Devidamente reunidos, os seguidores de Jesus viram chegar o Mensageiro da Orientação, cuja palavra haviam solicitado com insistência.
Queriam alguma instrução que os fizesse mais adiantados na senda do bem e que lhes propiciasse mais amplo progresso espiritual, acentuando-lhes o estímulo ao trabalho e dilatando-lhes a paz.
O Celeste Emissário, sem qualquer presunção no olhar translúcido e sem o mais leve toque de autoritarismo na voz, explicou-se com brandura:
- Irmãos, não tenho avisos especiais e nem sei porque os servos dos Grandes Servos do Senhor, dos quais não passo de colaborador pequenino, terão determinado seja eu o portador da resposta às vossas súplicas sinceras.
Sabemos que o Eterno Amigo confia em vossa dedicação e a todos nos observa nos encargos diferentes a que somos trazidos. O Excelso Benfeitor não ignora que todos nos achamos detidos em ocupações diversas. Esse administra, aquele ensina, outro tece o fio e outro ainda lavra o campo. Muitas criaturas amparam os doentes e outras muitas protegem as crianças. Por isso mesmo, na Casa do Bendito das Alturas recomenda vos seja transmitida unicamente esta simples mensagem: "sempre que não puderdes auxiliar-vos uns aos outros, não vos queixeis de ninguém".
pelo Espírito Meimei - Livro: Somente Amor – Psicografia: Francisco C. Xavier – Espíritos: Maria Dolores e Meimei
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
UMA CARTA PARA O SR. ALLAN KARDEC
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso... "
Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos
Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gabi -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu.
"Sr. Allan Kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. "Seria fácil, não sei nadar"- pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça do poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:
"Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent."
Estupefato, li a obra - "O Livro dos Espíritos" - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver."
Ainda constava da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de "O Livro dos Espíritos" ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme:
"Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier."
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Aconchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima..."
(Hilário Silva - O Espírito da Verdade
Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos
Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gabi -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu.
"Sr. Allan Kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. "Seria fácil, não sei nadar"- pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça do poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:
"Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent."
Estupefato, li a obra - "O Livro dos Espíritos" - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver."
Ainda constava da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de "O Livro dos Espíritos" ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme:
"Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier."
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Aconchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima..."
(Hilário Silva - O Espírito da Verdade
Calma para o Êxito
Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.
Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...
Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...
Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...
Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...
É necessário ter calma sempre.
A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.
Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.
A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.
A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.
Não antecipa, nem retarda.
Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.
Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.
Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.
Divaldo P. Franco.Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.Alvorada.
Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...
Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...
Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...
Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...
É necessário ter calma sempre.
A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.
Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.
A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.
A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.
Não antecipa, nem retarda.
Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.
Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.
Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.
Divaldo P. Franco.Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.Alvorada.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Tarefas Construtivas
O chamado selvagem permitia ao filho o desenvolvimento pleno permitindo que ele realizasse as tarefas do cotidiano.
A sociedade, do chamado civilizado, muitas vezes prejudica o desenvolvimento do ser esquecendo que aprendemos fazendo. Excesso de teoria, pouca utilização das mãos na construção de tarefas úteis, falta de participação dos pais na vida do filho, falta de paciência para permitir que a criança consiga o seu desenvolvimento participando integralmente da vida no lar; aprendendo através do ensaio erro, causam os grandes problemas da nossa sociedade atual. O século XX é difícil; James Colleman, no seu livro "Comportamento anormal", diz que poderíamos chamá-lo de "século da angústia". Falta exatamente a família atuante auxiliando o indivíduo na manipulação e domínio da energia condensada no que convencionamos chamar de matéria densa.
A vida sedentária das crianças em frente do computador ou da televisão; a vida inexpressiva e monótona na repetição de exercícios físicos que não permitem a criatividade; a vida em apartamentos que impedem o plantar, regar, lidar com a Terra, como que limita a capacidade do raciocínio. As tarefas são dadas "mastigadas" para os filhos.
