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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

NOSSOS PRESSENTIMENTOS

No jardim, na camaradagem do silêncio, Tammy pensava. Como eram diferentes os dias de agora.

Diferentes porque seu amado não estava com ela. Rustom, com sua risada franca, sua confiança ilimitada.

Rustom que era capaz de entrar em qualquer lugar e, em poucos minutos, se pôr imediatamente à vontade, deixando as pessoas ao seu redor também à vontade.

Rustom, seu amado marido, que era capaz de fazer rir à sua nora, ao seu filho.

As folhas das árvores farfalharam, trazendo mais lembranças para Tammy.

Ano anterior. Seu marido e o filho na piscina do hotel. Ambos com água pelos joelhos, brincavam.

E Rustom gritou para a esposa e a nora:

Vocês sabem o que estamos fazendo? Estamos criando lembranças para o futuro.

Uma coisa alegre para vocês recordarem, quando os velhos já não estivermos por perto.

O filho puxara a cabeça do pai para perto de si, apertando-a contra o peito e argumentara que, rijo como era seu pai, com certeza ele sobreviveria a todos eles.

Rustom respondera com um sorriso e versos do poeta Omar Khayyam: Quando a hora chega, chega.

Move-se a mão que escreve e, tendo escrito, segue adiante.

Tammy agora pensava se o marido tivera uma intuição de que ia morrer.

E lembrava dos dias seguintes, de ternuras redobradas, atenções multiplicadas, sorrisos explodindo a toda hora.

Seu marido estava lhe ofertando momentos de alegria para recordar depois, quando a saudade vibrasse forte?

Fora um choque ter a notícia de que aquele coração generoso parara de bater.

Sístoles, diástoles, tudo cessara. A bomba cardíaca deixara de operar e logo a morte enrijecia aquele corpo, cuja ausência ela sentia tanto.

Será, continuava a pensar Tammy, será que podemos saber o momento de nossa morte?

Ninguém avança pela estrada do progresso espiritual sem o auxílio da Divindade, por intermédio dos nobres Espíritos que se transformam em guias da Humanidade.

São eles que assessoram os homens, zelando por eles, na qualidade de anjos guardiães.

São essas almas excelsas que, conhecendo as ocorrências que, de forma geral, estão delineadas para os seus pupilos vivenciarem, os inspiram ou guiam pela senda mais apropriada.

Através dessa inspiração é que acontece o chamado pressentimento.

Também acontece que o próprio Espírito reencarnado recorda, de forma espontânea, da programação que para si traçou, antes de reencarnar.

Dessa forma, pode ter, como intuição, a advertência de que seus dias na Terra estão finalizando.

Por isso, idealiza passeios, diligencia providências que evitarão transtornos para sua família, torna-se mais alegre ou mais introspectivo.

Em uma palavra, ele se vai despedindo da vida, deixando um rastro de bondade, de alegria para que os seus amores tenham recordações positivas para alimentar a imensa saudade dos dias da sua ausência.

Fiquemos atentos aos pressentimentos, analisando-os de forma clara e tranqüila, quando ocorram.

Avaliemos qual a mensagem de advertência ou socorro de que se fazem portadores.

Apuremos nossa sintonia com os Espíritos guias, a fim de que com maior facilidade possamos registrar e direcionar de forma saudável e proveitosa os pressentimentos.





Redação do Momento Espírita com base no cap. 1 do livro A doçura do mundo, de Thrity Umrigar, ed. Nova Fronteira e do cap. 13 do livro Lições para a felicidade, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal

MISSIONARINHOS DO FUTURO

PARTE XVI

APRENDENDO A VOAR


A sombra de enorme Jatobá, admiravam a alegria e o burburinho das crianças que brincavam no parque sem nenhuma preocupação que não fosse deixar de estar lá ...
Corriam , pulavam, trotavam com um galho qualquer entre a pernas imaginando um bravio alazão ou abrindo os braços simulando o rasante de um avião.

