnecia das suas tra­dições e da sua liberdade, esmagando os seus ideais de independência.

Sentia-se mesmo que aquele era o mo­mento, e que, em qualquer instante, os sinais de identificação apontariam o Es­colhido.

Os sofrimentos vividos na Babilônia, no Egito e em outros lugares cruéis, no passado, não haviam sido esquecidos. Embora a coação prosseguisse e a miséria rondasse as suas vidas, estremunhando-­as e dizimando-as, porque lhes retira­vam tudo quanto possuíam, inclusive os parcos recursos, em razão dos impostos exorbitantes, não conseguiam, porém, tomar-lhes a esperança que teimava em permanecer nos seus corações.

Aguardava-se, portanto, que Ele che­garia em triunfo mundano, cercado de poder militar e de despotismo, de forma que vingasse as humilhações e dores que os Seus haviam experimentado através dos tempos.

Sentando-se no trono e governando com insolência e perversidade, somente àqueles que Lhe pertenciam concederia compaixão e bondade, ternura e amor, oferecendo-lhes os reinos da Terra, a fim de que pudessem fruir o poder e a glória anelados.

Esqueciam-se, porém, da transitorie­dade da vida física e do impositivo da morte, que a todos arrebata, transferin­do-os para a dimensão da imortalidade.

Por mais longos e prazenteiros fossem os dias de efusão e de orgulho, que es­peravam viver, a fatalidade biológica os conduziria à velhice, ao desgaste, à con­sumpção do corpo e ao enfrentamento com a Vida Eterna.

Mas Israel e seus filhos estavam inte­ressados no mundo, nos negócios da ilu­são, nas conquistas terrenas.

A mágoa e o desejo de desforço acalen­tados por séculos demorados, consegui­ram diluir na vacuidade o discernimento em torno dos valores reais da existência humaria.

Somente eram considerados o gozo e a supremacia sobre os demais povos, submetendo-os ao talante das suas desorde­nadas ambições.

A cegueira do orgulho envilecera os sentimentos do povo, não ha­vendo lugar para a reflexão nem para o amor fraternal.

* * *

Ele veio e não O aceitaram.

Aguardavam um vingador que esmagasse os inimigos, enquanto Ele chegara para conquistar aqueles que se haviam transformado em adversários.

Esperavam que fosse portador de soberba, arbitrário e superior em crueldade àqueles que se fizeram odiados, mas Ele vivenciou o amor em todas as suas expressões, demonstrando que o Filho de Deus é lição viva de compaixão e misericórdia.

Em face das suas necessidades materiais, não poderiam receber o Embaixador do Reino de Deus, que vinha colocar os Seus alicerces na Terra, para erguer o templo da legítima fraternidade que deve viger entre todas as criaturas.

De início, antes da ira contra a Sua pessoa, desejaram arrastá-lO para as suas tricas farisaicas e para os seus domínios insensatos. E porque não conseguiram, voltaram-se contra Ele e Sua mensagem, perseguindo-O com insistência e ameaçando-O sem clemência.

Ele, porém, permaneceu integérrimo. A Sua tranqüilidade desconcertava-os, fazendo que arremetessem furibundos contra os ensinamentos de que se fazia portador e procurando um meio de en­volvê-lO em algum conceito que O pu­desse criminar, a fim de O matarem.

Encharcados de presunção, o único sentido para a vida centrava-se na busca do poder, do prazer, no vingar-se dos ini­migos reais e imaginários.

Não é de estranhar que Jesus não lhes representasse o cumprimento das profecias.

Embora o Seu fosse o maior poder que a Terra jamais conheceu, os ambicio­sos que desejavam o mundo não estavam interessados na Sua força incomparável, que se fazia soberana ante os ventos, as ondas do mar durante a tempestade, ou diante dos distúrbios da mente, da emoção e do corpo das criaturas que O bus­cavam.

Invejosos, não podendo negar-Lhe a grandeza, acusavam-nO de ser emissário do Mal, veículo satânico.

Jesus compadecia-se deles e exortava-os à liberdade espiritual, que é a verdadeira, conclamando-os ao despertamento para a realidade.

