Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã.
Ele ligou para seus pais em São Francisco:
- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas eu tenho um favor a pedir. Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.
- Claro, eles responderam, nós adoraríamos conhecê-lo!!!!
- Há algo que vocês precisam saber - continuou o filho ele foi terrivelmente ferido na luta; ele pisou em uma mina e
perdeu um braço e um perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e por isso eu quero que ele venha morar conosco.
- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para morar.
- Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.
- Filho, disse o pai, você não sabe o que está pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo
de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer o rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo.
Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.
Alguns dias depois, no entanto, ele receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio.
A polícia acreditava em suicídio.
Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho.
Eles o reconheceram, mas para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: o filho deles tinha apenas um braço e uma perna.
Os pais, nesta história são como muitos de nós. Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou espertas como nós somos.
Amigos são como jóias raras. Eles fazem você sorrir e lhe encorajam para o sucesso. Eles nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo e estão sempre com o coração aberto para nós. Mostre aos seus amigos o quanto você se importa e é grato a eles.
Enviado por Afonso Flores
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
CONSTRUIR

Para construir a floresta a natureza gasta séculos de serviço.
Para destruí-la, basta a chispa do fogo.
Para construir a casa, grande turma de obreiros despende longos dias.
Para destruí-la, basta um só homem de picareta, no espaço de algumas horas.
Para construir um jarro de legítima porcelana, o ceramista utiliza tempo enorme de vigília e preparação.
Para destruí-lo, basta um martelo.
Para construir o avião, primorosa equipe de técnicos associa prodígios de inteligência, na ação de conjunto.
Para destruí-lo, basta um erro de cálculo.
Para construir o depósito de combustíveis, o homem é constrangido a providências numerosas, alusivas à edificação e à preservação.
Para destruí-lo, basta um fósforo aceso.
Para construir a cidade, o povo emprega anos e anos de sacrifício.
Para destruí-la, basta hoje uma bomba.
Irmãos, sempre que chamados à crítica, respeitemos o esforço nobre dos semelhantes.
Para construir, são necessários amor e trabalho, estudo e competência, compreensão e serenidade, disciplina e devotamento.
Para destruir, porém, basta o golpe.
pelo Espírito André Luiz - Do livro: Ideal Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier - cap. 61, edição CEC
Espiritualidade
A inteligência e a observação científica sempre forneceram ao ser humano a certeza de que há um sentido maior para a sua existência. Rituais sagrados sempre estiveram presentes em todas as tribos e civilizações da história muito antes de existir a escrita, o que demonstra que o homem é um ser naturalmente religioso. O avanço tecnológico levou o homem a pensar que é autossuficiente e que não precisa de Deus. Mas governantes de vários países já identificaram as consequências negativas desse vácuo na formação da juventude e voltaram a investir na espiritualidade estudantil, reconhecendo a falta que ela faz na formação do cidadão. De fato, se fossem vivenciados os valores preconizados pelas religiões, independentemente da crença, certamente a vida seria muito melhor.
»Lidia Said de Lavor,
Lago Norte
»Lidia Said de Lavor,
Lago Norte
O Homem e o Boi
Um anjo de longínquo sistema, interessado em conhecer os variados aspectos e graus da razão na Inteligência Universal, pousou num campo terrestre e, surpreso ante a paisagem, aí encontrou um homem e um boi. Admirou as flores silvestres, fixou os horizontes coloridos de sol e rejubilou-se com a passagem do vento brando, rendendo graças ao Supremo Senhor. Como não dispunha, todavia, de mais larga parcela de tempo, passou à observação direta dos seres que povoavam o solo, aferindo o progresso do entndimento no orbe que visitava.
Examinou a pupila do homem e descobriu a inquietação da maldade. Sondou os olhos do boi e encontrou calma e paz.
Usando o critério que lhe era peculiar, concluiu de si para consigo que o boi era superior ao homem. Consolidou a impressão quando, para experimentar, pediu mentalmente aos dois trabalhassem em silêncio. O animal respondeu com perfeição, movimentando-se, humilde, mas o companheiro bípede gritou, espetacularmente, proferindo nomes feios que fariam corar uma pedra.
Um tanto alarmado, o anjo recomendou paciência.