A felicidade incontida nas gargalhadas e nos folguedos, no giro do carrossel , no vai e vem do balanço, no sabor do algodão doce que para os pais tinham mesmo o sabor do descanso pois era a única hora que os meninos sentavam, silenciando a algazarra barulhenta com a iguaria grudenta .

- Ah, parecem tão puros os seus corações , é mesmo a infância o tempo certo para cultivar as nobres vocações !

- Parece-me um tanto dificil que em meio a tanto movimento e agitações possam alí criar raízes as boas orientações .

- Pois é mesmo engano seu , embora pareça grande a abstração, é nesse momento que o espírito age como uma esponja sempre pronta para absorver e manter no subconsciente todas as informações , para quando convir fazer delas apreciaveis utilizações. Daí a necessidade de deixar sorverem somente o que lhes for bom. Porém nessa fase achando que os pequenos não lhes dão a devida atenção, deixam os adultos, que fiquem a mercê da sorte, perdendo a oportunidade de encaminhar o caráter latente para a educação.
Veja lá um exemplo : Um casal briga, grita e fala palavrões sem se importar com o filhinho que está ao lado brincando e observando a cena ao seu contento como se fosse para ele um divertimento, para mais tarde servir-se deste péssimo exemplo.

- De outro lado uma família faz jus aos seus valores, mostram as suas crianças os cuidados e a importância com o ambiente e com o próximo, cuidando da natureza, respeitando os idosos, não poluindo os rios e não arrancando as flores.

- Mas e aquela mãe que cede ao choro da menina, fazendo todas as suas vontades, obedecendo as ordens da pequena tirana como uma serva a cumprir as suas irresponsáveis disposições sem preocupar-se com a qualidade, como se carinho pudesse ser medido e pesado por quantidade.

- Porque essa pobre mãe , não consegue dizer não com firmeza ? Afinal é dela como tutora espiritual o direito de estabelecer autoridade e exigir respeito com confiança, fazendo valer o que lhe achar melhor no dever de educar, amar, proteger, prover e oferecer segurança.

- Porém a criança que já trouxe na bagagem moral uma personalidade astuta e caprichosa, já faz contar as suas intenções ardilosas, pois já percebeu na mãe sua principal fraqueza e temor ...

- E qual é ?

- Perder o seu amor...

- Percebe que não só o perde, como prejudica no espírito tutelado o desenvolvimento, se vieram unidas em laços familiares devem pelo amor aproveitarem para ambas alavancarem seus aperfeiçoamentos.

- Amar é saber a hora de dizer sim , e a hora de dizer não, benéfica ação , ferramenta poderosa em favor dos espíritos em correção.

- E quando recebemos no lar os familiares dificeis nos parecendo quase impossível se afeiçoar e não viver aborrecido?

- A paciência é nesse caso a principal e derradeira virtude que facilita a convivencia com os irmãos de corações endurecidos.

- No entanto o que se tem visto são espiritos tomados de inconsciência que deixam-se dominar pelos estimulos da ira, do egoísmo, dos obssessivos ataques de violência .
aumentam assim as dívidas e os tormentos , dão vazão para a dor , o que deveria ser a hora bendita para os resgates de amor e congraçamento.

- A mão que um dia afagou e fez sorrir, esquece os momentos bons, onde jurou jamais desrespeitar e agredir ...

- Errou quem disse um dia que o peso do chicote é que faz obedecer, pois o que educa são as condições oferecidas para o despertamento, pois ninguém pode interferir no livre árbitrio e na autonomia do pensamento.
O espírito em rebeldia quando imposto a condições dolorosas tende ao favorecimento das emoções angustiosas, como o ódio, a depressão, a tristeza ,o desejo de vingança e da revolta belicosa.
O espírito despertado para a consciência dadivosa, nessas mesmas condições, compreende resignado que a circunstancia em que se achar é para a sua educação oportunidade luminosa.
O aprendizado se dá por força da ocasião, quando o espírito assimilar a sua necessidade de evolução, a disciplina passa a ser altruista deixando de ser vista como uma imposição , é quando a reforma moral deixa de ser atitude de remissão.