Mas os tóxicos do ódio haviam-nos envenenado desde há muito, não haven­do espaço mental nem emocional para o refrigério da compreensão nem para a bênção da paz.

* * *

Ainda hoje Israel não O entendeu. Prossegue esperando o seu Messias dominador, banhando-se de sangue e sacrificando-se, enquanto os seus filhos estorcegam em reencarnações purifica­doras e aflitivas através dos evos.

O amor, que é a solução para todos os problemas humanos e os conflitos que se abatem sobre a erra, ainda não é reco­nhecido como o único recurso capaz de gerar felicidade nos corações.

Passaram aqueles dias tormentosos e outros muitos, enquanto Jesus perma­nece como o libertador de consciências, conduzindo-as no rumo da plenitude.

* * *

Neste Natal, recorda-te dEle e entre­ga-te a Ele sem qualquer relutância.

Ele te conduzirá com segurança pelo vale da morte e pela noite escura das paixões, apontando-te o amanhecer luminífero por onde seguirás no rumo da felicidade.

Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

As Rosas do Infinito

Livro: Contos e Apólogos
Irmão X & Francisco Cândido Xavier



Em deslumbrante paisagem da Esfera superior, diversos mensageiros se
congregavam em curioso certame. Procediam de lugares diversos e traziam
flores para importante aferição de mérito.

Na praça enorme, pavimentada de substância semelhante ao jade, colunas multicores exibiam guirlandas de soberana beleza.

Rosas de todos os feitios e cravos soberbos, gerânios e glicínias,
lírios e açucenas, miosótis e crisântemos exaltavam a Sabedoria do
Criador em festa espetacular de cores e perfumes.

Envergando túnicas resplendentes, servidores espirituais iam a vinham, à espera dos juizes angélicos.

A exposição singular destinava-se à verificação da existência de
luz divina, nos múltiplos exemplares que aí se alinhavam, salientando-se
que os espécimes com maior teor de claridade celeste seriam conduzidos
ao Trono do Eterno, como preito de amor e reconhecimento dos
trabalhadores do bem.

Os julgadores não se fizeram esperados.

Quando a expectação geral se mostrava adiantada, três emissários
da Majestade Sublime atravessaram as portas de dourada filigrana e,
depois das saudações afetuosas, iniciaram o trabalho que lhes competia.
Aquele que detinha mais elevada posição hierárquica trazia nas mãos uma
toalha de linho translúcido, o único apetrecho que certamente utilizaria
na tarefa de análise das preciosidades expostas.

Cada ramo era seguido de pequena comissão representativa do serviço espiritual em que fora elucidando.

Aproximou-se o primeiro grupo, trazendo uma braçada de rosas,
tecidas com as emoções do carinho materno que, lançadas à toalha
surpreendente, expediram suaves irradiações em azul indefinível, e os
anjos abençoaram o devotamento das mães, que preservam os tesouros de
Deus, na posição de heroínas desconhecidas.

Logo após, brilhante conjunto de Espíritos jubilosos deitou ao
pano singular uma coroa de lírios, formados pelas vibrações de fervor
das almas piedosas que se devotam nos templos ao culto da fé. Safirinas
emanações cruzaram o espaço e os celestes embaixadores louvaram os
santos misteres de todos os religiosos do mundo.

Em seguida, alegre comissão juvenil trouxe a exame delicado
ramalhete de açucenas, estruturadas nos sonhos e nas esperanças dos
noivos que sabem guardar a Bênção Divina, e raios verdes de brilho
intraduzível se projetaram em todas as direções, enquanto os emissários
do Todo-Misericordioso entoaram encômicos aos afetos santificantes das
almas.

Lindas crianças foram portadoras de formosa auréola de jasmins,
nascidos da ternura infantil, e que, depostos sobre a toalha miraculosa,
emitiram alvíssima luz, semelhante a fios de aurora, incidindo sobre a
neve.

Depois, pequeno agrupamento de criaturas iluminadas colocou, sob
os olhos dos anjos, bela grinalda de cravos rubros, colhidos na
renunciação dos sábios e dos heróis, a serviço da Humanidade, que
exteriorizaram vermelhas emanações, quais se fossem constituídas de
eterizados rubis.

