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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Para Que Serve o Casamento?


Você já se perguntou alguma vez sobre os objetivos do casamento?

Sim, porque algum objetivo o Criador deve ter para fazer da união de dois seres uma lei da natureza.

Talvez, refletindo superficialmente você responda que o objetivo do casamento é a perpetuação da espécie humana. Mas será só isso?

Na verdade, o casamento marca grande progresso na marcha evolutiva da humanidade.

E, por quê?

Porque Deus visa não somente a procriação, mas também a evolução moral dos seres.

É assim que o casamento se constitui numa excelente oportunidade de crescimento para aqueles que sabem aproveitá-la bem.

Quando duas pessoas resolvem, de comum acordo, viver sob o mesmo teto, desde logo terão chances de melhoria individual. E a primeira delas é vencer o egoísmo.

Sim, porque o que antes era "meu", agora passa a ser "nosso".

Antes de casar, era o "meu" quarto, o "meu" carro, o "meu" aparelho de som, o "meu"... O "meu"...

No primeiro dia de convivência mútua, deverá ser o "nosso" quarto, o "nosso" carro, o "nosso" aparelho de som, e assim por diante.

Com o passar dos dias os pares vão se conhecendo melhor, e percebem que o outro não era bem aquilo que parecia ser.

Bem, nosso par tem algumas manias que desaprovamos, e que só notamos graças a convivência diária.

Eis uma ótima oportunidade para aprender a dialogar e resolver conflitos como "gente grande".

Depois surgem mais alguns membros para nos ajudar a treinar outras virtudes: chegam os filhos.

Agora temos que dividir um pouco mais, e isso nos torna menos egoístas.

Devemos dividir mais a atenção, treinar a renúncia, aprender a passar noites sem dormir, tropeçar em fraldas sujas, correr para o médico nas horas mais impróprias, perder o filme que gostaríamos de assistir... a novela... o telejornal.

A cama, que antes era só minha e passou a ser nossa, agora tem mais alguém nela, disputando espaço.

E não é só o espaço físico que o pimpolho reclama, ele quer nosso carinho, nossa atenção, nossa companhia, nossa proteção.

E aí temos a grande oportunidade de aprender a superar o ciúme, o medo, a insegurança, o desejo de posse exclusiva sobre o nosso par, para amparar esse serzinho que chegou para ficar.

Junto com tudo isso herdamos, também, a família do nosso cônjuge, que nem sempre nos parece uma boa aquisição.

Eis um grande desafio para aprender a fraternidade pura, a tolerância, o desprendimento, a amizade e outras tantas virtudes que ainda não possuímos.

Ademais, para cumprir bem o papel que um dia aceitamos, unindo-nos a alguém de livre e espontânea vontade, é preciso que os dois pilares do templo chamado lar permaneçam firmes até o fim.

Quando isso não acontece está declarada a vitória do egoísmo. Está declarada a nossa falência enquanto seres que desejamos superar os limites e alcançar paragens mais felizes.

Talvez você não concorde com todos esses arrazoados, no entanto, seria bom refletir sobre o assunto.

Há casos de pessoas que optam por não se casar, assumindo, declaradamente seu egoísmo. Com certeza irão responder perante a própria consciência e a consciência cósmica pela decisão tomada.

Considerando que nem todos nascem com o compromisso de se casar, obviamente estamos falando daqueles que tinham assumido esse compromisso, antes de renascer.

Aquele que se casa e promete conviver bem com seu par e com os filhos que Deus lhes envia, mas abandona o barco ao menor indício de tempestade, certamente será responsável pelos destinos daqueles que abandona à própria sorte.

Isso será, fatalmente, sementeira de amargura num futuro próximo ao distante, cuja colheita será obrigatória.

Por todas essas razões, vale a pena pensar ou repensar os nobres objetivos que a divina sabedoria estabeleceu com a união de dois seres.