O educado bisneto da selva continuou trabalhando, imperturbável e tolerante, todavia, o irriquieto descendente de Adão estalou um chicote, ferindo as ancas do colaborador de quatro patas.
Acabrunhado agora, diante da cena triste, o sublime embaixador pediu atitudes de sacrifício.
O servo bovino obedeceu, sem qualquer relutância, revelando indisutível interesse em ser útil. O administrador humano, contudo, redobrou a crueldade, recorrendo ao ferrão para dilacerar-lhe, ainda mais, a carne sanguinolenta...
Sensibilizadíssimo, o fiscal celeste anotou o que supos conveniente aos fins que o traziam e afastou-se preocupado.
Não atravessara grande distância e encontrou uma vaca em laço forte, com outro homem a ordenhá-la.
Sob impressão indefinível, emitiu apelos á renúncia.
A mãe bovina atendeu com resignação heróica, prosseguindo firme na posição de quem sabia sacrificr-se, mas o ordenhador, antes que o emissário de cima os analisasse, de perto, porque certa mosca lhe fustigava o nariz, esbofeteou o úbere da vaca, desabafando-se. O funcionário dos altos céus, compadecido, acariciou a vítima que se movimentou alguns centímetros, agradavelmente sensibilizada. O tratador, porém, berrou desvairado, caluniando-a...
- Queres escouçar-me, não é? - gritou, diabólico.
Ergueu-se lesto, deu alguns passos, sacou de bengala rústica e esbordoou-lhe os chifres.
Emocionado, o anjo vivificou as energias da vaca, aplicando o seu magnetismo divino, rogou para ela as bênçãos do Altíssimo, empregou forças de coação no agressor, conferindo-lhe dor de cabeça, efetuou os registros que desejava e retirou-se.
Prestes a desferir vôo, firmamento a fora, encontrou um gênio sublime da hierarquia terrena.
Cumprimentam-se, fraternos, e o fiscal divino comentou a beleza da paisagem. Não ocultou, porém, a surpresa de que se possuia. Relacionou os objetivos que o obrigaram a parar alguns minutos na Terra e rematou para o irmão na pureza e na virtude:
- Estou satisfeito com a elevação das criaturas superiores do Planata. Cultivemos a generosidade, renunciam no momento oportuno, trabalham sem lamentações e, sobretudo, auxiliam, com invulgar serenidade os inferiores.
O anjo da ordem terrestre silenciou, espantado por ouvir tão rasgado elogios aos homens. O outro, no entanto, prosseguiu:
- Tive ocasião de presenciar comovedores testemunhos. pesa-me confessá-lo, porém: Não posso concordar com a posição dos seres mais nobre da Terra, que se movimentam ainda sobre quatro pés, quando certo animal feroz, que os acompanha, agressivo, já detém a leveza do bípede. Naturlamente, sabe o Altíssimo o motivo pelo qual individualidades tão distintas aqui se encontram unidas para a evolução em comum...Tenho, contudo, o propósito de apresentar um relatório minucioso às autoridades divinas, a fim de modificarmos o quadro reinante.
Assinalando-lhe os conceitos, o companheiro solicitou explicações mais claras. O anjo estangeiro convidou-o a verificações diretas.
O protetor da Terra, desapontado, esclareceu, por sua vez, ser diversa a situação: o bípede é na Crosta Planetária o Rei da Inteligência, guardando consigo a láurea da compreensão, sendo o boi simples candidato ao raciocínio, absolutamente entregue ao livre arbítrio do controlador do solo. Acentuou que, não obstante operoso e humilde, o cooperador bovino dando os costados no matadouro, para que os homens lhe comessem as vísceras...
O forasteiro dos céus mais altos, sem dissimular o assombro, considerou:
- Então, o problema é muito pior....
Pensou, pensou e aduziu:
- Jamais encontrei um planeta onde a razão estivesse tão degradada.
Despediu-se do colega, preparou o afastamento definitivo sem mais delonga e concluiu:
- Apresentarei relatório diferente.
Mas ainda não se sabe se o anjo foi pedir medidas ao Trono Eterno para que os bois levantem as patas dianteiras, de modo a copiarem o passo de um herói humano, ou se foi rogar providências aos Poderes Celestiais a fim de que os homens desçam as mãos e andem de quatro, à maneira dos bois.