E, assim, cada comissão submeteu ao trabalho seletivo as jóias que trazia.

O devotamento dos pais, os laços esponsalícios, a dedicação dos
filhos, o carinho dos verdadeiros amigos, a devoção de vários matizes
ali se achavam magnificamente representados pelas flores cuja essência
lhes correspondia.

Em derradeiro lugar, compareceu a mais humilde comissão da festa.

Quatro almas, revelando características de extrema simplicidade,
surgiram com um ramo feio e triste. Eram rosas mirradas, de cor
arroxeada, mostrando pontos esbranquiçados a guisa de manchas, a
desabrocharem ao longo de hastes espinhosas e repelentes. Depostas, no
entanto, sobre a mágica toalha, inflamaram-se de luz solar, a
irradiar-se do recinto à imensidão dos Céus.

Os três anjos puseram-se de joelhos. Inesperada comoção encheu de
lágrimas os olhos espantados da enorme assembléia. E porque alguns dos
presentes chorassem, com interrogações imanifestas, o grande juiz do
certame esclareceu, emocionado:

-Estas flores são as rosas de amor que raros trabalhadores do bem
cultivam nas sombras do inferno. São glórias do sentimento puro, da
fraternidade real, da suprema consagração à virtude, porque somente as
almas libertas de todo o egoísmo conseguem servir a Deus, na escória das
trevas. Os acúleos que se destacam nas hastes agressivas simbolizam as
dificuldades superadas, as pétalas roxas simbolizam o arrependimento e a
consolação dos que já se transferiram da desolação para a esperança, e
os pontos alvos expressam o pranto mudo e aflitivo dos heróis anônimos
que sabem servir sem reclamar...

E, entre cânticos de transbordante alegria, as rosas estranhas subiram rutilantes do Paraíso.

Ó vós, que lutais no caminho empedrado de cada dia, enxugai as
lágrimas e esperai! As flores mais sublimes para o Céu nascem na Terra,
onde os companheiros de boa-vontade sabem viver para a vitória do bem,
com o suor do trabalho incessante e com as lágrimas silenciosas do
próprio sacrifício.

EXISTÊNCIA DE DEUS

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? - indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

- Pela letra.

- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.





pelo Espírito Meimei- Do livro: Pai Nosso, Médium: Francisco Cândido Xavier.

sábado, 4 de dezembro de 2010

ESPÍRITAS ESCRAVIZADOS A SÍMBOLOS, MITOS E FANTASIAS?

Muitas Instituições Espíritas mantêm práticas e/ou discussões estéreis em torno de assuntos como: “crianças índigos”, “Chico é ou não é Kardec?”, “ubaldismos”, “ramatisismos”, “apometria”, “cromoterapias”, “militância na política partidária”, “desobsessão por corrente magnética (com direito a choques anímicos) e tantos outros inusitados "ismos" e "pias". Alguns confrades creem que a apometria vai revolucionar o universo da "cura espiritual". Pasmem! Ora, quem estuda com seriedade os livros de Kardec sabe que a cura das obsessões não se consegue com o toque de mágica apométrica.
Sabemos que foi descomunal o esforço de Allan Kardec para legar à humanidade uma doutrina imune a esses atavismos, vícios religiosos e dogmas de toda natureza. Todavia, como as pessoas são pouco entusiasmadas para o estudo metódico e sério, inventam e impõem práticas bizarras, evocam os “benzedeiros do além” para que venham completar esse vácuo causado pala ausência absoluta de bom senso.
Estamos fazendo, no Brasil, um Espiritismo à moda brasileira. Os centros espíritas praticam um “Espiritismo à moda da casa” (para todos os gostos). Há confrades que insistem em usar trajes especiais nas instituições. Porém, sabemos que o Espiritismo não adota indumentárias especiais, nem enfeites, amuletos, colares, vestes brancas (“significando o bem”) ou vestimentas pretas ou vermelhas (“significando o mal”). Os trabalhadores cônscios da realidade Espírita trajam roupas normais, de forma simples, até porque, a discrição deve fazer parte dos que trabalham para o Cristo.
LEIA O ARTIGO INTEIRO NO BLOG
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/11/espiritas-escravizados-simbolos-mitos-e.html
Saudações,

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
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http://espiridigi.net

Supere a Perturbação

Livro: Para Uso Diário
Joannes & J. Raul Teixeira



É bem verdade que o seu dia-a-dia tem o valor de uma trama de desafios, aptos a lhe conferir a diplomação em diversas virtudes.