Vale a pena refletir sobre o que queremos para nós. Refletir sobre as forças internas que devem nos elevar acima dessa miséria moral chamada egoísmo.

Ou será que vamos "jogar a toalha", numa demonstração tácita de derrota para esse monstro cruel?

Pense nisso! Pense agora! E decida-se pelo amor.



Texto da Equipe de Redação do site www.momento.com.br.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Oi Jesus, Eu sou o Zé"


Cada dia ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja, e poucos minutos depois, saía.
Um dia, o sacristao lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na igreja). - Venho rezar, respondeu o velho.
- Mas é estranho, disse o sacristao, que voce consiga rezar tao depressa.
- Bem, retrucou o velho, eu nao sei recitar aquelas oraçoes compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo:
- "Oi Jesus, eu sou o Zé, vim te visitar". Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçaozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influencia sobre todos; os doentes mais tristes se tornaram alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas.
- Zé, disse lhe um dia a irma, os outros doentes dizem que voce está sempre tao alegre... É verdade irma, estou sempre tao alegre! É por causa daquela visita que recebo todo dia. Me faz feliz! A irma ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia.
O Zé era um velho solitário, sem ninquém. Quem visitava? A que horas?
- Todos os dias, ao meio dia. Ele vem ficar no pé da cama.
- Quando olho para Ele, Ele sorri e diz:
- " Oi Zé, eu sou Jesus, e vim te visitar!"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bébé depois de nascido



A foto é de um feto de 21 semanas chamado Samuel Alexander Armas, que estava a ser operado por um cirurgião chamado Joseph Bruner.
O bébé foi diagnosticado com coluna vertebral fissurada e não iria sobreviver se não fosse removido do útero de sua mãe.

A mãe do pequeno Samuel, Julie Armas, é enfermeira obstectra em Atlanta. Ela ficou a saber do excelente procedimento cirurgico do Dr. Bruner que trabalhava no "Vanderbilt University Medical Center" em Nashvillem, ele realizava estas cirurgias especiais enquanto o bébé ainda estava no útero.
Durante o procedimento, o médico remove o útero por uma abertura e faz uma pequena incisão para operar o bébé.

Quando Dr.Bruner terminou a cirurgia no pequeno Samuel, o garotinho estende sua pequena, mas já desenvolvida, mão pela incisão e agarrou com firmeza a mão do cirurgião.

Um artigo da revista TIMES europeia destaca a imagem que mostra a formação dos maiores orgãos e outras evidências significantes da formação da vida humana, alguns dias depois da concepção.

O Dr. Bruner disse que quando seu dedo foi agarrado, esse foi o momento mais emocionante de sua vida, e por um instante durante o procedimento ficou totalmente imóvel.

O fotógrafo capturou esse acontecimento impressionante com perfeita nitidez. Os editores nomearam a foto como
"Mão de esperança".

O texto explica as fotos a seguir:
"A pequena mão do feto de 21 semanas, Samuel Alexanders Armas, emerge do útero de sua mãe para agarrar o dedo do Dr. Joseph Bruner como se estivesse agradecendo ao médico pelo dom da vida."

A mãe do pequeno Samuel diz que eles "choraram por dias" quando viram a foto.

Ela disse:

"A foto nos lembra que a minha gravidez, não tem a haver com deficiência ou doença, mas sim com uma pequena pessoa."

Samuel nasceu em perfeita saúde no dia 02/12/1999.
A operação foi 100% bem sucedida.



Agora veja foto actual.
É impressionante...
É incrível.

ABORTO


Como é interpretado o aborto nos planos superiores da Vida Espiritual?


Emmanuel - O aborto provocado, mesmo diante de regulamentos humanos que o permitam, é um crime perante as Leis de Deus.


. Quais os resultados imediatos do aborto para as mães e pais que o praticam?