- A criança é tal e qual o pássaro pequenino cujo dever compete aos pais de ensinar a voar , mas sem tolher ou interromper a livre escolha de seu destino.

- Para que um dia possa o próprio vôo alçar e o Bem mais alto alcançar...
Continua ...
(Texto: Paty Bolonha - Projeto Missionarinhos do Futuro) (respeite a autoria)

MISSIONARINHOS DO FUTURO

PARTE XVI

APRENDENDO A VOAR


A sombra de enorme Jatobá, admiravam a alegria e o burburinho das crianças que brincavam no parque sem nenhuma preocupação que não fosse deixar de estar lá ...
Corriam , pulavam, trotavam com um galho qualquer entre a pernas imaginando um bravio alazão ou abrindo os braços simulando o rasante de um avião.

A felicidade incontida nas gargalhadas e nos folguedos, no giro do carrossel , no vai e vem do balanço, no sabor do algodão doce que para os pais tinham mesmo o sabor do descanso pois era a única hora que os meninos sentavam, silenciando a algazarra barulhenta com a iguaria grudenta .

- Ah, parecem tão puros os seus corações , é mesmo a infância o tempo certo para cultivar as nobres vocações !

- Parece-me um tanto dificil que em meio a tanto movimento e agitações possam alí criar raízes as boas orientações .

- Pois é mesmo engano seu , embora pareça grande a abstração, é nesse momento que o espírito age como uma esponja sempre pronta para absorver e manter no subconsciente todas as informações , para quando convir fazer delas apreciaveis utilizações. Daí a necessidade de deixar sorverem somente o que lhes for bom. Porém nessa fase achando que os pequenos não lhes dão a devida atenção, deixam os adultos, que fiquem a mercê da sorte, perdendo a oportunidade de encaminhar o caráter latente para a educação.
Veja lá um exemplo : Um casal briga, grita e fala palavrões sem se importar com o filhinho que está ao lado brincando e observando a cena ao seu contento como se fosse para ele um divertimento, para mais tarde servir-se deste péssimo exemplo.

- De outro lado uma família faz jus aos seus valores, mostram as suas crianças os cuidados e a importância com o ambiente e com o próximo, cuidando da natureza, respeitando os idosos, não poluindo os rios e não arrancando as flores.

- Mas e aquela mãe que cede ao choro da menina, fazendo todas as suas vontades, obedecendo as ordens da pequena tirana como uma serva a cumprir as suas irresponsáveis disposições sem preocupar-se com a qualidade, como se carinho pudesse ser medido e pesado por quantidade.

- Porque essa pobre mãe , não consegue dizer não com firmeza ? Afinal é dela como tutora espiritual o direito de estabelecer autoridade e exigir respeito com confiança, fazendo valer o que lhe achar melhor no dever de educar, amar, proteger, prover e oferecer segurança.

- Porém a criança que já trouxe na bagagem moral uma personalidade astuta e caprichosa, já faz contar as suas intenções ardilosas, pois já percebeu na mãe sua principal fraqueza e temor ...

- E qual é ?

- Perder o seu amor...

- Percebe que não só o perde, como prejudica no espírito tutelado o desenvolvimento, se vieram unidas em laços familiares devem pelo amor aproveitarem para ambas alavancarem seus aperfeiçoamentos.

- Amar é saber a hora de dizer sim , e a hora de dizer não, benéfica ação , ferramenta poderosa em favor dos espíritos em correção.

- E quando recebemos no lar os familiares dificeis nos parecendo quase impossível se afeiçoar e não viver aborrecido?