Irmão X e Chico Xavier
Do livro: Luz Acima - FEB
Examinou a pupila do homem e descobriu a inquietação da maldade. Sondou os olhos do boi e encontrou calma e paz.
Usando o critério que lhe era peculiar, concluiu de si para consigo que o boi era superior ao homem. Consolidou a impressão quando, para experimentar, pediu mentalmente aos dois trabalhassem em silêncio. O animal respondeu com perfeição, movimentando-se, humilde, mas o companheiro bípede gritou, espetacularmente, proferindo nomes feios que fariam corar uma pedra.
Um tanto alarmado, o anjo recomendou paciência.
O educado bisneto da selva continuou trabalhando, imperturbável e tolerante, todavia, o irriquieto descendente de Adão estalou um chicote, ferindo as ancas do colaborador de quatro patas.
Acabrunhado agora, diante da cena triste, o sublime embaixador pediu atitudes de sacrifício.
O servo bovino obedeceu, sem qualquer relutância, revelando indisutível interesse em ser útil. O administrador humano, contudo, redobrou a crueldade, recorrendo ao ferrão para dilacerar-lhe, ainda mais, a carne sanguinolenta...
Sensibilizadíssimo, o fiscal celeste anotou o que supos conveniente aos fins que o traziam e afastou-se preocupado.
Não atravessara grande distância e encontrou uma vaca em laço forte, com outro homem a ordenhá-la.
Sob impressão indefinível, emitiu apelos á renúncia.
A mãe bovina atendeu com resignação heróica, prosseguindo firme na posição de quem sabia sacrificr-se, mas o ordenhador, antes que o emissário de cima os analisasse, de perto, porque certa mosca lhe fustigava o nariz, esbofeteou o úbere da vaca, desabafando-se. O funcionário dos altos céus, compadecido, acariciou a vítima que se movimentou alguns centímetros, agradavelmente sensibilizada. O tratador, porém, berrou desvairado, caluniando-a...
- Queres escouçar-me, não é? - gritou, diabólico.
Ergueu-se lesto, deu alguns passos, sacou de bengala rústica e esbordoou-lhe os chifres.
Emocionado, o anjo vivificou as energias da vaca, aplicando o seu magnetismo divino, rogou para ela as bênçãos do Altíssimo, empregou forças de coação no agressor, conferindo-lhe dor de cabeça, efetuou os registros que desejava e retirou-se.
Prestes a desferir vôo, firmamento a fora, encontrou um gênio sublime da hierarquia terrena.
Cumprimentam-se, fraternos, e o fiscal divino comentou a beleza da paisagem. Não ocultou, porém, a surpresa de que se possuia. Relacionou os objetivos que o obrigaram a parar alguns minutos na Terra e rematou para o irmão na pureza e na virtude:
- Estou satisfeito com a elevação das criaturas superiores do Planata. Cultivemos a generosidade, renunciam no momento oportuno, trabalham sem lamentações e, sobretudo, auxiliam, com invulgar serenidade os inferiores.
O anjo da ordem terrestre silenciou, espantado por ouvir tão rasgado elogios aos homens. O outro, no entanto, prosseguiu:
- Tive ocasião de presenciar comovedores testemunhos. pesa-me confessá-lo, porém: Não posso concordar com a posição dos seres mais nobre da Terra, que se movimentam ainda sobre quatro pés, quando certo animal feroz, que os acompanha, agressivo, já detém a leveza do bípede. Naturlamente, sabe o Altíssimo o motivo pelo qual individualidades tão distintas aqui se encontram unidas para a evolução em comum...Tenho, contudo, o propósito de apresentar um relatório minucioso às autoridades divinas, a fim de modificarmos o quadro reinante.
Assinalando-lhe os conceitos, o companheiro solicitou explicações mais claras. O anjo estangeiro convidou-o a verificações diretas.
O protetor da Terra, desapontado, esclareceu, por sua vez, ser diversa a situação: o bípede é na Crosta Planetária o Rei da Inteligência, guardando consigo a láurea da compreensão, sendo o boi simples candidato ao raciocínio, absolutamente entregue ao livre arbítrio do controlador do solo. Acentuou que, não obstante operoso e humilde, o cooperador bovino dando os costados no matadouro, para que os homens lhe comessem as vísceras...