Emmanuel - Praticando o aborto, mães e pais cruéis ou irresponsáveis afastam de si mesmos os recursos de reabilitação e felicidade que lhes iluminariam, mais tarde, os caminhos, seja impedindo a reencarnado de Espíritos amigos que lhes garantiriam a segurança e o reconforto ou impedindo o renascimento de antigos desafetos, com os quais poderiam adquirir a própria tranqüilidade pela solução de velhas contas.


. O aborto oferece conseqüências dolorosas especiais para as mães?


Emmanuel - O aborto oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo câncer ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se anulam os aflitivos processos de obsessão.


. E para os pais?


Emmanuel - Os pais que cooperam nos delitos do aborto, tanto quanto os ginecologistas que o favorecem, vêm a sofrer os resultados da crueldade que praticam, atraindo sobre as próprias cabeças os sofrimentos e os desesperos das próprias vítimas, relegadas por eles aos percalços e sombras da vida espiritual de esferas inferiores.


. Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no aborto provocado, antecipando-se, desde agora, no trabalho de sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas?


André Luiz - Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias. Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.


O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do Apóstolo Pedro (I Pedro, 4:8), adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente carinho uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males.



EMMANUEL - Livro “Leis Do Amor” - Chico Xavier/Waldo Vieira
ANDRÉ LUIZ - Livro “Evolução em Dois Mundos” / Parte II - Chico Xavier/Waldo Vieira



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CONTROLE DA NATALIDADE (ANTICONCEPCIONAIS)




. Qual é a posição do Espiritismo quanto ao uso de anticoncepcionais e à esterilização?


Emmanuel - Tendo firmes nossos valores morais, nosso discernimento determinará o número de filhos que possamos criar com alegria, dentro dos padrões de correção e bons sentimentos.


Há clara diferença entre impedir a vinda de almas através do aborto, por egoísmo e desejo de sensualidade desequilibrada, e optar por um planejamento consciente, que cabe ao casal decidir.


A Doutrina deixa nossas consciências livres para tal gesto.





EMMANUEL - Livro “Plantão De Respostas” - Francisco Cândido Xavier



Chico Xavier fala sobre Planejamento Familiar e Aborto (Programa Pinga Fogo)

rETIRADO DO SITE: http://espiritananet.blogspot.com/search/label/Aborto

CURAS DE OBSESSÕES


Escrevera-nos de Cazères, em 7 de janeiro de 1866:



“Eis um segundo caso de obsessão, que empreendemos e levamos a bom fim durante o mês de julho último. A obsidiada tinha a idade de vinte e dois anos; gozava de uma saúde perfeita; apesar disto, foi de repente vítima de acessos de loucura; seus pais afizeram cuidar por médicos, mas inutilmente, porque o mal, em lugar de desaparecer, tornava-se cada vez mais intenso, ao ponto que, durante as crises, era impossível contê-la.



Os pais, vendo isto, segundo o conselho dos médicos, obtiveram sua admissão em uma casa de alienados, onde seu estado não experimentou nenhuma melhora. Nem eles nem a doente jamais se ocuparam do Espiritismo, que mesmo não conheciam; mas tendo ouvido falar da cura de Jeanne R..., da qual convosco conversei, vieram nos procurar para nos pedir se poderíamos fazer alguma coisa por sua infeliz filha.



Respondemos que não poderíamos nada afirmar antes de conhecer a verdadeira causa do mal. Nossos guias, consultados em nossa primeira sessão, nos disseram que essa jovem estava subjugada por um Espírito muito rebelde, mas que acabaríamos por conduzi-lo a um bom caminho, e que a cura que se seguiria nos daria a prova da verdade desta afirmação.



Em consequência, escrevi aos pais, distantes de nossa cidade 35 quilômetros, que sua filha se curaria, e que a cura não demoraria muito tempo para chegar, sem, no entanto, poder precisar-lhe a época.



Evocamos o Espírito obsessor durante oito dias seguidos e fomos bastante felizes por mudar suas más disposições e fazê-lo renunciar a atormentar sua vítima. Com efeito, a doente sarou, como o haviam anunciado nossos guias.



