Antes de negar-se aos apelos da caridade, medite um momento nas aflições dos outros.
Imagine você no lugar de quem sofre.
Observe os irmãos relegados aos padecimentos da rua e suponha-se constrangido à semelhante situação.
Repare o doente desamparado e considere que amanhã provavelmente seremos nós candidatos ao socorro na vida pública.
Contemple as crianças necessitadas lembrando os próprios filhos.
Quando a ambulância deslize rente ao seu passo, conduzindo ao enfermo anônimo, pondere que, talvez um parente nosso extremamente querido, se encontre a gemer dentro dela.
Escute pacientemente os companheiros entregues à sombra do grande infortúnio e recorde que em futuro próximo, é possível estejamos na travessia das mesmas dificuldades.
Fite a multidão dos ignorantes e fracos; cansados e infelizes, julgando-se entre eles e mentalize a gratidão que você sentiria perante a migalha de amor que alguém lhe ofertasse.
Pense um momento em tudo isso e você reconhecerá que a caridade para nós todos é simples obrigação.
pelo Espírito André Luiz, Do livro: Ideal Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
O PRÓXIMO É MEU IRMÃO
Quem é o nosso próximo? Eis uma interrogação que ainda permanece para muitos, apesar dos séculos transcorridos, desde as explicações do Mestre Jesus na Parábola do Samaritano.
Por falta desse entendimento, por vezes deixamos de atender a um ou outro, crendo não ser nossa responsabilidade.
Possivelmente, no século XX, uma das criaturas que melhor tenha entendido sobre a identidade do próximo tenha sido a religiosa Madre Teresa.
Erigindo o Lar das Missionárias da Caridade, passou a atender os pobres mais pobres, iniciando em Calcutá, na Índia.
Conta-se que, num cair de tarde, em Calcutá, quando as ruas repletas, o trânsito confuso e as luzes da cidade a todos atraíam a atenção, ela e mais duas companheiras se dirigiram a um beco isolado, entre escuras vielas.
Naquele local, o turbilhão dos sons das buzinas, dos escapamentos dos carros e o burburinho das pessoas não chegavam senão como apagado eco.
O que ali havia eram somente os gemidos surdos dos que foram esquecidos pela multidão.
As três mulheres se aproximam do local. Os odores vindos do beco não as espantam. Em nome da fraternidade, rumam sempre mais adentro.
Teresa percebe a figura de um enfermo. É um homem, carcomido pelo câncer. A doença lhe devorara quase metade do corpo. Por todos era considerado um caso perdido.
Teresa se aproxima e começa a lavá-lo. A reação do enfermo é de desdém. Ele pergunta: Como você consegue suportar o mau cheiro do meu corpo?
Ela não responde, apenas sorri, prosseguindo na sua tarefa, com extrema delicadeza, como se estivesse a banhar um recém-nato.
A senhora não é daqui, fala o doente outra vez. Ninguém por aqui age como a senhora.
Os minutos passam e o enfermo está agora limpo. Ante a dor que lhe agonia as carnes, numa típica expressão indiana, exclama: Glória a ti, mulher!
Não, responde Madre Teresa. Glória a você, que sofre com o Cristo.
Ele sorri. Ela também. Uma sensação de alívio se estampa na face do doente terminal. As Missionárias da Caridade o recolhem no lar que, para tais criaturas, edificaram em Calcutá.
Dois dias depois, entre atenções e preces, em um leito asseado, o moribundo despede-se da vida física.
O próximo é sempre aquele que tem a necessidade mais premente, no momento. Por vezes, é o próximo mais próximo, no próprio lar, na vizinhança, no ambiente de trabalho.
De outras, é alguém que aguarda o gesto de amparo do Samaritano que transite por onde ele se encontra.
Partir em busca da dor para acalmá-la é atitude de quem se assenhoreou das palavras do Evangelho e tendo-as abrigado na intimidade do ser, vive-as na essência.
Nem sempre os maiores necessitados são os que buscam socorro, desde que outros não o fazem por vergonha ou por não disporem de condições mínimas para a solicitação.
São os acamados que permanecem em seus casebres, os deficientes da fala que não conseguem se expressar, e tantos outros...
O próximo é o nosso irmão, ao nosso lado ou distante, desde que somos todos filhos do mesmo Pai.
Madre Teresa de Calcutá estendeu o seu trabalho de amor por quase todo o mundo.
A convite dos governantes de diferentes nações, ela abriu suas casas de caridade nos mais distantes países.