Partindo desse raciocínio deduzimos quais as tarefas que podem desenvolver a criatividade, construir o raciocínio infantil. São as dinâmicas e participativas.
Um aniversário no lar é possibilidade construtivista se os pais permitirem a criança participar intensamente.
A criança pode pintar ou desenhar os convites; mesmo que não fiquem uniformes com os comprados, o valor é muito maior porque é produto da utilização dos recursos mentais do educando. As que já sabem escrever podem construir uma pequena mensagem.
As crianças podem ajudar a pensar em como será o bolo, os doces, a planejá-los e fazê-los. Noção de tempo, espaço, quantidade, nutrição, economia, planejamento com início, meio e fim das tarefas, permitirão aos educandos a dilatação mental.
A lista dos convidados, a manufatura de pequenas lembranças, a arrumação da casa, mostrarão também que só nos desenvolvemos em equipe; a união faz a força.
Um lanche para receber os amiguinhos também é possibilidade de desenvolvimento do homem integral. Bater um bolo, auxiliar a mãe batendo as claras, passar manteiga nos sanduíches, inventar sanduíches, criar menus, tirar fotografias e depois organizá-las no álbum, permitem a organização do pensamento e a valorização da família e dos amigos.
Organizar teatrinhos, inventar diálogos, inventar histórias, fazer um jornalzinho no bairro ou no prédio de apartamentos; pegar o ônibus com um grupo de amigos e ir a um museu ou a um Shopping, são atividades produtivas na formação do indivíduo.
Os pais precisam conversar muito e muito com os filhos, conversas alegres, esclarecedoras, de amigos e irmãos, os laços do amor se solidificam.
Se a realização das tarefas é produto da maturidade, elas auxiliam o indivíduo a um desenvolvimento maior.
Arrumar a mala para uma viagem; saber que roupa levar. Ajudar a escolher o lugar onde vai passar as férias, entender a possibilidade de ir ou não a um determinado lugar, compreender as possibilidades econômicas da família, fazem parte do amadurecimento do indivíduo.
Hoje a educação é às vezes deseducação, bitolação, impedimento ao desenvolvimento.
A escola, que é um capítulo à parte, é considerada a única responsável pela educação dos filhos. Pais cansados, preocupados apenas com a sobrevivência, esquecem que somos muito mais do que vegetais e animais irracionais e de que nossas crianças precisam de amor e não apenas de alimento e da informação conseguida nas escolas. Precisam de formação, de exemplificação, da família, de tempo para a brincadeira, de lazer.
Alguns pais pensam que vão fazer dos seus filhos superprofissionais e os massacram com cursos e cursos. Não sobra tempo para pensar, criar, organizar o pensamento. É uma maratona que vai criar cansados, desanimados, estressados.
O caminho do meio é o correto. Todo excesso é prejudicial. Necessário é respeitar a infância da criança como a fase importante para a adaptação ao mundo e à sociedade.
Criança amada, respeitada, criativa, provavelmente será um indivíduo que ama, que auxilia a sociedade, que produz, que cresce e que faz crescer.
Tarefas construtivas são aquelas que desenvolvem o ser na capacidade de fazer, compreender o que faz e usa os recursos utilizados em uma tarefa para facilitar a realização de outras (tarefas).
Preocupando-nos apenas com a criação de indivíduos relativamente informados, instruídos, mas não formados, não plenamente desenvolvidos na compreensão da finalidade da existência, continuaremos a construir uma sociedade carente, desajustada, na qual cada elemento tenta viver apenas para ele mesmo; o egoísmo, o orgulho, a incompreensão da nossa dignidade, indestrutibilidade, continuarão com a violência, o crime, as crianças de rua, o desemprego, a dor.
O comodismo dos pais tem dado péssimo resultados. É preciso mudar, entender que a tarefa mais importante dos pais é criar homens de bem, capazes de amar o próximo como a si mesmo; precisam então estender esse amor a si próprios, na compreensão do nosso futuro luminoso...