Essas virtudes o auxiliarão a transpor as barreiras morais que ainda o afastam da alegria verdadeira e da paz-conquista, que o erguerão do chão comum do mundo aos cimos da consciência iluminada por seus esforços na existência terrena.

No seu período diário, não são poucas as ocasiões de se exasperar, de lhe desnortear ou de entristecer seu íntimo, aguardando pela sua coragem e lucidez para não passar recibo a tais perturbações.

Você se angustia com os preços mais altos da feira onde se abastece;

Você se entristece com a indiferença ou frieza emocional dos que lhe devem afetividade e amor;

Você se enraivece com a mentira deslavada que toma ares de legislação digna, nos arraiais em que se movimentam seus passos;

Você se irrita com os baixos salários, enquanto se apercebe das múltiplas necessidades materiais da sua vida, que têm que ser adiadas;

Você se curva perante o familiar que não o ouve, que não lhe considera os arrazoados honestos, e tudo isso, com certeza, pesa sobre seu estado psico-emocional.

Não podemos afirmar que nas caminhadas do mundo você não possa desenvolver esses sentimentos, ou que não lhe devesse passar pela mente as amarguras que passa.

Entretanto, se você sabe que no mundo apenas conheceremos aflições, conforme o assegurou Jesus, O Cristo, é de se esperar que pelas Suas trilhas na busca do sonhado progresso todas essas agruras ocorram, todas essas frustrações apareçam.

Você não está errado quando se insurge contra o desvario, quando se nega a aceitar a impostura, quando recrimina o vício, ou quando se indispõe perante o cinismo, a desfaçatez que costuma mascarar tantos rostos a sua volta.

O que as vozes do bem decantam aos nossos ouvidos, o que Jesus nos ensinou com seu testemunho terrestre é que você pode dizer isso ou aquilo, você pode fazer isso ou aquilo; você pode pensar isso ou aquilo, sem que se tenha de apoiar no destempero verbal; Sem que precise se envenenar com a agressiva violência; sem que necessite gritar, explodir, perdendo o próprio controle em face das situações diversas e desafiadoras que se lhe defrontem.

Adote o hábito, que os mais antigos recomendavam, de "contar até 10", antes de fazer ou acontecer.

Apóie-se na harmonia íntima que lhe trará luzes e refrigério ao discernimento, impedindo que você se atire ao abismo de tormentos da alma, que, indubitavelmente, o farão infeliz e arrependido.

Pense e repense a respeito do aprendizado que as situações difíceis lhe propiciam:.

As bênçãos da paciência, da moderação, da tranqüilidade, da frugalidade, da tolerância, da fraternidade, da compreensão, da indulgência, do autocontrole, tornando-o amadurecido para merecer compromissos mais altos na oficina de Deus, que é a Terra inteira.

A questão principal em tudo é saber como tomar cada providência, sem passar recibo às sombras, não o esqueça.

Caso você esteja no lar, no local de trabalho, no lazer, nas atividades desportivas ou nas lidas da sua fé, não se esqueça que está diante de importantes desafios que visam a diplomá-lo em virtude, ante os olhos amorosos do criador.

Mais uma vez, queremos lhe advertir para que não se deixe perturbar com as ocorrências diárias.

Para que não passe recibo ao mal ou às insinuações do mal, quando cada dia no mundo, com todos os seus episódios, não passa de mais um dia de aulas, com estranhos professores chamados a conferir-lhe o devido grau, na abençoada escola terrestre.

* * Pensamento * *

O homem jamais deve esquecer que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso.

A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar.

Deus Sabe

Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.

Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.

Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.

Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.

Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as conseqüências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.

Deus sabe tudo!

Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Filho de Deus.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada.

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."