- A paciência é nesse caso a principal e derradeira virtude que facilita a convivencia com os irmãos de corações endurecidos.

- No entanto o que se tem visto são espiritos tomados de inconsciência que deixam-se dominar pelos estimulos da ira, do egoísmo, dos obssessivos ataques de violência .
aumentam assim as dívidas e os tormentos , dão vazão para a dor , o que deveria ser a hora bendita para os resgates de amor e congraçamento.

- A mão que um dia afagou e fez sorrir, esquece os momentos bons, onde jurou jamais desrespeitar e agredir ...

- Errou quem disse um dia que o peso do chicote é que faz obedecer, pois o que educa são as condições oferecidas para o despertamento, pois ninguém pode interferir no livre árbitrio e na autonomia do pensamento.
O espírito em rebeldia quando imposto a condições dolorosas tende ao favorecimento das emoções angustiosas, como o ódio, a depressão, a tristeza ,o desejo de vingança e da revolta belicosa.
O espírito despertado para a consciência dadivosa, nessas mesmas condições, compreende resignado que a circunstancia em que se achar é para a sua educação oportunidade luminosa.
O aprendizado se dá por força da ocasião, quando o espírito assimilar a sua necessidade de evolução, a disciplina passa a ser altruista deixando de ser vista como uma imposição , é quando a reforma moral deixa de ser atitude de remissão.

- A criança é tal e qual o pássaro pequenino cujo dever compete aos pais de ensinar a voar , mas sem tolher ou interromper a livre escolha de seu destino.

- Para que um dia possa o próprio vôo alçar e o Bem mais alto alcançar...
Continua ...
(Texto : Paty Bolonha - Projeto Missionarinhos do Futuro) (respeite a autoria)

Conversemos com Jesus

Jesus Amado, Mestre de infinito Amor e Bondade,



Muito agradecemos, Amigo Querido, pelo amparo e proteção.

Por cada momento vivido, por cada situação experienciada, pois reconhecemos, Senhor, que estais ao nosso lado a todo instante.



Muito agradecemos por tudo o que recebemos, por tudo o que permites tenhamos acesso para que possamos aumentar nosso conhecimento e, assim, crescermos na Tua direção.


Ajuda-nos, Mestre, a buscarmos cada vez mais o conhecimento e, acima de tudo, que possamos fazer um bom uso dele.



Ampara, Senhor, a todos que compartilham conosco a convivência virtual.



Que a Tua Luz, que o Teu Amor possam se fazer sempre presentes em nossos corações.



Que assim seja.

AOS MÉDIUNS

Que a paz do Senhor nos felicite os corações.

Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes. Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir.

Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curadoras; além, um cooperador ensina o roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações.

Contudo, é o mesmo poder que opera em todos. É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos diferentes por reeguer-nos na condição de inferioridade ou de sofrimento ao titulo de herdeiros do Eterno Pai.

E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama o titulo convencional do mundo qualquer que seja, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar benefícios na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.

Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale a consagração do trabalhador à caridade legítima, e cujo exercício todas as realizações sublimes da alma podem ser encontradas.

Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.

Dar para receber.

Auxiliar para ser amparado.

Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor.

Eis a lei que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de Vida Eterna.

Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxilio mútuo.

Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira.

A tarefa pede fortaleza no serviço com ternura no sentimento.

Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno, para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.

Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e imprescindível se torna ao instrumento humano das Verdades Divinas armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado.

Age, assim, com isenção de ânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de curar.

Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados convicto de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos.

O lavrador semeia, mas é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto. É indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpentes e os espinhos que povoam o chão.

Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.

Não importa que o templo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.

O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestiais sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abençoados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.

Não te apoquentes, meu irmão, e segue com serenidade.

Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.

Mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se convertem em asas de luz para a alma livre na Eternidade.

Não desprezes a tua oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta.

A carne é uma estrada breve.

Aproveitemo-la sempre que possível na sublime sementeira da caridade perfeita.