Heloísa Pires - fonte: Correio Fraterno do ABC - novembro de 1997
A sociedade, do chamado civilizado, muitas vezes prejudica o desenvolvimento do ser esquecendo que aprendemos fazendo. Excesso de teoria, pouca utilização das mãos na construção de tarefas úteis, falta de participação dos pais na vida do filho, falta de paciência para permitir que a criança consiga o seu desenvolvimento participando integralmente da vida no lar; aprendendo através do ensaio erro, causam os grandes problemas da nossa sociedade atual. O século XX é difícil; James Colleman, no seu livro "Comportamento anormal", diz que poderíamos chamá-lo de "século da angústia". Falta exatamente a família atuante auxiliando o indivíduo na manipulação e domínio da energia condensada no que convencionamos chamar de matéria densa.
A vida sedentária das crianças em frente do computador ou da televisão; a vida inexpressiva e monótona na repetição de exercícios físicos que não permitem a criatividade; a vida em apartamentos que impedem o plantar, regar, lidar com a Terra, como que limita a capacidade do raciocínio. As tarefas são dadas "mastigadas" para os filhos.
Partindo desse raciocínio deduzimos quais as tarefas que podem desenvolver a criatividade, construir o raciocínio infantil. São as dinâmicas e participativas.
Um aniversário no lar é possibilidade construtivista se os pais permitirem a criança participar intensamente.
A criança pode pintar ou desenhar os convites; mesmo que não fiquem uniformes com os comprados, o valor é muito maior porque é produto da utilização dos recursos mentais do educando. As que já sabem escrever podem construir uma pequena mensagem.
As crianças podem ajudar a pensar em como será o bolo, os doces, a planejá-los e fazê-los. Noção de tempo, espaço, quantidade, nutrição, economia, planejamento com início, meio e fim das tarefas, permitirão aos educandos a dilatação mental.
A lista dos convidados, a manufatura de pequenas lembranças, a arrumação da casa, mostrarão também que só nos desenvolvemos em equipe; a união faz a força.
Um lanche para receber os amiguinhos também é possibilidade de desenvolvimento do homem integral. Bater um bolo, auxiliar a mãe batendo as claras, passar manteiga nos sanduíches, inventar sanduíches, criar menus, tirar fotografias e depois organizá-las no álbum, permitem a organização do pensamento e a valorização da família e dos amigos.
Organizar teatrinhos, inventar diálogos, inventar histórias, fazer um jornalzinho no bairro ou no prédio de apartamentos; pegar o ônibus com um grupo de amigos e ir a um museu ou a um Shopping, são atividades produtivas na formação do indivíduo.
Os pais precisam conversar muito e muito com os filhos, conversas alegres, esclarecedoras, de amigos e irmãos, os laços do amor se solidificam.
Se a realização das tarefas é produto da maturidade, elas auxiliam o indivíduo a um desenvolvimento maior.
Arrumar a mala para uma viagem; saber que roupa levar. Ajudar a escolher o lugar onde vai passar as férias, entender a possibilidade de ir ou não a um determinado lugar, compreender as possibilidades econômicas da família, fazem parte do amadurecimento do indivíduo.
Hoje a educação é às vezes deseducação, bitolação, impedimento ao desenvolvimento.
A escola, que é um capítulo à parte, é considerada a única responsável pela educação dos filhos. Pais cansados, preocupados apenas com a sobrevivência, esquecem que somos muito mais do que vegetais e animais irracionais e de que nossas crianças precisam de amor e não apenas de alimento e da informação conseguida nas escolas. Precisam de formação, de exemplificação, da família, de tempo para a brincadeira, de lazer.
Alguns pais pensam que vão fazer dos seus filhos superprofissionais e os massacram com cursos e cursos. Não sobra tempo para pensar, criar, organizar o pensamento. É uma maratona que vai criar cansados, desanimados, estressados.
O caminho do meio é o correto. Todo excesso é prejudicial. Necessário é respeitar a infância da criança como a fase importante para a adaptação ao mundo e à sociedade.