Os adversários do Espiritismo repetem sem cessar que a prática desta Doutrina conduz ao hospital. Pois bem! Podemos dizer-lhes, nesta circunstância, que o Espiritismo de lá fez sair aqueles que a tinham feito entrar.”



Este fato, entre mil, é uma nova prova da existência da loucura obsessional, cuja causa é diferente daquela da loucura patológica, e diante da qual a ciência fracassará enquanto se obstinar a negar o elemento espiritual e sua influência sobre o organismo.



O caso aqui é bem evidente: eis uma jovem apresentando de tal modo os caracteres da loucura, que os médicos a desprezaram, e que está curada, a várias léguas de distância, por pessoas que jamais a viram, sem nenhum medicamento nem tratamento médico, e unicamente pela moralização do Espírito obsessor. Há, pois, Espíritos obsessores cuja ação pode ser perniciosa para a razão e a saúde.



Não é certo que se a loucura tivesse sido ocasionada por uma lesão orgânica qualquer, esse meio teria sido impotente? Se se objetasse que essa cura espontânea pode ser devida a uma causa fortuita, responderíamos que se não tivesse a citar senão um único fato, sem dúvida, seria temerário disso deduzir a afirmação de um princípio tão importante, mas os exemplos de curas semelhantes são muito numerosos; não são o privilégio de um indivíduo, e se repetem todos os dias em diversas regiões, sinais indubitáveis de que repousam sobre uma lei natural.



Citamos várias curas deste gênero, notadamente nos meses de fevereiro de 1864 e janeiro de 1865, que contêm duas relações completas eminentemente instrutivas. Eis um outro fato, não menos característico, obtido no grupo de Marmande:



Numa aldeia, a algumas léguas dessa cidade, tinha um camponês atacado de uma loucura de tal modo furiosa, que perseguia as pessoas a golpes de forcado para matá-las, e que na falta de pessoas, atacava os animais do galinheiro.



Ele corria sem cessar pelos campos e não voltava mais para sua casa. Sua presença era perigosa; assim, obteve-se sem dificuldade a autorização de interná-lo na casa dos alienados de Cadillac.



Não foi sem um vivo desgosto que a sua família se viu forçada a tomar essa decisão.



Antes de levá-lo, um de seus parentes tendo ouvido falar das curas obtidas em Marmande, em casos semelhantes, veio procurar o Sr. Dombre e lhe disse: “Senhor, me disseram que curais os loucos, é por isso que venho vos procurar.”



Depois lhe contou do que se tratava, acrescentando: “É que, vede, isso nos dá tanta pena de nos separar desse pobre J... que gostaria antes de ver se não há um meio de impedi-lo.”



- “Meu bravo homem, disse-lhe o Sr. Dombre, não sei quem me deu essa reputação; triunfei algumas vezes, é verdade, em devolver a razão a pobres insensatos, mas isto depende da causa da loucura. Embora não vos conheça, vou ver, no entanto, se posso vos ser útil.”



Tendo ido imediatamente com o indivíduo à casa de seu médium habitual, obteve de seu guia a segurança de que se tratava de uma grave obsessão, mas que com a perseverança dela triunfaria. Sobre isto disse ao camponês: “Esperai ainda alguns dias antes de conduzir vosso parente a Cadillac; dele iremos nos ocupar; retornai a cada dois dias para dizer-me como ele se encontra.”



Desde esse dia se puseram à obra. O Espírito se mostrou, de início, como seus semelhantes, pouco tratável; pouco a pouco, acabou por humanizar-se, e, finalmente, por renunciar a atormentar esse infeliz.



Um fato bastante particular é que ele declara não ter nenhum motivo de ódio contra esse homem; que, atormentou por necessidade de fazer o mal, nisso se prendeu a ele como a qualquer outro; que reconhecia agora ter errado e disto pedia perdão a Deus.