O forasteiro dos céus mais altos, sem dissimular o assombro, considerou:
- Então, o problema é muito pior....
Pensou, pensou e aduziu:
- Jamais encontrei um planeta onde a razão estivesse tão degradada.
Despediu-se do colega, preparou o afastamento definitivo sem mais delonga e concluiu:
- Apresentarei relatório diferente.
Mas ainda não se sabe se o anjo foi pedir medidas ao Trono Eterno para que os bois levantem as patas dianteiras, de modo a copiarem o passo de um herói humano, ou se foi rogar providências aos Poderes Celestiais a fim de que os homens desçam as mãos e andem de quatro, à maneira dos bois.
Irmão X e Chico Xavier
Do livro: Luz Acima - FEB
ESPIRITISMO PRATICADO

Irmãos, recordando Allan Kardec, na prática espiritista, lembremo-nos de que, no Espiritismo praticado, é necessário:
Colocar os interesses divinos acima dos caprichos humanos.
Negar-se a si mesmo, tomar a cruz da elevação e seguir com o Senhor.
Reformar-se em Cristo, antes de reclamar a reforma dos outros.
Exemplificar o bem, antes de ensiná-lo.
Servir sem propósitos de recompensa.
Consolar, antes de procurar consolações.
Amar sem exigências.
Usar os bens do Pai, sem os desvarios da posse.
Compreender, antes de reclamar compreensão alheia.
Agradecer, antes de pedir.
Confiar sem angústias.
Cumprir todos os deveres da cooperação, sem as trevas da incompreensão e da queixa.
JESUS É CAMINHO, VERDADE E VIDA.
Kardec é Trabalho, Solidariedade e Tolerância.
O Caminho da realização não dispensa o trabalho.
O templo da Verdade não exclui a solidariedade legítima.
A Vida eterna pede a luz da tolerância construtiva.
O Espiritismo em seu tríplice aspecto, científico, filosófico, religioso, é movimento libertador das consciências, mas só o Espiritismo praticado liberta a consciência de cada um.
Lembrando o grande Missionário, não vos esqueçais de que o Espiritismo prático pode ser o Espiritismo do eu e que só o Espiritismo praticado é o Espiritismo de Deus.
pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Nosso Livro, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
sábado, 5 de setembro de 2009
A GAROTINHA

Com os pés descalços e sujos, a garota apenas sentou e assistiu as pessoas passarem. Ela nunca tentou falar, nunca disse uma palavra. Muitas pessoas passavam, mas ninguém parava.
No dia seguinte, eu decidi voltar para o parque, curioso se a garotinha ainda estaria lá.
Ela se encontrava no mesmo local que ontem, mas com um olhar mais triste.
Hoje eu resolvi tomar uma atitude e andei em direção à garotinha.
Como todos sabem, um parque cheio de pessoas estranhas não é um local apropriado para uma criança brincar sozinha.
Enquanto eu andava em direção a ela, pude ver que nas costas do vestido da garotinha havia uma deformidade. Eu descobri a razão porque as pessoas passavam e não moviam um único dedo para ajudar.
Enquanto chegava mais perto, a garotinha levemente desviou o olhar para evitar que eu a encarasse.
Eu pude ver o formato de suas costas mais claramente. Havia uma corcova grotesca, como a de um corcunda. Eu sorri para mostrar à garota que estava tudo bem, eu estava lá para ajudar, para conversar. Sentei ao lado dela e comecei o bate-papo com um simples "olá".
A garotinha mostrou-se chocada e arriscou um "oi" depois de me encarar longamente nos olhos.
Eu sorri e ela timidamente sorriu de volta. Nós conversamos até a noite declinar e o parque ficar completamente vazio.
Todos tinham ido e estávamos sós. Perguntei à garota porque ela estava tão triste.
A garotinha olhou para mim e, com uma carinha triste, disse:
- "Porque eu sou diferente."
Eu imediatamente respondi:
- "É !" e sorri.
A garotinha ficou ainda mais triste e disse,
- "Eu sei."
- "Garotinha", eu disse, - "Você me lembra um anjo, doce e inocente."
Ela olhou para mim e sorriu. Vagarosamente ela ficou em pé e disse,
- "Verdade?".