Assim, a meta das Missionárias da Caridade e de suas colaboradoras é buscar a dor onde se asile e atender o carente mais carente.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Vozes do Espírito, publicado no Boletim SEI nº 1549 de 06/12/1997. Extraído do endereço: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2097&stat=0
Por falta desse entendimento, por vezes deixamos de atender a um ou outro, crendo não ser nossa responsabilidade.
Possivelmente, no século XX, uma das criaturas que melhor tenha entendido sobre a identidade do próximo tenha sido a religiosa Madre Teresa.
Erigindo o Lar das Missionárias da Caridade, passou a atender os pobres mais pobres, iniciando em Calcutá, na Índia.
Conta-se que, num cair de tarde, em Calcutá, quando as ruas repletas, o trânsito confuso e as luzes da cidade a todos atraíam a atenção, ela e mais duas companheiras se dirigiram a um beco isolado, entre escuras vielas.
Naquele local, o turbilhão dos sons das buzinas, dos escapamentos dos carros e o burburinho das pessoas não chegavam senão como apagado eco.
O que ali havia eram somente os gemidos surdos dos que foram esquecidos pela multidão.
As três mulheres se aproximam do local. Os odores vindos do beco não as espantam. Em nome da fraternidade, rumam sempre mais adentro.
Teresa percebe a figura de um enfermo. É um homem, carcomido pelo câncer. A doença lhe devorara quase metade do corpo. Por todos era considerado um caso perdido.
Teresa se aproxima e começa a lavá-lo. A reação do enfermo é de desdém. Ele pergunta: Como você consegue suportar o mau cheiro do meu corpo?
Ela não responde, apenas sorri, prosseguindo na sua tarefa, com extrema delicadeza, como se estivesse a banhar um recém-nato.
A senhora não é daqui, fala o doente outra vez. Ninguém por aqui age como a senhora.
Os minutos passam e o enfermo está agora limpo. Ante a dor que lhe agonia as carnes, numa típica expressão indiana, exclama: Glória a ti, mulher!
Não, responde Madre Teresa. Glória a você, que sofre com o Cristo.
Ele sorri. Ela também. Uma sensação de alívio se estampa na face do doente terminal. As Missionárias da Caridade o recolhem no lar que, para tais criaturas, edificaram em Calcutá.
Dois dias depois, entre atenções e preces, em um leito asseado, o moribundo despede-se da vida física.
O próximo é sempre aquele que tem a necessidade mais premente, no momento. Por vezes, é o próximo mais próximo, no próprio lar, na vizinhança, no ambiente de trabalho.
De outras, é alguém que aguarda o gesto de amparo do Samaritano que transite por onde ele se encontra.
Partir em busca da dor para acalmá-la é atitude de quem se assenhoreou das palavras do Evangelho e tendo-as abrigado na intimidade do ser, vive-as na essência.
Nem sempre os maiores necessitados são os que buscam socorro, desde que outros não o fazem por vergonha ou por não disporem de condições mínimas para a solicitação.
São os acamados que permanecem em seus casebres, os deficientes da fala que não conseguem se expressar, e tantos outros...
O próximo é o nosso irmão, ao nosso lado ou distante, desde que somos todos filhos do mesmo Pai.
Madre Teresa de Calcutá estendeu o seu trabalho de amor por quase todo o mundo.
A convite dos governantes de diferentes nações, ela abriu suas casas de caridade nos mais distantes países.
Assim, a meta das Missionárias da Caridade e de suas colaboradoras é buscar a dor onde se asile e atender o carente mais carente.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Vozes do Espírito, publicado no Boletim SEI nº 1549 de 06/12/1997. Extraído do endereço: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2097&stat=0
DINHEIRO
O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.
Não é calor, contudo, adquire agasalho.
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança.
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva.
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.
Não é cultura, mas apóia o livro.
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.
Não é base da cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.
Em suma, o dinheiro associado à consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta.
Bezerra de Menezes / Francisco Cândido Xavier
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.
Não é calor, contudo, adquire agasalho.
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança.
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva.
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.
Não é cultura, mas apóia o livro.
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.
Não é base da cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.
Em suma, o dinheiro associado à consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta.
Bezerra de Menezes / Francisco Cândido Xavier
LESÕES AFETIVAS
Um tipo de auxílio raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.
Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.
Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas conseqüências amargas dos votos não cumpridos.
Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou como o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir com à própria palavra, no que tange a promessas de amor.