O camponês retornou depois de dois dias, e disse que seu parente estava mais calmo, mas que não tinha ainda retornado para sua casa, e se escondia nas cercas vivas. Na visita seguinte, ele havia retornado à casa, mas estava sombrio, e se mantinha afastado; não procurava mais ferir ninguém. Alguns dias depois, ia à feira e fazia seus negócios, como de hábito.



Assim, oito dias tinham bastado para reconduzi-lo ao estado normal, e isto sem nenhum tratamento físico. É mais que provável que, se o tivesse encerrado com os loucos, teria perdido completamente a razão.


Os casos de obsessão são de tal modo frequentes que não há nenhum exagero em dizer que nas casas de alienados há mais da metade deles que não têm senão a aparência da loucura, e sobre os quais a medicação comum é, por isto mesmo, impotente.



O Espiritismo nos mostra na obsessão uma das causas perturbadoras do organismo, e nos dá, ao mesmo tempo, os meios de remediá-la: aí está um de seus benefícios. Mas como essa causa pode ser reconhecida se não for pelas evocações? As evocações, são, pois, boas para alguma coisa, o que quer que digam delas seus detratores.



É evidente que aqueles que não admitem nem a alma individual, nem a sua sobrevivência, ou que, se as admite, não se dão conta do estado do Espírito depois da morte, devem olhar a intervenção dos seres invisíveis em semelhantes circunstâncias, como uma quimera; mas o fato brutal do mal e das curas aí está.



Poder-se-ia colocar à conta da imaginação as curas operadas à distância, sobre pessoas que jamais se viram, sem emprego de nenhum agente material qualquer. A doença não pode ser atribuída à prática do Espiritismo, uma vez que ela atinge mesmo aqueles que nele não crêem, e crianças que dele não têm nenhuma ideia.



Não há, portanto, aqui nada de maravilhoso, mas efeitos naturais que existiram em todos os tempos, que não se compreendiam então, e que se explicam da maneira mais simples, agora que se conhecem as leis em virtude das quais se produzem.



Não se vêem, entre os vivos, seres maus atormentando outros mais fracos, até torná-los doentes, fazê-los morrer mesmo, e isto sem outro motivo senão o desejo de fazer o mal? Há dois meios de retornar a paz à vítima: subtraí-la da autoridade, à sua brutalidade, ou desenvolver nela os sentimentos do bem.



O conhecimento que temos agora do mundo invisível no-lo mostra povoado dos mesmos seres que viveram sobre a Terra, uns bons, os outros maus. Entre estes últimos, há os que se comprazem ainda no mal, em consequência de sua inferioridade moral e que não se despojaram ainda de seus instintos perversos; estão em nosso meio como quando vivos, com a única diferença de que em lugar de terem um corpo material visível, têm um corpo fluídico invisível; mas não são, por isto, menos os mesmos homens, no sentido moral pouco desenvolvido, procurando sempre as ocasiões de fazer o mal, se obstinando sobre aqueles que lhes dão presa e que acabam submetendo-se à sua influência; obsessores encarnados que eram, são obsessores desencarnados, tanto mais perigosos porque agem sem serem vistos.



Afastá-los pela força não é coisa fácil, tendo em vista que não se pode prendê-los pelo corpo; o único meio de dominá-los é o ascendente moral com a ajuda do qual, pelo raciocínio e os sábios conselhos, chega-se a torná-los melhores, por isto são mais acessíveis no estado de Espírito do que no estado corpóreo. Desde o instante em que são conduzidos a renunciarem voluntariamente a atormentar, o mal desaparece, se esse mal é o fato de uma obsessão; ora, compreende-se que não são nem as duchas, nem os remédios administrados ao doente que podem agir sobre o Espírito obsessor.



Eis todo o segredo dessas curas, para as quais não há nem palavras sacramentais, nem fórmulas cabalísticas: conversa-se com o Espírito desencarnado, se o moraliza, educa-o, como teria sido feito quando de sua vida. A habilidade consiste em saber prendê-lo segundo seu caráter, a dirigir com tato as instruções que são dadas, como o faria um instrutor experimentado.