Criança amada, respeitada, criativa, provavelmente será um indivíduo que ama, que auxilia a sociedade, que produz, que cresce e que faz crescer.
Tarefas construtivas são aquelas que desenvolvem o ser na capacidade de fazer, compreender o que faz e usa os recursos utilizados em uma tarefa para facilitar a realização de outras (tarefas).
Preocupando-nos apenas com a criação de indivíduos relativamente informados, instruídos, mas não formados, não plenamente desenvolvidos na compreensão da finalidade da existência, continuaremos a construir uma sociedade carente, desajustada, na qual cada elemento tenta viver apenas para ele mesmo; o egoísmo, o orgulho, a incompreensão da nossa dignidade, indestrutibilidade, continuarão com a violência, o crime, as crianças de rua, o desemprego, a dor.
O comodismo dos pais tem dado péssimo resultados. É preciso mudar, entender que a tarefa mais importante dos pais é criar homens de bem, capazes de amar o próximo como a si mesmo; precisam então estender esse amor a si próprios, na compreensão do nosso futuro luminoso...
Heloísa Pires - fonte: Correio Fraterno do ABC - novembro de 1997
Filosofia da Felicidade
O problema da felicidade é todo de ordem espiritual.
Ser feliz importa em determinado estado de alma, que independe de circunstâncias externas.
A felicidade, como a imortalidade, está na trama íntima da vida mesma, dessa vida que não começa no berço, nem termina no túmulo.
Ser feliz é viver intensamente, é mergulhar no pélago da vida, sondando-lhe os arcanos mais recônditos. "Eu vim para terdes vida, e vida em abundância".
Felicidade não é satisfação, nem prazer, cuja sede seja a matéria. Tenho fome? Alimento-me, sinto-me saciado. Tenho sede? Bebo, estou dessedentado. Isto não é felicidade, pois que voltarei a ter fome e a ter sede. Ser feliz é comer certo pão e beber certa água, que nutrem e saciam para sempre.
Sem fé, não há felicidade. A alegria de viver vem do otimismo; o otimismo é filho da fé. Sentir alegria de viver, ser otimista, ter fé: eis a felicidade.
A felicidade não conhece passado, nem futuro: está sempre no presente.
O sofrimento não destrói a felicidade; esta é que age sobre aquele, suavizando-o hoje, dissipando-o amanhã.
Assim como da noite desponta o dia, assim a felicidade, muitas vezes, nasce da própria dor.
A felicidade é produto de auto-educação. Educar é desenvolver os poderes latentes do Espírito. Aos que pretendem alcançar a felicidade, por outros meios, estão reservados desapontamentos e desilusões.
Buscar a felicidade fora do seu interior, diz Vigil, é fazer como o caracol que andasse à cata de sua casa. É, ainda, como a jovem solteira que, ao cair das tardes, esperasse pelo marido.
Quanto mais intensa é a chama, maior será a irradiação que ela projeta. Da mesma sorte, quanto mais intensa for a vida, tanto maior será a felicidade que dela dimana. Duas chamas conjugadas formam uma chama bem mais forte. Assim, também, a vida se torna tanto mais feliz, quanto mais irmanada estiver com outras vidas e quanto mais estreita e íntima seja essa confraternização. "Pai, quero que eles sejam comigo, como eu sou um contigo".
Pela Felicidade, como pelo céu, ninguém tem que esperar. Os que esperam jamais alcançam. Os que querem deveras a felicidade, jão estão com ela. Os que realmente querem o céu, já nele estão, têm nele a sua morada. "A hora vem, e agora é.".
(Vinícius. Filosofia da Felicidade. In: Em Torno do Mestre, FEB)
Ser feliz importa em determinado estado de alma, que independe de circunstâncias externas.
A felicidade, como a imortalidade, está na trama íntima da vida mesma, dessa vida que não começa no berço, nem termina no túmulo.