Em suma, ser médium no roteiro cristão é dar de si mesmo em nome do Divino Mestre, e foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.

Segue, assim, amando e servindo.

Não nos deve preocupar a ausência da alheia compreensão.

Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Amigo Celeste nos ensinou,

Que Ele nos proteja, nos fortifique e abençoe.





pelo Espírito Bezerra de Menezes - do Livro: Vida e caminho – Psicografia: Francisco C.Xavier – Espíritos Diversos

Para Que Serve o Casamento?

Você já se perguntou alguma vez sobre os objetivos do casamento?

Sim, porque algum objetivo o Criador deve ter para fazer da união de dois seres uma lei da natureza.

Talvez, refletindo superficialmente você responda que o objetivo do casamento é a perpetuação da espécie humana. Mas será só isso?

Na verdade, o casamento marca grande progresso na marcha evolutiva da humanidade.

E, por quê?

Porque Deus visa não somente a procriação, mas também a evolução moral dos seres.

É assim que o casamento se constitui numa excelente oportunidade de crescimento para aqueles que sabem aproveitá-la bem.

Quando duas pessoas resolvem, de comum acordo, viver sob o mesmo teto, desde logo terão chances de melhoria individual. E a primeira delas é vencer o egoísmo.

Sim, porque o que antes era "meu", agora passa a ser "nosso".

Antes de casar, era o "meu" quarto, o "meu" carro, o "meu" aparelho de som, o "meu"... O "meu"...

No primeiro dia de convivência mútua, deverá ser o "nosso" quarto, o "nosso" carro, o "nosso" aparelho de som, e assim por diante.

Com o passar dos dias os pares vão se conhecendo melhor, e percebem que o outro não era bem aquilo que parecia ser.

Bem, nosso par tem algumas manias que desaprovamos, e que só notamos graças a convivência diária.

Eis uma ótima oportunidade para aprender a dialogar e resolver conflitos como "gente grande".

Depois surgem mais alguns membros para nos ajudar a treinar outras virtudes: chegam os filhos.

Agora temos que dividir um pouco mais, e isso nos torna menos egoístas.

Devemos dividir mais a atenção, treinar a renúncia, aprender a passar noites sem dormir, tropeçar em fraldas sujas, correr para o médico nas horas mais impróprias, perder o filme que gostaríamos de assistir... a novela... o telejornal.

A cama, que antes era só minha e passou a ser nossa, agora tem mais alguém nela, disputando espaço.

E não é só o espaço físico que o pimpolho reclama, ele quer nosso carinho, nossa atenção, nossa companhia, nossa proteção.

E aí temos a grande oportunidade de aprender a superar o ciúme, o medo, a insegurança, o desejo de posse exclusiva sobre o nosso par, para amparar esse serzinho que chegou para ficar.

Junto com tudo isso herdamos, também, a família do nosso cônjuge, que nem sempre nos parece uma boa aquisição.

Eis um grande desafio para aprender a fraternidade pura, a tolerância, o desprendimento, a amizade e outras tantas virtudes que ainda não possuímos.

Ademais, para cumprir bem o papel que um dia aceitamos, unindo-nos a alguém de livre e espontânea vontade, é preciso que os dois pilares do templo chamado lar permaneçam firmes até o fim.

Quando isso não acontece está declarada a vitória do egoísmo. Está declarada a nossa falência enquanto seres que desejamos superar os limites e alcançar paragens mais felizes.

Talvez você não concorde com todos esses arrazoados, no entanto, seria bom refletir sobre o assunto.

Há casos de pessoas que optam por não se casar, assumindo, declaradamente seu egoísmo. Com certeza irão responder perante a própria consciência e a consciência cósmica pela decisão tomada.

Considerando que nem todos nascem com o compromisso de se casar, obviamente estamos falando daqueles que tinham assumido esse compromisso, antes de renascer.