E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendestes esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.
Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.
O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliados do afeto que lhes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante A divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.
Certamente que muito desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.
Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quando afirmou peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".
Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.
Do livro: Momentos de Ouro, Médium: Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel
Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.
Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas conseqüências amargas dos votos não cumpridos.
Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou como o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir com à própria palavra, no que tange a promessas de amor.
E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendestes esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.
Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.
O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliados do afeto que lhes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante A divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.
Certamente que muito desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.
Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quando afirmou peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".
Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.
Do livro: Momentos de Ouro, Médium: Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel
O MELHOR PARA FAZER
Se você não consegue evitar a irritação, use o silêncio.
Se não aprova o socorro material aos necessitados, não apague a chama da beneficência no coração daqueles que a praticam.
Se ainda não sente facilidade para esquecer as faltas alheias, não considere por subserviência a atitude louvável dos irmãos que olvidam o mal, a qualquer instante, em louvor do bem.
Se não acredita no valor do diálogo construtivo, em favor dos irmãos ignorantes e infelizes, não menospreze o esforço daqueles que cultivam buscando a libertação dos companheiros ensombrados em desequilíbrio.
Se não admite o amparo das entidades humildes, na supressão das dificuldades de espírito e das desarmonias do corpo, enquanto estamos na Terra, não menoscabe o apoio de semelhantes auxiliares que se guiam pelas bênçãos da Natureza.
Se não dispõe de recurso apara a cordialidade com todos, não impeça que outros a exemplifiquem, na prática da fraternidade.
Se não suporta o clima de intercâmbio com os amigos encarnados ou desencarnados, ainda presos, de certo modo, às trevas de espírito, não subestime o trabalho de quantos se dedicam a reconfortá-los e esclarecê-los.
Se não podes abraçar os portadores de opiniões e crenças diversas das suas, não julgue por irresponsabilidade a tarefa respeitável de quantos se aplicam à solidariedade para aproveitamento no bem de todos os obreiros da fé que nos partilhem a convivência e o caminho.
Se não sabe unir os irmãos de experiência na sustentação das boas obras, não tenha por bajulação o comportamento daqueles que colaboram na harmonia e no entrosamento de todos os corações para o bem.
É natural pense cada um como possa e ninguém deve promover a violência na Obra de Deus, mas, em qualquer tempo e situação, estejamos certos de que muito coopera e auxilia sempre quem trabalha e não atrapalha.
Do livro: Endereços da Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.
Se não aprova o socorro material aos necessitados, não apague a chama da beneficência no coração daqueles que a praticam.
Se ainda não sente facilidade para esquecer as faltas alheias, não considere por subserviência a atitude louvável dos irmãos que olvidam o mal, a qualquer instante, em louvor do bem.
Se não acredita no valor do diálogo construtivo, em favor dos irmãos ignorantes e infelizes, não menospreze o esforço daqueles que cultivam buscando a libertação dos companheiros ensombrados em desequilíbrio.
Se não admite o amparo das entidades humildes, na supressão das dificuldades de espírito e das desarmonias do corpo, enquanto estamos na Terra, não menoscabe o apoio de semelhantes auxiliares que se guiam pelas bênçãos da Natureza.
Se não dispõe de recurso apara a cordialidade com todos, não impeça que outros a exemplifiquem, na prática da fraternidade.
Se não suporta o clima de intercâmbio com os amigos encarnados ou desencarnados, ainda presos, de certo modo, às trevas de espírito, não subestime o trabalho de quantos se dedicam a reconfortá-los e esclarecê-los.
Se não podes abraçar os portadores de opiniões e crenças diversas das suas, não julgue por irresponsabilidade a tarefa respeitável de quantos se aplicam à solidariedade para aproveitamento no bem de todos os obreiros da fé que nos partilhem a convivência e o caminho.
Se não sabe unir os irmãos de experiência na sustentação das boas obras, não tenha por bajulação o comportamento daqueles que colaboram na harmonia e no entrosamento de todos os corações para o bem.
É natural pense cada um como possa e ninguém deve promover a violência na Obra de Deus, mas, em qualquer tempo e situação, estejamos certos de que muito coopera e auxilia sempre quem trabalha e não atrapalha.
Do livro: Endereços da Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz.
AMIGOS
Quando Jesus entrou, vitorioso, em Jerusalém, houve um instante em que parou para respirar livremente. Com ele, apenas Bartolomeu, apagado e discreto. O discípulo exultava.