Toda a questão se resume a isto: Há, sim ou não, Espíritos obsessores? A isto responde-se o que dissemos mais acima: Os fatos materiais aí estão.



Pergunta-se, às vezes, por que Deus permite aos maus Espíritos atormentarem os vivos. Poder-se-ia com tanto de razão perguntar por que permite aos vivos de se atormentarem entre si.



Perde-se muito de vista a analogia, as relações e a conexão que existem entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual, que se compõe dos mesmos seres sob dois estados diferentes; aí está a chave de todos esses fenômenos reputados sobrenaturais.



Não é preciso mais se espantar com as obsessões do que com as doenças e outros males que afligem a Humanidade; elas fazem parte das provas e das misérias que se prendem à inferioridade, do meio onde nossas imperfeições nos condenam a viver, até que estejamos suficientemente melhores para merecer dele sair. Os homens sofrem neste mundo as consequências de suas imperfeições, porque se fossem mais perfeitos, aqui não estariam.




Fonte: Revista Espírita, 1866 – Allan Kardec

Prece a Jesus no momento de dormir


"Senhor meu Jesus Cristo, eu vos peço, com todo o afeto do meu coração, perdoardes
os erros com que neste dia vos ofendi, e usardes de indugência para comigo, dando-me
ocasião para me arrepender e corrigir-me trilhando a vida pelo caminho que traçastes para
minha redenção. Auxiliai-me também, peço-vos, para poder fruir o natural descanso desta
noite, livrando-me dos sonhos maus e perversos como as tentações dos maus espíritos
que inquietam o corpo e alma, por suas más representações e enganos.
Que eu possa me levantar convosco, e ressuscitar de minhas culpas pelo estudo da
vossa doutrina e pela prática da caridade, e assim mereça estar na vossa graça. Assim seja."

Cairbar Schuetel

Vinte serviços que o Espiritismo faz por si

Integra você no conhecimento de sua posição eterna e responsável, diante da vida.
Expõe o sentido real das lições do Cristo e de todos os outros mentores espirituais da Humanidade, nas diversas regiões do Planeta.
Suprime-lhe as preocupações originárias do medo da morte, provando que ela não existe.
revela-lhe o princípio da reencarnação, determinando o porquê da dor e das aparentes desigualdades sociais.
confere-lhe forças para suportar as maiores vicissitudes do corpo, mostrando a você que o instrumento físico nos reflete as condições ou necessidades do espírito.
Tranqüiliza você com respeito aos desajustes da parentela, esclarecendo que o lar recebe não sòmente os afetos,mas também os desafetos de existências passadas, para a necessária regeneração.
Demonstra-lhe que o seu principal templo para o culto da Presença Divina é a consciência.
Liberta-lhe a mente de todos os tabus em matéria de crença religiosa.
Elimina a maior parte das suas preocupações acerca do futuro além da morte.
Dá-lhe o conforto do intercâmbio com os entes queridos, depois de desencarnados.
Entrega-lhe o conhecimento da mediunidade.
Traça-lhe providências para o combate ou para a cura da obsessão.
Concede-lhe o direto à fé raciocinada.
Destaca-lhe o imperativo da caridade por dever.
Auxilia você a revisar e revalorizar os seus conceitos de trabalho e tempo.
Concede-lhe a certeza natural de que , se beneficiamos ou prejudicamos alguém, estamos beneficiando ou prejudicando a nós próprios.
Garante-lhe serenidade e paz diante da calúnia ou da crítica.
Ensina você a considerar adversários por instrutores.
Explica-lhe que , por maiores sejam suas dificuldades exteriores, intimamente você é livre para melhorar ou agravar a própria situação.
Patenteia-lhe que a fé ilumina o caminho, mas ninguém fugirá da lei que manda atribuir a cada qual segundo as obras pessoais.

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."