Aquele que se casa e promete conviver bem com seu par e com os filhos que Deus lhes envia, mas abandona o barco ao menor indício de tempestade, certamente será responsável pelos destinos daqueles que abandona à própria sorte.

Isso será, fatalmente, sementeira de amargura num futuro próximo ao distante, cuja colheita será obrigatória.

Por todas essas razões, vale a pena pensar ou repensar os nobres objetivos que a divina sabedoria estabeleceu com a união de dois seres.

Vale a pena refletir sobre o que queremos para nós. Refletir sobre as forças internas que devem nos elevar acima dessa miséria moral chamada egoísmo.

Ou será que vamos "jogar a toalha", numa demonstração tácita de derrota para esse monstro cruel?

Pense nisso! Pense agora! E decida-se pelo amor.


(Texto da Equipe de Redação do site www.momento.com.br )

O Homem Triste

Você passou por mim com simpatia, mas quando viu meus olhos parados indagou em silêncio o porque vagueio pelas ruas.

Talvez por isso apressou o passo, e ainda que eu quisesse chamar, a palavra desfaleceu na boca.

É possível que você suponha que eu desisti do trabalho, no entanto ainda hoje bati de porta em porta em vão.

Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar o pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade.

Outros, desconhecendo que vendi minha melhor roupa para aliviar a esposa enferma, me despediram apressados, crendo que fosse eu um vagabundo sem profissão.

Não sei se você notou quando o guarda me arrancou da frente da vitrine, a gritar palavras duras, como se eu fosse um malfeitor vulgar. Contudo, acredite, nem me passou pela mente a idéia de furto.

Apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçar com fome, quando retorno à casa.

Talvez tenha observado as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando que eu fosse um bêbado, porque eu tremia, apoiado ao poste.

Afastaram-se todos com manifesto desprezo, mas não tive coragem de explicar que não tomo qualquer alimentação há três dias.

A você, todavia, que me olhou sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me ofereça em nome do Cristo que dizemos amar, e peço para que me restitua a esperança, a fim de que eu possa honrar com alegria o dom de viver.

Para isso, basta que se aproxime de mim sem asco, para que eu saiba apesar de todo meu infortúnio que ainda sou seu irmão.

.........................................

Essa é a mensagem de um homem triste, quiçá como tantos que vemos perambulando pelas ruas.

É bem verdade que alguns são de fato pessoas que se comprazem na ociosidade.

Todavia há os desafortunados que apesar de trabalhar a vida toda, não puderam ajuntar moedas para o sustento próprio e da família, e que chegada a madureza, são condenados pela sociedade a viver como réprobos, embora sejam pessoas dignas.

É comum observarmos homens e mulheres puxando um carrinho de papéis e outros objetos recicláveis, para prover o próprio sustento.

São nossos irmãos de caminhada evolutiva, que não tem coragem de viver na mendicância, por isso trabalham com dignidade.

Muitos de nós, no entanto, nos enfadamos com essas criaturas que atrapalham o trânsito com seus carrinhos indesejáveis.

O que não nos damos conta é que além do peso do carrinho, têm ainda que carregar sobres os ombros o peso da humilhação e do desprezo impostos por uma sociedade indiferente.

É verdade que todos nós estamos colhendo o que plantamos, e que aqueles que passam por essas situações precisam dessas experiências para crescerem espiritualmente.

Entretanto, são nossos irmãos, filhos do mesmo Pai Criador, e merecedores sem dúvida - no mínimo - do nosso respeito.

Se não os podemos ajudar, que não os atrapalhemos, jogando-lhes palavras amargas, nem menosprezando-os, dificultando ainda mais a sua caminhada.



Página do espírito Meimei, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã na noite de 11/11/1961, em Uberaba-MG.

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...

A Natureza é assim... Deus nos ensina se soubermos estar atentos...
"Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento; Instruí-vos, eis o segundo."