Até eles chegavam os ecos do grande êxito. Hosanas ao Messias. Cânticos. Algazarra. Perfumes no ar. Não longe, Simão Pedro, que negaria o Senhor. Judas, que o negociara. Tomé, que o abandonaria. Tiago e João, que dormiriam descuidados, sem lhe perceberem a angústia. E toda uma legião de admiradores que, no dia seguinte, se transformariam em adversários.
Bartolomeu, feliz, observou a atmosfera festiva e disse, contente:
Oh! Mestre, quanta felicidade! Afinal! Afinal a glória, apesar dos perseguidores!
Notando que Jesus continuava em grave silencio, o aprendiz perguntou:
- Por que tristeza, Senhor, se estamos triunfando de tantos inimigos?
O Cristo, porém, meneou a cabeça e, fitando a turba próxima, falou sereno:
- Bartolomeu, Bartolomeu, vencer, mesmo tendo inimigos, é sempre fácil, porque os inimigos se colocam a distancia, por si mesmos.
E profundamente desencantado:
- A batalha mais árdua é vencer com os amigos.
pelo Espírito: Hilário Silva - Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Do livro: A Vida Escreve
Até eles chegavam os ecos do grande êxito. Hosanas ao Messias. Cânticos. Algazarra. Perfumes no ar. Não longe, Simão Pedro, que negaria o Senhor. Judas, que o negociara. Tomé, que o abandonaria. Tiago e João, que dormiriam descuidados, sem lhe perceberem a angústia. E toda uma legião de admiradores que, no dia seguinte, se transformariam em adversários.
Bartolomeu, feliz, observou a atmosfera festiva e disse, contente:
Oh! Mestre, quanta felicidade! Afinal! Afinal a glória, apesar dos perseguidores!
Notando que Jesus continuava em grave silencio, o aprendiz perguntou:
- Por que tristeza, Senhor, se estamos triunfando de tantos inimigos?
O Cristo, porém, meneou a cabeça e, fitando a turba próxima, falou sereno:
- Bartolomeu, Bartolomeu, vencer, mesmo tendo inimigos, é sempre fácil, porque os inimigos se colocam a distancia, por si mesmos.
E profundamente desencantado:
- A batalha mais árdua é vencer com os amigos.
pelo Espírito: Hilário Silva - Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Do livro: A Vida Escreve
AINDA QUANDO
Sim, meus amigos, recordemos a palavra de Paulo, o apóstolo da libertação espiritual.
Ainda quando senhoreássemos todos os idiomas de comunicação entre os homens e os anjos, na Terra e nos Céus, e não tivermos caridade...
Ainda quando possuíssemos as chaves do conhecimento universal para descerrar todas as portas das grandes revelações e não tivermos caridade...
Se conquistássemos as maiores distâncias atingindo outros planetas e outras humanidades no Império Cósmico e não tivermos caridade...
Ainda quando enfeixássemos nas mãos todos os poderes da ciência com a possibilidade de comandar tanto os movimentos do Macroscomo, quanto a força dos átomos e não tivermos caridade...
Ainda quando conseguíssemos dominar a profecia e enxergar no futuro todos os passos das nações porvindouras e não tivermos caridade...
Então, de nada terão valido para nós outros as vitórias da inteligência, porque, sem amor, permaneceremos ilhados em nossa própria inferioridade, inabilitados para qualquer ascensão à felicidade verdadeira com as bênçãos da Luz.
pelo Espírito Batuira, do livro: Coragem, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos
Ainda quando senhoreássemos todos os idiomas de comunicação entre os homens e os anjos, na Terra e nos Céus, e não tivermos caridade...
Ainda quando possuíssemos as chaves do conhecimento universal para descerrar todas as portas das grandes revelações e não tivermos caridade...
Se conquistássemos as maiores distâncias atingindo outros planetas e outras humanidades no Império Cósmico e não tivermos caridade...
Ainda quando enfeixássemos nas mãos todos os poderes da ciência com a possibilidade de comandar tanto os movimentos do Macroscomo, quanto a força dos átomos e não tivermos caridade...
Ainda quando conseguíssemos dominar a profecia e enxergar no futuro todos os passos das nações porvindouras e não tivermos caridade...
Então, de nada terão valido para nós outros as vitórias da inteligência, porque, sem amor, permaneceremos ilhados em nossa própria inferioridade, inabilitados para qualquer ascensão à felicidade verdadeira com as bênçãos da Luz.
pelo Espírito Batuira, do livro: Coragem, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos
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"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."