- "Sim, - você é como um pequeno anjo da guarda mandado para olhar por todas as pessoas que passam." Ela balançou sua cabeça afirmativamente, sorriu e, com isso, alargou suas asas e disse,
- "Eu sou. Eu sou o seu anjo da guarda", com um leve piscar em seus olhos.
Eu fiquei sem fala, certo de que estava vendo coisas. Ela disse,
- "Pelo menos uma vez você pensou em alguém que não fosse você mesmo. - "Meu trabalho está feito aqui." Imediatamente me levantei e disse,
- "Espere, então porque ninguém parou para ajudar um anjo?".
Ela olhou para mim e sorriu, "Você era o único que podia me ver e você acredita nisso em seu coração."
E ela se foi. A partir daí, minha vida mudou drasticamente.
Portanto, todas as vezes que pensar que você é tudo o que você tem, lembre-se: seu anjo está sempre olhando por você...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
LENDA DAS LÁGRIMAS

Contam as lendas que, quando o Criador concluiu a sua obra, dividiu-a em departamentos e os confiou aos cuidados dos Anjos. Após algum tempo, o Todo Poderoso resolveu fazer uma avaliação da sua criação e convocou os servidores para uma reunião. O primeiro a falar foi o Anjo das luzes. Postou-se respeitosamente diante do Criador e lhe falou com entusiasmo: "Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da sua misericórdia.
O Sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando todas as coisas da natureza e repartindo com elas o seu calor e a sua energia. Deus abençoou o Anjo das luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.
Depois foi a vez do Anjo da terra e das águas, que exclamou com alegria:
"Senhor, sobre o mundo que criastes, a terra continua alimentando fartamente todas as criaturas; todos os reinos da natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida. E as águas, que parecem constituir o sangue bendito da sua obra terrena, circulam no seio imenso, cantando as suas glórias.
O Criador agradeceu as palavras do servidor fiel, abençoando-lhe os trabalhos.
Em seguida, falou radiante, o Anjo das árvores e das flores.
"Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumprida com sublime dedicação. As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do planeta.
Logo após falou o Anjo dos animais, apresentando a Deus seu relato sincero.
Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as suas leis e acatar a sua vontade. Todos têm a sua missão a cumprir, e alguns se colocam ao lado do homem, para ajudá-lo. As aves enfeitam os ares e alegram a todos com suas melodias admiráveis, louvando a sabedoria do seu Criador.
Deus, jubiloso, abençoou seu mensageiro, derramando-lhe vibrações de agradecimento.
Foi quando, então, chegou a vez do Anjo dos homens. Angustiado e cabisbaixo, provocando a admiração dos demais, exclamou com tristeza:
"Senhor, ai de mim! Enquanto meus companheiros falam da grandeza com que são executados seus decretos na face da Terra, não posso afirmar o mesmo dos homens...
Os seres humanos se perdem num labirinto formado por eles mesmos. Dentro do seu livre-arbítrio criam todos os motivos de infelicidade. Inventaram a chamada propriedade sobre os bens que Lhe pertencem inteiramente, e dão curso ao egoísmo e a ambição pelo domínio e pela posse. Esqueceram-se totalmente do seu Criador e vivem se digladiando.
Deus, percebendo que o Anjo não conseguia mais falar porque sua voz estava embargada pelas lágrimas, falou docemente:
Essa situação será remediada. Alçou as mãos generosas e fez nascer, ali mesmo no céu, um curso de águas cristalinas e, enchendo um cântaro com essas pérolas líquidas, entregou-o ao servidor, dizendo:
Volta à Terra e derrama no coração de meus filhos este líquido celeste a que chamarás água das lágrimas...
Seu gosto é amargo, mas tem a propriedade de fazer que os homens me recordem, lembrando-se da minha misericórdia paternal. Se eles sofrem e se desesperam pela posse passageira das coisas da Terra, é porque me esqueceram, esquecendo sua origem divina.
... E desde esse dia o Anjo dos homens derrama na alma atormentada e aflita da humanidade, a água bendita das lágrimas remissoras.
***
A lenda encerra uma grande verdade: cada criatura humana, no momento dos seus prantos e amarguras, recorda, instintivamente, a paternidade de Deus e as alvoradas divinas da vida espiritual.
(Fonte: Livro "Crônicas de além túmulo", cap, 22 - Lenda das Lágrimas - www.momento.com.br)
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