Ser feliz é viver intensamente, é mergulhar no pélago da vida, sondando-lhe os arcanos mais recônditos. "Eu vim para terdes vida, e vida em abundância".
Felicidade não é satisfação, nem prazer, cuja sede seja a matéria. Tenho fome? Alimento-me, sinto-me saciado. Tenho sede? Bebo, estou dessedentado. Isto não é felicidade, pois que voltarei a ter fome e a ter sede. Ser feliz é comer certo pão e beber certa água, que nutrem e saciam para sempre.
Sem fé, não há felicidade. A alegria de viver vem do otimismo; o otimismo é filho da fé. Sentir alegria de viver, ser otimista, ter fé: eis a felicidade.
A felicidade não conhece passado, nem futuro: está sempre no presente.
O sofrimento não destrói a felicidade; esta é que age sobre aquele, suavizando-o hoje, dissipando-o amanhã.
Assim como da noite desponta o dia, assim a felicidade, muitas vezes, nasce da própria dor.
A felicidade é produto de auto-educação. Educar é desenvolver os poderes latentes do Espírito. Aos que pretendem alcançar a felicidade, por outros meios, estão reservados desapontamentos e desilusões.
Buscar a felicidade fora do seu interior, diz Vigil, é fazer como o caracol que andasse à cata de sua casa. É, ainda, como a jovem solteira que, ao cair das tardes, esperasse pelo marido.
Quanto mais intensa é a chama, maior será a irradiação que ela projeta. Da mesma sorte, quanto mais intensa for a vida, tanto maior será a felicidade que dela dimana. Duas chamas conjugadas formam uma chama bem mais forte. Assim, também, a vida se torna tanto mais feliz, quanto mais irmanada estiver com outras vidas e quanto mais estreita e íntima seja essa confraternização. "Pai, quero que eles sejam comigo, como eu sou um contigo".
Pela Felicidade, como pelo céu, ninguém tem que esperar. Os que esperam jamais alcançam. Os que querem deveras a felicidade, jão estão com ela. Os que realmente querem o céu, já nele estão, têm nele a sua morada. "A hora vem, e agora é.".
(Vinícius. Filosofia da Felicidade. In: Em Torno do Mestre, FEB)
Bilhete Fraterno
Meu amigo, prossigamos
No trabalho, dia a dia,
Procurando com Jesus
A verdadeira alegria.
Se no caminho despontam
Problemas a resolver,
Perseveremos no bem
Cumprindo o nosso dever.
A dor faz parte da vida...
Ninguém vive sem lutar,
Mas é feliz quem já sabe
Esquecer e perdoar.
Incompreensões? Dissabores?
Não desistas de servir.
Silencia e segue em frente
Na construção do porvir.
Amanhã, após a noite,
Que a morte impõe aos teus passos,
Encontrarás, redivivo,
O Cristo a estender-te os braços!
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Brilhe vossa Luz.Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha.4a edição. Araras, SP: IDE, 1987.
No trabalho, dia a dia,
Procurando com Jesus
A verdadeira alegria.
Se no caminho despontam
Problemas a resolver,
Perseveremos no bem
Cumprindo o nosso dever.
A dor faz parte da vida...
Ninguém vive sem lutar,
Mas é feliz quem já sabe
Esquecer e perdoar.
Incompreensões? Dissabores?
Não desistas de servir.
Silencia e segue em frente
Na construção do porvir.
Amanhã, após a noite,
Que a morte impõe aos teus passos,
Encontrarás, redivivo,
O Cristo a estender-te os braços!
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Brilhe vossa Luz.Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha.4a edição. Araras, SP: IDE, 1987.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Auto-Encontro
A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.
Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.
A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.
Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.
Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.
Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.
Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.
*
Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.
Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
*
Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.
A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.
Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.
Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânino, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.
Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.
Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.Salvador, BA: LEAL, 1994.
Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.
A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.
Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.
Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.
Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.
Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.
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Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.
Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
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Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.
A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.
Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.
Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânino, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.
Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.
Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.Salvador, BA: LEAL, 1994.
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